<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627</id><updated>2011-11-22T07:26:26.314-08:00</updated><title type='text'>A Estrela Mariana do Sul</title><subtitle type='html'>"Dirijo-me a vós, ó Maria, minha Mãe dulcíssima e Senhora.  Sabeis que, depois de Jesus, em vós tenho colocado toda a esperança de minha eterna salvação". (S Afonso de Liguori)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>138</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111413928347368039</id><published>2005-04-21T20:06:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T20:08:03.476-07:00</updated><title type='text'>Pornocultura</title><content type='html'>CADF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crescimento da Aids, o aumento da criminalidade e a escalada das drogas castigam a juventude européia. Para muitos jovens os anos da adolescência serão os mais perigosos da vida. Gravidez precoce, aborto, doenças sexualmente transmissíveis, Aids e drogas compõem a trágica equação que ameaça destruir o sonho juvenil. A dura realidade, também presente aí, no Brasil, deveria merecer uma reflexão mais desengajada e madura, sobretudo no momento em que o governo Lula pretende distribuir milhões de preservativos num pretenso esforço em defesa da saúde pública. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o porta-voz do Institute for Research and Evaluation, "é um erro acreditar que com mais preservativos se evitem os comportamentos perigosos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas revelam que adolescentes bem informados continuam tendo condutas sexuais de alto risco. A informação, despida de orientação moral, acaba sendo contraproducente. Na verdade, as campanhas de educação sexual, na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, não têm sido capazes de neutralizar a influência do gigantesco negócio do sexo, que, impunemente, acaba determinando a agenda do mundo do entretenimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Brasil, a culpa não é só da televisão, que, freqüentemente, apresenta bons programas. É de todos nós - governantes, formadores de opinião e pais de família -, que, num exercício de anticidadania, aceitamos que o País seja definido como o paraíso do sexo fácil, barato, descartável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste, para não dizer trágico, ver o Brasil ser citado como um paraíso excitante para os turistas que querem satisfazer suas taras sexuais com crianças e adolescentes. Reportagens denunciando redes de prostituição infantil, algumas promovidas com o conhecimento ou até mesmo com a participação ativa de autoridades públicas, crescem à sombra da impunidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo atual, à semelhança do anterior, assustado com o aumento da gravidez precoce e com o crescente descaso dos usuários da camisinha, investe pesado na distribuição do preservativo. A estratégia é inútil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, milhões de reais já foram gastos num inglório combate aos efeitos. O resultado está gritando no assustador avanço da gravidez precoce. A raiz do problema, independentemente das iras que eu possa despertar em certos ambientes politicamente corretos, está na onda de hipersexualização que tomou conta do ambiente nacional. É ridículo levar um gordo a um banquete e depois, insensatamente, querer que evite a gula. Hoje, diariamente, na televisão, nos outdoors, nas mensagens publicitárias, só se fala daquilo. O sexo foi guindado à condição de produto de primeira necessidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As campanhas de prevenção da Aids e da gravidez precoce chocam de frente com inúmeros programas de auditório que fazem do sexo bizarro uma alavanca de audiência. A programação infantil, outrora orientada por padrões éticos e educativos, passou a receber forte carga de violência e sexo. Desenhos animados, marca registrada de um passado não distante, foram substituídos pelo apelo erótico que domina, por exemplo, a programação do fim de semana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciação sexual precoce, abuso sexual e prostituição infantil são, de fato, o resultado da cultura da promiscuidade que está aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem moralismo, creio que chegou a hora de uma guinada. Depois nos queixamos da nossa imagem no exterior. Aqui, na Itália, pouco se fala do Brasil. E, quando se fala, infelizmente, o noticiário se reduz às ações do crime organizado e à miséria da nossa periferia. Limitam-se nossa cultura e nossa arte ao rebolado. É uma tristeza. O Brasil, não obstante suas terríveis chagas sociais, é uma nação emergente. É, sem dúvida, bom de samba. Mas é muito mais que o país do gingado, das mulatas e do carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo, de 13 de outubro de 2003&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111413928347368039?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111413928347368039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111413928347368039' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111413928347368039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111413928347368039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/pornocultura.html' title='Pornocultura'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111413911868657673</id><published>2005-04-21T20:02:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T20:05:18.710-07:00</updated><title type='text'>ASSÉDIO SEXUAL INFANTIL E O MOVIMENTO HOMOSSEXUAL</title><content type='html'>Steve Baldwin* &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, o movimento gay parece estar lucrando muito com  sua guerra contra a cultura judaico-cristã norte-americana.  Personalidades gays têm se tornado a norma nas séries de comédia; está na moda atacar os escoteiros; propaganda homossexual inunda muitas de nossas escolas públicas; quase toda alta cúpula das denominações religiosas tem “revisto” seus entendimentos do ensinamento bíblico concernente à homossexualidade; e a agenda legislativa dos “direitos” dos gays é seguida pelas imaginações mais bárbaras dos advogados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo assim o impacto destrutivo que a homossexualidade tem sob a Civilização Ocidental é raramente discutido por colunistas, repórteres, religiosos, líderes, políticos ou por qualquer outro.  Mesmo algumas publicações conservadoras escolhem ignorar o comportamento e em vez disso têm publicado artigos argumentando pela maior tolerância ao estilo de vida gay. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, na publicação homossexual, conservadores estão divididos entre uma atitude do tipo “viva e deixe viver” e outra que conclui que a agenda homossexual terá que ser cortada se a cultura judaico-cristã deve sobreviver.  Porém, evidências impressionantes dão sustentação à crença de que a homossexualidade é uma depravação sexual freqüentemente acompanhada por desordens que trazem horríveis conseqüências para nossa cultura.  Uma vasta quantidade de dados demonstrando a depravação de caráter do estilo de vida gay é ignorado pela mídia, assim como pelas lideranças profissionais da área de psicologia, psiquiatria e medicina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil trazer à tona o lado escuro da cultura homossexual sem parecer duro.  Porém, é tempo de admitir que o comportamento homossexual põe em risco os fundamentos da Civilização Ocidental ─ o núcleo familiar. Uma clara manifestação do ataque na unidade familiar são os esforços da comunidade homossexual em alvejar as crianças tanto para seu próprio prazer sexual quanto para aumentar o movimento homossexual.  A comunidade homossexual e seus aliados na mídia zombam desse argumento.  Eles insistem que isso é meramente uma tática de demonizar o movimento homossexual.  Depois de tudo, ainda argumentam que o assédio sexual heterossexual é de longe o problema mais sério. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a verdade é mais desconhecida do que a ficção.  Pesquisas confirmam que o assédio sexual infantil por homossexuais é muito maior do que por heterossexuais, e a alta cúpula da cultura homossexual comumente promove o sexo com crianças.[1] Líderes homossexuais repetidamente argumentam pela liberdade ao engajamento do sexo consensual com crianças, e análises ocultas revelam um chocante número elevado de homossexuais que admitem contato sexual com menores.[2] Realmente, a comunidade homossexual está dirigindo uma campanha universal para reduzir a idade legal de consentimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa tendência chega como custo da segurança de nossas crianças. O incidente em Los Angeles envolvendo grupos de assistência doméstica operados pela Gay and Lesbian Adolescent Social Services (GLASS) exemplifica esse perigo. O GLASS recebe dinheiro dos contribuintes para captar a inquieta juventude dirigida a eles pelos departamentos de serviço social de várias cidades do sul da Califórnia.[3] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio website da GLASS deve ser o bastante para informar-se previamente. GLASS acredita que algumas crianças nascem gays (uma visão sustentada por nenhuma ciência) e anunciam que eles têm como alvo “jovens confusos com suas identidades sexuais."[4] O website liga-se a uma miríade de sites gays tendo como alvo a juventude, incluindo um livro de promoção do sexo com crianças.[5] A fundadora do GLASS e diretora executiva, Teresa DeCrescenzo, editou um livro que ajuda a juventude a descobrir sua homossexualidade.[6] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é surpresa que o Departamento de Serviços Sociais da Califórnia encontrou "em inúmeras ocasiões, a começar pelo menos no início de 1994, adultos afiliados com a GLASS, incluindo assessores, membros da comissão de diretores da GLASS e voluntários, molestadores de crianças que estavam lotados na GLASS."[7] O Departamento de Serviços Sociais achou que DeCrescenzo, ciente das alegações de assédio, dissuadiu que a conduta de sua equipe não foi inadequada.[8] Aparentemente, DeCrescenzo crê que o assédio é parte do processo de “constatação” que ela glorifica em seus escritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém pensaria que uma fábrica de assédio disfarçada como um grupo de assistência doméstica seria uma boa razão para o Estado da Califórnia fechar por completo as atividades do grupo de assistência doméstica da GLASS. De modo prestigioso, o Estado da Califórnia, permitiu que a GLASS continuasse as atividades, removeu uns poucos indivíduos e colocou a GLASS em provação.[9] Mesmo que incidentes adicionais de assédio ocorressem nas experiências da GLASS em 1999, eles se mantêm em funcionamento até hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma investigação do Los Angeles Times achou que, em casos assim, "parece que as autoridades nunca investigaram completamente esses relatos."[10] De fato, nenhuma pessoa tinha sido acusada por assédio sexual infantil ou pôs-se em perigo alguém por parte do Procurador Público General Bill Lockyer, um ávido promotor da agenda gay.[11] Depois de tudo, isso seria detestável.  Se um tal grupo de assistência doméstica fosse operado por heterossexuais, as experiências seriam fechadas, qualquer licença existente revogada, e numerosas acusações criminais preenchidas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Homossexuais estão mirando não apenas nos grupos de assistência juvenil doméstica, mas em todo tipo de trabalho com a juventude.  Quando uma família da Califórnia processou os Escoteiros em 1993 por expor seus filhos a um líder escoteiro que o molestou, os Escoteiros foram requisitados a modificar mais de 25,000 páginas de documentos em favor do queixoso.  Esse reflexo sem precedentes no interior do mundo dos pedófilos escoteiros revelou que milhares de garotos tinham sido molestados por líderes escoteiros e outros voluntários entre 1971 e 1991, resultando em expulsão de mais de 1,800 voluntários escoteiros por atividade pedófila.[12] Os documentos mostram que alguns líderes escoteiros molestaram mais de quarenta garotos antes de serem capturados e que muitos, uma vez capturados, simplesmente mudaram-se para uma diferente tropa de escoteiro e continuaram abusando de garotos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ativistas gays protelaram dizendo que o epidêmico assédio escoteiro foi um problema heterossexual. O exame dos muitos casos deste perfil revela, porém, que os escoteiros molestadores são atraídos exclusivamente por garotos e muitos da alta cúpula de organizações defensoras do estilo de vida gay. John Hemstreet é um exemplo típico.  Hemstreet é um convicto molestador de crianças, ex-líder escoteiro, e atualmente o Presidente da Toledo, Ohio chapter of Parents and Friends of Lesbians and Gays (PFLAG). PFLAG é um dos grupos que lideram o ataque nacional aos escoteiros da America.[13] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incrivelmente, o grupo pró-pedofilia, North American Man Boy Love Association (NAMBLA), que se intitula um grupo homossexual, escreveu uma carta ao Escritório do Escotismo Nacional encorajando “os escoteiros da América a cessar sua discriminação contra os declarados gays e lésbicas na nomeação de seus mestres escoteiros e seu alto escalão.  Isso permitirá que os escoteiros sejam expostos a uma variedade de estilos de vida e que muitos destes indivíduos que genuinamente desejam se servir desses garotos façam isso."[14] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valendo-se de uma lógica deformada, acadêmicos pró-gays, argumentam em vários jornais de ciências sociais que o assédio de garotos não é próprio de um estilo de vida gay e que tais homens não são realmente homossexuais. É simplesmente assombroso que propagandistas gays e “sexólogos” estão enganando de forma sistemática o público e a mídia nessa crença de que um foco exclusivo do homem em jovens machos não deve ser definido como homossexualidade!  Mas se uma exclusiva atração de um macho por outros machos de qualquer idade não é homossexualidade, é o quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por um lado, homossexuais em geral afirmam que o assédio sexual de crianças não é parte do estilo de vida homossexual. Por outro, eles estão calmamente fundando os parâmetros legais para eximir o assédio sexual de garotos de processos por razões anti-discriminatórias. Por exemplo, em Nevada um homem de quarenta e dois anos foi preso por molestar um garoto de dezesseis anos, mas não foi acusado pelo procurador do distrito. A razão dada foi que para fazer isso iria “discriminar uma classe de pessoas”.[15] O sub-procurador do distrito adicionou que se acusasse o homem “estaria segregando os homossexuais”. [16] Por anos, conservadores argumentaram que as tão faladas leis anti-discriminação no fim das contas conduziria a permissividade legal de vários depravados homossexuais.  Parece que esse tempo é mais breve do que se esperava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisas sobre estilo de vida homossexual confirmam que o homossexualismo é quase que exclusivamente uma cultura de orientação juvenil.[17] Muito poucos gays demonstram preferência por homens mais velhos.  Alguns admitem um enfoque em adolescentes, alguns em garotos pré-pubescentes, e vários alternam-se entre as categorias.  Todos são sub-sistemas da depravação homossexual.  Demais a mais, muitos pedófilos consideram-se como gays. Em 1988, um estudo publicado nos Archives of Sexual Behavior, 86% dos pedófilos descreveram-se como homossexuais ou bissexuais.[18] A expert em prostituição infantil, Jennifer James relata que o número de garotos prostituídos que identificam-se como homossexuais saltou de 10% para 60% nos últimos quinze anos.[19] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria do público é na mesma hora ciente do NAMBLA, um grupo que promove abertamente sexo com garotos menores e declaram que amantes de garotos respondem às necessidades dos garotos querendo amor. NAMBLA é atualmente o alvo de uma ação de classe movida por pais das crianças molestadas e, em um caso,  assassinada por indivíduos associados com o NAMBLA.[20] Em geral, a alta cúpula das organizações gays distancia-se do NAMBLA. Claramente, isso é meramente uma tática de relação pública das lideranças gays para realizar sua agenda, pois sofreriam enormes medidas se o público soubesse a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que o NAMBLA não só se descreve como parte da coalização dos direitos dos gays, como sua literatura expressa que um dos objetivos é “cooperar com o lesbianismo, gays e outros movimentos de liberação sexual."[21] NAMBLA mesmo “provê assistência financeira e outras assistências para organizações juvenis GLB [Gay, lesbian, bi-sexual]. . . ."[22] Realmente, alguns afiliados ao NAMBLA encontram-se em círculos da alta cúpula gay tais como o Philadelphia’s Gay and Lesbian Community Center. Os encontros e conferências do NAMBLA sempre apresentam líderes e oradores gays. Por exemplo, Don Kilhefner, da Los Angeles Gay Community Service Center, discursou para os membros do NAMBLA de Los Angeles no tema "O Significado do Amor Homem/Garoto na Comunidade Gay." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais compreensivo trabalho em um website gay, o Queer Resource Directory (www.qrd.org), vincula-se a todos grupos gays no país incluindo o NAMBLA e outros grupos de homossexuais que enfocam a juventude. NAMBLA marcha em paradas gays com o consenso das lideranças gays. Muitos dos líderes de movimentos homossexuais mais importantes dão aval ao NAMBLA e seus objetivos. Autores e líderes gays tais como Allen Ginsberg, Gayle Rubin, Larry Kramer (fundador do ACT-UP), Pat Califia, Jane Rule, Michael Kearns, e Michel Foucault têm todos os escritos em favor de um dos dois: NAMBLA ou relacionamentos homem-garoto.[23] Harry Hay, que muitos consideram o fundador do movimento homossexual da América, convidou os membros do NAMBLA a marchar com ele na "Marcha de Washington", parada de direitos dos gays de 1993. Ele também marchou na parada gay de Los Angeles de 1985 vestindo uma blusa enfeitada com as palavras "NAMBLA caminha comigo."[24] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diretores de jornais e revistas da alta cúpula homossexual tais como o Advocate, Edge, Metroline, The Guide, e The San Francisco Sentinel não têm só publicado artigos e colunas pro-NAMBLA mas também editado muitos em favor do NAMBLA e sexo com crianças.  O editor do The Guide, Ed Hougen, declarou em uma entrevista com Lambda Report, "Eu acredito que eles [NAMBLA] estão habitualmente interessados no direito das pessoas jovens de serem sexuais. . . . Eu estou feliz que há um grupo como o NAMBLA que está desejando ser corajoso." The San Francisco Sentinel foi mais incisivo: "A posição NAMBLA em relação ao sexo não é irracional, apenas impopular. Quando um garoto de 14 anos se aproxima de um homem para o sexo, é porque ele quer sexo com um homem."[25] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há também o significativo status do NAMBLA de membro social da International Lesbian and Gay Association (ILGA), reconhecida às vezes pelas Nações Unidas como a ONG oficial representando a comunidade gay mundial.  Quando a sociedade do ILGA e NAMBLA tornou-se pública, um redemoinho de vento de controvérsia internacional irrompeu.  Alguns líderes gays observaram essa consideração como prejudicial à imagem e objetivos do movimento gay e urgiram a expulsão do NAMBLA puramente por propósitos políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a mídia falhou em informar que o ILGA mesmo tinha sediado seminários de pedofilia, emitindo resoluções em 1985, 1988, e 1990 a fim de abolir as leis de consenso etário já que “as leis de consenso da mesma idade sexual funcionam para oprimir e não para proteger” e apoiou “o direito de todo indivíduo, sem consideração de idade, explorar e desenvolver a sua sexualidade. "[26] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, reagindo à legislação do congresso americano tratando da redução de $119 milhões em apoio financeiro, as Nações Unidas expulsaram o ILGA em 1995 por se recusarem a se desligar de meia dúzia de grupos de membros que defendiam e promoviam a pedofilia. De forma reveladora, embora o ILGA tenha expulsado o NAMBLA (muitos dizem que foi para mostrar serviço), não podia reunir apoio suficiente entre sua sociedade para expulsar outras muito poderosas e discretas organizações pró-pedófilas da Alemanha e em outros países.  É extremamente revelador que a maioria dos membros da principal coalizão homossexual do mundo, o ILGA, decidiram que eles preferiam ser excluídos das deliberações da ONU a votar pela exclusão de grupos que defendiam sexo com crianças.[27] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente do apoio ao NAMBLA da alta cúpula da comunidade gay, há uma rica evidência de que homossexuais são a principal força por trás da escalada dos epidêmicos assédios sexuais a crianças. Com efeito, pelos últimos quinze anos a comunidade homossexual e seus aliados acadêmicos têm publicado uma grande quantidade de artigos afirmando que sexo com crianças não é prejudicial às crianças, mas, como declararam em um jornal homossexual, "constituem um aspecto da vida gay e lésbica."[28] Tais artigos têm aparecido em jornais acadêmicos pró-homosexuais tais como The Journal of Homosexuality, The Journal of Sex Research, Archives of Sexual Behavior, e The International Journal of Medicine and Law. O quadro editorial do principal jornal acadêmico pedófilo, Paidika, é dominado por importantes acadêmicos homossexuais tais como o professor John DeCecco da San Francisco State University, que desfruta de prestígio para editar o Journal of Homosexuality. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, o Journal of Homosexuality é o mais importante jornal acadêmico da alta cúpula do mundo homossexual e ainda publicou duas edições especiais intituladas Male Intergenerational Intimacy, contendo dúzias de artigos retratando sexo entre homens e garotos menores como amantes de relacionamentos. Um artigo expressa que os pais deveriam conceber que o pedófilo ama seu filho "não como um rival ou competidor, não como um ladrão de sua propriedade, mas como um parceiro na criação do garoto, alguém para ser bem vindo no interior de suas casas."[29] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Similarmente, publicações da alta cúpula gay não fazem a menor cerimônia de esconder suas concepções pró-pedofilia. Por exemplo, BLK, a principal publicação homossexual negra, defendeu a pedofilia com um artigo intitulado, "Devem os Homens Que Amam Garotos Serem Culpados de Comportamento Sexual Impróprio?"[30] O principal jornal homossexual de San Francisco, The Sentinel, incisivamente expressou as idéias do autor, "O amor entre homens e garotos é o fundamento da homossexualidade."[31]  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, a revista homossexual magazine Guide declarou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós podemos nos orgulhar de que o movimento gay tem se familiarizado a poucas vozes que tem tido a coragem de dizer em alto e bom som que crianças são naturalmente sexuais, que elas merecem o direito de expressão sexual com quem elas escolherem. . . . Nós devemos ouvir nossos profetas. Em vez de temermos ser rotulados de pedófilos, nós devemos orgulhosamente proclamar que sexo é bom, incluindo a sexualidade de crianças. . . . Nós devemos fazer isso por causa das crianças .[32] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o Guia está dizendo que gays devem molestar crianças por sua própria causa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a alta cúpula na mídia tem aparentemente recusado se engajar em qualquer tipo de exposição investigativa exposta do movimento gay, não é difícil de achar apoio para sexo infantil entre líderes-chave homossexuais em suas publicações e literatura. Por exemplo, o fundador do infame grupo homossexual, ACT-UP, Larry Kramer, escreveu no seu livro, Report from the Holocaust: The Making of an AIDS Activist, "Nesses casos onde crianças têm que fazer sexo com homossexuais mais velhos, são eles professores ou qualquer outro, eu sugiro que freqüentemente, muito freqüentemente, a criança deseja a atividade, e talvez mesmo a solicite." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma carta ao editor do jornal gay, Andy Humm, um líder chave de um dos mais volumosos grupos gays juvenis, que defendem a juventude, disse, "Ninguém deve ter negados os direitos civis básicos por causa de sua orientação, se a pessoa é homossexual, heterossexual, transexual, travesti, pedófilo, sádico, masoquista, assexual, qualquer que seja o tipo que possa imaginar . . . . Eles estão em suas variações naturais."[33] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise de 1995 pela Dra. Judith Reisman do Institute for Media Education, enfocando anúncios no mais influente jornal homossexual da nação, The Advocate, revela que 63% dos anúncios pessoais procuram ou oferecem prostituição.[34] Muitos deles abertamente solicitam garotos.[35] The Advocate também publica no jornal um "Boneco de um Garoto Penetrável . . . disponível em 3 posições  provocativas."[36] Reisman encontrou mais ou menos quatorze imagens eróticas de garotos no The Advocate.[37] Algumas publicações homossexuais, tais como o jornal do sul da Califórnia Update, são insolentes o suficiente para publicar no jornal doações para as custas processuais para homossexuais presos por pedofilia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, NAMBLA e outra literatura pró-pedofilia podem ser encontradas sempre que homossexuais se reúnem (livrarias homossexuais, saunas, festivais, bares gays etc.).  Quando o líder do Americans for Truth About Homosexuality, Peter LaBarbera, pediu ao diretor de uma das principais livrarias de Boston, Glad Day Bookshop, para abandonar a venda de literatura pedófila, ele respondeu: "Nossa política é vender tudo que está disponível para a comunidade gay."[38] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono de uma importante livraria gay da Philadelphia, Giovanni’s Room, tirou das estantes a literatura do NAMBLA só depois de ameaça de boicote, porém comentou, "Eu penso que esse é um dia estranho para a cultura gay quando nós começamos a banir algo só porque isso nos torna desconfortáveis . . . especialmente quando a coisa é um fundamento da literatura gay.  Se nós tirarmos todos os livros que tinham temas sexuais entre adultos e jovens, nós teríamos de abandonar muitas novelas, memórias ou biografias."[39]  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais populares livros de ficção no mercado hoje são ricos em simples descrições de relacionamentos entre gerações de acordo com o escritor Philip Guichard no artigo Village Voice. Doubleday publicou um livro em 1998, The Gay Canon: Great Books Every Gay Man Should Read, que recomenda numerosos trabalhos que retratam sexo com garotos de uma maneira positiva. A livraria Border proíbe a venda de um livro, A History of Gay Literature: The Male Tradition, que inclui um capítulo devotado à história de literatura pró-pedofilia como uma parte indisputável da história da literatura homossexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gays Men’s press publica uma lista de bestsellers onde aparecem livros como Dares to Speak: History and Contemporary Perspectives on Boy-Love, Some Boys, e For a Lost Soldier. Todos estes livros só podem ser descritos como pró-pedófilos.  A confiável Encyclopedia of Homosexuality defende o reconhecimento do "fato que até muito recentemente relacionamento amoroso homem/garoto era aceito como uma parte, e realmente era uma parte maior, da homossexualidade masculina."[40] O principal dicionário da cultura homossexual, The Queens’ Vernacular, lista 254 das 12,000 palavras como ter que fazer sexo com garotos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das maiores publicações da literatura de livros homossexuais, Alyson Publications, também publica livros pró-pedófilos tais como Gay Sex: A Manual for Men Who Love Men. Esse livro contém instruções detalhadas para homossexuais de como evitar ser descoberto e preso quando fazer sexo com garotos: "Evite situações onde um número de homens estão fazendo sexo com o mesmo garoto, ou grupo de garotos, sob um período de tempo."[41] Desconhecida da maioria, Alyson Publications é também provavelmente o maior provedor de literatura e materiais de leitura para as escolas públicas pró-gay da America. Infelizmente, esse mercado está crescendo em um ritmo tremendo. O infame Heather has Two Mommies, atualmente sendo utilizado na maioria dos sistemas educacionais de crianças nas escolas públicas para educar crianças a respeito da homossexualidade, é um livro da Alyson Publications. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a suposta terra natal do moderno dia do movimento homossexual, o Bar Stonewall em New York, era notoriamente um lugar onde homossexuais mais velhos arranjavam encontros com jovens garotos para transar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conferências da "alta cúpula" homossexual comumente retratam discursos sobre o sexo intergerações como ele é agora chamado. Por exemplo, em um dos encontros nacionais de homossexuais, a convenção anual National Gay Lesbian Task Force apresentou um seminário em 2001 intitulado Your Eyes Say Yes But the Law Says No, que incluiu um discurso de um ativista S&amp;M sobre leis que afetando o sexo intergerações. A convenção também exibiu um outro seminário intitulado Drag 101: How to Turn Kids in Make-up into Kings and Queens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achar qualquer jornal gay ou publicação de viagem gay e alguém que encontre anúncios de turismo sexual para Burma, Philippines, Sri Lanka, Thailand, e outros países infames para prostituição de garotos. Relatos publicados em tais viagens por autores homossexuais revelam que milhares de gays americanos estão patrocinando a prostituição de garotos pelo mundo. O mais popular guia de viagem para homossexuais, Spartacus Gay Guides, está repleto de informações sobre onde achar garotos para sexo e, com um aviso camarada, lista as punições em vários países para sodomia com garotos, se capturados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo do Sri Lanka anunciou que mais de 10,000 garotos prostitutos trabalham em suas praias como resultado de uma alta demanda criada pelos homossexuais afluentes do Ocidente. Mas o pequeno e imundo segredo da comunidade homossexual americana é os milhares de garotos prostitutos que lhes prestam serviços dentro de nossas fronteiras. Um livro expondo a prostituição mundial de garotos, For Money or Love, Boy Prostitution in America, revela que garotos estão se vendendo não só em cidades como New York, Los Angeles, San Francisco, Philadelphia, Chicago, Baltimore, e New Orleans, mas também em pequenas cidades de todo país. Em um jargão de rua, os garotos são conhecidos como "chickens" e seus clientes são conhecidos como "chickenhawks."[42] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites homossexuais na internet sites não são diferentes. Uma rápida busca usando as palavras-chave "gay" e "boys" facilmente localiza milhares de sites homossexuais que promovem sexo com garotinhos e/ou contendo pornografia infantil.  Realmente, a alta cúpula de grupos homossexuais bem que tentou obstruir a legislação de Virginia, que passou em 2001, restringindo o uso da internet que prova danos às crianças (tais como salas de bate papo comumente usado por pedófilos para encontrar vítimas).[43] Similarmente, uma acusação de pedofilia em Iowa por mostrar vídeos pornográficos a cinco garotos menores cortejou expansivos protestos de ativistas homossexuais quando a sentença foi confirmada em apelação para a Suprema Corte de Iowa.[44] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santo Graal do movimento pedófilo é a redução ou eliminação de todas as leis de consenso etário. Os principais guerreiros nessa batalha política e legal é a "alta cúpula" dos grupos homossexuais. Robert Knight e Frank York do Family Research Institute tem isso perfeitamente documentado em uma reportagem. "Como que distanciasse de 1972, a National Coalition of Gay Organizations adotou uma ‘plataforma de direito dos gays’ que incluiu uma exigência para ‘repelir todas as leis governamentais de consenso sexual etário.’"[45] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os ativistas homossexuais no interior da ONU que estão fazendo um lobby em favor da concessão de direitos sexuais para crianças menores. Na Inglaterra, a campanha está sendo liderada pelo Outrage! e Stonewall, ambas organizações homossexuais. O grupo homossexual holandês, Association for the Integration of Homosexuality, tem lutado sucessivamente para reduzir a idade legal para o sexo para doze na Holanda. Assistindo-os estava um outro grupo homossexual, o COC, que declarou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberação da pedofilia deve ser vista como um assunto gay . . . [e que] idades de consenso devem portanto ser abolidas . . . pelo reconhecimento da afinidade entre homossexualidade e pedofilia, o COC teve muitas possibilidades de acomodar os adultos homossexuais a esta prática, tornando-os mais sensíveis aos apelos eróticos de membros mais jovens de suas relações sexuais, relacionados a alargada identidade gay.[46] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Canadá, o esforço é liderado pelo ativista homossexual e defensor do NAMBLA Gerald Hannon. Na América, ao lado do NAMBLA, o esforço é apoiado pela maior parte das maiores organizações homossexuais tais como a National Gay Task Force. Realmente, a anual e homossexual "Marcha em Washington" invariavelmente libera um "enunciado de demandas" que inclui a abolição de leis de consenso etário. Homossexuais no Hawaii tem também bem sucedidamente reduzido por ali a idade de consenso para quartorze. Para ser franco, é difícil achar um defensor da diminuição de idade legal de consenso nos EUA ou em qualquer outro lugar, que não seja um ativista homossexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que então diz a literatura acadêmica sobre a relação entre homossexualidade e assédio sexual infantil?  Muitas coisas, realmente. Estudos científicos confirmam uma forte predisposição pedófila entre homossexuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fundador do Family Research Institute e psicólogo Paul Cameron, revendo mais do que dezenove diferentes reportagens acadêmicas e estudos analisados por um colega em um artigo de 1985 da Psychological Reports, descobriu que homossexuais contabilizam entre 25% e 40% de todos assédios sexuais infantis. Pesquisadores de sexo como Freund, Heasman, Racansky, e Glancy, por exemplo, em 1984, em um artigo do Journal of Sex and Marital Therapy, pôs o número em 36%. Erickson, Walbek, Sely, em um artigo dos Archives of Sexual Behavior de 1988, colocou-o em 86% quando as crianças estão sendo molestadas por machos.[47] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, deve ser notado que homossexuais totalizam apenas 2% da população.  Isso significa que estatisticamente um molestador de crianças é dez a vinte vezes mais provável ser homossexual do que heterossexual. Em outras palavras, assédios heterossexuais são proporcionalmente uma fração comparados aos assédios homossexuais. Estudos mais recentes confirmam essa estatística. Em 2000, os Archives of Sexual Behavior publicaram um artigo de sete investigadores sexuais concluindo que ‘‘em torno de 25-40% dos homens são atraídos por crianças, de preferência garotos. Dessa forma, a percentagem de atração homossexual é 6 a 20 vezes maior entre pedófilos."[48] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O expert em violência sexual e professor de psiquiatria Eugene Abel, em um estudo publicado em 1987 pelo Journal of Interpersonal Violence, concluiu que homossexuais molestam sexualmente garotinhos com uma incidência que é cinco vezes maior do que o assédio de garotas.[49] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo de 1992, publicado no Journal of Sex and Marital Therapy, investigadores sexuais K. Freud e R. I. Watson descobriram que homossexuais masculinos são três vezes mais passíveis de se engajar na pedofilia do que homens heterossexuais, e que a média de vítimas de pedófilos estava entre 20 e 150 garotos antes de serem detidos.[50] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dado tem chegado a frente confirmando que sexo com garotinhos é um estilo de vida para muitos homossexuais. Em 1993, o Escritório de Advocacia do Exército dos EUA, publicou um estudo que analisou 102 condenações a cortes marciais por terem seus soldados se envolvido em atos homossexuais por um período de quatro anos. O estudo descobriu que em 47% dos casos, homens homossexuais vitimaram um jovem.[51] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise contendo relatos de assédio do Family Research Institute, englobando cinco dos maiores jornais, descobriu em torno de 40% envolvendo homossexuais, mas esse número é baixo devido ao fato que muitos repórteres não relatarão se um molestador de crianças é mesmo homossexual se ele sabe que esse seja o caso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um estudo dos pesquisadores de sexo Alan Bell e Martin Weinberg descobriu que 25% dos gays brancos têm feito sexo com garotos de dezesseis anos ou mais jovens.[52] O Family Research Institute conduziu um estudo similar e descobriu que "11 vezes mais do que homens exclusivamente heterossexuais relataram ter feito sexo com um homem enquanto eles tinham menos de 13 anos."[53] Um estudo feito por ativistas homossexuais e pesquisadores Jay e Young revelou que 73% dos  homossexuais avaliados fizeram sexo com garotos de dezesseis a dezenove anos de idade ou mais jovens.[54] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo sobre estupro masculino publicado pelo American Journal of Psychiatry, detectou-se que 6% das vítimas de estupro relataram a um centro de crise de estupro da Philadelphia que eram garotos de menos de dezesseis anos.  E mulheres não os estupraram. Esse tipo de comportamento, porém, é considerado normal em círculos psiquiatras devido à influência de psiquiatras homossexuais no interior da American Psychiatry Association. Esse é o lobby homossexual no interior dessa corporação que impulsionou uma nova forma de reescrever o critério de diagnóstico para a pedofilia. A nova definição de sexo com crianças afirma que se trata de uma desordem psicológica apenas se esta causa "clinicamente um sofrimento significante" para o molestador! Por conta dessa definição, muitos molestadores são pessoas perfeitamente normais! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A American Psychological Association parece ter simpatias similares quando publicou um artigo sujo e cheio de erros no seu Psychological Bulletin em julho de 1998, argumentando que não há documentação de pesquisa de que o abuso sexual infantil é nocivo às crianças e que "um encontro de desejos com reações positivas seria classificado simplesmente de sexo de adulto com criança" em vez de usar termos tais como molestador de crianças e vítima. Não houve gritaria da comunidade homossexual.  Realmente, das duas uma: ou ficaram em silêncio ou defenderam publicamente o artigo. Um dos mais proeminentes jornalistas homossexuais, Andrew Sullivan, atacou as críticas do estudo no New York Times. No National Journal, o jornalista gay Jonathan Rauch defendeu fortemente o estudo e argumentou que o assédio sexual infantil deveria ser chamado sexo entre "adulto e adolescente."[55] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A epidemia de assédio sexual infantil que vem ocorrendo simultaneamente ao aumento de uma agressiva subcultura homossexual não é coincidência. Devido ao vírus da AIDS, o assédio sexual é freqüentemente uma sentença de morte. Além disto, o Journal of the American Medical Association relatou que 50% das vítimas masculinas de AIDS relataram ter feito sexo com um homem adulto por volta dos 16, e 20% tinham feito sexo com um homem adulto por volta dos 10.[56] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Center of Disease Control (CDC) relatou recentemente que, em relação ao ano 2000, há agora 31,293 casos de AIDS na categoria de 13 a 24 anos.[57] The HIV/AIDs Surveillance Reports sustentou pela demonstração do CDC que, pelos últimos anos, metade do grupo de vítimas do HIV entre 13 a 24 anos foram infectados com a doença como resultado de sexo com homens adultos.[58] Porém, deve se ter em mente que, devido ao período de incubação da doença, muitos desses garotos e jovens homens foram infectados cerca de 10 anos antes do relato desses casos.  Isso se traduz em aproximadamente 15,000 garotos que tem sido infectados por homens adultos desde que o CDC começou a compilar essa informação.  Isso é uma epidemia que ninguém parece querer falar a respeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, em lugar de ter resultado em um expansivo esforço da comunidade homossexual para abrir mão de todos os principais grupos jovens possíveis, foi a inundação em nossas escolas públicas de currículos pró-homossexuais, conselheiros e atividades sociais. O YMCA, Girl Scouts, e os Big Brothers, a despeito disso também estão sendo atormentados por incidentes de assédio sexual, todos têm capitulado às campanhas de pressão homossexual. De fato, líderes do Girl Scout escrevendo no livro de 1997, On My Honor: Lesbians Reflect on their Scouting Experience, revelam que as escoteiras estão inundadas de lésbicas─um terço dessa equipe de trabalho é lésbica-que introduziram um programa de aconselhamento lésbico! Os Boy Scouts agora permanecem sozinhos entre os maiores grupos de jovens da America que resistem à agenda homossexual – e daí se explica por quê eles estão debaixo de tal ferocidade legal, legislativa e cultural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais a mais, a mídia liberal omite qualquer menção da homossexualidade de uma pessoa na cobertura de relatos de assédio sexual.  Isso é reforçado pela pressão dos grupos homossexuais.  The Gay &amp; Lesbian Alliance Against Defamation (GLADD) disseminou um “guia para a mídia" para repórteres de toda nação em que eles urgem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relativo ao crime . . . uma orientação sexual não é sempre óbvia (ou relevante) baseada simplesmente nas circunstâncias de um crime . . . . Regras previnem rótulos em atividades ou emoções como "homossexuais’’ a menos que você chamasse as mesmas atividades de "heterossexual" ou "honesta" se engajada por alguém de uma outra orientação sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comunidade homossexual sabe que a captura de todos os mais importantes grupos jovens é absolutamente necessário à expansão do seu movimento. Eles sabem o que os principais cientistas sociais e pesquisadores de sexo sabem, mas recusam a falar a respeito: assédio sexual infantil homossexual é bem parecido que se tornar homossexual. Ademais, uma das características mais comuns dos molestadores homossexuais é o fato que eles foram molestados durante a mocidade.  Um artigo publicado pelo American Medical Association relatou que, "Adolescentes abusados, particularmente vitimados por machos, eram 7 vezes mais aptos a identificar-se como gay ou bissexual do que amigos que não tinham sido abusados."[59] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é tempo dos políticos eleitos na América, autoridades de saúde, líderes educacionais, e magistrados agirem para não apenas para contar a áspera verdade ─a comunidade homossexual tem alvejado a juventude americana─ mas agirem agora contra essa horrível tendência.  Omitindo a fazer isso, haverá desastrosas conseqüências tanto para nossa cultura quanto para a saúde de nossas crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução por Roberto Cavalcanti &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Original em inglês em: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.regent.edu/acad/schlaw/lawreview/articles/14_2Baldwin.doc &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*     O ilustre Steve Baldwin é um autor de longa data, investigador, e orador em assuntos homossexuais.  Eleito para a Assembléia do Estado da Califórnia em 1994, Baldwin presidiu o Comitê da Assembléia de Educação onde enfrentou os esforços da comunidade gay para inserir um currículo pró-gay nas escolas públicas da Califórnia.  Ele tem aparecido em vários programas de rádio e televisão incluindo Larry King Live, the Michael Reagan Show, e the Dr. Laura Show. Ele é autor de dois livros; um ligado à Nicaragua e outro ligado à Educação. Baldwin é bacharel de Artes em Comunicações pela Universidade de Pepperdine. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1]     Veja W.D. Erickson et al., Behavior Patterns of Child Molesters, 17 Archives Sexual Behav. 1, 83 (1988); veja também K. Jay et al., The Gay Report: Lesbians and Gays Speak Out About Sexual Experiences and Lifestyles 275 (1979); Eugene Abel et al., Self-Reported Sex Crimes of Nonincarcerated Pedophiliacs, 2 J. Interpersonal Violence 3, 5 (1987) (“Abuso sexual infantil, por comparação, era um crime relativamente pouco freqüente, em média de 23.2 vezes por um pedófilo (não incesto) com alvos fêmeas para uma média de 281.7 vezes por um pedófilo (não incesto) cujos alvos eram machos.”); R. Blanchard et al., Fraternal Order and Sexual Orientation in Pedophiles, 29 Archives Sexual Behav. 464 (2000); K. Freund &amp; R.I. Watson, The Proportions of Heterosexual and Homosexual Pedophiles Among Sex Offenders Against Children: An Exploratory Study, 18 J. Sex &amp; Marital Therapy 34, 34-43 (1992).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2]     Frank York &amp; Robert Knight, Homosexual Activists Work to Lower Age of Consent (1999), available at http://www.frc.org/get/bl057.cfm (last visited Apr. 2, 2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3]     Veja Plaintiff’s Complaint at 3, In re Gay &amp; Lesbian Adolescent Soc. Serv. Inc. v. California Dep’t of Soc. Serv. (March 15, 1996) (No. 6395284001) (um arquivo com autor) (hereinafter Plaintiff’s Complaint) (Pelo menos cinco cidades do sul da Califórnia contratadas pela GLASS para receber crianças que resultaram em subsídios de fundos federais, estaduais e municipais para a GLASS). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4]     Gay and Lesbian Social Services, Our Mission, at http://www.glassla.org/company.htm (last visited Apr. 2, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5]  Veja Pat Califla, Public Sex: The Culture of Radical Sex (2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6]     Helping Gay and Lesbian Youth: New Policies, New Programs, New Practice (Teresa Decrescenzo ed., 1994).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7]     Veja Plaintiff’s Complaint, supra note 3 , at 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8]     Id. at 8.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9]     K.L. Billingsley, Gay Agency Probed for Child Abuse, Wash. Times, Sept. 21, 1996, at A2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10]   Bettina Boxall, Beleaguered Gay Agency Fights Back, L.A. Times, June 23, 1996, at B1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11]   Como um membro anterior da Assembléia do Estado da Califórnia, o autor requisitou todos os documentos relativos a esse casa do Departamento de Serviços Sociais e encontrou nenhuma evidência de algum procedimento iniciado pelo Procurador Geral do Estado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12]   Ordens de Amici Curiae Public Advocate et al., Dale v. Boy Scouts of America, 734 A.2d 1196 (N.J. 1999) (No. 99-699); Steve Geissinger, Scouts Remove 1800 Scoutmasters for Suspected Abuse Over Two Decades, Assoc. Press, Oct. 14, 1993 (on file with author).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13]     Joe Farah, Who’s Afraid of the Boy Scouts?, World Net Daily, Aug. 23, 2000 at http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?Article_ID=15032; veja também Culture Facts (Family Research Council, Wash., D.C.), Aug 24, 2000, disponível em http://www.frc.org/get/cu00h4.cfm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14]     Carta de Leland Stevenson, Co-Recording Secretary, NAMBLA, para Ben Love, Chief Scout Executive, Boy Scouts of America (Nov. 1992) disponível em http://www.abidingtruth.com/pfrc/archives/livelybytes/3-21-2001.html. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15]     Ryan Oliver, Detective Won’t Face Sex Charges, Las Vegas Rev. J., Jan. 11, 2001, disponível em http://www.lvrj.com/lvrj_home/2001/Jan_11=thu_2001/news/15209393.html.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16]   Id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17]   Kent Paris, The Seduction of Our Youth: Christian Parents Are Discovering It Can Happen Here, Newsletter, (Nehemiah Ministries &amp; Fellowship, Urbana, IL.), Sept. 1, 2000 em http://www.exodusnorthamerica.org/infocenter/libraryarticles/a0000532.html. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18]   W.D. Erickson et al., Behavior Patterns of Child Molesters, 17 Archives Sexual Behav. 77, 83 (1988).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[19]   Id. at 83-85.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[20]   Julie Foster, Pedophile Lawsuit Goes Class Action?, World Net Daily, Jul. 25, 2000, at http://www.worldnetdaily.com/news/article.asp?ARTICLE_ID=17932.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[21]                 NAMBLA, Introducing the North American Man/Boy Love Association (1980) (issued by the NAMBLA National Office located in New York City).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[22]   Carta de Roy Radow, NAMBLA, NAMBLA and Youth (Apr. 23, 1994), at http://qrd.tcp.com/qrd/orgs/NAMBLA/nambla.and.youth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[23]   Carta de Roy Radow, NAMBLA, What People are Saying About NAMBLA and Man/Boy Love, (Apr. 23, 1994), at http://qrd.tcp.com/qrd/orgs/NAMBLA/quotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[24]   Stuart Timmons, The Trouble With Harry Hay: Founder of the Modern Gay Movement (1990); Peter LaBarbera, Do Gays Discriminate on the Basis of Sexual Orientation, Lambda Rep., Dec.-Jan. 1993-94, at 9.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[25]   Editorial, No Place for Homo-Homophobia, S.F. Sentinel, Mar. 26, 1992 (on file with author).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[26]   Peter LaBarbera, UN Kicks Out Gay Group – With NAMBLA’s Help, Lambda Rep., Feb-Mar. 1995, at 13; see also Peter LaBarbera, UN Grants Voice to Gay Group with Pedophile Ties, Lambda Rep., Sept. 1993, at 3; Peter LaBarbera, U.S. May Reverse U.N. Vote Over NAMBLA’s Ties, Lambda Rep., Nov. 1993, at 1-10; Joyce Price, Pedophiles Resisting Expulsion from Gay Umbrella Organization, Wash. Times, Nov. 27, 1993 at A4; Aras Van Hertum, U.S. Gay Leaders Urging ILGA to Oust NAMBLA, Wash. Blade, Nov. 5, 1993, at A1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[27] Steffen Jensen, ILGA’s NGO Status with the Council of Europe, 43 ILGA Newsletter (International Lesbian &amp; Gay Association, Copenhagen, Denmark), Aug. 1996, at 1, disponível em http://www.france.qrd.org/assocs/ilga/euroletter/43.html.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[28]   Helmut Graupner, Love Versus Abuse: Crossgenerational Sexual Relations of Minors: A Gay Rights Issue, 37 J. Homosexuality 23, 26 (1999), citado em Culture Facts (Family Research Council, Wash., D.C.), Nov. 10. 1999, at 1; veja também North American Man/Boy Love Association (NAMBLA), Positive and Beneficial Experiences, at http://www.nambla.de/benefit.htm (última visita Apr. 2, 2002) para um alista de estudos nos mais importantes jornais pró-homossexuais que defendem o NAMBLA provando que o assédio sexual infantile nao é nocivo para as crianças, mas em alguns casos, beneficial! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[29]   Beverly LaHaye, Seduction of Innocence:&lt;br /&gt;With the Twist of a Word, APA Study Legitimizes Pedophilia, (Apr. 6, 1999), disponível em http://www.cwfa.org/library/family/1999-04-06_pedophilia.shtml.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[30]   Lee Savage, Must Men Who Love Boys Be Guilty of Sexual Misconduct?, BLK Magazine, Mar. 1994, at 7-11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[31]   No Place for Homo-Homophobia, supra note 25 , at 19.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[32]   The Real Child Abuse, The Guide, July 1995 (on file with author).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[33]   Bob Enyart, My Homosexual Cousin Just Adopted a Baby, Bob Enyart in Print, at http://www.enyart.com/writings/homoadopt.html (last visited Apr. 12, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[34]   Judith A. Reisman &amp; Charles B. Johnson, Partner Solicitation Language as a Reflection of Male Sexual Orientation: The Briefing Book 169 (1995).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[35]   Id.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[36]   Id. at n.17; Advertisement in The Advocate, Aug. 13, 1975, at 26.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[37]   Id. at n.31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[38]   Press Release, Americans for Truth about Homosexuality, Boston ‘Gay’ Bookstore Refused to Stop Selling Publications that Promote Adult-Child Sex (May 4, 1999), disponível em http://www.americansfortruth.com/Glad_Day.html (last visited Aug. 12, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[39]   Benoit Denizet-Lewis, NAMBLA: The Story of a Lost Cause, Boston Mag., May 2001, at Part 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[40]                 Encyclopedia of Homosexuality 964 (Wayne Dynes ed., 1990). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[41]   Jack Hart, Gay Sex: A Manual for Men Who Love Men  (1996).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[42]     Robin Lloyd, For Money or Love: Boy Prostitution in America 1 (1976).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[43]     Lauren McGovern, Online Victimization of Youth Studied, Truth in the News (June 22, 2000), em http://readthetruth.com/news-stories.htm#june22-2. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[44]     Veja Martha Kleder, Iowa Supreme Court Upholds AIDS Exposure Law, U.S. News Shorts, Concerned Women for America, July 18, 2001, em http://cultureandfamily.org/report/2001-07-18/local.shtml (last visited Apr. 12, 2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[45]     York &amp; Knight, supra note 2 , at 3.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[46]     Paul Cameron, Child Molestation and Homosexuality (1993), disponível em http://www.familyresearchinst.org/FRI_EduPamphlet2.html (última visita em Apr. 12, 2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[47]     W.D. Erickson et al., supra note 1 , at 83.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[48]     R. Blanchard et al., Fraternal Order and Sexual Orientation in Pedophiles, 29 Archives Sexual Behav. 463, 464 (2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[49]   Eugene Abel et al., Self-Reported Sex Crimes of Nonincarcerated Pedophiliacs, 2 J. Interpersonal Violence 3, 5 (1987) (“Abuso sexual infantil, por comparação, era um crime relativamente pouco freqüente, em média de 23.2 vezes por um pedófilo (não incesto) com alvos fêmeas para uma média de 281.7 vezes por um pedófilo (não incesto) cujos alvos eram machos.”). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[50]   K. Freund &amp; R. I. Watson, The Proportions of Heterosexual and Homosexual Pedophiles Among Sex Offenders Against Children: An Exploratory Study, 18 J. Sex &amp; Marital Therapy 34, 34-43 (1992).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[51]   Major Mickle, Dept. of the Army, Homosexual Litigation Update (Feb. 1997), disponível em http://dont.stanford.edu/commentary/army.htm (last visited Apr. 2, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[52]   Veja simplesmente Alan P. Bell et al., Institute for Sex Research, Homosexualities: A Study of Diversity Among Men and Women (1978) (Esse estudo envolveu entrevistas com 1500 gays homens e mulheres a partir dos quais derivaram as percentagens acima no estudo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[53]                 Cameron, supra note 46 . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[54]   K. Jay et al., The Gay Report: Lesbians and Gays Speak Out About Sexual Experiences and Lifestyles 275 (1979).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[55]   Jonathan Rauch, Washington’s Other Sex Scandal, Nat’l J., Aug. 7, 1999, available at http://reason.com/rauch/99_08_07.shtml (last visited Apr. 12, 2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[56]   Harry W. Haverkos et al., Initiation of Male Homosexual Behavior, 262 J. Am. Med. Ass’n 501 (1989)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[57]   Centers for Disease Control and Prevention, Young People at Risk: HIV/AIDs Among America’s Youth (Mar. 11, 2002), disponível em http://www.cdc.gov/hiv/pubs/facts/youth.htm (last visited Apr. 12, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[58]     Centers for Disease Control and Prevention HIV/AIDS Surveillance Reports, (Apr. 2, 2002), disponível em http://www.cdc.gov/hiv/pubs/facts.htm#Surveillance (última atualização Apr. 12, 2002).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[59]     William Holmes &amp; Gailv Slap, Sexual Abuse of Boys, 280 J. Am. Med. Ass’n 1859 (1998).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111413911868657673?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111413911868657673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111413911868657673' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111413911868657673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111413911868657673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/assdio-sexual-infantil-e-o-movimento.html' title='ASSÉDIO SEXUAL INFANTIL E O MOVIMENTO HOMOSSEXUAL'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111410463952351412</id><published>2005-04-21T10:29:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T10:30:39.533-07:00</updated><title type='text'>(DES)ORIENTAÇÃO SEXUAL</title><content type='html'>(a reivindicação de um falso direito) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pe. Lodi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem pense que o mais perigoso de todos os projetos de lei contra a família brasileira seja o PL 1151/95, da ex-deputada federal Marta Suplicy (PT/SP), que "disciplina a parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo e dá outras providências". Justamente por ser tão agressivo, ao tentar instituir o "casamento" de homossexuais (disfarçado sob o nome de "união civil" ou "parceria registrada"), este projeto tem suscitado uma reação violenta. "O projeto de lei, de 1995, já entrou na pauta do dia 14 vezes e nunca foi votado. Só em maio deste ano, os deputados estiveram prestes a colocar sua opinião sobre o assunto numa urna nove vezes" (União de gays na gaveta, Jornal do Brasil, 30/08/2001, p. 7). Por que tantos adiamentos? Porque os defensores do projeto, ao perceberem que serão derrotados, sabem habilmente retirá-lo de pauta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais perigosos são outros projetos semelhantes, que estão tramitando na surdina, sem chamar a atenção do público. O mais perigoso de todos é uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 67/1999 do deputado Marcos Rolim (PT- RS), que "altera os artigos 3º e 7º da Constituição Federal". Se aprovada, a emenda proibirá expressamente no art. 3º os "preconceitos" ou "discriminação" por motivo de "orientação sexual". No art. 7º inciso XXX, proibirá que alguém deixe de ser admitido ao exercício de alguma função por motivo de sua "orientação sexual". Em outras palavras, o homossexualismo passará a ser um direito constitucional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem filho em idade escolar, talvez já tenha tido o desprazer de ler em um livro didático de Ciências da 7ª série o seguinte texto: "A homossexualidade não é vício nem doença. A escolha sexual de uma pessoa deve ser respeitada (...) A opção sexual vai-se desenvolvendo aos poucos. Na adolescência não dá para saber ainda se uma pessoa será ou não homossexual" (BARROS, Carlos, O Corpo Humano; programas de saúde, 40ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1991, p. 20). Já faz tempo que os alunos são treinados a considerar como natural algo que é intrinsecamente antinatural. No entanto, há quem queira que isso se torne lei. O Projeto de Lei 3099 de 2000, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), "dispõe sobre a obrigatoriedade de disciplina ‘orientação sexual’, nos currículos de quinta e sexta séries do ensino fundamental das escolas publicas e privadas". Se aprovado, toda escola será obrigada a ensinar aos adolescentes que é indiferente casar-se com alguém do mesmo sexo ou do outro sexo. E os pais serão obrigados a tolerar tal ensinamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pretende transformar o homossexualismo em um direito, qualquer "discriminação" contra um homossexual será crime. Já está em tramitação o Projeto de Lei 5003 de 2001, da deputada Iara Bernardi (PT-SP), que "determina sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está para acontecer... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os projetos acima descritos se tornarem leis, mesmo antes que se aprove o "casamento" de homossexuais, devemos estar preparados para o pior. Por exemplo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A Igreja Católica será coagida a admitir seminaristas homossexuais. Se um candidato ao sacerdócio for expulso do seminário por praticar atos de homossexualismo, a Igreja estará cometendo um crime e deverá ser punida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) O mesmo acontecerá se a Igreja suspender o uso de ordens de um padre que pratique a pederastia ou se expulsar de sua congregação religiosa uma freira que pratique o lesbianismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Se um par de travestis entrar em algum estabelecimento comercial e começar a se abraçar e se beijar em público, nem o dono do local nem os espectadores poderão reagir. Uma simples expressão fisionômica de censura já poderia ser enquadrada como prática discriminatória passível de sanção penal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) Um empresário que, por engano, tiver admitido um funcionário homossexual, e que agora vir que ele está corrompendo seus colegas de trabalho, não poderá jamais pensar em demiti-lo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) Diante do festival de obscenidades que todo ano invade as ruas nas horríveis passeatas do "orgulho gay e lésbico", os cidadãos deverão tomar todo o cuidado para não pronunciar palavras de repreensão. Ai daquele que disser, balançando a cabeça: "Isso é uma falta de vergonha..."! A repressão ao "discriminador" será imediata. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é orientação sexual? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra orientação vem de "oriente". É genuinamente cristã. Oriente é onde nasce o sol. Cristo é o "sol nascente" (Lc 1,78) que nos veio visitar. Orientar-se é colocar-se na direção correta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra sexo vem do latim "secare", que significa cortar. Ela indica que o ser humano está "cortado" em duas partes, diferentes e complementares: o homem e a mulher. Um foi feito para o outro e completa-se no outro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única "orientação sexual" possível, portanto, é aquela que existe entre o homem e a mulher. Entre dois homens ou entre duas mulheres não se pode falar de "orientação", mas de desorientação sexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união "sexual", embora eles tentem fazer uso (antinatural) de seus órgãos reprodutores. Tal ato é totalmente avesso à reprodução e à complementação homem-mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na impossibilidade de realizarem o ato conjugal, que requer órgãos complementares (o pênis e a vagina), os pederastas e as lésbicas procuram fazer uso de outros, como o ânus e a boca. Ora, a boca pertence ao aparelho digestivo e o ânus tem evidentemente função excretora. Os atos de homossexualidade são, portanto, uma grosseiríssima caricatura do ato conjugal, tal como foi querido por Deus e inscrito na natureza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discriminar é preciso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discriminação é uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios: qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade, experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos esses são exemplos de discriminações justas e necessárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de discriminação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas discriminações são injustas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto eugênico. Um bebê sadio tem o mesmo direito de nascer que um bebê defeituoso. Lamentavelmente, há na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende legalizar tal discriminação injusta. Trata-se do PL 1956/96, também da ex-deputada Marta Suplicy (PT - SP). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de cometerem um sacrilégio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homossexuais têm direitos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não herdarão o Reino de Deus: "Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus" (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o ladrão não tem direito à vida enquanto ladrão, e sim enquanto pessoa. Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário enquanto bêbado, e sim enquanto trabalhador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se o homossexual tem algum direito, não o tem enquanto homossexual, mas enquanto pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que defenda os "Direitos dos Homossexuais". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo um vício (e um vício contra a natureza!), o homossexualismo não acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A misericórdia para com o pecador &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes (...) Com efeito, eu não vim chamar justos, mas pecadores" (Mt 9,12-13). Estas palavras de Jesus resumem a atitude que nós, cristãos, devemos ter para com os homossexuais. É preciso socorrê-los. Mas eles só poderão ser auxiliados se reconhecerem que são doentes carentes de médico e pecadores necessitados de perdão. Jesus nunca negou o perdão aos pecadores humilhados, como a mulher adúltera (Jo 11,10-11), a pecadora pública (Lc 7,47) e o publicano Zaqueu (Lc 19,9). No entanto dirigiu palavras duríssimas aos escribas e fariseus, que, em seu orgulho, não admitiam necessitar de salvação (Mt 23,1-32). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homossexuais que, reconhecendo a gravidade de seus atos, procuram a Igreja para se reconciliar com Deus, "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza" (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). No entanto, aqueles que, longe de se arrependerem, orgulham-se do pecado que cometem (como os participantes das manifestações de "orgulho homossexual"), estão automaticamente se excluindo da salvação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto à discriminação? "Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta (grifei)" (Catecismo da Igreja Católica, n.º 2358). O texto supõe, portanto, que há discriminações justas para com os homossexuais. E de fato há. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado. Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discriminação contra a Igreja &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, porém, os projetos acima citados se tornarem leis, surgirá para o Brasil uma nova onda de perseguição religiosa. A Igreja, para ser fiel a seu Fundador, será injustamente discriminada. Será considerada criminosa por chamar de pecado aquilo que é pecado e por proibir aquilo que Deus proíbe. Deus se compadeça de nós...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111410463952351412?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111410463952351412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111410463952351412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410463952351412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410463952351412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/desorientao-sexual.html' title='(DES)ORIENTAÇÃO SEXUAL'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111410423404662349</id><published>2005-04-21T10:15:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T10:23:54.076-07:00</updated><title type='text'>A adoção de crianças por homossexual no Brasil</title><content type='html'>&lt;i&gt;Roberto Cavalcanti&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o artigo 227 da Constituição Federal e artigo 43 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), temos que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Art. 43. A adoção será deferida quando apresentar reais vantagens para o adotando e fundar-se em motivos legítimos. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da moralidade dos atos humanos é inseparável do direito e, no próprio ECA, há uma preocupação do legislador em proporcionar o desenvolvimento moral da criança e do adolescente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Art. 3º A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nossos atos devem estar conformes a moralidade, e o direito deve ter a missão de resguardar certos preceitos universalmente aceitos para que sejam respeitados socialmente.  Entre estes preceitos temos que a vida física é um bem a ser preservado e o mesmo em relação à vida da espécie, como elementos indissociáveis ao nosso instinto de conservação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria impossível e desonesto desprender a questão da adoção de crianças por homossexuais do estilo de vida comum a esse grupo, que obviamente forma um grupo diferente na sociedade, com uma subcultura própria, valendo até mesmo por parte de seus membros e simpatizantes a denominação de “minoria” ou “comunidade gay”, o que por si já denota um segmento à parte da maioria da população.  Como um parâmetro demográfico, temos que nos EEUU este grupo forma apenas 1% da população .  No Brasil, este percentual não deve ser tão diferente.  É inevitável encetar críticas ao estilo de vida homossexual, por mais que isso venha a estar socialmente ambientado como “preconceito”, “intolerância” ou “discriminação”, muito embora tais vocábulos sejam seletivamente manipulados em favor de grupos de interesse, desligados de seu sentido contextual.  Entretanto, é o que se tem de mais relevante para se discutir a legitimidade e estabilidade necessárias para se referendar ou negar uma adoção.  Nestes meandros, é possível constatar como o homossexualismo conseguiu assentar-se mesmo em contradição abertas àqueles preceitos gerais da moralidade já citados, como um estilo de vida destrutivo não apenas ao indivíduo, mas também à sociedade, pelas razões expostas a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, remontemos às origens.  A própria palavra “sexo” vem do latim "secare", que significa cortar. Ela indica que o ser humano está "cortado" em duas partes, diferentes e complementares: o homem e a mulher. Um foi feito para o outro e completa-se no outro.  A vida humana, como todos aprendemos, só tem lugar com o cruzamento de gametas femininos e masculinos, no fim do que temos a fecundação do óvulo pelo espermatozóide e a geração de um embrião.  Assim, via de regra, é a partir do cruzamento entre macho e fêmea que temos a origem da vida humana e da própria sociedade.  A conjunção carnal de dois homens ou de duas mulheres não é uma união "sexual", embora eles façam uso de seus órgãos reprodutores.  É impossível que tal ato resulte na reprodução, que requer, naturalmente, a intercomplementaridade entre os sexos.  Os órgãos comumente utilizados pelos homossexuais, a boca e o ânus, não têm função reprodutora e, deste modo, reduzem-se a uma caricatura do ato sexual, totalmente afastado do princípio da conservação da espécie.  Assim, é completamente absurdo e antinatural defender a manutenção e perpetuação de um comportamento que, na sua dependência, a própria sociedade inexistiria. O próprio sentido etimológico da palavra “sexo” vem sendo mudado arbitrariamente pelos simpatizantes da causa do homossexualismo para o vocábulo “gênero”, no sentido de invalidar as distinções entre homem e mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Sigmund Freud classificou o homossexualismo como uma perversão sexual, isto é, um desvio de sua finalidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Nosso dever é oferecer uma teoria satisfatória que esclareça a existência de todas as perversões descritas e explicar sua relação com a chamada sexualidade normal.&lt;br /&gt;Tais desvios do objetivo sexual, tais relacionamentos anormais ao propósito sexual, têm se manifestado desde o começo da humanidade em todas as épocas das quais temos conhecimento, e em todas as raças, das mais primitivas às mais altamente civilizadas. Às vezes têm tido êxito em alcançar a tolerância e a aceitação geral.&lt;br /&gt;Além disso, uma característica comum a todas as perversões é que nelas se coloca de lado a reprodução. Este é realmente o critério pelo qual julgamos se uma atividade sexual é pervertida — quando ela não tem em vista a reprodução e vai atrás da obtenção de prazer independente.” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homossexualismo não é normal.  Uma estridente ativista lésbica, chamada Camille Paglia, ao admitir isso, foi acusada de ser homófobica. Em seu livro, Vamps and Tramps, publicado em 1994, afirma que o rótulo de "homofóbico" revela o grau de "insanidade Stalinista" do atual ativismo gay.  Paglia complementa na nota 94 na página 73 que &lt;i&gt;"ativistas gays são culpados por desinformação Stalinista quando eles insistem em dizer que homossexualidade não é diferente ou que é equivalente à heterossexualidade, e que o ânus e a vagina são passíveis de troca (...) Tolerância de comportamento dissidente, que eu requeiro, não necessariamente significa aprovação pela sociedade. Sociedades pagãs e judaico-cristãs nunca e nunca devem concordar.  Reprovação não é "ignorância" ou "inveja cega", termos enervantes em que se apóiam os ativistas gays (...)  Similarmente, há questões médicas legítimas sobre a segurança e higiene de ruptura dos tecidos pelo sexo anal, mesmo que este último dependa, no meu ponto de vista, de um domínio privado fora do controle governamental." &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se homossexuais como Camile Paglia admitem que seu comportamento é prejudicial à saúde do indivíduo, os mais honestos endossam que seus atos são deletérios também à saúde pública.  É o caso de um grupo de gays de Seattle, que redigiu um manifesto em inglês e espanhol, no qual assume a culpabilidade pela proliferação da AIDS e outras DST's, decorrentes dos "excessos" dos seus estilos de vida.  Entre outras coisas, podemos ver que eles assumem que “um em cada sete homens que tiveram relações sexuais com outros homens está infectado pelo HIV”; que “as taxas de sífilis entre os homossexuais são 100 vezes maiores que as taxas entre os heterossexuais”; que “estas taxas estão estimadas a serem 1000 vezes maiores entre os gays HIV positivo”; que "todo gay, bissexual, ou outro homem que tenha feito sexo com outros homens é responsável pela saúde e bem-estar da comunidade" etc.   Trata-se, certamente, de uma manifestação nobre por parte dessas pessoas assumindo um ônus social, encarando com honestidade as conseqüências de seu estilo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se os próprios gays assumem o grave perigo de seus comportamentos à saúde humana, será tutelando os “direitos dos gays” que nossa Constituição, em seu artigo 6º , nos termos do art. 196,  garantirá socialmente o direito a saúde? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura médica não deixa margens quanto a isso.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dr Rick Fitzgibbons, M.D., Médico Psiquiatra na Pensilvânia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“a lista de doenças médicas encontradas com extraordinária freqüência entre homens homossexuais praticantes como um resultado de comportamento homossexual anormal é alarmante: câncer anal, chlamydia, trachomatis, cryptosporidium, giardia lamblia, herpes, HIV, vírus papiloma humano --HPV ou ferida genital-- isospora belli, microsporidia, gonorréia, hepatite viral tipos B e C, e sífilis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmissão sexual de algumas dessas desordens é tão rara na população heterossexual chegando a ser virtualmente desconhecida. Outras, quando encontradas entre heterossexuais e homossexuais praticantes, são claramente predominantes por aqueles envolvidos em atividade homossexual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas doenças, com conseqüências que vão de severas até tratamentos vitais para meras enfermidades, inclusive hepatite A, giardia Lamblia, entamoeba histolytica, Vírus Epstein-Barra, neisseria meningitides, shigellosis, salmonellosis, pediculosis, scabies e campylobacter.” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dr. James DeMeo, PH. D., Diretor do Laboratório de Pesquisas Biofísicas de Oregon:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Homossexuais e bissexuais de comportamento promíscuo permanecem o maior grupo de risco da síndrome da AIDS. Aqui, pode-se falar de uma subcultura com uma coleção de líquidos corporais compartilhados sofrendo infecções crônicas múltiplas. Epidemias menores de doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo-se sífilis, gonorréia e herpes como também hepatite ocorreram nas comunidades gays dos Estados Unidos. Infecções do intestino, bexiga e sistema urinário relativas a contaminações são comuns (p.ex. a síndrome do intestino do gay - the gay bowel syndrome - gotas, etc). Exposições crônicas tanto a materiais infectados quanto organismos e correspondentemente altas taxas de exposição a medicamentos antibióticos podem ser parte integral do estilo de vida promíscua gay onde dezenas de contatos sexuais podem ocorrer por semana, destruindo a saúde e o funcionamento do sistema imunológico. Mesmo antes da descoberta do HIV e da identificação da AIDS, as saunas públicas, a promiscuidade gay, os quais mais e mais "saiam dos armários", tornaram-se um pesadelo para a saúde pública. Este estilo de vida inclui o concomitante uso de várias drogas depressoras do sistema imune legais e ilegais. Entrevistas com gays e pacientes sintomáticos de AIDS demonstraram o amplo uso de cocaína, anfetaminas, maconha, álcool, estimulantes sexuais, afrodisíacos, designer drugs e nitritos amil e butil freqüentemente ingeridos em várias misturas. A partir de todos estes fatores combinados pode-se prontamente perceber no que um sistema imunológico severamente danificado pode resultar. Novamente, esta é uma Acquired Immune Deficiency Syndrome (Síndrome de Imuno Deficiência Adquirida). Particularmente, o sarcoma de Kaposi foi identificado como resultante da exposição ao nitrito, mesmo antes da era da AIDS e foi especificamente ligado ao uso demasiado dos "poppers" - esta droga em particular é um dilatador do esfíncter, permitindo ao indivíduo tolerar a inserção do pênis ou mesmo o punho de outro homem no ânus (técnicas de punho). Estas vigorosas agressões aos homossexuais passivo-receptivos se correlacionam com o esgaçamento dos tecidos retais, mesmo fístulas, tudo levando à destruição das barreiras de proteção contra infecções.” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da parte das mulheres, a American Medical Association (AMA) publicou um relatório concluindo que as lésbicas são mais suscetíveis a contrair câncer cervical do que as mulheres heterossexuais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com um estudo apresentado em 1998, reunindo a Gay and Lesbian Medical Association e publicado no Medical Tribune, lésbicas podem ter maior risco de desenvolver câncer cervical do que mulheres heterossexuais, primariamente porque elas simplesmente não são examinadas com freqüência.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que as com mulheres heterossexuais, lésbicas estão em risco de câncer cervical porque muitas carregam o vírus humano papiloma (HPV), sexualmente transmissível, que causa a maioria dos casos de câncer cervical.  Um teste de papiloma detecta HPV e mudanças em células no pescoço que podem redundar em câncer. Os testes de papiloma são importantes porque a detecção prematura de HPV permite o tratamento que pode prevenir câncer em desenvolvimento. O risco de câncer cervical cai dramaticamente com exame regular.  Porém, em uma recente pesquisa nacional, apenas 54% de lésbicas e mulheres bissexuais estavam contaminadas pelo papiloma, no ano passado, e 7,5% nunca forma contaminadas com o papiloma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo-se que os gays formam um grupo de risco, quanto a sociedade já gastou em tributos para assegurar-lhes remédios e tratamento adequado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saúde é um direito social e um dever do Estado, conforme reza a Constituição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que devemos ajudar a tornar legalmente aceito um comportamento que prejudica fisicamente tanto os gays quanto o restante da sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, mas o que as crianças a serem adotadas por homossexuais têm a ver com a saúde de seus pais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convivendo em um ambiente onde certamente o homossexualismo é parte de seu cotidiano, com sua peculiar inocência, a criança tenderá a copiar os exemplos de seus pais, inclusive os que concernem à moralidade sexual.  Ademais, uma criança envolvida em um lar homossexual poderá ter menos chances de conviver com seus pais, considerando que a longevidade deste grupo é menor do que a dos heterossexuais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais grave de tudo é o risco que correrão as crianças, especialmente do sexo masculino, de estarem sob o domínio de homossexuais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande mídia se omite em publicar as relações estreitas entre o homossexualismo e a pedofilia.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ensaio de 16 páginas, “Child Molestation and the Homosexual Movement”, redigido para a Regent University pelo pesquisador norte-americano Steve Baldwin, bacharel em Artes de Comunicações pela Universidade de Pepperdine, podemos ler, entre outras coisas, que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pesquisas sobre estilo de vida homossexual confirmam que o homossexualismo é quase que exclusivamente uma cultura de orientação juvenil. Muito poucos gays demonstram preferência por homens mais velhos.  Alguns admitem um enfoque em adolescentes, alguns em garotos pré-púberes, e vários alternam-se entre as categorias.  Todos são sub-sistemas da depravação homossexual.  Demais a mais, muitos pedófilos consideram-se como gays. Em 1988, um estudo publicado nos Archives of Sexual Behavior, 86% dos pedófilos descreveram-se como homossexuais ou bissexuais. A expert em prostituição infantil, Jennifer James relata que o número de garotos prostituídos que identificam-se como homossexuais saltou de 10% para 60% nos últimos quinze anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria do público está, ao mesmo tempo, ciente do NAMBLA, um grupo que promove abertamente sexo com garotos menores e declaram que amantes de garotos respondem às necessidades dos garotos querendo amor. O NAMBLA é atualmente o alvo de uma ação de classe movida por pais das crianças molestadas e, em um caso,  assassinada por indivíduos associados com o NAMBLA. Em geral, a alta cúpula das organizações gays distancia-se do NAMBLA. Claramente, isso é meramente uma tática de relação pública das lideranças gays para realizar sua agenda, pois sofreriam enormes medidas se o público soubesse a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que o NAMBLA não só se descreve como parte da coalização dos direitos dos gays, como sua literatura expressa que um dos objetivos é “cooperar com o lesbianismo, gays e outros movimentos de liberação sexual." NAMBLA mesmo “provê assistência financeira e outras assistências para organizações juvenis GLB [Gay, lesbian, bi-sexual]. . . ." Realmente, alguns afiliados ao NAMBLA encontram-se em círculos da alta cúpula gay tais como o Philadelphia’s Gay and Lesbian Community Center. Os encontros e conferências do NAMBLA sempre apresentam líderes e oradores gays. Por exemplo, Don Kilhefner, da Los Angeles Gay Community Service Center, discursou para os membros do NAMBLA de Los Angeles no tema "O Significado do Amor Homem/Garoto na Comunidade Gay." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais compreensivo trabalho em um website gay, o Queer Resource Directory (www.qrd.org), vincula-se a todos grupos gays no país incluindo o NAMBLA e outros grupos de homossexuais que enfocam a juventude. NAMBLA marcha em paradas gays com o consenso das lideranças gays. Muitos dos líderes de movimentos homossexuais mais importantes dão aval ao NAMBLA e seus objetivos. Autores e líderes gays tais como Allen Ginsberg, Gayle Rubin, Larry Kramer (fundador do ACT-UP), Pat Califia, Jane Rule, Michael Kearns, e Michel Foucault têm todos os escritos em favor de um dos dois: NAMBLA ou relacionamentos homem-garoto. Harry Hay, que muitos consideram o fundador do movimento homossexual da América, convidou os membros do NAMBLA a marchar com ele na "Marcha de Washington", parada de direitos dos gays de 1993. Ele também marchou na parada gay de Los Angeles de 1985 vestindo uma blusa enfeitada com as palavras "NAMBLA caminha comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro editorial do principal jornal acadêmico pedófilo, Paidika, é dominado por importantes acadêmicos homossexuais tais como o professor John DeCecco da San Francisco State University, que desfruta de prestígio para editar o Journal of Homosexuality.  Um artigo deste jornal expressa que os pais deveriam conceber que o pedófilo ama seu filho &lt;i&gt;"não como um rival ou competidor, não como um ladrão de sua propriedade, mas como um parceiro na criação do garoto, alguém para ser bem vindo no interior de suas casas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1995, a revista homossexual magazine Guide declarou que “Em vez de temermos ser rotulados de pedófilos, nós devemos orgulhosamente proclamar que sexo é bom, incluindo a sexualidade de crianças”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise de 1995 pela Dra. Judith Reisman do Institute for Media Education, enfocando anúncios no mais influente jornal homossexual da nação, The Advocate, revela que 63% dos anúncios pessoais procuram ou oferecem prostituição. Muitos deles abertamente solicitam garotos. The Advocate também publica no jornal um "Boneco de um Garoto Penetrável . . . disponível em 3 posições  provocativas." Reisman encontrou mais ou menos quatorze imagens eróticas de garotos no The Advocate. Algumas publicações homossexuais, tais como o jornal do sul da Califórnia Update, são insolentes o suficiente para publicar no jornal doações para as custas processuais para homossexuais presos por pedofilia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono de uma importante livraria gay da Philadelphia, Giovanni’s Room, tirou das estantes a literatura do NAMBLA só depois de ameaça de boicote, porém comentou, "Eu penso que esse é um dia estranho para a cultura gay quando nós começamos a banir algo só porque isso nos torna desconfortáveis . . . especialmente quando a coisa é um fundamento da literatura gay.  Se nós tirarmos todos os livros que tinham temas sexuais entre adultos e jovens, nós teríamos de abandonar muitas novelas, memórias ou biografias."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais populares livros de ficção no mercado hoje são ricos em simples descrições de relacionamentos entre gerações de acordo com o escritor Philip Guichard no artigo Village Voice. Doubleday publicou um livro em 1998, The Gay Canon: Great Books Every Gay Man Should Read, que recomenda numerosos trabalhos que retratam sexo com garotos de uma maneira positiva. A livraria Border proíbe a venda de um livro, A History of Gay Literature: The Male Tradition, que inclui um capítulo devotado à história de literatura pró-pedofilia como uma parte indisputável da história da literatura homossexual.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Gays Men’s press publica uma lista de bestsellers onde aparecem livros como Dares to Speak: History and Contemporary Perspectives on Boy-Love, Some Boys, e For a Lost Soldier. Todos estes livros só podem ser descritos como pró-pedófilos.  A confiável Encyclopedia of Homosexuality defende o reconhecimento do &lt;i&gt;"fato que até muito recentemente relacionamento amoroso homem/garoto era aceito como uma parte, e realmente era uma parte maior, da homossexualidade masculina." O principal dicionário da cultura homossexual, The Queens’ Vernacular, lista 254 das 12,000 palavras como ter que fazer sexo com garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais popular guia de viagem para homossexuais, Spartacus Gay Guides, está repleto de informações sobre onde achar garotos para sexo e, com um aviso camarada, lista as punições em vários países para sodomia com garotos, se capturados.”  &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um caso exemplar no Brasil é de um renomado médico pediatra, o Dr. Eugênio Chipkevitch, considerado a maior autoridade em adolescência, mencionado pela Universidade de Cambridge no ranking dos 2 mil cientistas mais importantes do século XX, com direito a verbete na respeitada publicação Who’s Who in Science and Engineering (Quem É Quem na Ciência e na Engenharia).  Preso em 2002 e condenado no ano seguinte a 124 anos de prisão por ter molestado cerca de 40 meninos em seu consultório, o doutor dopava suas vítimas para depois molestá-las.  A Revista Época o entrevistou, e reproduziu algumas de suas idéias sobre homossexualismo e pedofilia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na sociedade atual, a pedofilia é tabu. Na Grécia antiga, porém, a relação entre um homem e um menino era vista como algo comum e positivo para o desenvolvimento do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dependendo do período e da cultura, a pedofilia é OK e institucionalizada. Na sociedade de hoje, é doença. Mas o homossexualismo também era considerado uma doença até 1973. No futuro, a idéia de que a pedofilia é uma doença pode ser revista” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação procede, pois a mesma organização que retirou o homossexualismo do rol de doenças mentais em 1973, a American Psychiatric Association (APA), recentemente realizou um simpósio para debater a reclassificação da pedofilia .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, se hoje discutimos o indiscutível, amanhã estaremos discutindo o que chega às raias da loucura.  Basta a mídia começar a torpedear nossas mentes desde já, glamourizando um comportamento insano e acomodando os espíritos pela via da repetição sistemática.  Um logotipo de um programa infantil, a TV Globinho, já vem expondo diariamente as cores da bandeira gay .  Bonecos gays são vendidos às crianças na Austrália .  Livros homossexuais são disponibilizados em escolas primárias da Carolina do Norte (EEUU) .  Não se sabe quais serão os limites da sociedade de amanhã...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tais considerações e exemplos, do ponto de vista moral e médico, não resta dúvidas que teremos um enorme risco à integridade das crianças ao referendarmos sua adoção por pares homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. George Rekers, psiquiatra renomado (Ph.D., Universidade da Califórnia, Los Angeles, 1972), em um ensaio de 42 páginas sobre os efeitos psíquicos nas crianças envolvendo a sua adoção por homossexuais comenta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo de mães homossexuais e heterossexuais, Javaid teorizou que educar uma criança em um lar lésbico, podia afetar as visões da criança sobre sexualidade, casamento, ter filhos ou suas atitudes diante do sexo oposto . . . . As expectativas da mãe de preferências para a orientação sexual da criança e funções de gênero seriam passíveis de influenciar o aprendizado de funções sexuais da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude geralmente negativa da sociedade em direção a lares lésbicos, possivelmente criaria um estigma; isso poderia afetar a criança sendo educada em tal lar.  Embora possa haver nenhum efeito direto da educação lésbica, há indiretos efeitos na auto-estima, mediante o ambiente externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu estudo de efeitos de paternidade por mães homossexuais, Kirkpatrick, Smith e Roy forneceram alguns detalhes das histórias de algumas crianças que “ilustram alguns temas comuns”, que incluem uma descrição de uma filha de cinco anos a respeito de quem foi declarada que, "Sara é citada tendo andado várias vezes durante a atividade sexual entre a mãe e sua última amante. . . . Aos quatro, Sara perguntou a sua mães se garotas podem se casar com garotas, no que foi contado a ela que as garotas podiam escolher tanto um amante macho quanto fêmea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo por Cameron e Cameron sugeriu que paternidade homossexual está associada com taxas desproporcionais de desenvolvimento de orientação homossexual, experiências sexuais indesejadas, uma primeira experiência sexual que foi homossexual e insatisfação de gênero.  Essas investigações descobriram que menos que 6% dos machos e 3% das fêmeas na população geral reivindicam ser bissexuais ou homossexuais, mas pela comparação, 75% das crianças adultas macho e 67% das crianças adultas fêmea, criadas por pais homossexuais, reivindicaram que eles tinham desenvolvido uma orientação bissexual ou homossexual.  Nossos resultados sugerem que a preferência sexual ou orientação dos pais influencia as preferências da criança, e que qualquer que seja o mecanismo, pais homossexuais estão associados desproporcionalmente com crianças homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse estudo também reportou uma desproporcional percentagem (29%) de crianças adultas de pais homossexuais que tinham sido especificamente sujeitas à assédio sexual por aquele pai homossexual, comparado com apenas 0,6% de crianças adultas de pais heterossexuais tendo reportado relações sexuais com seus pais.  “Ter um pai (ou pais) homossexual(is) parece aumentar o risco de incesto com um pai por um fator de mais ou menos cinqüenta”.  Esse achado, e os achados revistos por Cameron e Cameron sugerem uma “desproporcional associação entre homossexualidade e pedofilia [e] um correspondente desproporcional risco de incesto homossexual . . . por crianças criadas por homossexuais”.  Setenta e sete por cento dos machos que tinham sido educados por pais homossexuais reportaram uma primeira experiência sexual homossexual comparado a 8,5% dos machos criados por pais heterossexuais.  Apontando um paralelo com outros estudos de vitimização sexual de garotos, esses investigadores reportaram que 67% do pequeno número de garotos que tinham reportado ter sido molestado por seus pais também se tornaram bissexuais ou homossexuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As implicações da aceitação da adoção de crianças por homossexuais não se assentam em tradições jurídicas.  A relação homossexual não é considerada união estável em nosso país.  Tampouco se reconhece a união de gays como casamento, sujeitando-o a todas as implicações civis decorrentes de seu rompimento, como as separações patrimoniais, de corpos, separação consensual e divórcio e, por último, as relativas a guarda de eventuais crianças e pagamento de pensão.  Haveria de se empreender uma verdadeira revolução da ordem jurídica do país, transformando a justiça em motivo de escárnio.  Recentemente, a Suprema Corte de New Hampshire decretou que não há adultério em relações homossexuais, uma decisão apertada de 3 votos contra 2.   Relevante foi a decisão da Corte de Califórnia que ordenou a suspensão das uniões gays em São Francisco, a capital mundial gay .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo positivada pela lei a adoção de crianças por homossexuais, o direito à liberdade religiosa será seriamente ameaçado no país.  Isto porque não só de degrau em degrau os cristãos, especialmente, se sentirão impedidos de manifestarem suas opiniões como sendo discriminatórias, como também prevalecerá a igualdade entre homossexuais e heterossexuais, colocando a religião em rota de colisão à política; um grupo social contra o outro.  Se pares de homossexuais puderem adotar uma criança, eles teoricamente serão igualados em dignidade aos heterossexuais, o que lhes remeterá os mesmos direitos e deveres, mas do ponto de vista religioso, certas pessoas não poderão exercer sua liberdade religiosa sob a ameaça concreta de coação policial ou judicial.  No Canadá, uma ex-lésbica foi coagida judicialmente a não ensinar a sua filha que o lesbianismo é errado .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada mais anti-histórico que o homossexualismo, pois dependesse do comportamento homossexual não haveria a sociedade, objeto de estudo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dr. Sigmund Freud supunha que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Em sua pré-história simiesca, o homem adotara o hábito de formar famílias, e provavelmente os membros de sua família foram os seus primeiros auxiliares.  A formação de famílias deveu-se ao fato de ter ocorrido em momento em que a necessidade de satisfação genital não apareceu mais como um hóspede que surge repentinamente e do qual, após a partida, não mais se ouve falar por longo tempo, mas que, pelo contrário, se alojou como um inquilino permanente.  Quando isso aconteceu, o macho adquiriu um motivo para conservar a fêmea junto de si, ou, em termos mais gerais, seus objetos sexuais, a seu lado, ao passo que a fêmea, não querendo separar-se de seus rebentos indefesos, viu-se obrigada, no interesse deles, a permanecer com o macho mais forte”. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é essencial é compreender que mesmo Freud, cujas teorias comportamentais revolucionaram o século XX, reconhece que a civilização só se tornou viável devido a intercomplementaridade entre homem e mulher, na família, por entender que eram interdependentes não apenas em questões de libido.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há evidências históricas da prática da adoção de crianças por parceiros homossexuais.  Isso é um fato recente.  Mesmo nas sociedades onde o costume do homossexualismo era mais difundido e detinha um status de refinamento, como na Grécia Antiga, a família nuclear mantinha-se como célula fundamental da sociedade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Roma, as mulheres desempenhavam certo papel na sociedade e na vida pública.  A emancipação da mulher, que supomos ser uma invenção de nossos dias, já era praticada na Roma antiga, com todas as suas vantagens e desvantagens.   Aos doze anos, toda menina romana já pensava em se casar, e os pais se esforçavam para encontrar-lhe um bom partido.  Em determinadas circunstâncias, uma menina podia casar-se antes mesmo de completar doze anos de idade, mas, comumente, a idade em que se casavam ia dos doze aos dezesseis anos.  Nessa sociedade, onde a pedofilia era prática consentida, a homossexualidade não era tida como condenável ou perversa; ao contrário, era uma prova de refinamento.   Eram comuns aos imperadores as tendências homossexuais ou bissexuais.  Isso valia para César e Augusto, bem como Tibério, Calígula e Cláudio.  Augusto e Tibério cultivavam até mesmo o amor por meninos, a pederastia.  Seus amantes mais jovens não tinham mais de doze anos.  Eles podiam ser reconhecidos pelo andar lânguido e pelas coxas que traziam sempre à mostra, porção de seus corpos que os pederastas mais gostavam de apalpar.  Parece-nos hoje absurdo que, na época, se tenha tentado legitimar esse fenômeno por meio da filosofia.  O “amor grego”, eufemismo que designava o coito anal, prescinde, em nossos dias, de justificações filosóficas.   O imperador Tibério, um dos mais cruéis da história de Roma, constituía tropas de escravos que vasculhavam a cidade e o campo à procura de lindos rapazinhos e mocinhas – quanto mais jovens fossem, tanto melhor -, a fim de conduzi-los aos prostíbulos imperiais erigidos na ilha de Capri.  Caso os pais se negassem a entregá-los, os aliciadores retiravam-se sem dizer palavra.  Dias depois, os meninos ou as meninas desapareciam para sempre.  A gruta Azul, hoje ponto de atração para milhares de inocentes turistas, foi palco de cenas indescritíveis.  Archotes eram presos às paredes que, decoradas com esculturas eróticas, transformavam a cúpula rochosa, com seu lago transparente como vidro, num mar brilhante e reluzente.  Ali, Tibério nadava em meio a um punhado de lindos rapazotes, aos quais ele chamava “meus peixinhos”, e que tinham sido treinados para, sob a água, chupar-lhe o pênis, mordê-lo e acariciá-lo.  Fora d’água, Tibério fazia algo semelhante em seus prostíbulos, mas utilizando bebês que ainda não tinham sido desmamados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Prof. Adjunto de História Medieval da UFES, Ricardo da Costa:&lt;br /&gt;“A primeira herança da Antigüidade não é nada boa: a vida da criança no mundo romano dependia totalmente do desejo do pai. O poder do pater familias era absoluto: um cidadão não tinha um filho, o tomava. Caso recusasse a criança - e o fato era bastante comum - ela era enjeitada. Essa prática era tão recorrente que o direito romano se preocupou com o destino delas. E o que acontecia à maioria dos enjeitados? A morte.&lt;br /&gt;A segunda herança que a Idade Média herda da Antigüidade, a cultura bárbara, foi-nos passada especialmente por Tácito. Ele nos conta que a tradição germânica em relação às crianças era um pouco melhor que a romana. Os germanos não praticavam o infanticídio, as próprias mães amamentavam seus filhos e as crianças eram educadas sem distinção de posição social. O povo germânico era composto por um conjunto de lares, com dois poderes distintos: o matriarcal, exercido no seio da família, e o patriarcal, predominante na política e na organização social. No entanto, o destino das crianças naqueles clãs, como na cultura romana, também dependia da vontade paterna (direito de adoção, de renegação, de compra e venda). A criança aceita ficava aos cuidados dos parentes paternos (agnatos) e o destino dos bastardos, órfãos e abandonados era entregue aos parentes maternos, especialmente a tios e avós maternos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessas duas tradições culturais que se mesclaram e fizeram emergir a Idade Média, concluo que o status da criança naquelas sociedades antigas era praticamente nulo. Sua existência dependia do poder do pai: se fosse menina ou nascesse com algum problema físico, poderia ser rejeitada. Seu destino, caso sobrevivesse, era abastecer os prostíbulos de Roma e o sistema escravista. Até o final da Antigüidade as crianças pobres eram abandonadas ou vendidas; as ricas enjeitadas - por causa de disputas de herança - eram entregues à própria sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto histórico-cultural é que se compreende a força e o impacto do cristianismo, que rompeu com essas duas tradições. O Cristo disse:&lt;br /&gt;Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, de modo algum entrareis no Reino dos Céus. Aquele, portanto, que se tornar pequenino como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. (Mt 18, 1-4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição cristã abriu, portanto, uma nova perspectiva à criança, uma mudança revolucionária. No entanto, foi um processo bastante lento, um processo civilizacional levado a cabo pela Igreja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para completar o entendimento do sentido civilizacional dos mosteiros medievais, basta confrontarmos sua vida cotidiana - de educação e disciplina voltada para uma formação ética e moral das crianças - com o mundo exterior. Por exemplo, no período carolíngio (séculos VIII a X), apesar do avanço da implantação da família conjugal simples (modelo cristão) com uma média de 2 filhos por casal e um período de aleitamento de dois anos, a prática do infanticídio continuava comum, a idade média dos casamentos era muito baixa (entre 14 e 15 anos de idade), a poligamia e a violência sexual eram recorrentes, pelo menos na aristocracia e ainda havia a questão da escravidão de crianças. Confronte você, caro leitor, essa realidade com a vida de uma criança em um mosteiro.&lt;br /&gt;Por sua vez, os bispos carolíngios do século IX tentaram regulamentar o casamento cristão, redigindo uma série de tratados (espelhos). Neles, o casamento era valorizado, a mulher reconhecida como pessoa com pleno direito familiar e em pé de igualdade com o marido e a violência sexual denunciada como crime grave e do âmbito da justiça pública. Para o nosso tema, o que interessa é que as crianças também foram objeto de reflexão nesses espelhos: a maternidade foi considerada um valor (charitas) e o casal tinha a obrigação de aceitar e reconhecer os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a ação da ordem clerical foi dupla: de um lado, os bispos lutaram contra a prática do infanticídio, de outro, os monges revalorizaram a criança, que passou por um processo de educação direcionada, de cunho integral e totalmente igualitária – por exemplo, as escolas monacais carolíngias davam preferência a crianças filhas de escravos e servos ao invés de filhos de homens livres, a ponto de Carlos Magno ser obrigado a pedir que os monges recebessem também para educar crianças filhas de homens livres. Estes séculos da Alta Idade Média foram cruciais para a implantação do modelo de casamento cristão conhecido por todo o mundo ocidental, para a valorização da mulher como parceira e igual do marido e para a idéia de criança como ser próprio e com necessidades pedagógicas específicas. Por fim, a sociedade era pensada como o conjunto de pessoas casadas (ordo conjugatorum), e a criança tinha um papel fundamental nessa estrutura, pois era o fim último da união.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo leva a crer que a roda da história vem procurando recrudescer vários aspectos negativos das sociedades antigas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela biologia, não há meio termo.  O homossexualismo não é uma qualidade inata.  Ninguém nasce gay.  Não há provas de que as tendências homossexuais decorrem de herança mendeliana.  O fato de alguém dizer que “nasceu gay” significa que esta pessoa se deu conta de suas tendências homossexuais na idade mais prematura que possa se recordar.  Os próprios homossexuais mais honestos sabem disso.  A ativista lésbica Drª. Camille Paglia resumiu da melhor forma possível os detalhes biológicos.  Ela escreveu que,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Homossexualidade não é “normal”. Pelo contrário, é um desafio à norma . . . . A natureza existe, mesmo que os acadêmicos gostem ou não.  E na natureza, a procriação é a única regra cruel.  Essa é a norma.  Nossos corpos sexuais foram desenhados para reprodução. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém “nasce gay”.  Essa idéia é ridícula . . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A [H]omossexualidade . . . é uma adaptação, não uma característica inata. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A identidade gay é tão frágil que não pode dar luz ao pensamento que algumas pessoas podem não desejar ser gay? . . . A sexualidade é altamente flexível, e mudanças são teoricamente possíveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. . . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajudando gays a aprender como funciona a heterossexualidade, se eles assim desejarem, é um objetivo perfeitamente honesto.  Nós deveríamos ser honestos o suficiente para considerar se a homossexualidade não pode ser realmente uma pausa do estágio pré-púbere quando as crianças inquietantemente associam-se pelo gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gays atuais insistem que homossexualidade “não é uma escolha”, que ninguém escolheria ser gay na sociedade homofóbica.  Mas há um elemento de escolha em todo comportamento, sexual ou fora esse.  Ele adota um esforço para concordar com o sexo oposto; é mais seguro com seu próprio gênero.  O assunto é algo como o desafio versus o conforto.” &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a causa mais provável da atração homossexual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ensaio de dois proeminentes psiquiatras norte-americanos, Dean Byrd e Stony Olsen, intitulado “Homosexuality: Innate and Immutable?” (Homossexualidade: Inata e Imutável?), evidenciou-se que não há um gene gay .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A homossexualidade também não é imutável.  Há exemplos de ex-homossexuais que conseguiram reverter sua posição sexual, seja com o auxílio psiquiátrico , seja pelo auxílio da religião  ou concomitantemente.  Bastante relevante é a informação de que Robert Spitzer que, em 1973, liderou os esforços no sentido de retirar o homossexualismo do rol de doenças mentais da APA (Association Psychiatric Association), ter publicado recentemente um estudo revela a possibilidade de reversão de posição sexual .  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se a reversão é possível, se a homossexualidade não é inata, não é a sociedade que deve se adaptar aos homossexuais, mas o inverso.  Em palavras mais simples e claras, devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são, isto é, na sua dignidade, e não necessariamente do jeito que elas agem, razão pela qual não deve haver “direitos dos gays”.  A batalha pelos direitos dos gays adotarem é simplesmente parte de uma batalha de um mundo cada vez mais artificial, em revolta contra a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito em voga, como estratégia de domesticação das pessoas a novas propostas, com o propósito de que uma determinada cultura se imponha sobre a outra, é o uso e abuso de certos vocábulos despidos de seu sentido amplo, e apresentados em formato de slogans “politicamente corretos” a serem digeridos pela população, sob o epíteto de “lições de cidadania”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavrinha da moda que vem sendo usada e abusada hoje em dia, especialmente pela mídia, é a palavra preconceito. Mas o que é esse “danado” preconceito? Preconceito é pré-conceber, ou seja, conceber de antemão, ter concepções pré-definidas sobre determinado objeto. Prever, fazer previsões. Isto é preconceito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o preconceito fosse por si errado, no seu sentido amplo, sequer raciocinaríamos, pois a razão parte de uma idéia para se chegar a uma conclusão.  A ciência parte de uma idéia pré-definida a ser experimentada.  Ora, então a ciência é preconceituosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pré-concepção é, portanto, a coisa mais natural do mundo.  Negar isso é mentir para si mesmo, pois todos somos preconceituosos.  Em teoria, exercitar o preconceito não é bom nem ruim.  Ele pode ser certo ou errado, porém seus efeitos só podem ser medidos na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém duvida que a prudência é uma virtude? Faz parte de nossa razão elaborar cálculos, não matematicamente falando neste sentido, mas psicologicamente. Assim, muitas vezes o preconceito pode servir como norma de prudência que nos serve como um sinal de alerta para não cairmos em ciladas. Quantas vezes não acertamos então em nossas previsões “preconceituosas”? Por outro lado, quantas vezes falhamos em nossas previsões? Portanto, a resposta sobre a questão do preconceito, no sentindo amplo da palavra, não comporta uma resposta absoluta e objetiva, mas pode implicar em uma incógnita, ou seja, tudo depende.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A outra palavrinha-talismã é a tolerância. Sempre de mão única. Qualquer pessoa de juízo concorda que não deve haver liberdade para praticar o mal. Mas se a tolerância deve ser absoluta, o mal deveria então ter seu espaço. Caso contrário, estaríamos incorrendo no "crime" da intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro slogan do mundo moderno é lutar contra o radicalismo. É plantado na cabeça das pessoas que elas devem ser avessas a todo tipo de radicalismo. Não podemos mais ser radicais. Não podemos mais ser radicalmente honestos, não podemos ser radicalmente fiéis, não podemos ser radicalmente decentes, não podemos amar radicalmente nossa família, não podemos pedir que nosso médico seja radical com nossas doenças. E o mais importante neste momento: não podemos ser mais radicalmente homens! E as mulheres não podem ser radicalmente mulheres! O essencial então é não ser radical!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, é preciso lutar contra todo tipo de discriminação.  Para isso você deve se colocar contra o trabalho do químico, que discrimina certas substâncias, dos professores, que discriminam os bons dos maus alunos através das notas e também dos policiais e dos juízes, que discriminam os bandidos das pessoas de bem colocando-os na cadeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logicamente, existem discriminações injustas, como as que concernem às qualidades inatas do ser humano, tais quais a raça, a origem, as qualidades físicas e o sexo.  Mas há discriminações justas e até cotidianas, como as já citadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, a grande mídia usa e abusa de todos estes clichês em seus ataques a pessoas e instituições que não correspondem aos desígnios de seus controladores.  O caráter diabólico das ações meticulosas da mídia controlada exige que a reflexão dê lugar à mediocridade e à necessidade do aplauso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homossexualismo é um comportamento que não está enquadrado em parâmetros naturais, não é viável socialmente, pois seus fins estão desligados da responsabilidade em conservar a espécie.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teologicamente, o primeiro dever confiado por Deus ao homem foi o de conservar a espécie, se multiplicando.  O homossexualismo, como avesso a este dever moral, age, conforme já citado, no sentido de ferir de morte a célula fundamental da sociedade, alimentando um processo de auto-demolição da sociedade pela família.  Praticar o homossexualismo é se rebelar contra a criação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Gn 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27 Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.*&lt;br /&gt;28 Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai -vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, o homossexualismo foi sistematicamente condenado na Bíblia, tanto no AT quanto no NT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao nascer, a criança é imediatamente inserida no seu ambiente natural: a família.  Ali, recebe segurança, educação e alimentação primordiais.  É no seio de sua mãe que ela será amamentada, e crescerá com as orientações de convivência dada pelos pais, assim como também dos fenômenos do mundo que a cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditando nesse pequeno parágrafo, é possível compreender a grandeza do ato de gerar uma criança, pois não bastará apenas manter a vida de um semelhante, mas também ser responsável pelo desenvolvimento desta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala-se atualmente que o homossexual tem “direito de ser feliz” ou “direito à felicidade”.  Nada pode ser mais arbitrário que subordinar o direito objetivo ao subjetivo, de colocar nossos sonhos acima de nossas responsabilidades, de colocar nosso egoísmo sobre o nosso compromisso de solidariedade.  Esta felicidade, então, é completamente questionável.  Aristóteles dizia que “não é possível ser feliz quando não se faz o bem, e o bem nunca é possível tanto para um homem quanto para o Estado, sem a virtude e a razão”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem perde seu sentido de valor ao subordinar fins a meios.  O sexo convertido em diversão ou prazer recai na banalidade, sujeitando o homem a uma incapacidade maior que a dos próprios animais, pois estes últimos não têm uma razão para serem senhores de seus instintos.  O sexo sendo praticado simplesmente por prazer significa que perde o seu sentido de ser.  O direito deve estar à serviço do homem, mas isso não significa que a razão deve ser subordinadas às paixões.  Não se deve legalizar o que é passional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carece de honestidade de propósitos ao bem-estar da criança, a bandeira política que se esconde por detrás de ativistas pela adoção de crianças por homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A difusão do homossexualismo é interessante a certos grupos de interesse, e apenas nesta perspectiva é possível entender como pode ser socialmente positivado.  O comportamento interessa à ótica da globalização, da homogeneização e padronização do ser humano.  O ser humano, cada vez mais andrógino, é um consumidor ainda mais integrado.  O metrossexual, por exemplo, é um homem forjado: hábitos femininos, compulsivo na vaidade, igualmente nas compras, não é homossexual, mas é liberal, prendado em casa, ocupando os tradicionais espaços da mulher, permite que a mulher se aventure nos espaços que não ocupava anteriormente no mercado de trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, cada vez mais incentivada a migrar ao mercado de trabalho, seja por pressões econômicas como também culturais, cresce em poder aquisitivo, em poder de compra, em independência e poder de barganha, chefiando famílias, levando o homem a uma diminuição de sua auto-estima, o que acaba lhe intimidando diante do sexo oposto.  Por outro lado, com esta nova vocação dominadora, a mulher acaba por se masculinizar, adotando hábitos que cada vez mais tornam-na menos atraente ao homem.  O homossexualismo insere-se aí como um elemento exógeno, quase como uma síntese entre os opostos, uma espécie de conciliação de tendências, ou também uma espécie de convite alternativo às frustrações amorosas entre homem e mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os efeitos desta revolução comportamental são claramente a redução das taxas de natalidade, decorrente do próprio aumento do homossexualismo, da diminuição do número de famílias e do aumento dos divórcios.  Tudo isso tende a tornar a sociedade mais massificada, menos fértil, sobretudo em idéias, sem uma “tela de proteção” contra as ações que vêm de cima, especialmente do Estado e também das ONG’s, cujo poder cresce de forma exponencial.  Naturalmente, quem lucra com o controle da natalidade e a socialização dos costumes são aqueles que têm nesses resultados um fim comum.  São os mesmos que não estão dispostos a compartilhar suas riquezas, já que menos bocas a dar de comer significa menos recursos públicos a serem despendidos, assim como também refreiam os indesejados fluxos imigratórios do hemisfério sul ao hemisfério norte.  O Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), administrado pela ONU, promove o aborto e esterilização forçada na China.  Este fundo intervém em 168 países para favorecer o estabelecimento de programas demográficos, com a maior parte de seus recursos multimilionários provenientes de nações ricas como o Japão, a Holanda, a Dinamarca, a Noruega, o Reino Unido e a Suécia.   A tarefa de globalizar o homossexualismo ajuda a manter o status quo do mapa da exploração mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção original da sociedade como um todo orgânico, formado pelo agrupamento de várias células (famílias), vai dando lugar a uma massa uniforme de pensamentos, não importando nação, sexo e inclusive idade, o que é bastante preocupante.  O amadurecimento precoce de crianças é um fenômeno que salta à vista.  Isso é sintomático pela observação de certas tendências em nossa sociedade, desde o modismo até às demandas pela redução da idade penal, podendo, logicamente, redundar em futura redução da idade de consenso sexual etário, a pedofilia, demanda muito comum aos grupos homossexuais conforme já demonstrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado começa então a perder seu desenho original, sua configuração orgânica e passa a entrar em crise de identidade, e a configuração adere à ótica globalizatória, internacionalista.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso frisar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As medidas de positivação do homossexualismo têm propósitos internacionalistas, pois representam ataques ao Estado por golpear seus alicerces.  É a partir da infiltração nas famílias de uma cultura totalmente estranha às suas tradições, que a nação vai desmoronando em sua representação, cedendo cotas de soberania a um grupo de alcance mundial cujos interesses são representados comumente por organizações alienígenas.  Este é um dos caracteres básicos do socialismo e também do liberalismo.  Críticas à parte, Mussolini escreveu com brilhantismo que o liberalismo se justifica na utopia do consumo ilimitado. O ideal do supercapitalismo seria a ”estandardização” do gênero humano do berço ao túmulo.  Queria o supercapitalismo que todos os homens nascessem do mesmo comprimento, para que se pudessem fazer berços estandardizados; queria que as crianças desejassem os mesmos brinquedos, que todos os homens se vestissem do mesmo modo, que todos lessem o mesmo livro, que todos gostassem dos mesmos filmes, e que enfim todos desejassem a assim chamada máquina utilitária.  Isto não é um capricho, é algo que está na lógica das coisas, pois só assim, o supercapitalismo pode realizar seus planos.  Quando a onda capitalista deixa de ser um fato econômico? Quando a sua própria grandeza faz com que ela seja um fato social.”   A sociedade de consumo, fato social, condiciona o indivíduo ao consumo imoderado, à entrega aos prazeres e à inversão de dominação, do homem pelo produto, dos fins pelos meios.  Ora, o homossexualismo nada mais é do que uma entrega imoderada a instintos sexuais, dos fins aos meios, da reprodução ao prazer.  O consumo, igualmente, passa a ser um valor em si mesmo, e o prazer de se comprar um produto em uma prateleira, no mundo moderno de hoje, pode ter a mesma significância de se adotar uma criança.  De modo dialético, o socialismo, tendo entrado em colapso no plano econômico, vem triunfando como revolução cultural.  A família tradicional, nesta perspectiva, é sempre um óbice para que novos valores sejam introduzidos, especialmente entre as novas gerações, os mais jovens, que governarão o mundo de amanhã.  Abolir a “exploração das crianças pelos pais” e substituir a educação doméstica pela educação social são alguns dos ideais marxistas , como também a comunidade de mulheres.   Em outras palavras, isto significa o fim da unidade familiar.  Assim, as crianças são miradas pelos socialistas, no sentido de que sejam educadas em lares gays, com vistas a lhes inculcar novos valores como o relativismo, niilismo e o igualitarismo.  O passo seguinte do socialismo, ao desintegrar a unidade familiar, é agrupar indivíduos segundo um interesse comum, a fim de que o voto lhes seja uma moeda de troca.  Assim, no socialismo, a pessoa passa a ter seu valor na medida em que pertence a um grupo.  E apenas assim. É o que freqüentemente observamos nos partidos socialistas apoiando ostensivamente a fragmentação social e racial, através de “comunidades de bairros”, “comunidades raciais” etc. Os interesses entre liberalismo e socialismo convergem em seus fins internacionalistas, mas não se reduzem apenas a tais parâmetros, alimentando-se mutuamente no mundo dos negócios: a empresa partidária-ideológica socialista e a empresa econômica capitalista; pública e privada.  O capitalismo lucra com a fragmentação promovida pelo socialismo, pois o grande sistema, o mercado, que antes destinava-se às famílias, passa agora a ter uma verdadeira rede de subsistemas.  Esta reportagem do JB é esclarecedora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Multinacionais da internet, grifes famosas, marcas de energético e grandes editoras do país apostam no filão GLS como ótimas oportunidades de negócios. ''O mercado gay, racial e de terceira idade são considerados os três melhores do mundo pela baixa saturação e alto poder aquisitivo da maioria dos consumidores'', explica Ulysses Reis, analista de varejo da Fundação Getúlio Vargas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder de barganha gay se tornou importante na medida em que tais grupos se organizaram ideologicamente e principalmente pelo peso econômico que desfrutam no interior da sociedade .  Com efeito, o homossexualismo e tudo aquilo que concerne ao seu status jurídico repousa indubitavelmente em interesse privado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É realmente muito complicado lutar contra grupos que contam com o apoio de organizações multimilionárias neomalthusianas, tais como as Fundações Ford e Rockefeller , e inclusive da ONU, que apóia projetos de impacto anti-natalista, como os que superdimensionam os direitos da mulher, aprovando práticas abortivas e, agora, os pseudo-direitos dos homossexuais, todos sob o disfarçado nome de “direitos humanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de toda esta matriz desfavorável, por que então tutelar direitos a um grupo comportamental cujos fins estão em direta contraposição à sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é compreensível, à luz da razão, se não imaginarmos os benefícios residuais que podem ser encontrados.  Esta é, porém, uma lógica perigosa, pois na medida em que descartamos um benefício fundamental para darmos luz a um benefício marginal, estaremos destruindo fundamentos, a despeito de combater males periféricos.  Seria análogo a uma pessoa usar um medicamento contra o coração para tratar de um problema intestinal.  Seria análogo a permitirmos o uso regular de drogas nos meios convencionais que nos acostumamos a ver, possibilitando ao indivíduo um prazer efêmero, muito embora lhe causassem danos mortais.  Outro exemplo seria o de deixarmos de gastar com segurança pública para termos sobras orçamentárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que benefícios residuais seriam esses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comumente se aborda a possibilidade de uma criança carente ser adotada por homossexuais.  Costumam apresentar a criança em uma cruel luta pela sobrevivência, entre a escolha pela sua vida e a delicada inserção nos cuidados de parceiros homossexuais.  Este parece ser o argumento mais forte, pois de fato nenhuma pessoa em sã consciência gosta de ver uma criança passando fome ou grandes dificuldades de vida.  Neste caso, a criança estaria resguardada do ponto de vista econômico, tendo a garantia de se alimentar e ter uma residência fixa, o que sem sombra de dúvida são benefícios.  De modo semelhante, acenam também à possibilidade de possibilitar conforto aos menores, podendo a partir desta base de sustentação econômica vir a colher prosperidade futura.  Obviamente, nestas duas molduras o aspecto econômico figura como base principal para o desenvolvimento individual, desconsiderando, contudo, que não é simplesmente provendo um ser humano de bens materiais que se propicia o seu progresso, dispensando outros aspectos que lhes são mais salutares.  Entre estes aspectos temos a questão moral, que deveria estar superposta às questões econômicas, pois se o dinheiro fosse tudo para um ser humano, não teríamos exemplos de pessoas ricas cometendo crimes.  Os crimes mais brutais praticados em nosso país no ano que se passou foram cometidos por pessoas ricas, como o parricídio e matricídio planejados por Suzane Richthofen, que tinha até boas notas na escola...  E que belo exemplo!  Uma criança inserida em um lar onde é ensinada que o prazer é tudo, ou que o sexo é diversão, conforme a música de Rita Lee, acaba por tornar-se escrava de suas próprias paixões.  A responsabilidade é, então, anulada, ou como preferem os socialistas: “socializada”. Assim, a objeção que surge a esta concepção economicista de educação pode ser notavelmente percebida como os excessos de riquezas, as paixões imoderadas, podem redundar na prática dos mais terríveis delitos.  Não obstando a necessidade de um colchão social para acomodar crianças carentes, que validade terá se a moralidade for desprezada?  Recairemos, como já visto, na mesma mentalidade de se destruir fundamentos para colher eventuais benefícios periféricos.  Por outro lado, o problema social do Brasil, bem como de outros países do Terceiro Mundo, é estrutural e não reside em adoções em série por homossexuais, devido a sua renda mais elevada.  Trata-se de um problema estrutural, sério, cujas causas devem ser enfrentadas e não maquiadas com paliativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;CONCLUSÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer medidas que venham a tornar o homossexualismo formalmente aceitável, entre as quais a adoção de crianças por homossexuais, constituem-se, portanto, numa porta aberta à pedofilia e outras atrocidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que admiremos uma personalidade homossexual, não temos a obrigação de concordar com seus defeitos.  Pelo contrário, compactuar com uma prática destrutiva ao bem individual e comum é um ato de pobreza de espírito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111410423404662349?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111410423404662349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111410423404662349' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410423404662349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410423404662349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/adoo-de-crianas-por-homossexual-no.html' title='A adoção de crianças por homossexual no Brasil'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111410339881995006</id><published>2005-04-21T10:09:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T10:09:58.820-07:00</updated><title type='text'>CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE</title><content type='html'>2357. A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo.  A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas.  Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada.  Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados".  São contrários à lei natural.  Fecham o ato sexual ao dom da vida.  Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira.  Em caso algum podem ser aprovados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2358. Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas.  Essa inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação.  Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza.  Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta.  Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2359.  As pessoas homossexuais são chamadas à castidade.  Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111410339881995006?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111410339881995006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111410339881995006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410339881995006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410339881995006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/castidade-e-homossexualidade.html' title='CASTIDADE E HOMOSSEXUALIDADE'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111410318986197183</id><published>2005-04-21T10:04:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T10:07:51.200-07:00</updated><title type='text'>Holocausto silencioso do aborto não é progresso, afirma Bispo espanhol</title><content type='html'>Madri (Espanha), 25/5/2004 - 09:58&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.catolicanet.com.br/noticias/noticias_integra.asp?cod=1&amp;codigo_noticias=31214&amp;edtoria=2"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bispo de Segorbe-Castellón, D. Juan Antonio Reig, classificou o aborto de "holocausto silencioso", negou que possa ser considerado um "progresso" e julgou o Estado que o promove de "totalitário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "Alba", o boletim paroquial da Diocese valenciana, o Prelado denunciou que na Espanha são cometidos 77 mil abortos por ano e advertiu que "a crise mais séria que possa ocorrer na sociedade espanhola é aceitar este holocausto silencioso e afirmá-lo como progresso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No informativo, o Bispo referiu-se a "síndrome pós-aborto", que "padecem a maioria das que abortaram" e que conduz "a trastornos que requerem ajuda psiquiátrica e espiritual".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Destruir um bebê no ventre de sua mãe pode ser relativamente simples, mas não é tanto assim tirá-lo de sua mente e de seu coração. Às vezes, a síndrome pós-aborto é incurável. São muitos os casos em que só o sacramento da Penitência e a terapia religiosa curam a mãe", disse o Bispo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Reig indicou que se a mãe sofre com o aborto, o Estado sai ainda pior desta "crise cultural". "Quando um Estado se torna cúmplice desta liberdade despótica, transforma-se automaticamente em Estado totalitário". Porque o aborto "é injustificável desde todos os pontos de vista".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outo lado, D. Reig destacou a relação entre castidade e fidelidade matrimonial. O Bispo atribuiu os divórcios à falta de "algo tão esquecido como a castidade". A seu ver, "quando falta a castidade, que custodia o amor fiel, a relação conjugal fica ressentida e se abrem as portas para a infidelidade e todo tipo de perversões".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o Prelado afirmou que outra causa das rupturas matrimoniais é o egoísmo, porque "frente a qualquer dificuldade se pensa que a separação e o divórcio são mais progresso e liberdade que o perdão e a reconciliação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o Bispo de Castellón expressou sua desaprovação a que se atribua à união entre homossexuais a categoria de matrimônio. "Não é lícito nomear com um mesmo termo duas realidades diferentes", explicou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111410318986197183?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111410318986197183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111410318986197183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410318986197183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111410318986197183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/holocausto-silencioso-do-aborto-no.html' title='Holocausto silencioso do aborto não é progresso, afirma Bispo espanhol'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111389138277792331</id><published>2005-04-18T23:13:00.000-07:00</published><updated>2005-04-18T23:16:22.780-07:00</updated><title type='text'>Abortos induzidos em Cuba</title><content type='html'>AÑOS ABORTOS INDUCIDOS     &lt;br /&gt;  TOTAL  POR POR POR &lt;br /&gt;   1000 100 100 &lt;br /&gt;   MUJERES *  PARTOS  EMBARA- &lt;br /&gt;     ZADAS  &lt;br /&gt; 1975 126107 57.4  65.4  39.5  &lt;br /&gt; 1980 103974 42.1  76.1  43.2  &lt;br /&gt; 1981 108559 43.0  79.6  44.3  &lt;br /&gt; 1982 126745 50.5  79.3  44.2  &lt;br /&gt; 1983 124791 48.7  75.9  43.4  &lt;br /&gt; 1984 139588 53.3  84.1  45.7  &lt;br /&gt; 1985 138671 55.0  83.6  43.3  &lt;br /&gt; 1986 160926 50.6  96.6  49.1  &lt;br /&gt; 1987 152704 47.5  84.6  45.8  &lt;br /&gt; 1988 155325 48.3  81.8  45.0  &lt;br /&gt; 1989 151146 46.8  81.0  44.7  &lt;br /&gt; 1990 147530 45.6  78.3  43.9  &lt;br /&gt; 1991 124059 38.3  78.4  43.9  &lt;br /&gt; 1992 111107 33.8  70.0  41.1  &lt;br /&gt; 1993 86906 26.6  56.6  36.0  &lt;br /&gt; 1994 89421 27.4  60.2  37.5  &lt;br /&gt; 1995 83963 25.6  56.6  36.0  &lt;br /&gt; 1996 83827 25.9  59.3  37.1  &lt;br /&gt; 1997 80097 24.8  52.0  34.1  &lt;br /&gt; 1998 75109 22.8  49.3  32.9  &lt;br /&gt; 1999 80037 24.3  52.4  32.0  &lt;br /&gt; 2000 76293 23.0  52.7  34.5  &lt;br /&gt; 2001**  69563 20.6  49.8  33.2  &lt;br /&gt; TOTAL 2596448    &lt;br /&gt;* Mujeres entre 12 y 49 años de edad      &lt;br /&gt;** Provisional&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111389138277792331?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111389138277792331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111389138277792331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111389138277792331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111389138277792331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/abortos-induzidos-em-cuba.html' title='Abortos induzidos em Cuba'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111389106757007383</id><published>2005-04-18T23:08:00.000-07:00</published><updated>2005-04-18T23:11:07.573-07:00</updated><title type='text'>O horror do canibalismo de fetos na China</title><content type='html'>Este mundo está tolerando e até às vezes encoraja o aborto. Esse mundo tolera a pesquisa feita em crianças nascituras.  Os fatos que eu nunca precisei colocar diante de você continuam nesse mundo, em nome de pesquisa médica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um exemplo reportado em Life Advocate, de fevereiro de 1995, em um artigo por Denise Billings, entitulado `Canibalismo Federal': 'as culturas de tecido são obtidas baixando os bebês ainda vivos em moedores de carne e os homogeneizando, de acordo com o New England Journal of Medicine.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, entretanto, até um mais repugnante pesadelo está acontecendo: os chineses estão realmente predispostos a comer crianças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As revistas on line fora de Hong Kong liberaram a informação que doutores chineses estão comendo bebês abortados e vendendo crianças como comida para saúde. Os relatórios do Eastern Express de um doutor que eles entrevistaram declararam que os bebês são 'até melhores que placentas' se referindo ao valor nutricional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Serviço de Notícias de Kyodo, Revista On Line Japan Economic, de Hong Kong de 12 de abril de 1995, nós citamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'"Eles podem tornar sua pele mais lisa, seu corpo mais forte e ser bom para os rins," disse a doutora da clínica da cidade chinesa meridional Sin Hua.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma doutora da clínica da cidade de Luo Eu, que executou centenas de abortos, reportou ter comido 100 fetos nos últimos seis meses. Ela foi citada como dizendo que melhor eram os primogênitos machos de mulheres jovens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Eu os lavo com a água clara até que eles pareçam brancos transparentes e então os cozinhamos. Fazer sopa é melhor.' Ela foi citada dizendo, acrescentando, 'Eles se perdem se nós não os comermos.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No The Daily Telegraph, Bejing, 13 de abril de 1995, uma história por Yojana Sharma e Graham Hutchings repetiu os fatos à cerca do canibalismo que tomavam lugar.  A venda dos bebês por valor nutricional não foi omitida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma médica, conhecida apenas como Wang, da Clínica Sin Hua, Shenzhen, foi citada dizendo que, 'Os fetos eram até melhores que as placentas' em valor nutricional. 'Eles tornam sua pele mais lisa, seu corpo mais forte e são bons para os rins', disse ela.  Dr. Warren Lee, presidente da Hong Kong Nutrition Association, disse: 'Comer fetos é uma medicina chinesa tradicional profundamente baseada no folclore.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais difícil que deve ser ler as reportagens vindo de fora da China, havia muito mais dificuldade para eu relatar-lhes.  À medida que leio esses relatórios em minha mesa, eu lembro as palavras muito freqüentemente ditas para mim por ativistas pró-vida não-ativos: ' Não poderia ser pior!' Bem, isso é pior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ataque contra a criança nascitura alcançou proporções de um pesadelo. Apesar disso, o povo diz que eles quase não podem consentir com fábricas de aborto para rezar pelo fim desse holocausto.  Com freqüência, no passado, por várias semanas pensei no que Deus faria a esses canibais chineses. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu penso a respeito do que Deus fará aos Estados Unidos. Ele tinha nos dado tanto e nós de volta fazemos tão pouco para parar esse holocausto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Pai, perdoai-os porque eles não sabem o que fazem' será a oração para os chineses. Infelizmente, para os americanos, nós sabemos e escolhemos não fazer nada. Deus ajude a todos nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Katherine Sabelko em Crianças da Publicação de Rosário, maio Newsgram, Parte 1, 1995 &lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111389106757007383?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111389106757007383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111389106757007383' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111389106757007383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111389106757007383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/o-horror-do-canibalismo-de-fetos-na.html' title='O horror do canibalismo de fetos na China'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111376338678015625</id><published>2005-04-17T11:41:00.000-07:00</published><updated>2005-04-21T15:26:59.973-07:00</updated><title type='text'>As esquerdas e o crime organizado</title><content type='html'>OC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comando Vermelho. A História Secreta do Crime Organizado, de Carlos  Amorim, é um trabalho de valor excepcional, cuja leitura se recomenda a todos os brasileiros que se preocupem com o futuro deste país. Futuro do qual se pode ter um vislumbre pelas palavras de William Lima da Silva, o "Professor", fundador e guru do Comando Vermelho, citadas à p. 255:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conseguimos aquilo que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês [ a polícia ] nas esquinas. Já pensou o que serão três milhões de adolescentes e dez milhões de desempregados em armas?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quem entenda isso como mera expressão de um delírio megalômano, o livro de Carlos Amorim mostra que a sinistra profecia já está em curso de realização: o Comando Vermelho não apenas domina dois quintos do território do Grande Rio, desfrutando aí o monopólio dos sequestros, do comércio de carros roubados, do tráfico de drogas, mas exerce também nessa área funções de governo, por meio do terror alternado com lisonjas paternalistas, e tem ainda a liderança no contrabando de armas pesadas, sendo hoje uma organização mais equipada do que a polícia ou mesmo do que as guarnições locais do Exército. As autoridades reconhecem que o poder da máfia dos morros é absolutamente incontrolável, e ela prossegue, de vitória em vitória, atordoando a polícia, humilhando os governantes, e atribuindo às suas operações criminosas, para cúmulo de descaramento, o sentido épico de uma luta pela libertação dos oprimidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou aqui resumir o livro, pois pretendo que o leiam. Nas páginas que se seguem, concentrarei minhas observações antes no que me parece o seu único ponto fraco. Não farei isto para depreciar os méritos da obra, que são elevados, mas justamente para os realçar; pois essa lacuna, que está no diagnóstico das causas e origens profundas do crime organizado, só poderia ser preenchida por uma investigação que iria muito além do seu escopo. O autor, de fato, alude a algumas causas prováveis, mas centraliza sua atenção no fenômeno do Comando Vermelho como tal, sem estender seu exame ao conjunto dos fatores históricos que cercaram, propiciaram e finalmente determinaram o seu surgimento. Não se trata portanto de assinalar aqui algum defeito do livro, mas de sugerir investigações suplementares que dariam matéria para outro livro, ou vários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certeza o livro de Amorim parece deixar definitivamente assentada: o Comando Vermelho nasceu da convivência entre criminosos comuns e ativistas políticos dentro do presídio da Ilha Grande, entre os anos de 1969 a 1978. Ali os militantes esquerdistas ensinaram aos bandidos as técnicas de guerrilha que eles viriam a usar em suas operações criminosas e os princípios de organização político-militar sobre os quais viria a estruturar-se o Comando Vermelho, bem como a &lt;br /&gt;fraseologia revolucionária com que o bando hoje glamouriza suas façanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não fica claro de maneira alguma é o grau e a natureza da participação das organizações de esquerda na criação do Comando Vermelho, a sua responsabilidade histórica pela eclosão do fenômeno que hoje aterroriza a população carioca e põe em risco a sobrevivência da jovem e frágil democracia brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esse ponto, o autor se contradiz: sua narrativa dos fatos aponta num sentido, suas opiniões no sentido contrário. Eis uma dessas opiniões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os revolucionários nunca pretenderam ensinar criminosos a fazer guerrilhas. Em mais de uma década de pesquisas, nunca encontrei o menor indício de que houvesse uma intenção — menos ainda uma estratégia — para envolver o crime na luta de classes." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, na interpretação do autor, os ensinamentos de guerrilha teriam sido passados aos bandidos de uma maneira natural, espontânea, impremeditada, ao sabor de contatos fortuitos entre indivíduos, e sem qualquer responsabilidade das organizações esquerdistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os fatos narrados pelo próprio Amorim desmentem frontalmente essa interpretação. Sem chegarem a dar respaldo à tese policial que vê no Comando Vermelho uma extensão ou um recrudescimento da velha guerrilha revolucionária, eles indicam, no entanto, que o que se passou na Ilha Grande foi algo de bem mais comprometedor do que simples conversas casuais. Poderosos interesses vetam, hoje, uma investigação mais profunda desses episódios. Os prisioneiros políticos de então tornaram-se gente importante, deputados, ministros, procuradores, com poderes suficientes para dissuadir qualquer olhar curioso que se lance sobre um passado que eles preferem manter protegido entre névoas. Não duvido que a ambiguidade do próprio Amorim tenha brotado do prudente desejo de evitar um confronto com essa gente, cujos partidários e simpatizantes exercem uma completa hegemonia sobre o seu ambiente de trabalho: as redações de jornais. Da minha parte, porém, nada espero deles. No tempo em que eram perseguidos políticos, ajudei-os o quanto pude, escondendo foragidos e armas, redigindo e distribuindo propaganda contra a ditadura, porque via em seus rostos o emblema da verdade, hostilizada pela mentira oficial. Hoje, que estão a um passo do poder, já enxergo em seu semblante a máscara da hipocrisia, que anuncia para breve, neste país, um novo império da falsidade. Todo sacerdócio converte-se, mais cedo ou mais tarde, num culto de si mesmo: tendo outrora servido à verdade, eles hoje tomam o lugar dela no altar de um culto degenerado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Investigar o sentido dos episódios da Ilha Grande é romper um tabu, é violar o preceito consagrado segundo o qual a maldade, a baixeza, a hipocrisia são monopólio da direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência entre presos políticos e bandidos comuns é antiga no Brasil, reconhece Amorim. Vem desde 1917, com as primeiras prisões de agitadores sindicalistas e anarquistas. Intensificou-se durante e após a rebelião comunista de 1935. Desde então foi constante e sistemático o esforço dos comunistas para doutrinar criminosos e enquadrá-los na luta política. Um dos líderes de 35, Gregório Bezerra, conta em suas memórias como "transformou guardas penitenciários e bandidos em militantes comunistas". Durante os anos do Estado Novo, conta Amorim, "o contato com intelectuais, militares radicais, políticos e sindicalistas fez a cabeça de punguistas e escroques. A partir dessa convivência, muitos homens deixaram para trás as carreiras no crime e optaram pela militância revolucionária".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso no entanto provocou a menor alteração de conjunto no mundo do crime: "Nas ruas, o crime continuava o mesmo: avulso, violento, desorganizado. O fenômeno da conscientização e o surgimento do chamado crime organizado só vão aparecer na década de 70."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve portanto aí a introdução de um fator novo, de uma diferença específica no tipo de influência exercido pelos militantes sobre os bandidos. Essa diferença residiu essencialmente no conteúdo das informações transmitidas: em vez de simples doutrinação ideológica, os bandidos receberam ensinamentos práticos, que puderam por em ação tão logo saíram da cadeia. Que ensinamentos foram esses?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, princípios de organização, que incluíam desde a estrutura hierárquica e disciplinar do grupo armado até sistemas de comunicação em código.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, técnicas de propaganda ou agitprop, que lhes permitiram transformar assaltos e sequestros em espetáculos de protesto — "propaganda armada", no jargão esquerdista —, que ganham a simpatia = ao menos parcial da população e da intelligentzia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro, táticas de ação armada. Aqui a lista é grande. Dentre os procedimentos usados pela guerrilha e copiados pelo Comando Vermelho, pode-se destacar os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Realização de assaltos simultâneos em vários bancos, para desorientar a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - Com o mesmo objetivo, bombardear os postos policiais com dezenas de alarmes falsos, no dia dos assaltos planejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 - Não sair para uma operação armada sem deixar montado um "posto médico" para atender os feridos (que antes os bandidos deixavam à sua própria sorte, expondo-se à delação por vingança).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 - Em caso de emergência, invadir pequenas clínicas particulares selecionadas de antemão, obrigando os médicos a dar atendimento aos feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - Planejamento e organização de sequestros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - Designar para cada operação um "crítico", que não participa da ação mas apenas observa e assinala os erros para aperfeiçoar a ação seguinte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - Planejar as ações armadas com exatidão, de modo a obter no mínimo de tempo o máximo de rendimento com o mínimo derramamento de sangue. (Hoje o Comando Vermelho consuma em quatro ou cinco minutos um assalto a banco)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Técnicas para o bando retirar-se do local da ação em tempo record, aproveitando-se da conformação das ruas, do congestionamento etc., ou provocando deliberadamente acidentes de trânsito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 - Planejamento cuidadoso de todas as ações, segundo o princípio de Carlos Marighela: "Somos fortes onde o inimigo é fraco. Ou seja: onde não somos esperados."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 - Informação e contra-informação como base do planejamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11 - Sistema de "aparelhos" — casas compradas em pontos estratégicos = da cidade, para ocultar fugitivos após as operações, guardar material bélico etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto e último grupo de ensinamentos dizia respeito à seleção das melhores armas para cada tipo de operação, e ainda à fabricação de explosivos apropriados para o uso na guerrilha urbana, como coquetéis-molotov com uma fórmula especial preparada por estudantes de Química e "bombas de fragmentação com pregos acondicionados junto à pólvora e enxofre num tubo de PVC ou numa lata do tamanho de uma cerveja".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conjunto forma um curso completo de guerrilha urbana, apoiado ainda numa bibliografia especializada, que incluía O Pequeno Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighela, Guerra de Guerrilhas, de Ché Guevara, e A Revolução na Revolução, de Régis Débray, além de A Guerrilha Vista por Dentro, de Wilfred Burchett. Este último é apenas uma reportagem feita no Vietnã por um correspondente de guerra inglês; mas entre os militantes era tão prezado quanto as obras de guerrilheiros profissionais, e sua circulação chegou a ser proibida no Brasil durante os governos militares, porque "mostra como o vietcongue fabricava munição, inclusive com uma fórmula para se produzir pólvora caseira. Explica também como funcionava o sistema de túneis para a fuga dos comandos guerrilheiros, com iluminação a partir de geradores movidos a roda de bicicleta. O livro fala ainda dos códigos, do correio baseado em bilhetes entregues de mão em mão, de aldeia em aldeia. Um manual de guerra revolucionária que contém longas explanações de tática e estratégia. Enfim, dinamite pura". Rematavam a bibliografia clássicos da literatura marxista — Marx, Lênin — e obras menores de doutrinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses ensinamentos foram depois levados à prática pelo Comando Vermelho, que demonstrou possuir até mesmo um domínio mais extenso deles do que as próprias organizações guerrilheiras: "O crime organizado foi muito além do que a luta armada tinha conseguido nos anos 70, tanto em matéria de infra-estrutura quanto na disciplina e organização internas". Como bem resumiu o assaltante de bancos Vadinho ( Oswaldo da Silva Calil ), que viu tudo de perto na Ilha Grande, "os alunos passaram a professores".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorim opina enfaticamente que "não houve intenção" de ensinar guerrilha aos bandidos, que a transmissão desses ensinamentos se deu de maneira "involuntária", em resultado espontâneo do "convívio eventual nas cadeias". Diante dos fatos narrados, é difícil acreditar nessa opinião, é difícil mesmo admitir que o próprio Amorim acredite nela. Mais sensato é vê-la como uma concessão verbal: tendo ousado divulgar fatos que são profundamente comprometedores para as esquerdas, Amorim preferiu deixar que a narrativa falasse por si, sem endossar pessoalmente a conclusão que ela impõe. Manha de repórter, que com muita prudência teme mais as línguas de seus colegas de &lt;br /&gt;ofício do que as balas do Comando Vermelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me faz interpretar as coisas desse modo é a desproporção entre a força da narrativa e a timidez dos argumentos em que Amorim sustenta sua opinião. Qualquer principiante do jornalismo sabe que a exposição dos fatos exerce sobre o leitor uma influência mais profunda do que a opinião expressa. A verdadeira intenção de um jornal está na sua maneira de selecionar e ordenar as notícias, e não no que ele afirma nos editoriais. As cabeças dos repórteres funcionam de modo análogo: inteligências antes narrativas do que analíticas, expressam-se mais plenamente contando os fatos do que alinhando argumentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal argumento que Amorim apresenta em defesa de sua tese é que, ao longo de doze anos, não encontrou indícios ou provas "de uma intenção, menos ainda de uma estratégia" no sentido de os militantes ensinarem guerrilha aos bandidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento destrói-se a si mesmo. Em primeiro lugar, não existe prova de intenção, a não ser a lógica mesma do ato, pela qual das consequências podemos remontar às causas. Todo ato humano que não possa ser explicado pela mera acidentalidade pressupõe uma intenção, e todo acidente é, por definição, momentâneo: não existem acidentes continuados; a mera casualidade não se prolonga, inalterada e uniforme, ao longo dos anos, como um par de dados não prossegue dando seis e seis incansavelmente ao longo das rodadas. Qualquer ato reiterado é, por si mesmo, prova da sua intenção. Se um homem fica bêbado uma vez, duas vezes, pode ser sem intenção e por mero efeito acumulado dos tragos mal medidos; mas se quatro ou cinco vezes por semana o encontramos virando novamente o copo até trocar as pernas, será preciso alguma outra "prova" para certificar que ele teve intenção de se embriagar? Ora, a transmissão de ensinamentos de guerrilha prosseguiu, na Ilha Grande, por nada menos que nove anos. Que mais será necessário para comprovar uma intenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se ver a coisa por um segundo ângulo. Uma intenção nada mais é do que a previsão de uma consequência, somada ao desejo de provocar essa consequência. Só podemos, portanto, supor ausência de intenção quando um homem não está em condições de prever as consequências de seu ato. Se um marido furioso desfere um tabefe na esposa e a manda para o hospital, podemos admitir que o brutamontes não mediu sua força; mas depois de uma longa série de internações da infeliz, devemos supor que ele ainda não avaliou corretamente a proporção entre o empuxe da porrada e suas consequências hospitalares, ou que ele teve a intenção de desencadear precisamente essas consequências? Quanto aos nossos guerrilheiros, a hipótese da ausência de intenção pressupõe que fossem incapazes de atinar com o uso que os discípulos fariam de seus ensinamentos. Se um deles, uma vez ou outra, desse com a língua nos dentes, poderia ser coincidência. Mas vários deles transmitindo informações seguidamente ao longo dos anos, sem jamais atinar com as consequências do que faziam, é mais do que a credulidade humana pode admitir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provas externas só são necessárias quando a lógica dos fatos não fala por si, quando nos fatos há algo de ambíguo que admite interpretações variantes, o que não é o caso. Mas Amorim absolve os guerrilheiros justamente com base na ausência desse tipo de provas. E acontece que mesmo estas não estão realmente ausentes. Querem ver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só existem no mundo três tipos de provas: materiais, documentais e testemunhais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova material está lá: a presença dos livros, dos manuais de guerrilha nas mãos dos bandidos é prova de que alguém os entregou a eles. Entregar um livro comprova, manifestamente, o intuito de &lt;br /&gt;transmitir informações, e de fazê-lo de maneira mais completa do que se poderia em meras conversas de ocasião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros citados por Amorim eram obras raras, de tiragem limitada e circulação proibida, que só se encontravam, quando se encontravam, nas mãos de militantes diretamente envolvidos nas organizações da esquerda armada. O de Régis Débray circulou num volume impresso clandestinamente pela ala marighelista do PC, e o de Guevara era uma apostila mimeografada, de pouquíssimos exemplares. Mesmo o de Burchett ( Amorim escreve "Bulcher", mas a grafia certa é Burchett ), que saiu por uma editora comercial ( Civilização Brasileira ), teve tiragem reduzida e logo foi apreendido, sobrando em circulação uns poucos exemplares que os militantes de esquerda disputavam a tapa. Não eram, enfim, livros de interesse geral, que se dessem a alguém para ler por mero passatempo, mas manuais de ensino técnico, dirigidos a um público especializado. Transmitir esses livros aos bandidos é algo mais do que manifestar uma intenção de ensinar guerrilha: é realizar essa intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a provas documentais que atestassem uma decisão das organizações de esquerda de promover o ensino de guerrilhas, só poderiam consistir em atas de reuniões dos comitês de presos políticos, que declarassem formalmente essa intenção. Mas os prisioneiros políticos teriam de ser doidos ou suicidas para registrar uma decisão desse teor em atas que certamente iriam parar nas mãos da direção do presídio mais dia menos dia. Aliás eles nunca fizeram ata de decisão nenhuma, pela mesmíssima razão. Se o historiador fosse hoje depender de atas para estudar esse período, não teria sequer uma prova de que os comitês de presos políticos chegaram a existir. Uma prova documental, no caso, não é exigível. Presos políticos não fazem atas, tal como não se fazem atas de uma reunião de meliantes para planejar um assalto a banco. O argumento da falta de provas não vale, portanto, para provas documentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restam, ainda, as provas testemunhais. Estas são ambíguas. Amorim aliás só cita duas. Vadinho afirma que houve ensinamento. O então prisioneiro político e depois ( no governo Brizola ) diretor do mesmo presídio da Ilha Grande, José Carlos Tórtima ( hoje procurador do Estado ), proclama que não:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"— É uma mentira essa história de que os presos comuns aprenderam como se organizar e noções de guerrilha urbana com os presos políticos. O conteúdo ideológico deles é de tal forma individualista que de maneira nenhuma poderiam absorver a proposta de apoio coletivo... Repudio claramente qualquer insinuação de que os presos comuns foram formados pelos políticos. Isso é um mito veiculado pela direita."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dr. Tórtima é, pelo visto, um desses devotos esquerdistas, para quem a sentença "É de direita!" constitui, em si e por si, uma prova fulminante contra qualquer argumento. Algo assim como o Roma locuta, causa finita, um rótulo fatal que, colado a uma idéia, basta para invalidá-la para todo o sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele não pensasse assim, teria procurado calçar melhor seu testemunho, citando fatos em vez de dispensar-se de fazê-lo, confiado na força exorcizante da frase mágica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, na verdade, o seu não é um testemunho; é um parecer, uma opinião, que opõe à abominável tese direitista um argumento de probabilidade lógica: individualistas ferrenhos não podem, em princípio, absorver uma proposta de ação coletiva, ou pelo menos é muito pouco provável que o façam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um ponto de vista hipotético e abstrato, devemos dar razão ao dr. Tórtima: a lei das probabilidades está com ele. Mas, em primeiro lugar, é estranho que uma testemunha, chamada a mostrar a falsidade de uma alegação, se limite a demonstrar sua improbabilidade. Raciocinamos por probabilidades quando não temos acesso aos fatos, quando, não sabendo o certo, só nos resta conjeturar sensatamente. Testemunhas não conjeturam: testemunhas narram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se passamos da conjetura para os fatos, a conversa muda. Hipoteticamente, a absorção da proposta de apoio coletivo pelos individualistas era de fato improvável; mas o próprio livro de Amorim mostra bem claro que o improvável se realizou: que não somente os marginais absorveram a proposta, como também a puseram em prática com mais rigor, eficiência e amplitude do que os próprios militantes políticos; e, organizando-se melhor do que eles, chegaram ainda a coordenar o "apoio coletivo" da população pobre dos morros cariocas, superando tudo o que em matéria de arregimentação popular os guerrilheiros haviam sequer sonhado: "Os alunos tornaram-se professores."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que vale o argumento de improbabilidade, diante da prova do fato consumado? Diante desse fato, o que vemos é o argumento do dr. Tórtima voltar-se a favor da tese que ele enfaticamente repudia, contra a que defende. Se era pouco provável que os individualistas anárquicos absorvessem a proposta de apoio coletivo mesmo quando esta lhes fosse transmitida por hábeis e solícitos professores de guerrilha, muito menor, para não dizer nula, seria a probabilidade de que o fizessem tão-somente pelo esforço próprio e sem nenhuma ajuda pedagógica. O esforço necessário para aprender sozinho é significativamente maior do que o requerido para seguir as lições de um bom professor. Se, portanto, os individualistas desorganizados se tornaram eficientes organizadores coletivos, o mérito muito provavelmente não é só deles, nem só deles a culpa pelo tipo de coisa que vieram a organizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De passagem, a desastrada argumentação do dr. Tórtima derruba também as opiniões do próprio Amorim em favor do caráter fortuito e impremeditado dos ensinamentos de guerrilha. Se os bandidos comuns eram uns individualistas anárquicos, como poderiam colocar em boa ordem fragmentos de informação colhidos aqui e ali em conversações casuais, a ponto de compor com eles uma técnica racional apta a desenvolver-se em amplas e notáveis aplicações práticas? Seria preciso um QI fora do comum, mas mesmo gênios teriam alguma dificuldade em aprender organização tão desorganizadamente. Com toda a franqueza: pedir que acreditemos que homens primitivos, bárbaros, indisciplinados e volúveis conseguiram apreender os complexos princípios de organização político-militar da guerrilha urbana tão-somente ciscando aqui e ali uns pedaços de conversas e depois transformar essa maçaroca informe numa técnica de grande eficácia, é realmente fazer pouco da nossa inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contar com a credulidade alheia é aliás um vício da esquerda brasileira, adquirido nos anos que se seguiram à queda da ditadura. A revelação das torturas, dos cadáveres escondidos, confirmando denúncias que antes a opinião oficial desqualificava como invencionices de agitadores, desmoralizou a direita e elevou às alturas a credibilidade da esquerda. Desde então esta vem abusando do crédito para nos fazer engolir patranhas e calúnias de toda sorte, sem outra garantia senão a de terem sido proferidas por quem nos disse a verdade uma vez. Até quando as atrocidades da direita serão fiadoras das mentiras da esquerda? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o dr. Tórtima nos impinge como testemunho não poderia mesmo valer nada, pois a "testemunha" saiu da cadeia em 1971, antes, portanto, da fase decisiva de formação do Comando Vermelho, sobre a qual ele sabe só o que leu nos jornais, se é que os leu. Isto aliás confirma o caráter muito provavelmente calunioso de insinuações que o acusem de envolvimento pessoal no ensino de guerrilha aos bandidos. Mas o fato de ele estar inocente não o qualifica para inocentar outros, dos quais nada sabe. Qual, no entanto, o esquerdista brasileiro que recusará falar em público sobre um assunto do qual ignora tudo, se o convite lhe servir de ocasião para dar umas alfinetadas na "direita"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditar que o "testemunho" do dr. Tórtima baste para absolver alguém além dele mesmo exigiria que a nossa fé removesse montanhas. Destituídos da fé, façamos algo que, no Brasil de hoje, se tornou sinal de impiedade: raciocinemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocínio I - O livro de Carlos Amorim informa que os militantes esquerdistas, uma vez encarcerados, procuraram fortalecer a unidade disciplinar de suas organizações, para poderem resistir ao ambiente hostil. De outro lado, o mesmo livro deseja que acreditemos que homens assim afeitos a uma disciplina espartana deixaram escapar, em amenas conversas informais com os detentos comuns, todos os segredos de técnica militar e de organização política que constituíam o sangue e os nervos da revolução. Quer que acreditemos que esses homens de ferro, capazes de resistir à tortura física e psicológica para não entregar nenhum segredo aos policiais, deram tudo aos bandidos, de mão-beijada, por mera desatenção; que de conversa em conversa foram deixando vazar teoria marxista, princípios de agitprop, técnicas militares, métodos de organização, enfim todo o conhecimento de guerrilha urbana então disponível, sem jamais se dar conta de que estavam ensinando guerrilha nem ter a mais mínima intenção de fazê-lo. Nunca ouvi uma coisa mais doida na minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocínio II — Se, ao contrário dos presos comuns, individualistas anárquicos, os militantes eram socializados, politizados e disciplinados, então certamente nada faziam de importante sem prévia consulta ao "coletivo". Logo, das duas uma: ou a transmissão de ensinamentos de guerrilha aos bandidos foi autorizada pelo coletivo, ou foi feita em flagrante desobediência à sua proibição. Nesta última hipótese, devemos entender que, malgrado o alto grau de politização ali reinante, reinava também a mais completa anarquia, de modo que o coletivo não conseguia controlar as veleidades individuais de seus membros e os deixava à solta para que, como verdadeiros individualistas anárquicos, fizesse cada qual o que bem lhe desse na telha. É claro que, neste último caso, os presos políticos não teriam podido resistir às pressões do ambiente nem muito menos fazer, como disse o dr. Tórtima, "que os bandidos se acomodassem às nossas regras". Então não há dúvida: transmitir aos bandidos ensinamentos de guerrilha não pode ter sido uma decisão deixada ao arbítrio individual. Amorim diz muito claro que, pelo menos a partir de 1975, etapa decisiva na formação do Comando Vermelho, as relações entre presos comuns e presos políticos não se davam de indivíduo a indivíduo, mas de comitê a comitê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raciocínio III — Se os livros, os manuais de guerrilha, estavam proibidos de circular em todo o território nacional, muito mais o estavam entre os muros da prisão. Introduzi-los ali e fazê-los circular, mesmo exclusivamente entre militantes, era grande temeridade. Transferi-los a bandidos comuns, gente isenta de qualquer compromisso ideológico e de toda confiabilidade moral, era certamente expor-se a risco de delação, a não ser que houvesse um acordo prévio entre o comitê dos políticos e o dos presos comuns, com previsão de graves sanções contra os faltosos. Hipóteses contrárias, só há duas: ou os presos políticos entregavam aos bandidos obras de Ché Guevara e Carlos Marighela por mero descuido, folgadamente como quem distribui a crianças exemplares de Luluzinha e Tio Patinhas; ou então os presos comuns é que tinham um organizadíssimo serviço de espionagem capaz de burlar a vigilância dos políticos e surrupiar uns quantos exemplares das obras explosivas ciosamente guardadas. Mas, se era improvável que militantes tão descuidados sobrevivessem na Ilha Grande, muito mais o seria que os "individualistas" anárquicos lograssem montar um serviço de espionagem tão eficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O testemunho de Tórtima e as opiniões de Amorim, portanto, caem por terra. O que fica de pé é a narrativa de Amorim, a sustentar, com eloquência terrível, a conclusão que o autor não quis endossar pessoalmente: ou os militantes de esquerda ensinaram guerrilha aos bandidos com um propósito deliberado, ou então a aquisição desse conhecimento pelos líderes do Comando Vermelho é o mais prodigioso milagre de absorção espontânea já registrado nos anais da pedagogia universal. Deixo esta hipótese para os adeptos da tese segundo a qual Deus é brasileiro. Quanto à outra, resta discutir se o propósito dos esquerdistas foi cooptar os bandidos para a luta armada sob seu comando ou simplesmente o de vingar-se pela derrota da guerrilha deixando para o governo militar a semente do futuro tormento do banditismo organizado. Pode ter sido uma mistura das duas coisas. Alguns policiais apostam na primeira, jurando que o Comando Vermelho é uma extensão e recrudescimento da guerrilha urbana, um novo braço armado das esquerdas. Esta certeza tem o mesmo fundamento daquela do dr. Tórtima: uma opção ideológica prévia que faz ver tudo torto, ou tórtimo. Deixarei esta questão para outra oportunidade, advertindo apenas que ela não pode ser resolvida pelo método das apostas sentimentais. Mas, qualquer que tenha sido o caso, uma coisa é certa: se os militantes da esquerda armada treinaram bandidos-guerrilheiros dentro da prisão, os da esquerda desarmada, fora dela, estão dando seguimento coerente à sua iniciativa, na medida em que ajudam o Comando Vermelho a conquistar uma posição de força como "liderança popular" legitimada artificialmente, e o integram assim na estratégia global da esquerda, já não como força militar, e sim política. Se os jovens guerrilheiros de l968 não tinham uma estratégia definida para aproveitar-se politicamente do banditismo, os velhos políticos esquerdistas de 1994 estão lhes dando uma, retroativamente. Não se trata de uma ponte entre gerações: é que estes velhos, simplesmente, são aqueles jovens, adestrados pelo tempo. Os jovens matavam e roubavam pela revolução; os velhos tiram dividendos políticos de assaltos e homicídios praticados por outros. Servem-se do banditismo duplamente: ao protegê-lo e ao denunciá-lo. No primeiro caso, ganham ou pelo menos tencionam ganhar — os votos da população pobre, que supõem obediente ao Comando Vermelho; no segundo, servem-se dele como pretexto para denunciar a corrupção da sociedade capitalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentam o mal para poder acusá-lo, o que é, sem exagero, o tipo da malícia propriamente diabólica, imitando o tinhoso no seu duplo e inseparável papel de tentador e acusador. Se a idéia de cooptar os bandidos para a luta armada era uma fantasia insensata, se o desejo de vingar-se da ditadura era uma pirraça juvenil, uma esquerda mais madura e experiente está sabendo reaproveitar e tirar vantagem política daquilo que, entre névoas, foi gerado na Ilha Grande. A quem poderia ser doce esse fruto senão a quem, de olho no futuro, plantou a sua semente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111376338678015625?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111376338678015625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111376338678015625' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111376338678015625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111376338678015625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/as-esquerdas-e-o-crime-organizado.html' title='As esquerdas e o crime organizado'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111375020187740803</id><published>2005-04-17T08:02:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T08:03:21.880-07:00</updated><title type='text'>Aborto é "o máximo desprezo pela vida humana", afirma filósofo Julián Marías</title><content type='html'>MADRI, 27 Nov 03 (ACI).- Em uma entrevista concedida ao jornal La Razón, o filósofo espanhol Julián Marías, condenou o aborto e ressaltou que "tem aumentado de maneira aterradora" a aceitação social do "máximo desprezo da vida humana em toda a história conhecida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se referir ao termo "interrupção voluntária da gravidez", Marías indicou que é uma "expressão de refinada hipocrisia. Os partidários da pena de morte têm suas dificuldades resolvidas. Para que falar de tal pena, de tal morte? A forca ou a guilhotina garrote podem ser chamadas 'interrupção da respiração' (e um par de minutos é o bastante); já não há problema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quando se provoca o aborto ou se enforca não se está interrompendo a&lt;br /&gt;gravidez ou a respiração; em ambos casos 'se mata a alguém'. E, é claro, é mais uma hipocrisia considerar que há diferença segundo em que do caminho encontra-se a criança que vem, a quê distância de semanas ou meses dessa etapa da vida que se chama nascimento será surpreendida pela morte", acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, referindo-se a uma abordagem fundamental para se aproximar ao tema do aborto, o filósofo espanhol explicou está "ligado à mera condição humana, acessível a qualquer um, independente de conhecimentos científicos ou teológicos, que poucos possuem. Esta visão não pode ser outra que a antropologia, fundada na mera realidade do homem tal como se vê, vive e compreende a si mesmo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É preciso -continuou-, tentar retrair-se ao mais fundamental, que assim&lt;br /&gt;sendo não tem suposições de nenhuma ciência ou doutrina, que apela&lt;br /&gt;unicamente à evidência e não pede mais do que uma única coisa: abrir os olhos e não dar as costas à realidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante, perante a posição feminista que defende o aborto porque "o corpo é seu", Julián Marías, discípulo de José Ortega y Gasset, destacou que isso "é falso, quando se diz que o feto é 'parte' do corpo da mãe, está sendo dita uma insigne falsidade, porque não é parte: está 'alojado' nela, melhor ainda, implantado nela (nela, e não meramente em seu corpo). Uma mulher dirá: 'Estou grávida', nunca 'meu corpo está grávido'".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser perguntado sobre o que é a criança ainda não nascida, Marías explicou que é "uma realidade 'vindoura', que chegará se não o paramos, se não o matamos no caminho".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondendo àqueles que afirmam a licitude do aborto que se acredita que a criança que irá nascer provavelmente será anormal, física ou psiquicamente, o relacionado filósofo afirmou que "isto implica que aquele que é anormal não deve viver, já que essa condição não é provável, mas segura. E a mesma norma deveria ser estendida aos que são anormais, por acidente, doença ou velhice. Já que se assume essa convicção, deve ser mantida com todas suas conseqüências".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há os que - continuou - não se atrevem a ferir uma criança mas que quando está oculto se pensaria que protegido no seio materno; que aumenta a gravidade do ato: em uma época em que quando se encontra um terrorista com uma metralhadora na mão, ainda fumegante, junto ao cadáver de um homem crivado de balas, diz-se que é 'o suposto assassino', a mera probabilidade de uma anormalidade é considerada suficiente para decretar a morte daquele que está exposto ao risco de ser mais ou menos anormal", concluiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111375020187740803?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111375020187740803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111375020187740803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111375020187740803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111375020187740803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/aborto-o-mximo-desprezo-pela-vida.html' title='Aborto é &quot;o máximo desprezo pela vida humana&quot;, afirma filósofo Julián Marías'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111369476036997605</id><published>2005-04-16T16:25:00.000-07:00</published><updated>2005-04-17T12:10:47.763-07:00</updated><title type='text'>Relatórios de Canibalismo Contemporâneo na China</title><content type='html'>Ninguém poderia acusar os chineses de serem melindrosos a respeito das coisas que eles comem - cérebros de macacos, olhos de corujas, patas de urso e escorpiões fritos são todos os itens do menu. Mas a maioria de pratos venerados como favoritos em termos nacionais são tão inofensivos quanto arroz fervido quando comparado ao último prato do dia conforme se alega, conquistado preferência em Shenzhen - feto humano. &lt;br /&gt;Rumores que embriões mortos estavam sendo usados como suplementos dietéticos começaram a se espalhar cedo no ano passado com relatórios que alguns doutores nos hospitais de Shenzhen estavam comendo fetos mortos depois de executar abortos. Os doutores supostamente defenderam suas ações dizendo que os embriões serviam para sua pele e saúde em geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma norma foi instalada e, em pouco tempo, relatórios circularam àqueles doutores na cidade que estavam propagandeando fetos como um tônico humano. A limpeza de mulheres no Hospital era encarada como uma luta para cada uma delas capturar os restos humanos escondidos para casa.  No último mês, repórteres de EastWeek - uma publicação de irmã do leste Expressa - foram para Shenzhen ver se os rumores podiam ser substanciados. Em 7 de março, um repórter entrou no Centro de Saúde de Mulheres e Crianças de Shenzhen fingindo enfermidade e perguntou a uma doutora sobre um feto. O doutor disse que a mercadoria havia acabado, mas chegaria novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, o repórter retornou na hora do almoço. O doutor, no final das contas, surgiu da sala de cirurgia segurando uma garrafa de vidro de tamanho de punho cheio com fetos de uma polegada de tamanho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela disse: 'Há 10 fetos aqui, todos abortados nessa manhã. Você pode levá-los. Nós somos um hospital estatal e não carregamos nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Normalmente, nós médicos os levamos pra casa para comer - tudo grátis. Desde que você não pareça bem, você pode levá-los.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todo hospital de estado é tão generoso com seus embriões mortos quanto o Centro de Saúde para Mulheres e Crianças.  No Hospital Popular de Shenzhen, por exemplo, o repórter ficou surpreso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma Sra. Yang, a enfermeira-chefe, foi questionada sobre fetos, ela pareceu ansiosa e pediu autorização a outra equipe.  Depois de fechar a porta, ela pediu ao comprador encoberto em uma voz baixa: 'Onde você soube que nós vendemos fetos?' &lt;br /&gt;O repórter respondeu: 'Um amigo de doutor em Hong Kong me disse.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;'Quem? Qual é o nome dele/dela?' &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter não estava preparado para esta linha de interrogatório e não podia vir com um nome. Yang lhe disse que os fetos estavam à venda apenas dentro do hospital, e não ao público.  Ela acrescentou que um pessoal, porém, iria vender os fetos para compradores de Hong Kong. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repórter aprendeu que a taxa de ida de um feto era de $10, mas quando a mercadoria era de pouco suprimento, o preço poderia subir para $20.  Mas esses preços são alfinetes comparados àqueles fixadas por clínicas particulares, que são contados fazer fortuna vendendo fetos. Um indivíduo em Bong Men Lao Street cobra $300 por um feto. A pessoa responsável pela clínica é um homem sexagenário.  Quando ele viu o aflito repórter, ele se ofereceu para mandar para fetos que atingissem sua forma final e que, é reivindicado, contenha as melhores propriedades curativas.  Quando uma doutora chamada Yang - nenhuma relação - da clínica de Sin Hua onde foi perguntado se os fetos eram comestíveis, ela disse enfaticamente: 'Claro que eles são. Eles são até melhores que placentas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Eles podem fazer sua pele ficar mais lisa, seu corpo mais forte e servir para os rins. Quando eu estava em um hospital do exército na província de Jiangti, eu freqüentemente trouxe fetos para casa. Eles eram rosas, como ratinhos, com mãos e pés.  Normalmente, eu compro alguns porcos para fazer sopa (com fetos adicionados).  Eu sei que eles são seres humanos, e (comendo-os) sinto nojo. Mas, naquela época, isso já era muito popular.' &lt;br /&gt;Um Sr. Cheng de Hong Kong sustenta que ele tem comido sopa de feto por mais de seis meses. Para começar, o homem, em seus 40, fazia a viagem para Shenzhen freqüentemente para negócios e foi introduzido aos fetos por amigos. Ele diz que encontrou vários professores e doutores nos hospitais do governo que ajudaram que ele comprasse os fetos. 'A princípio, eu me senti desconfortável, mas doutores disseram que as substâncias em fetos podiam ajudar curar minha asma. Eu comecei a levá-los gradualmente e a asma desapareceu,' Cheng disse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, Cheng só come fetos ocasionalmente para melhorar seu tratamento, mas houve um tempo quando ele fez viagens cruzando os limites com a horrível mercadoria. 'Toda vez [que eu fazia viagem], eu carregava um frasco térmico para Shenzhen e devolvia os fetos de volta a Hong Kong para fazer sopa.  Caso me dessem 20 ou 30 de uma vez, eu os colocava na geladeira.  Eu não tinha sopa todo dia - isso dependia do suprimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Normalmente, eu lavava os fetos limpos, e acrescentava gengibre, casca de laranja e porco para fazer a sopa. Depois de tomar isto durante algum tempo, eu me sentia muito melhor e minha asma desaparecia.  Eu costumava tomar placenta, mas não era tão útil.' Quando perguntavam se ele ficava preocupado se os fetos contivessem doenças, Cheng era desprezível. 'Eu comprei-os de hospitais do governo.  Eles checariam as mulheres grávidas antes de realizar operações e só os venderiam para mim se não existisse qualquer problema. Também, eu sempre os fervo com calor alto que mata qualquer bactéria.' Embora Cheng tenha superado qualquer sensibilidade sobre comer sopa de feto, ele estipulou o limite em consumir embriões mortos inteiros.  Ele também priva-se de dizer a pessoas de seus hábitos dietéticos horríveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zou Qin, 32, uma mulher de Hubei com a fina pele de alguém vários anos mais jovem, atributos seus bem preservados contam com uma dieta de fetos. Como um doutor na Clínica de Lun Hu, Zou executou abortos em vários cem pacientes. Ela acredita que fetos são altamente nutritivos e reivindicações para ter comido mais de 100 nos últimos seis meses. Ela retira-se um espécime de feto antes de um repórter e explica os critérios de seleção. 'As pessoas normalmente preferem (fetos de) mulheres jovens, e muito melhores, o primeiro bebê e um macho.' Ela adiciona: 'Eles são perdidos se nós não comermos eles. As mulheres que recebem abortos aqui não querem os fetos. Também, os fetos já estão mortos [quando nós os comemos]. Nós não executamos abortos só para comer fetos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Antes, as filhas de minha irmã estavam muito fracas. Eu ouvi aqueles fetos eram bons para sua saúde e comecei a pegar alguns para meus sobrinhos,' Zou diz, sem remorso. 'Eu os lavo com a água limpa até que eles pareçam branco transparentes e então os cozinho. Fazer sopa é melhor.' Mas ela admite haver desvantagens para esta delicadeza duvidosa. 'Os fetos são muito fedorentos e nem todos podem feder,' disse ela. 'Você também pode fazer tortas de carne misturando fetos com picadinho de carne, mas você tem que adicionar mais gengibre e cebolinhas para livrar-se do cheiro.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador de Hong Kong Dr. Tan Siu-Tong fica surpreso que poderia ficar com a capacidade de qualquer um submeter o fedor de um feto morto, mesmo que seus estômagos sejam marcado com o mais importante. 'Quando todo o tecido placentário está morto, o cheiro é terrível e é suficiente fazer você sentir náuseas.  É como tendo um rato morto na casa,' disse ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fetos supostamente comidos pelos chineses são todos fornecidos por serviços extensivos de aborto da China.  No ano passado, doutores no Hospital Popular - o maior hospital em Shenzhen - executaram mais de 7,000 interrupções, 509 em mulheres de Hong Kong.  A Associação de Planejamento familiar de Hong Kong (FPA) estima que 24 por cento de todos os abortos em mulheres de Hong Kong são executados nas duvidosas cercanias de um hospital chinês. Uma Sra. Li de Hong Kong teve dois abortos em Shenzhen, mas nunca ouviu falar de pessoas que comem fetos. 'Mas eu não precisava dos bebês, assim depois dos abortos, eu quase os deixei no hospital,' disse ela. 'Eu não queria olhar para eles, e eu certamente não queria guardá-los. Os fetos de dois ou três meses são justamente água e sangue quando desaparecem.  Eles são tão pequenos, como pode você comê-los?' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os doutores no território responderam com desgosto e incredulidade às histórias das pessoas suplementando suas dietas com fetos. Muitos leram artigos de canibalismo fetal mas ninguém foi capaz de verificar os relatórios. Eles estão tratando o assunto com ceticismo.  Dr. Margaret Kwan, uma ginecologista que até duas semanas atrás sustentava o posto de executiva chefe no FPA, diz: 'Isso é a coisa mais estranha já escutada vindo de fora da China. Eu só espero que isso não seja verdade.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. Warren Lee, presidente da Associação de Nutrição de Hong Kong está ciente dos rumores desagradáveis. 'Comer fetos é uma espécie de medicina chinesa tradicional e está profundamente baseada no folclore chinês. Em termos de nutrição, um feto seria uma boa fonte de proteína e gordura, e há minerais nos ossos.  Mas eu não sei se fetos de comer é folclore justo ou mais que isto,' ele diz. de acordo com o Lee, é concebível aqueles fetos são ricos em certos hormônios que são benéficos para o corpo de adulto humano, mas devia isto ser o caso, o assunto fetal teria que ser convertido em um formulário introduzido para melhores resultados, como a maioria de hormônios inclusive o hormônio para diabete, insulina - são quebrados no sistema digestivo antes deles terem uma chance de serem absorvidos pelo corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Lee sugere que qualquer um que come um feto estaria buscando um remédio isto é muito mais enganoso que um hormônio ou mineral. 'Algumas pessoas podem pensar que existir também uma substância ou substância química não identificada que tem potências curativas, mas não existe nenhuma evidência que isto é verdade.' Lee persuade que pessoas sejam cautelosas - 'existem pessoas lá fora que só querem ganhar dinheiro e eles apresentarão todas as classificações de fórmulas ou substâncias, que, eles dizem que curarão doenças.' &lt;br /&gt;Como um filho, Patrick Yau era alimentado em placentas humanas por sua mãe que trabalhou em um hospital de local, mas em sua posição corrente como um psicólogo com o Departamento de Previdência social ficaram ambos com repulsa e chocados com a idéia de comer fetos. 'Como um católico, eu tenho objeção por abortos porque eu acredito que o feto é uma vida humana, e eu certamente tenho objeções a comer um bebê morto depois que foi abortado,' ele diz. Yau concede aquela na China, onde a uma política de um filho tornou abortos um remédio aceitável para essa desgraçada estupidez, pessoas podem ter adotado uma nova perspectiva em vida na frente de nascimento, tais embriões são despidos de seu status de ser humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tang falha em entender como alguém em algum lugar pode se convencer 'que estão comendo apenas um organismo quando estão na realidade comendo um corpo morto. 'Pode não ser um ser humano formado, mas quando eles pensarem a respeito da maioria das pessoas pensariam: 'Ugh! Não, eu não posso comer isso.' Eu não penso que eduquei as pessoas com um ensinamento de que poderia fazer esse tipo de coisa.'&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dr. Wong, um médico de Hong Kong que pratica medicina Ocidental, pensa que somente ignorantes comeriam fetos humanos. Ele explica que fetos contêm monosacarídeos, que são benéficos para o metabolismo, mas declara que podem ser encontrados em muitas outras comidas - O médico chinês Dr. Chu Ho-Ting concorda que não há lugar para fetos na medicina, e sugere que deveria até ser insalubre se a mulher grávida fosse infectada por doenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'A maioria das bactéria pode ser mortas sob um calor de 100 graus, mas algumas exigem 400 graus.  Algumas pessoas acreditam que comer fetos pode fortalecer a imunidade do corpo humano contra doenças, mas isso é errado. Embora os fetos contenham proteína, eles não são tão nutritivos quanto a placenta, que contém diferentes tipos de nutrientes. Mas até a placenta tem que ser ingerida com outras ervas chinesas.' &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hong Kong do East Express, 12 de abril de 1995 &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;b&gt;Comentários:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o país que querem impor a nós brasileiros.  Um país onde o desrespeito à vida humana chega a níveis inimagináveis.  Orai-mos para que jamais o Brasil abra as comportas para a destruição e banalização da vida humana.  A realidade do aborto é o sacrifício de vários Cristos, de várias vidas inocentes aos deuses pagãos, enfim, a todo tipo de idolatria, de riqueza, de entidades demoníacas ou de valores materiais, e o canibalismo é a representação caricaturada do canibalismo cristão, ou seja, a doação do corpo e do sangue de Cristo não ao pé da letra, em sentido material, mas em espírito porque o Espírito que vivifica.  Bebemos seu sangue e comemos seu corpo (cf. Jo 6, 51-63) para experimentarmos sermos Cristos diariamente.  Tudo que era meu passa a ser de Cristo e Cristo passa a viver em mim.  Tal sacrifício é oposto ao luterano, por exemplo, que é meramente um símbolo, pois ali o Espírito não vivifica.  Esse país, a China, é o pedaço mais próximo do inferno na Terra.  A China é um país que tem uma tradição bastante enraizada na prática do canibalismo.  Quem não quiser acreditar, procure se informar melhor...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111369476036997605?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111369476036997605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111369476036997605' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111369476036997605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111369476036997605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/relatrios-de-canibalismo-contemporneo.html' title='Relatórios de Canibalismo Contemporâneo na China'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111360430303206307</id><published>2005-04-15T15:31:00.000-07:00</published><updated>2005-04-15T15:31:43.033-07:00</updated><title type='text'>Verdadeira face de uma sociedade islâmica – opressão impiedosa do cristianismo</title><content type='html'>O jurista islâmico Mawerdi codificou no século IX os deveres dos cristãos face ao Islã.  Há seis deveres obrigatórios e seis desejáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seis deveres obrigatórios, cuja infração deve ser punida com a pena de morte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Não proferir comentários mentirosos ou depreciativos sobre Maomé;&lt;br /&gt;2. Não falar com desrespeito do culto islâmico ou ridicularizá-lo;&lt;br /&gt;3. Não tocar em nenhuma mulher muçulmana;&lt;br /&gt;4. Não procurar desviar um muçulmano de sua crença;&lt;br /&gt;5. Não atentar contra os bens e a vida de muçulmanos;&lt;br /&gt;6. Não apoiar os inimigos dos muçulmanos e não dar abrigo a espiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seis deveres desejáveis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Portar roupas marcadas (com sinal azul para os cristãos) e usar cinto;&lt;br /&gt;2. Não construir casas mais altas do que as dos muçulmanos;&lt;br /&gt;3. Não tocar sinos nem colocar cruzes visíveis nos edifícios;&lt;br /&gt;4. Não beber vinho em público e não deixar porcos à vista;&lt;br /&gt;5. Enterrar os mortos em silêncio, sem prantos nem lamentos;&lt;br /&gt;6. Não andar a cavalo, utilizando apenas mulas e jumentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Der Spiegel, agosto/04: De uma conferência do Padre Josef Hergert CM, um dos maiores especialistas em Islamismo no mundo alemão)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111360430303206307?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111360430303206307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111360430303206307' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111360430303206307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111360430303206307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/verdadeira-face-de-uma-sociedade.html' title='Verdadeira face de uma sociedade islâmica – opressão impiedosa do cristianismo'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111349304585636440</id><published>2005-04-14T08:36:00.000-07:00</published><updated>2005-04-15T15:33:24.813-07:00</updated><title type='text'>A conversão de Afonso Ratisbone</title><content type='html'>AAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso Ratisbonne era um jovem judeu, de uma família de banqueiros estabelecidos em Estrasburgo, com grande projeção social pelas riquezas e pelo parentesco com os famosos Rothschild.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão mais velho de Afonso, Teodoro, em 1827 converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote, rompendo, em conseqüência, com a família.  As esperanças desta se concentraram então no jovem Afonso, nascido em 1814.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este, inteligente e bem educado, já havia concluído o curso de Direito e estava noivo de uma jovem judia.  Tinha 27 anos e, antes de casar, quis fazer uma viagem de férias pela Itália e pelo Oriente.  Quando retornasse, casaria e assumiria seu posto na próspera empresa bancária da família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, porém, o esperava na Itália, mais precisamente em Roma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afonso era judeu de religião, embora não praticante.  Nutria pela Igreja Católica entranhado ódio, sobretudo pelo ressentimento que toda sua família conservava pela conversão ao primogênito.  Afonso dizia que não pretendia mudar de religião, mas que se um dia viesse a mudar, far-se-ia protestante, jamais católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Cidade Eterna, Ratisbonne esteve algum tempo como turista, visitando obras de arte; visitou também, por mera curiosidade cultural, algumas igrejas católicas, o que ainda mais o consolidou no seu anticatolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitou ainda um antigo colega seu, de nome Gustavo de Bussières, com o qual mantinha estreita amizade.  Gustavo era protestante, e diversas vezes tentara, em vão, convencer Afonso de suas convicções religiosas.  Na casa de Gustavo, Afonso foi apresentado ao irmão deste, Barão Teodoro de Bussières, que havia pouco tempo se converter ao catolicismo, e que era amigo íntimo do Padre Teodoro Ratisbonne.  Essas duas circunstâncias o tornavam extremamente antipático aos olhos de Afonso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só na véspera de sua partida, este se resolveu a cumprir um dever social que lhe era penoso: foi deixar um cartão de visitas na casa do Barão, como despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejando evitar um encontro, Afonso pretendia deixar discretamente o cartão e partir sem mais.  O criado italiano do Barão, porém, não entendeu seu francês e o fez entrar no salão, indo chamar o dono da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi cumprimentar o jovem judeu, e logo com ele estabeleceu relações cordiais, procurando atraí-lo para a Fé católica.  Conseguiu, não sem insistência, que Afonso adiasse sua partida de Roma para poder assistir a uma cerimônia na Basílica de São Pedro.  Conseguiu, também, por meio de uma insistência que dir-se-ia indiscreta, se não fosse notoriamente inspirada pela graça, que Ratisbonne aceitasse uma Medalha Milagrosa e prometesse copiar uma oração muito bonita a Nossa Senhora: o Lembrai-vos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O judeu não cabia em si de raiva, pelo atrevimento do Barão em lhe fazer essas propostas, mas resolveu tomar tudo com bonomia, esperando, como mais tarde declarou, escrever um livro com seu relato de viagem; nesse livro, o Barão seria um personagem excêntrico, e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 18 de janeiro, faleceu em Roma um amigo íntimo do Barão de Bussières, o Conde de La Ferronays, antigo embaixador da França junto à Santa Sé e homem de grande virtude e piedade.  Na véspera de sua morte repentina, La Ferronays conversara com Bussières sobre Ratisbonne e rezara cem vezes a oração Lembrai-vos, por sua conversão, a pedido de Bussières.  É possível que tenha chegado a oferecer sua vida a Deus pela conversão do jovem banqueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 20, por volta do meio-dia, o Barão de Bussières foi à Igreja de Sant’Andrea delle Fratte para tratar das solenes exéquias do falecido, que seriam realizadas no dia seguinte.  Acompanhava-o Ratisbonne de mau humor, fazendo críticas violentas contra a Igreja e zombando das coisas católicas.  Quando chegaram à igreja, o Barão pediu licença por alguns minutos e entrou na sacristia, para tratar do assunto que o levara até a li, e Afonso se pôs a percorrer uma das naves laterais, impedido que estava de passar para o outro lado da igreja, pelos preparativos em curso para as exéquias do Conde na nave central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, minutos depois, o Barão retornou em busca de Afonso, não o encontrou onde o havia deixado.  Após muito procurar, foi dar com ele no outro lado da igreja, ajoelhado junto a um altar e soluçando.  Ali já não estava um judeu, mas um convertido que ardentemente desejava o Batismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se passou nesses minutos, o próprio Ratisbonne narrou: “Eu estava havia pouco na igreja, quando, de repente, senti-me dominado por uma inquietação inexplicável.  Levantei os olhos; todo edifício havia desaparecido à minha vista; uma só capela tinha, por assim dizer, concentrado toda a luz, e no meio desse esplendor apareceu, de pé sobre o altar, grandiosa, brilhante, cheia de majestade e de doçura, a Virgem Maria, tal como está na minha Medalha; uma força irresistível atraiu-me para Ela.  A Virgem fez-me sinal com a mão para que eu me ajoelhasse e, pareceu-me dizer: muito bem!  Ela não me disse nada, mas eu compreendi tudo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratisbonne não soube explicar como, estando antes da aparição numa das naves laterais da igreja, foi aparecer na outra, já que estava obstruída a passagem pela nave central.  Mas, diante da magnitude do milagre de sua conversão, esse era apenas um pormenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A notícia da conversão inesperada fulminante e completa, imediatamente se propagou, causando grande comoção em toda a Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Papa Gregório XVI quis conhecer o jovem convertido e recebeu-o paternalmente.  Ordenou um inquérito minucioso, dentro do maior rigor exigido pelas normas canônicas.  A conclusão foi que realmente se tratou de um autêntico milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizado com o nome de Afonso Maria, Ratisbonne quis entrar na Companhia de Jesus, sendo ordenado sacerdote em 1847.  Depois de algum tempo, por recomendação do Papa Pio IX, deixou a Companhia de Jesus e foi unir-se a seu irmão Teodoro, com ele fundando a Congregação dos Missionários de Nossa Senhora de Sion, dedicada à conversão dos judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pe. Teodoro difundiu sua Congregação pela França e pela Inglaterra.  O Pe. Afonso Maria foi para a Terra Santa, e comprou em Jerusalém um terreno em que outrora estivera o Pretório de Pilatos, ali estabelecendo uma casa da Congregação.  Os dois irmãos faleceram no ano de 1884, ambos com fama de excepcionais virtudes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111349304585636440?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111349304585636440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111349304585636440' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111349304585636440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111349304585636440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/converso-de-afonso-ratisbone.html' title='A conversão de Afonso Ratisbone'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111292243938644145</id><published>2005-04-07T18:06:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T11:02:46.190-07:00</updated><title type='text'>China obriga grávidas com Aids a fazer aborto</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tribunadaimprensa.com.br/noticia.asp?noticia=ciencia02"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARIS - Os doentes de Aids em inúmeras províncias chinesas não podem se casar e as grávidas contaminadas são obrigadas a abortar, segundo um relatório da Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos (FIDH) publicado ontem. A organização destacou ainda que os doentes de Aids são mal atendidos pelos médicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório, intitulado "China-Aids: um estado crítico", foi publicado por ocasião do Dia Mundial da Saúde. Segundo o documento, 70% dos que têm o vírus vivem na zona rural, onde a estrutura hospitalar é ruim e, conforme admitem as autoridades sanitárias do país, mais da metade da população não tem como bancar os custos do tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não só as medidas de combate à Aids tomadas pelas autoridades chinesas são insuficientes, como, além disso, as ONGs independentes que trabalham nesta área são sistematicamente reprimidas", destacou o presidente da FIDH, Sidiki Kaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ativista acusou as autoridades de encobrir os números sobre a propagação da doença no país e ressaltou que os jornalistas não podem investigar o assunto, sobretudo na província de Henan, particularmente afetada pela doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o relatório, os habitantes dessa e de outras localidades onde o número de afetados é alto têm problemas para encontrar trabalho, inclusive no exército, e seus produtos são rejeitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relatório da FIDH será apresentado à Comissão de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU. (EFE)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111292243938644145?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111292243938644145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111292243938644145' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111292243938644145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111292243938644145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/china-obriga-grvidas-com-aids-fazer.html' title='China obriga grávidas com Aids a fazer aborto'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111292140203124872</id><published>2005-04-07T17:44:00.000-07:00</published><updated>2005-04-14T08:40:39.546-07:00</updated><title type='text'>Compêndio de Teologia</title><content type='html'>(CAPÍTULOS I A XXXVI A LXXVI E C)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Luiz João Baraúna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo I - Proêmio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O FILHO DO PAI ETERNO, o qual com a sua imensidade abarca tudo quanto existe, visando a erguer até às alturas da glória divina o homem decaído pelos pecados, quis tornar-se pequeno, assumindo a nossa pequenez e sem abandonar a sua majestade. Para que ninguém pudesse considerar-se escusado de apreender a doutrina celeste, condensou em breve súmula, para os não-especialistas, o essencial da doutrina da salvação humana, que havia transmitido para os estudiosos difusamente e com clareza através dos diversos livros das Sagradas Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a salvação humana consiste no conhecimento da verdade, a fim de que a inteligência humana não seja obscurecida por erros. Além disso, consiste a salvação humana no perseguir o fim devido, para que o homem não se desvie da verdadeira felicidade, buscando objetivos indevidos. Consiste outrossim a salvação humana na observância da justiça, a fim de que o homem não se polua com os diversos vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Condensou Jesus Cristo o conhecimento da verdade humana necessária para a salvação em alguns poucos e breves artigos de fé. Eis por que o Apóstolo (São Paulo) escreve na Epístola aos Romanos, 9, 28: “Deus usará de palavra breve sobre a terra”. Esta é a palavra da fé que pregamos. Retificou a intenção e a nossa esperança. Consumou a justiça humana, a qual consiste na observância da Lei, no preceito único do amor, visto que “a plenitude da Lei é o amor” (Romanos, 13, 10). Daí ensinar o Apóstolo, na primeira Epístola aos Coríntios, 13, 13, que toda a perfeição da vida presente consiste na fé, na esperança e na caridade, que constituem como que capítulos a englobarem a nossa salvação, dizendo: “Agora permanecem a fé, a esperança e a caridade”. Efetivamente, segundo o dizer de Santo Agostinho (Enquirídio, cap. III), é através destas três virtudes que se cultua a Deus.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2. Para que eu possa, estimadíssimo filho Reginaldo, transmitir-te um compêndio da doutrina cristã que possas ter constantemente diante dos olhos, tudo quanto a seguir tencionamos expor concentra-se em torno a essas três virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trataremos, pois, em primeiro lugar, da fé, a seguir da esperança, em terceiro lugar da caridade. Esta é a Tradição Apostólica, sendo também o que exige a reta razão. Pois o amor não é verdadeiro se não estabelecer primeiro o verdadeiro objetivo da esperança; nem tal pode acontecer, se antes não se verificar o conhecimento da verdade. Primeiramente, portanto, é necessária a fé, pela qual possas conhecer a verdade. Em segundo lugar a esperança, através da qual a tua intenção possa atingir o fim devido. Em terceiro lugar é indispensável a caridade, que deve impregnar totalmente o teu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Parte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro Tratado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus uno e trino, e as coisas por Ele criadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II - Seqüência da exposição sobre a fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A fé constitui um certo antegozo daquele conhecimento que nos fará felizes no futuro. Por isso diz o Apóstolo São Paulo na Epístola aos Hebreus (11, 1) que a fé constitui “a substância das coisas que se esperam”, como que fazendo já viverem em nós as coisas esperadas, ou seja, a felicidade futura, à guisa de prelúdio. O Senhor ensinou que este conhecimento que nos torna felizes tem por objeto duas coisas: a divindade da Santíssima Trindade e a humanidade de Jesus Cristo. Eis por que, em se dirigindo ao Pai, Jesus exclamou (Jô, 17, 3): “A vida eterna consiste no seguinte: que conheçam a Ti, Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conseqüência, é em torno destas duas verdades que gira todo o conhecimento da fé: a divindade da Santíssima Trindade e a humanidade de Jesus Cristo. Tal não é de admirar, visto que a humanidade de Cristo constitui o caminho pelo qual se chega à Divindade. Por isso é necessário, para os que peregrinam no mundo, conhecer a via pela qual se possa atingir a meta. Por outra parte, na pátria celeste a ação de graças a Deus não seria suficiente, se os santos não conhecessem o caminho pelo qual alcançaram a salvação. Eis por que o Senhor Jesus Cristo disse aos seus discípulos (Jô, 14, 4): “Conheceis para onde vou, conheceis também o caminho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que concerne à Divindade, importa conhecer três coisas: primeiramente a unidade da essência divina, em segundo lugar a trindade das Pessoas, em terceiro lugar os efeitos, ou seja, a obra da criação produzida pela Divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo III - Deus existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Quanto à unidade da essência divina, a primeira coisa a crer é que Deus existe, o que aliás é óbvio à própria razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efetivamente, observamos que tudo quanto se move é movido por outros. Assim, os seres inferiores são movidos pelos superiores, da mesma forma como os elementos são movidos pelos corpos celestes. Nos elementos terrestres, por sua vez, o que é mais forte move o que é mais fraco. Também nos corpos celestes, os inferiores são movidos pelos superiores. Ora, é impossível que este processo se prolongue até o infinito. Com efeito, se tudo aquilo que é movido por outro é como que um instrumento da primeira causa movente, caso não existisse uma primeira causa movente, todas as causas motoras seriam instrumentos. Se procedermos até ao infinito na sucessão das causas motoras, não existe uma primeira causa motora. Nesta hipótese, todos os infinitos que movem e que são movidos serão instrumentos. Ora, até mesmo os não-letrados percebem que seria irrisório afirmar que os instrumentos não são movidos por algum agente principal. Equivaleria isto aproximadamente a afirmar a possibilidade de fazer uma caixa ou uma cama com a serra e o machado, porém sem a intervenção de um carpinteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conseqüência, é indispensável que haja uma primeira causa motora, superior a todas as outras. A esta causa motora denominamos Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo IV - Deus é imóvel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Daqui se infere ser necessário que o Deus que põe em movimento todas as coisas é imóvel. Com efeito, por ser a primeira causa motora, se Ele mesmo fosse movido, sê-lo-ia ou por si mesmo ou por outro. Ora, Deus não pode ser posto em movimento por outra causa motora, pois neste caso haveria uma outra causa anterior a Ele, com o que já não seria Ele a primeira causa motora. Se fosse movido por si mesmo, teoricamente isto poderia ocorrer de duas maneiras: ou sendo Deus, sob o mesmo aspecto, causa e efeito ao mesmo tempo, ou sendo Ele, sob um aspecto, causa de si mesmo, e, sob outro, efeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a primeira hipótese não pode ocorrer, pois tudo o que é movido está em potência, ao passo que o que move está em ato (na qualidade da causa motora). Se Deus fosse sob um e mesmo aspecto causa e efeito ao mesmo tempo, seria necessariamente potência e ato sob o mesmo aspecto e ao mesmo tempo, o que é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco pode-se verificar a segunda hipótese acima apontada. Pois, se Deus fosse sob um aspecto causa motora, e sob outro efeito movido, já não seria a primeira causa em virtude de si mesmo. Ora, o que é por si mesmo, é anterior ao que não o é. Logo, é necessário que a primeira causa motora seja totalmente imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A mesma argumentação pode ser feita a partir das causas motoras e dos defeitos existentes no universo criado. Com efeito, parece que todo o movimento procede de uma causa imóvel, a qual não é movida segundo o mesmo tipo de movimento. Assim, observamos que os processos de alteração, de geração e de corrupção verificados no reino criado inferior se reduzem ao corpo celeste (o sol) como à sua primeira causa motora, a qual por sua vez não é movida por nenhuma outra situada dentro da mesma esfera, uma vez que não pode ser gerada, nem corrompida, nem alterada. Conclui-se, portanto, necessariamente que Aquele que constitui o princípio primário de todo o movimento é totalmente imóvel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo V - Deus é eterno&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;7. Do exposto se infere outrossim que Deus é eterno. Pois, se algo começa a ser e deixa de ser, isto ocorre porque passa por movimentos ou alterações. Ora, já ficou demonstrado (cf. capítulo IV) que Deus é totalmente imóvel, conseqüentemente é também eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VI - Deus existe necessariamente por si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Com isto se demonstra necessário que Deus exista. Pois tudo aquilo que uma vez pode existir e outra vez não existir, é mutável. Já demonstramos, porém, que Deus é totalmente imutável. Já demonstramos, porém, que Deus é totalmente imutável. Portanto, não é possível que Deus uma vez exista e outra vez não exista. Ora, tudo aquilo que existe sem possibilidade de não existir, existe necessariamente, visto ser a mesma coisa o existir necessariamente e o ser impossível não existir. Portanto, a existência de Deus constitui uma necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Além disso, tudo o que pode existir e não existir, necessita de uma outra causa que o faça passar da não-existência para a existência. Ora, tal causa lhe é necessariamente anterior. Nada há, porém, antes de Deus. Portanto, é impossível que Deus uma vez exista e outra vez não exista, senão que a sua existência constitui uma necessidade. Todavia, visto haver algumas coisas necessárias que têm a causa da sua necessidade, a qual necessariamente é anterior às mesmas, Deus, por ser o princípio anterior a tudo quanto existe, não tem, fora de si mesmo, nenhuma causa da sua necessidade de existir. Daqui se infere a necessidade de que Deus exista por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VII - Deus existe sempre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Disto se conclui que Deus existe sempre. Pois tudo quanto existe necessariamente existe sempre, já que uma coisa cuja não-existência é impossível não pode existir, e por conseqüência nunca pode deixar de existir. Ora, Deus existe necessariamente, segundo já foi demonstrado (cf. capítulo VI). Portanto, Deus existe sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Além disso, nada começa ou deixa de existir a não ser em virtude de algum movimento ou de alguma alteração. Já demonstramos, porém, que Deus é absolutamente imutável (cf. capítulo IV). Em conseqüência, é impossível que tenha uma vez começado a existir, ou que um dia deixe de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Há mais. Tudo aquilo que não existiu sempre, se um dia começa a existir, carece de uma outra causa que o traga à existência, visto que nada pode passar por si mesmo da potência ao ato, do não-ser ao ser. Deus, porém, não pode ter nenhuma causa fora de si mesmo, por ser o primeiro ente, e a causa é anterior ao efeito. É portanto necessário que Deus tenha existido sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Finalmente, alguém que não existe em virtude de alguma causa extrínseca, existe por si mesmo. Ora, Deus não tem a causa do seu existir fora de si mesmo, pois se assim fosse esta causa lhe seria anterior. Logo, Deus tem o ser de si mesmo e por si mesmo. Ora, o que existe por si mesmo existe sempre e necessariamente. Conseqüentemente, Deus existe sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VIII - Em Deus não há sucessão temporal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. De quanto expusemos até aqui evidencia-se que não há em Deus qualquer sucessão temporal, senão que Deus existe totalmente e simultaneamente. A sucessão temporal ocorre exclusivamente nas coisas que de um modo ou de outro estão sujeitas ao movimento, de vez que são o antes e o depois no movimento que constituem a sucessão temporal. Ora, Deus não está em absoluto sujeito ao movimento, conforme ficou demonstrado (cf. capítulo IV). Donde se infere que não há n´Ele qualquer sucessão de tempo. Deus existe em sua totalidade e simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Além disso, se o ser de alguma coisa não existir total e simultaneamente, necessariamente algo dela pode desaparecer, e algo de novo lhe pode ocorrer. Desaparece o que nela é passageiro, ocorrendo-lhe de novo o que se espera no futuro. Deus, porém, nada pode perder, tampouco nada de novo pode ocorrer-lhe, por ser Ele imóvel. Por isso o seu ser existe na totalidade e simultaneamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desses dois argumentos depreende-se que Deus é eterno em toda a propriedade do termo. Eterno no sentido estrito da palavra é aquilo que existe sempre, e cujo ser existe totalmente e ao mesmo tempo. É o que ensina Boécio ao dizer que “a eternidade consiste na posse total, simultânea e perfeita da vida sem fim” (A Consolação da Filosofia, livro V, prosa 6ª).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111292140203124872?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111292140203124872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111292140203124872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111292140203124872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111292140203124872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/compndio-de-teologia.html' title='Compêndio de Teologia'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111267588173839062</id><published>2005-04-04T21:32:00.000-07:00</published><updated>2005-04-04T21:38:01.756-07:00</updated><title type='text'>Súmula contra os Gentios</title><content type='html'>Tradução: Luiz João Baraúna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirado do livro Tomás de Aquino, da coleção Os Pensadores, editora Nova Cultura, edição 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ofício do sábio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Minha boca meditará sobre a verdade; meus lábios maldirão o ímpio.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso comum que, no entender do Filósofo (Aristóteles), deve ser seguido quando se trata de dar nome às coisas (Tópicos, II, 1, 5), manda que se chamem sábios aqueles que organizam diretamente as coisas e presidem ao seu reto governo. Entre outras idéias, o Filósofo afirma que “o ofício do sábio é colocar ordem nas coisas” (I Metafísica, II, 3). Ora, todos quantos têm o ofício de ordenar as coisas em função de uma meta devem haurir desta meta a regra do seu governo e da ordem que criam, uma vez que todo ser só ocupa o seu devido lugar quando é devidamente ordenado ao seu fim, já que o fim constitui o bem de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também acontece no setor das artes. Constatamos, efetivamente, que uma arte, detentora de um fim, desempenha em relação a uma outra  arte o papel de reguladora e, por assim dizer, de princípio. A medicina, por exemplo, preside à farmacologia e a regula, pelo fato de que a saúde, que é o objeto da medicina, constitui a meta ou o objetivo de todos os remedios cuja composição compete à farmacologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo acontece com a arte de pilotar, com respeito à arte de construir navios, e com a arte da guerra, com respeito à cavalaria e aos fornecimentos militares. Estas artes, que presidem a outras, chamamo-las arquitetônicas ou artes principais, e os que se dedicam a elas e que denominamos arquitetos, fazem jus ao nome de sábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, sendo que tais profissionais tratam dos fins em áreas particulares, e não atingem o fim último e universal de todas as coisas, denominamo-los sábios nesta ou naquela área, do mesmo modo como São Paulo Apóstolo afirma “ter colocado os fundamentos como um sábio arquiteto” (1 Cor 3,12). O nome de sábio, pura e simplesmente, isto é, no sentido estrito do termo, está reservado àqueles que tomam por objeto de sua reflexão o fim ou a meta do universo, que constitui ao mesmo tempo o princípio de tudo. É neste sentido que, para o Filósofo, o ofício do sábio é o estudo das causas mais altas (I Metafísica, I, 12).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o fim último de cada coisa é o que é visado pelo seu primeiro Autor e causa motora. E o primeiro Autor e causa motora do universo é uma inteligência, como veremos mais adiante. Por conseguinte, o fim supremo é o bem da inteligência. Este bem consiste na verdade. Conseqüentemente, a verdade será o fim último de todo o universo, e a grande preocupação primária da sabedoria consistirá no estudo desta verdade. Aliás, foi para manifestar a verdade que a divina Sabedoria, depois de ter revestido a nossa carne humana, declara ter vindo a este mundo: “Nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade.” (Evangelho de São João, capítulo 18, versículo 37). A seu turno, o Filósofo declara que a Primeira Filosofia é a ciência da verdade: não de qualquer verdade, mas daquela verdade que constitui a fonte de toda verdade e propriedade do princípio primário do ser de todas as coisas que existem. Esta verdade é o princípio de toda verdade, já que o estabelecimento dos seres na verdade vai de par em par com o seu estabelecimento no ser (primeiro livro da Metafísica, I, 4, 5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é próprio de um e mesmo sujeito cultivar um dos elementos contrários e refutar ou rejeitar o outro. Assim, por exemplo, a medicina, que é a arte de restaurar a saúde, é também a arte de combater as enfermidades. Por conseguinte, assim como o ofício do sábio é meditar sobre a verdade, sobretudo a partir do primeiro princípio, e dissertar sobre as outras coisas, da mesma forma compete-lhe combater contra os erros contrários à verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este duplo ofício do sábio está exposto com perfeição pela Sabedoria, nas palavras que citamos ao início deste capítulo: o sentido do mencionado versículo é dizer a verdade divina, que é a verdade por excelência e por antonomásia: “Minha boca meditará sobre a verdade”. E o sentido do outro versículo (“Meus lábios maldirão o ímpio”) é: combater contra o erro que se opõe à verdade. Este último versículo designa o erro que se opõe à verdade divina, erro que é contrário à religião, sendo que esta última recebe também o nome de piedade, o que explica por que o erro contrário recebe o nome de impiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano do autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre todos os estudos aos quais se dedicam os homens, o estudo da sabedoria supera a todos em perfeição, em sublimidade, em utilidade e em alegria que proporciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supera em perfeição, pois, quanto mais o homem se dedica à sabedoria, tanto mais participa da verdadeira felicidade. Com efeito, o Sábio afirma: “Feliz o homem que se aplicar ao estudo da sabedoria” (Livro do Eclesiástico, capítulo 14, versículo 22). Em sublimidade, pois é sobretudo em virtude do estudo da sabedoria que o homem se aproxima da semelhança com Deus, o qual “tudo fez com sabedoria” (Salmo 103, versículo 24); e, uma vez que a semelhança com alguém causa o amor, o estudo da sabedoria une de maneira especial a Deus na amizade, o que faz com que o livro da Sabedoria diga que a sabedoria constitui para todos os homens “um tesouro inesgotável, um tesouro tal, que os que dele hauriram participaram da amizade de Deus” (Livro da Sabedoria, capítulo 7, versículo 14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da sabedoria ultrapassa todos os outros também em utilidade, pois a própria sabedoria conduz ao reino da imortalidade, como declara o Livro da Sabedoria: “O desejo da sabedoria conduzirá ao reino eterno” (capítulo 6, versículo 21). Supera, finalmente, em alegria que proporciona, pois “o contato e a comunhão com a sabedoria não comportam nem amargura nem tristeza, mas só prazer e alegria” (Livro da Sabedoria, capítulo 8, versículo 16).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haurindo, portanto, da misericórdia de Deus a audácia de assumir o ofício de sábio, ofício que ultrapassa as nossas forças, propusemo-nos, na medida de nossas possibilidades, expor a verdade professada pela fé e refutar os erros contrários. Para retomar as palavras de Santo Hilário, “o ofício primário da minha vida, ofício ao qual me sinto vinculado em consciência diante de Deus, é que todas as minhas palavras e todos os meus sentimentos falem d´Ele (Sobre a Trindade, I, 37).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil refutar todos os erros, e isto por duas razões. A primeira está em que as afirmações sacrílegas de cada um daqueles que caíram no erro não são conhecidas a tal ponto que possamos extrair delas argumentos para confundi-los. Aliás, era assim que procediam os antigos doutores para destruir os erros dos pagãos, cujas posições podiam conhecer, ou porque eles mesmos haviam sido pagãos, ou porque pelo menos viviam entre os pagãos e conheciam os seus ensinamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão que nos impede de refutar todos os erros contrários à fé católica é que alguns dos autores desses erros, como os maometanos e os pagãos, não concordam conosco no reconhecimento da autoridade das Sagradas Escrituras, mediante as quais poderíamos convence-los, ao passo que, com respeito aos judeus, podemos discutir à base do Antigo Testamento, e, com respeito aos cristãos, podemos discutir com base nos escritos do Novo Testamento. Assim sendo, somos obrigados a recorrer à razão natural, à qual todos devem necessariamente aderir. Acontece, porém, que a razão natural pode enganar-se nas coisas de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo atento que faremos de uma determinada verdade particular, mostraremos quais são os erros que esta verdade exclui e ao mesmo tempo exporemos como esta verdade, estabelecida pela via demonstrativa, concorda com a fé da religião cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de descobrir a verdade divina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem muitas maneiras de descobrir a verdade, Como diz muito bem o Filósofo (Aristóteles), citado por Boécio, “é próprio do homem culto exigir, em cada assunto, o rigor que comporta a natureza da matéria” (Sobre a Ética, livro III, capítulo IV). Conseqüentemente, cumpre-nos começar por mostrar de que maneira se pode descobrir a verdade proposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As verdades que professamos acerca de Deus revestem uma dupla modalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, existem a respeito de Deus verdades que ultrapassam totalmente as capacidades da razão humana. Uma delas é, por exemplo, que Deus é trino e uno. Ao contrário, existem verdades que podem ser atingidas pela razão: por exemplo, que Deus existe, que há um só Deus etc. Estas últimas verdades, os próprios filósofos as provaram por via demonstrativa, guiados que eram pelo lume da razão natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que existe em Deus um domínio ininteligível, o qual ultrapassa totalmente as capacidades da razão humana, é evidente. O princípio de todo conhecimento que a inteligência pode conseguir acerca de uma coisa é o conhecimento da substância desta coisa, visto que, segundo o ensinamento do Filósofo, o princípio de demonstração é “aquilo que uma coisa é”(livro II dos Analíticos Segundos, III, 9). Por conseguinte, a maneira pela qual a substância da coisa é apreendida pela inteligência comandará necessariamente a maneira pela qual se conhecerá tudo quanto diz respeito a esta coisa. Se, portanto, a inteligência humana apreende a substância de uma determinada coisa, por exemplo, da pedra ou do triângulo, nada do que está dentro do domínio inteligível desta coisa ultrapassará a capacidade da razão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal não é o nosso caso com referência a Deus. A inteligência humana é incapaz, pelas suas próprias forças, de apreender a substância ou a essência íntima de Deus. Com efeito, o nosso conhecimento intelectual, conforme o modo próprio de vida presente, tem seu ponto de partida nos sentidos corporais, de tal modo que tudo o que não cai sob domínio dos sentidos não pode ser apreendido pela inteligência humana, a não ser na medida em que os objetos sensíveis (acessíveis aos sentidos) permitem deduzir a existência de tais coisas. Ora, os objetos sensíveis não podem conduzir a nossa inteligência a enxergar neles aquilo que constitui a substância ou essência divina, pois se verifica uma diferença de nível entre os efeitos e o poder da coisa. E, todavia, os objetos sensíveis conduzem a nossa inteligência a um certo conhecimento de Deus, até ao ponto de conhecermos que Ele existe, e mesmo até conhecermos tudo o que se deve atribuir ao primeiro princípio. Por conseguinte, existem em Deus verdades inteligíveis, as quais são acessíveis à razão humana: em contrapartida, outras há que superam totalmente as forças da razão humana.&lt;br /&gt;É fácil fazer a mesma constatação a partir dos graus de conhecimento que podemos ter das coisas. Tomemos dois seres, dos quais um possui um conhecimento mais agudo de uma coisa do que o outro: o que tem a inteligência mais aguda conhece muitas coisas que o outro é incapaz de apreender, É o caso que se dá com o camponês, que é incapaz de compreender as sutis considerações da Filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a inteligência dos anjos supera de muito a dos homens, em proporção muito maior do que a inteligência do filósofo mais profundo supera a inteligência mais do ignorante mais rude, pois esta última diferença permanece dentro dos limites da espécie humana, limites que a inteligência dos anjos ultrapassa. O conhecimento que o anjo possui de Deus é tanto mais profundo e perfeito do que o conhecimento que o homem possa lograr de Deus, quanto o seu ponto de partido é um efeito mais nobre, na medida em que a própria substância do anjo, a qual por um conhecimento natural o conduz até ao conhecimento de Deus, supera em dignidade as coisas sensíveis e a própria alma humana, que faz a inteligência humana altear-se até ao conhecimento de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, quanto mais a inteligência de Deus ultrapassa a do anjo! Muito mais do que a inteligência do anjo ultrapassa a do homem! Pois a capacidade da inteligência de Deus está no mesmo nível com a sua substância. Em razão disto, Deus conhece perfeitamente o que Ele é, conhece tudo o que n´Ele constitui objeto de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O anjo não conhece por conhecimento natural o que é Deus, pois a própria substância do anjo, que constitui para ele o instrumento para conhecer a Deus, constitui um efeito que não atinge o nível do poder da causa. Da mesma forma, o anjo não pode apreender por conhecimento natural tudo o que Deus conhece acerca de si mesmo, como tampouco a razão humana é capaz de apreender tudo quanto o anjo conhece em virtude do seu poder natural.&lt;br /&gt;Conseqüentemente, assim como seria loucura um ignorante julgar falso o que ensina um filósofo, sob pretexto de que não o pode compreender, da mesma forma, e com muito maior razão ainda, seria para o homem uma grande tolice julgar falso o que é revelado pelo ministério dos anjos, sob pretexto de que a razão humana não consegue descobrir tais coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As deficiências que experimentamos dia por dia no conhecimento das coisas nos transmitem o mesmo ensinamento. Ignoramos a maioria das propriedades das coisas sensíveis, e na maior parte dos casos somos incapazes de descobrir plenamente as razões dessas propriedades que os nossos sentidos percebem. Com muito maior razão, a inteligência do homem não chega a descobrir as realidades inteligíveis desta substância altíssima que é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto concorda com o ensinamento do Filósofo Aristóteles, que afirma em seu segundo livro da Metafísica (Ia, 1, 2) que a nossa inteligência se comporta com respeito aos seres mais altos, que por natureza são os mais evidentes, da mesma maneira que os olhos do morcego se comportam com relação ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a Sagrada Escritura afirma o mesmo. Com efeito, lê-se no livro de Jô, no capítulo 11: “Pretendes por acaso compreender os vestígios de Deus, e descobrir à perfeição o Todo-poderoso?” E no capítulo 31 lê-se: Sim, Deus é tão grande que ultrapassa o nosso conhecimento”. Lemos além disso na Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios: “Só conhecemos parcialmente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conseqüência, tudo aquilo que é dito acerca de Deus e que a razão humana em si mesma é incapaz de descobrir, não deve ser de imediato considerado como falso, como acreditaram os maniqueus e a maior parte dos infiéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo que as verdades divinas acessíveis à razão nos sejam propostas como objetos de fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que em Deus há duas espécies de verdades, algumas das quais são acessíveis à nossa inteligência e outras ultrapassam totalmente as nossas capacidades, é justo que Deus proponha como objetos de fé tanto uma como outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos por demonstrar isto, com referência às verdades que são acessíveis à nossa razão natural. Com isto daremos uma resposta àqueles que consideram inútil a transmissão de tais verdades como objetos de fé por via de inspiração sobrenatural, de vez que tais verdades nos são conhecidas através de nosso próprio conhecimento natural.&lt;br /&gt;Verificar-se-iam três grandes inconvenientes, se tais verdades naturais acerca de Deus estivessem abandonadas exclusivamente às forças da razão humana. O primeiro deles está em que poucos homens desfrutariam do conhecimento de Deus. Pois para chegar a tal conhecimento exige-se uma longa e laboriosa busca, o que é impossível para a maior parte dos homens, por três motivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, certas pessoas são afastadas desta busca por más disposições de seu próprio temperamento, que as desviam do saber. Nenhum estudo seria capaz de fazer com que tais pessoas atingissem o ponto mais alto do conhecimento humano, isto é, o conhecimento de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outros o obstáculo é constituído pelos afazeres materiais. É indispensável que haja, entre os homens, quem se ocupe com a administração dos bens temporais. A estes falta, evidentemente, o tempo necessário para a busca contemplativa que lhes permitiria atingir o ápice da pesquisa humana, ou seja, o conhecimento de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para outros, enfim, o obstáculo é a preguiça. O conhecimento de tudo o que a razão pode descobrir acerca de Deus exige preliminarmente numerosos conhecimentos, pois quase toda a reflexão filosófica está orientada para o conhecimento de Deus. Esta é a razão pela qual a Metafísica, consagrada ao estudo das coisas divinas, ocupa cronologicamente o último lugar no ensinamento das disciplinas filosóficas. Por conseguinte, ninguém pode entregar-se à pesquisa da verdade divina sem muito trabalho e diligência. Este trabalho, muito poucos estão dispostos a assumi-lo por amor à ciência, embora Deus tenha colocado este desejo no mais profundo do coração humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo inconveniente que surgiria, caso Deus não houvesse revelado sobrenaturalmente as verdades que, em si, são acessíveis à razão natural, consistiria no seguinte: os homens que chegassem à descoberta de tais verdades só o conseguiriam com dificuldades e após muito tempo de busca. Isto, devido à profundidade desta verdade, profundidade que só se consegue compreender pela simples razão natural, se a inteligência humana primeiro se capacitar para isto mediante um longo tirocínio; além disso, em razão da necessidade de múltiplos conhecimentos preliminares, como já foi dito; finalmente, pelo fato de que, no período da juventude, a alma é agitada por diversos movimentos das paixões e conseqüentemente não tem aptidões para conhecer uma verdade tão profunda, uma vez que, no dizer do Filósofo no sétimo livro da Física (capítulo III, número 7), o homem se torna prudente e sábio somente à medida que as suas paixões se acalmam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conseqüência, se o único caminho para o conhecimento de Deus fosse a razão natural, o gênero humano permaneceria envolto nas trevas da ignorância: o conhecimento de Deus, que contribuiu enormemente para tornar os homens perfeitos e bons, constituiria o privilégio de um pequeno grupo de pessoas, e mesmo estes só chegariam a este privilégio após muito tempo de pesquisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro grande inconveniente de que acima falávamos consistiria no seguinte: as pesquisas da razão humana estariam, na maioria dos casos, eivadas de erros, em razão da fraqueza conatural da nossa inteligência, em razão também da mistura das imagens. Para muitos permaneceriam dúvidas em relação ao que é demonstrado como verdade absoluta por não conhecerem o valor da demonstração, e sobretudo pela incapacidade de discernir a veracidade ou não-veracidade dos que se apresentam como sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em face de tudo isto, era necessário que Deus transmitisse aos homens, pelo caminho da fé, uma certeza bem firme e uma verdade sem mescla, no que concerne às coisas de Deus. Ora, a misericórdia divina proveu a isto de maneira salutar, obrigando-nos a aceitar como objetos de fé aquelas mesmas coisas que, de per si, seriam acessíveis à razão. Desta maneira, todos têm a possibilidade de participar do conhecimento de Deus, sem perigo de dúvida ou de erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a razão pela qual se lê na Epístola ais Efésios: “Não vos comporteis como fazem os pagãos na vaidade dos seus julgamentos e dos seus pensamentos entrevados” (Efésios, capítulo 4, versículo 17). E em Isaías lemos: “Todos os teus filhos serão instruídos pelo Senhor” (Isaías, capítulo 54, versículo 13).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justo que as verdades inacessíveis à razão sejam propostas aos homens como objetos de fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente parecerá a alguns que Deus não deveria propor ao homem como objeto de fé a não ser quanto a sua razão pode descobrir. Com efeito, a sabedoria divina não costuma porventura prover às necessidades de cada um segundo a sua natureza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante disto, cumpre-nos demonstrar agora que é necessário, para o homem, que Deus lhe proponha como objeto de fé aquelas coisas que ultrapassam as forças da sua razão.&lt;br /&gt;Ninguém tende a uma determinada coisa pelo desejo e pelo estudo, se tal coisa não lhe for previamente conhecida. Ora, uma vez que a Providência divina – como veremos mais adiante –destina os homens a uma felicidade bem maior do que aquela que a fraqueza humana pode experienciar no decurso da vida presente, era necessário que o espírito humano fosse atraído a um nível mais elevado do que aquele que a nossa razão pode alcançar na terra, a fim de que aprenda o que se deve desejar e se empenhe em buscar aquilo que supera totalmente o estado da vida presente. Esta é a função principal da religião cristã, a qual, mais do que qualquer outra, promete bens espirituais e eternos. Razão pela qual a maior parte das verdades que esta religião propõe supera o intelecto do homem, ao passo que a Lei antiga, que prometia sobretudo coisas temporais, propunha poucas coisas que ultrapassam as forças da razão humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também por isto que os grandes filósofos antigos, no intuito de conduzir os homens dos prazeres sensíveis à vida virtuosa, se empenhavam em demonstrar que há outros bens superiores aos sensíveis, cujo gozo delicia de maneira muito mais delicada os que se entregam às virtudes da vida ativa ou às virtudes da vida contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um outro motivo que justifica a transmissão das verdades inacessíveis à razão, por parte de Deus, tal revelação é necessária para que desfrutemos de um conhecimento mais verdadeiro de Deus. Efetivamente, só podemos dizer que conhecemos verdadeiramente a Deus se o conhecermos como alguém que está acima de tudo o que o homem possa conceber, visto que o conhecimento de Deus ultrapassa o nosso conhecimento natural, como expusemos acima. Pelo fato de o homem perceber que Deus lhe propõe verdades divinas superiores à sua razão, confirma-se ainda mais nele a crença de que este Deus é superior a tudo quanto se possa pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra conseqüência derivante da revelação sobrenatural consiste na eliminação deste vício que é a presunção humana, presunção que constitui a mãe de todo os erros. Certos homens, com efeito, confiam a tal ponto em suas capacidade que timbram em medir a natureza inteira com o metro de sua inteligência, estimando verdadeiro tudo o que enxergam e falso tudo o que não enxergam. A fim de que o espírito humano, liberto de tal presunção, pudesse conquistar a verdade com modéstia, era necessário que Deus propusesse à sua inteligência certas verdades totalmente inacessíveis à sua razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro X de sua Ética, o Filósofo (Aristóteles) aponta uma outra razão da utilidade ou necessidade de uma revelação sobrenatural (capítulo VII, ponto 8). A propósito de um certo Simônides, que queria convencer os homens a renunciar conhecer a Deus e a dirigir a sua pesquisa para as realidades humanas, e o ser mortal desfrutar as coisas mortais, o Filósofo afirma que o liberto, na medida de suas possibilidades, deve altear-se ao nível das coisas imortais e divinas. Igualmente, no livro IX Sobre os Animais, afirma que, por mais limitado que seja o nosso conhecimento acerca das substâncias superiores, este pouco é mais desejado e mais amado que todo o conhecimento que possamos adquirir das coisas inferiores. Ainda mais, no livro II da obra Sobre o Céu e o mundo (capítulo XII, ponto 1), afirma que, por mais limitada que seja a solução que conseguirmos encontrar para os problemas que representam para nós os corpos celestes, a alegria que os discípulos sentem é intensíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto demonstra que o conhecimento das realidades mais nobres, por mais imperfeito que seja, confere à alma uma perfeição muito alta. Mesmo que a razão humana não consiga apreender plenamente as verdades supra-racionais, haure delas uma grande perfeição ao recebe-las de alguma forma pela via da revelação sobrenatural, ao menos de alguma maneira.&lt;br /&gt;Eis por que se lê no Livro do Eclesiástico: “Muitas coisas te foram reveladas, que ultrapassam o espírito humano”. E na primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios: “Ninguém conhece os segredos de Deus, a não ser o Espírito de Deus. Ora, Deus no-los revelou através do Seu Espírito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não constitui leviandade dar assentimento às coisas da fé, mesmo quando ultrapassam a nossa razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dizer da segunda Epístola de São Pedro, os que dão fé a uma tal verdade, “cuja experiência não pode ser feita pela razão humana”, não agem com leviandade, “como se andassem atrás de fábulas sofisticadas” (capítulo 1, versículo 16). Pois foi a própria Sabedoria divina, que conhece perfeitamente todas as coisas, quem se dignou revelar “estes segredos da Sabedoria divina” (Livro de Jô, capítulo 9, versículo 6).&lt;br /&gt;Com efeito, Deus manifestou a sua presença, bem como a verdade do seu ensinamento e da sua inspiração, através de provas adequadas, operando de maneira bem visível coisas que ultrapassam de muito as possibilidades da natureza inteira, no intuito de confirmar as verdades que superam as forças do intelecto humano: curas maravilhosas de enfermos, ressurreições de mortos, alterações impressionantes dos corpos celestes e, o que é mais admirável, inspiração do espírito dos homens, de tal modo, que pessoas ignorantes e simples, uma vez repletas do dom do Espírito Santo, lograram em um instante a mais alta sabedoria humana e a mais elevada eloqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tais coisas, uma inumerável multidão, movida pela eficácia de uma tal demonstração, não pela violência das armas nem pela promessa de prazeres materiais, e, o que é ainda mais impressionante, sob a tirania dos perseguidores, não somente pessoas simples, mas também pessoas muito sábias, inscreveram-se sob o signo da fé cristã, esta fé que prega verdades inacessíveis à inteligência humana, reprime os desejos da carne e ensina a desprezar todos os bens do presente mundo. Que os espíritos dos mortais dêem o seu assentimento a tudo isto, e que, menosprezando as realidades visíveis, só se desejem os bens invisíveis, eis certamente o maior milagre e a obra evidente da inspiração de Deus. Tudo isto não aconteceu de um só golpe e como que ao acaso, mas conforme uma disposição divina. Para comprova-lo, existe o fato de que Deus muito tempo antes, predisse tudo isso pela boca dos Profetas, cujos livros nós veneramos, visto que são portadores de um testemunho em favor da nossa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Epístola aos Hebreus faz referência a este tipo de confirmação, ao dizer: Esta – a salvação do homem - , inaugurada pela pregação do Senhor, nos foi garantida por aqueles que o ouviram, apoiando Deus mesmo os testemunhos deles mediante sinais, prodígios e diversas comunicações do Espírito Santo.” (Hebreus, capítulo 2, versículo 3).&lt;br /&gt;Esta tão admirável conversão do mundo a Jesus Cristo constitui uma prova muito firme em favor dos milagres antigos, tal que não é necessário que eles se renovem, pois transparecem com evidência nos seus efeitos. Certamente seria um milagre mais impressionante do que todos os outros o fato de que o mundo tenha sido vocacionado, sem sinais dignos de admiração, por homens simples e de extração humilde, a crer verdades tão altas, a operar obras tão difíceis, a esperar bens tão elevados. E, mesmo assim, Deus, ainda em nossos dias, não cessa de confirmar a nossa fé pelos milagres dos seus santos.&lt;br /&gt;Os fundadores de seitas procederam de maneira inversa. Tal é o caso evidente de Maomé, que seduziu os povos com promessas de prazeres carnais, a cuja base está a concupiscência da carne. Soltando as rédeas à voluptuosidade, Maomé promulgou mandamentos conformes às suas promessas, mandamentos aos quais os homens carnais podem obedecer com facilidade. No que concerne às verdades, Maomé só revelou verdades fáceis de compreender para qualquer espírito medianamente aberto. Em compensação, entremeou as verdades do seu ensinamento com muitas fábulas e com as doutrinas mais falsas. Não trouxe quaisquer provas sobrenaturais, as únicas que constituem um testemunho adequado em favor da inspiração divina, quando uma obra visível, a qual só pode ser obra de Deus, demonstra que o doutor da verdade é invisivelmente inspirado por Deus. Ao contrário, Maomé alegava que tinha sido enviado para usar a força das armas, provas que costumavam aduzir os ladrões, assaltantes e tiranos. De resto, os que desde o começo creram nele não foram pessoas instruídas nas ciências humanas e divinas, mas homens selvagens, habitantes dos desertos, completamente ignorantes de qualquer ciência de Deus, sendo que um grande número deles o ajudou, pela violência das armas, a impor a sua lei aos outros povos. Além disso, não há nenhuma profecia divina que dê testemunho em favor de Maomé. Ao contrário, Maomé deforma os ensinamentos do Antigo e do Novo Testamento mediante histórias legendárias, como se torna evidente a todo aquele que estudar a sua lei. Além disso, usando de uma medida cheia de astúcia, proíbe aos seus discípulos a leitura dos livros do Antigo e Novo Testamento, que poderiam convence-los de laborarem em erro. É, por conseguinte, evidente que os que dão crédito às palavras de Maomé o fazem com leviandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As verdades da razão natural não contradizem as verdades da fé cristã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é verdade que a verdade da fé cristã ultrapassa as capacidades da razão humana, nem por isso os princípios inatos naturalmente à razão podem estar contradição com esta verdade sobrenatural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um fato que esses princípios naturalmente inatos à razão humana são absolutamente verdadeiros; são tão verdadeiros que chega a ser impossível que possam ser falsos. Tampouco é permitido considerar falso aquilo que cremos pela fé, e que Deus confirmou de maneira tão evidente. Já que só o falso constitui o contrário do verdadeiro, como se conclui claramente da definição dos dois conceitos, é impossível que a verdade da fé seja contrária aos princípios que a razão humana conhece em virtude das suas forças naturais.&lt;br /&gt;A mesma coisa que o mestre inculca no espírito do seu discípulo, a ciência do mestre a inclui, a menos que este ensinamento do mestre esteja imbuído de hipocrisia, o que não se pode supor em Deus. Ora, o conhecimento dos princípios que nos são conhecidos naturalmente nos é dado por Deus, uma vez que Deus é o autor da nossa natureza. Por conseguinte, tais princípios naturais estão incluídos também na sabedoria divina. Portanto, tudo aquilo que contradiz tais princípios, contradiz a sabedoria divina. Ora, isto não pode acontecer em Deus. Tudo o que a revelação divina nos manda crer, é impossível que contrarie o conhecimento natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentos contrários amarram nossa inteligência e a impedem de chegar ao conhecimento do verdadeiro. Se, portanto, Deus infundisse em nós conhecimentos contrários, a nossa inteligência seria com isso mesmo impedida de conhecer a verdade. Deus não pode fazer tais coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as propriedades naturais não podem alterar-se enquanto permanecer a natureza das coisas. Ora, no mesmo indivíduo é impossível coexistirem simultaneamente opiniões ou juízos contrários entre si. Conseqüentemente, Deus não pode infundir no homem opiniões ou uma fé que vão contra os dados do conhecimento adquirido pela razão natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto que faz o Apóstolo São Paulo escrever, na Epístola aos Romanos: “A palavra está bem perto de ti, em teu coração e em teus lábios, ouve: a palavra da fé, que nós pregamos” (Romanos, capítulo 10, versículo 8). Todavia, já que a palavra de Deus ultrapassa o entendimento, alguns acreditam que ela esteja em contradição com ele. Isto não pode ocorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também a autoridade de Santo Agostinho o confirma. No segundo livro da obra Sobre o Gênese Comentado ao Pé da Letra, o Santo afirma o seguinte: “Aquilo que a verdade descobrir não pode contrariar os livros sagrados, quer do Antigo quer do Novo Testamento”.&lt;br /&gt;Do exposto se infere o seguinte: quaisquer que sejam os argumentos que se aleguem contra a fé cristã, não procedem retamente dos primeiros princípios inatos à natureza e conhecidos por si mesmos. Por conseguinte, não possuem valor demonstrativo, não passando de razões de probabilidade ou sofismáticas. E não é difícil refuta-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comportamento da razão humana em face da verdade da fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem reflete, torna-se claro que as realidades sensíveis em si mesmas, que fornecem à razão humana a fonte do conhecimento, conservam nelas um certo vestígio de semelhança com a sua causa Deus, embora se trate de um vestígio tão imperfeito que é incapaz de exprimir a substância de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo efeito possui, a seu modo, uma certa semelhança com a sua causa, embora o efeito nem sempre atinja a semelhança perfeita com a causa agente. No que concerne ao conhecimento da verdade de fé – verdade que só conhecem à perfeição os que vêem a substância divina - a razão humana se comporta de tal maneira, que é capaz de recolher a seu favor certas verossimilhanças. Indubitavelmente, estas não são suficientes para fazer-nos apreender esta verdade de maneira por assim dizer demonstrativa, ou como por si mesma. Todavia, é útil que o espírito humano se exercite em tais razões, por mais fracas que sejam, desde que não imaginemos que as possamos compreender ou demonstrar. Com efeito, na área das realidades mais elevadas, já constitui uma alegria muito grande o fato de se poder apreender algo, embora com humildade e com fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acabamos de expor é confirmado pela autoridade de Santo Hilário, que em seu livro Sobre a Trindade, em falando da verdade, assim se expressa: “Em tua fé, empreende, progride, esforça-te. Sem dúvida, jamais chegarás ao termo, eu o sei, mas felicito-te pelo teu progresso. Quem persegue com fervor o infinito, avança sempre, mesmo se por acaso não chegar ao fim. Todavia, acautela-te ante a pretensão de penetrar o mistério, ante o risco de te afundares no segredo de uma natureza que te possa parecer sem limites, imaginando que estás compreendendo tudo. Procura entender que esta verdade ultrapassa toda e qualquer compreensão.” (Sobre a Trindade, livro II, capítulos X e XI).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano e método da presente obra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De quanto até aqui dissemos, evidencia-se que o sábio tem por ofício dirigir o seu esforço à dupla verdade das realidades divinas, ao mesmo tempo que à refutação dos erros opostos à mesma. A uma dessas tarefas, a investigação da razão pode bastar, ao passo que a outra excede todos os recursos do nosso entendimento. É óbvio que, falando da dupla verdade, não a entendemos como parte do próprio Deus, que constitui a Verdade única e simples, mas da parte do nosso conhecimento, o qual em face às coisas de Deus reveste modalidades diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação da verdade sob a primeira modalidade exige que procedamos pelo caminho de razões demonstrativas, capazes de convencer o adversário. Ora, tais razões não valem para a verdade considerada sob o segundo aspecto, não se deve visar como finalidade convencer o adversário mediante a argumentação, mas sim dar solução às objeções que ele alega contra a verdade, uma vez que a razão natural não pode contrariar a verdade de fé.&lt;br /&gt;Esta maneira peculiar de convencer aqueles que se opõem às verdades de fé é haurida das Escrituras Sagradas, confirmadas divinamente por milagres. Com efeito, o que ultrapassa a razão humana, cremo-lo exclusivamente em virtude da revelação de Deus. No intuito, porém, de aclarar esta verdade, pode-se invocar certos argumentos de probabilidade, nos quais a fé dos que já são cristãos pode encontrar tranqüilidade, embora, em relação aos adversários, tais argumentos não se destinem por natureza a convencer. Não convém, portanto, insistir em tais argumentos, pois a própria insuficiência deles confirmaria ainda mais os adversários em seus erros, dando-lhes a impressão de que nós aderimos à verdade de fé estribados em razões tão pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo, por conseguinte, nosso intento proceder consoante o método proposto, tentaremos manifestar esta verdade que a fé cristã professa, e que a razão humana descobre, aduzindo argumentos demonstrativos e também argumentos de mera probabilidade, sendo que alguns desses argumentos nos são fornecidos pelas obras dos filósofos e dos santos, os quais servirão para confirmar a verdade e convencer os adversários. Passando a seguir do que é mais claro para o que é menos claro, exporemos esta verdade que ultrapassa a razão humana, refutando os argumentos dos adversários e esclarecendo, na medida em que Deus o permitir, a verdade de fé por argumentos de probabilidade e de autoridade.&lt;br /&gt;Portanto, ao propor-nos seguir pelo caminho da razão o que a razão humana pode descobrir acerca de Deus, estudaremos antes de tudo o que é próprio de Deus, considerado em si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seguir, estudaremos a origem das coisas criadas, a partir de Deus.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, trataremos de ver como as coisas criadas estão ordenadas a Deus como o seu fim último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, dentre todas as coisas que nos incumbe estudar acerca de Deus considerado em si mesmo, a primeira, que constitui aliás o fundamento indispensável de toda a presente obra, é a demonstração da existência de Deus. Com efeito, se não estiver bem assentado este ponto, desmorona fatalmente todo o estudo das realidades divinas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111267588173839062?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111267588173839062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111267588173839062' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111267588173839062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111267588173839062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/smula-contra-os-gentios.html' title='Súmula contra os Gentios'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111235280612516577</id><published>2005-04-01T02:52:00.000-08:00</published><updated>2005-04-01T02:53:26.133-08:00</updated><title type='text'>Aborto e Espiritualidade Pagã</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.forerunner.com/champion/X0004_Paris_Sacrament.html"&gt;http://www.forerunner.com/champion/X0004_Paris_Sacrament.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por Willy Peterson&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sacramento do Aborto, escrito por Ginette Paris (Spring Publications, Dallas, 1992), propõe o paganismo (p.e. politeísmo, feitiçaria, adoração à terra etc.) como um modelo superior a uma sociedade que luta contra as conseqüências do aborto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em acréscimo ao fornecimento de uma válvula de escape ecológica para a violação da população humana como sendo a origem de todos os males, Paris adota os modelos jungianos de mitologia como arquétipos universais para o envolvimento da consciência humana, um dogma comum entre neo-pagãos. Jung foi um espiritualista que era fascinado com o ocultismo.  Suas idéias forneceram uma ponte multi-dimensional entre a psicologia mitológica-pagã e existencialismo, sendo o resultado a emergência de uma religião universalista e ateísta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo rejeitado a mensagem evangélica da Bíblia, Paris reduz o Cristianismo a uma mitologia comum em que o comprador pode apanhar e escolher de acordo com os caprichos individuais.  Mas ela não se preocupa em deixar isso desse modo, mas faz campanhas pela sua morte, com unhas e dentes, além dos típicos valores da família pagã. Como faz esse trabalho ao lado de uma obrigação de aceitar a divindade de todos? Uma vez que a autoridade de Deus da Bíblia foi rejeitada, então a seleção por modelos viáveis se torna um ato de relativismo moral, sujeito a tendências carnais e novidades pós-modernistas tais como a destrutiva doutrina anti-humana do biocentrismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a história de Artemis justifica a tomada da vida humana inocente? De acordo com Paris, Artemis mata sua vítima por causa do amor.  Se as mulheres se identificassem com ela, deveriam amar as crianças que lhe são oferecidas à morte.  Esse "amor" se supõe fornecer um equilíbrio a sua folia sangrenta que imita as caçadoras em perseguições competitivas por suas vítimas. Com amigos como esses quem precisa de inimigos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião de si mesmo representa o deus fundamental daqueles panteões pagãos que fornecem justificativas ao próprio apaziguamento de si.  Atualmente, visões de si estão por trás de uma porção de máscaras ateístas como panteísmo, magia negra, psicanálise, Nova Era, humanismo, o movimento Eu Sou, e por aí vai.  E agora, em nome de si, nossa humanidade resolveu que nós podemos assumir o trono do céu e progredir no trabalho, racionalizando a moralidade com o objetivo de conforto.  Nesse ponto, a hipocrisia da natureza humana e suas sombrias ramificações tornam-se todas óbvias demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seguintes excertos fornecem um vislumbre na tentativa das bruxas introduzirem essa abominável prática com um ar de espiritualidade politeísta:&lt;br /&gt;Espiritualidade Pagã&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Eu tenho atraído inspiração por todo esse livro de uma imagem orientadora, Artemis, da mitologia Grega (conhecida pelos Romanos como Diana, a Caçadora).  Ela é uma deusa indomada, uma campeã que hoje poderíamos pensar dos valores ecológicos ... seu mito é cheio do que parecem ser os mesmos tipos de contradições que abundam nas considerações do aborto.  Artemis é tanto protetora de animais selvagens e uma caçadora que os mata com objetivos inerrantes..." (p. 1) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mesma deusa oferece, assim, proteção e também morte às mulheres, crianças e animais.  Por que tais contradições aparentes ... personificadas em uma divindade feminina? É uma forma de dizer que um poder protetor de uma mulher não pode funcionar propriamente se ela não possui também poder total, em outras palavras, o poder sobre a morte bem como sobre a vida? Sua imagem nos pertence assim como à Antigüidade, porque como todas as imagens fundamentais da experiência humana, que C.G. Jung chamava de 'arquétipos,' ela nunca realmente faz envelhecer mas reaparece em diferentes formas e diferentes símbolos ... Ela nos encoraja a nos tornarmos mais cientes do poder sobre a morte, sua natureza inescapável, e seu papel necessário em uma ecologia vivente.  Aborto é sobre amor, vida e morte." (p. 2) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O inconsciente coletivo sempre usou diferentes caminhos para reduzir a população quando os recursos e o espaço estão carentes ou quando o clima social deteriora." (p. 26) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Artemis teve uma reputação para vincular sacrifícios de sangue, incluindo os humanos ... uma prática que deu ao paganismo um tal infeliz nome.... A história de Artemis reivindicando Iphigena como um sacrifício pode ser contada e entendida em mais de uma direção ... em uma, Iphigenia é uma vítima, oferecida em sacrifício no altar de Artemis; noutra Iphigenia se torna uma heroína, e o sacrifício toma um diferente significado.  Visto que o aborto é um tipo de sacrifício, eu acredito que uma exploração desse mito poderia abrir novas avenidas de pensamento." (p. 34) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dum ponto de vista pagão, é totalmente estúpido e mesmo absurdo sacrificar uma mãe para o propósito de um recém-nascido, porque a criança obviamente necessita dela ... Artemis, que personifica respeito pela vida animal, aceita a necessidade da caça, mas somente se as regras e os rituais de absolvição são observados.  Na maioria das religiões de deusas, uma razão similar é aplicada aos fetos e aos recém-nascidos.  É moralmente aceitável que uma mulher que dá a vida possa também destruí-la sobre certas circunstâncias ..." (p. 53) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossas atitudes sobre o aborto são sub-consciosamente estampadas pelos valores judaico-cristãos, até entre aquelas pessoas que se consideram livres deles.  Nós estamos agora no limiar de uma liberalização de atitude frente ao aborto em muitas direções, comparáveis à liberação de atitudes sexuais trinta anos atrás." (p. 5) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"À sede de sangue de Abraão, Deus encorajou o sacrifício humano em tempo suficiente para o patriarca acreditar que a oferenda de seu único filho Lhe seria agradável ... Quando Jeová detém o braço de Abraão, declara que ele não quer ser mais honrado dessa maneira: essa cena marca uma evolução na mitologia Judaico-Cristã." (p. 37) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O paganismo foi desacreditado pela imagem de uma criança inocente sendo arrastada por corruptos pagãos a um altar para ser sacrificada a uma deusa cruel, como se Deus não tivesse também pedido o sacrifício e crucifixão de seu único filho." (p. 41) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A mitologia Judaico-Cristã tem tido a maior influência em nossa cultura Ocidental por quase dois mil anos, fornecendo as idéias, valores e imagens simbólicas.  Nós podemos apagar dois mil anos de influência monoteísta, desmoronando todas as práticas religiosas e declarando as nossas livres da fé de nossos pais? Certamente não como tem sido provado por nosso repentino despertar aos valores ecológicos. Nós estamos apenas começando a entender como uma religião que tira da natureza sua santidade, de forma a colocar tudo de sagrado em um Deus (cujo reino não é desse mundo) pode ser perigosa às árvores, animais, oceanos, florestas e consciência pessoal, tudo que era considerado recipiente do divino na Antigüidade politeísta." (p. 4) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...há mais de um caminho para definir moralidade, dignidade humana, direitos da criança, e os assuntos de responsabilidade coletiva pela vida e morte. É também claro que tudo isso está intimamente ligado à ecologia global." (p. 6) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...nós devemos constantemente monitorar os valores ligados à desonra, conforme educamos as próximas gerações, de forma a poder deixá-los de lado quando não mais expressam nossos ideais... "Quando um aborto é necessário, não só deveria deixar de existir qualquer vergonha, mas deveria haver um novo consenso de que ter uma criança que não possa ser cuidada adequadamente é vergonhoso." (p.106) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é imoral escolher o aborto; é simplesmente um outro tipo de moralidade, a pagã.  É tempo de parar de ser defensivo a esse respeito, tempo de apontar um dedo acusatório em outro campo e denunciar sua própria posição imoral." (p. 56) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como Artemis deveria matar um animal ferido preferentemente a permitir-lhe mancar miseravelmente, assim uma mãe deseja poupar o filho de um destino doloroso." (p. 56) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... os homens que decidem matar ou não em guerra então ousam falar a respeito de crime e assassinato quando uma mulher sacrifica um feto não mais importante do que uma uva seca e menos consciente do que uma galinha.... Os seres sacrificados em abortos não sofrem como as vítimas de guerra e desastres ecológicos.... A guerra é santificada ... pelos nossos líderes religiosos. Mas deixar uma mulher abortar um feto que nem mesmo tem o aparato neurológico para registrar o sofrimento, as pessoas se chocam." (p. 25) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É raro para uma mulher escolher aborto porque de algum jeito ela odeia o feto.  Ela o sacrifica por causa de algo que julga nesse momento ser mais importante, seja uma criança existente ... seja sua própria sobrevivência física, econômica ou psicológica, ou o destino do planeta." (p. 95) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Essa mesma qualidade nos permite visualizar um mundo de respeito crescente pelas crianças, um mundo em que alguém pode ocasionalmente recorrer ao aborto quando é necessário sacrificar o feto a um causa mais alta, especialmente, o amor às crianças e a recusa em vê-las sofrer." (p. 107) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguns valores são dignos de sacrifício ... O aborto sempre foi e continua a ser um outro caminho de escolher a morte sobre a vida." (p. 51) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... o retorno da antiga deusa Artemis nos convida a imaginar uma nova partilha de poderes de vida e morte entre homens e mulheres, e alocação que permite aos homens apreciar o custo de uma vida, e às mulheres tomarem decisões baseadas em seus conhecimentos de mãe." (p. 27) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguém deve preservar na própria personalidade ... uma força intacta, inviolável e radicalmente feminina; isto é, a parte Artemesiana do anima que guarda a zona não domesticada de nossa psique, sem que nós nos arrisquemos a nos tornarmos seres humanos domesticados em excesso, tão facilmente tangíveis." (p. 107) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Obviamente, todos têm um direito às suas crenças religiosas, mas quanto a minha sendo Pagã?" (p. 57) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nossa cultura precisa de novos rituais, assim como leis para restaurar o aborto à sua dimensão sagrada, que é tão terrível e necessária." (p. 92) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O aborto é um sacrifício a Artemis. O aborto como um sacramento ao dom da vida permanece puro." (p. 107) &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra final:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Porque toda carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Seca-se a erva e cai a flor, mas a palavra do Senhor permanece eternamente (Is 40,6s). Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada pelo Evangelho." &lt;/i&gt;Agora essa é a palavra através da qual o evangelho foi pregado a você. (I Pe 1, 24-25) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você desejar maior informação, por favor ligue para Willy Peterson em: (913) 441-1710, ou mande um e-Mail para willypete@juno.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111235280612516577?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111235280612516577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111235280612516577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111235280612516577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111235280612516577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/04/aborto-e-espiritualidade-pag.html' title='Aborto e Espiritualidade Pagã'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111205088376936079</id><published>2005-03-28T14:54:00.001-08:00</published><updated>2005-03-28T18:11:10.176-08:00</updated><title type='text'>Em tempos de Páscoa, aprender com as águias!</title><content type='html'>&lt;img src="http://p.webshots.com/ProThumbs/37/15837_wallpaper280.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que a águia? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A águia representa renovação em épocas em que carece de forças (cf. Is 40, 21), beleza com simplicidade: plumas magníficas sem precisar ostentar vestidos suntuosos (cf. Mt 6, 29), uma visão do alto pela sua elevação às alturas (cf. I Cor 6, 2) e por se distanciar do mundo (cf. I Cor 7, 29-31), e, principalmente, uma visão que não é do imediato, mas a possibilidade de enxergar realidades mais distantes (cf. Cl 3, 1).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cristãos, aprendam com as águias!&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111205088376936079?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111205088376936079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111205088376936079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111205088376936079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111205088376936079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/em-tempos-de-pscoa-aprender-com-as_28.html' title='Em tempos de Páscoa, aprender com as águias!'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111161520365401485</id><published>2005-03-23T13:55:00.000-08:00</published><updated>2005-03-24T10:14:24.623-08:00</updated><title type='text'>CARTA AOS AMIGOS DA CRUZ</title><content type='html'>&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;i&gt;Dedico esse pequeno livro a um Amigo da Cruz, lutador, defensor da fé, que ama e obra pela vida.  Trata-se de um ato de contrição perfeito para uma boa confissão e manifesto minha alegria em ter traduzido e poder postá-lo especialmente nessa semana que antecede a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que todos os irmãos possam ler.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Deus seja Louvado e uma Feliz Páscoa a todos os irmãos!&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://catholique-angouleme.cef.fr/images/Louis-Marie%20Grignon%20de%20Montfort.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Por São Luís de Montfort&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Visto que a cruz divina me guarda em retiro e me previne de lhes falar pessoalmente, eu não posso e nem mesmo desejo expressar sobre os sentimentos de meu coração na excelência e nas práticas de sua união à cruz sagrada de Cristo.  De qualquer forma, nesse último dia de meu isolamento, eu deixo os deleites da vida interior para traçar sobre esse papel uns breves pontos da cruz com os quais penetro em seus corações generosos.  Quisera Deus que eu pudesse usar o sangue de minhas veias em preferência à tinta de minha caneta!  Aliás, mesmo que o sangue fosse requerido, o meu não seria bom o suficiente.  Eu rezo com a intenção que o Espírito do Deus Vivo possa ser a vida, força e a mão orientadora dessa carta; que sua unção possa ser minha tinta, a cruz sagrada minha caneta, e seu coração meu livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;I. EXCELÊNCIA DA ASSOCIAÇÃO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Amigos da Cruz, vocês são como cruzados unidos na batalha contra o mundo, não como religiosos que fogem do mundo a fim de que não sejam submetidos, mas como bravos e valentes guerreiros no campo de batalha, que se recusam a se retirar ou mesmo recuar uma só polegada.  Sejam bravos e lutem corajosamente.  Vocês devem se juntar em uma união íntima de mente e coração, que é mais forte e bem mais formidável contra o mundo e as força do inferno daquele que é o exército de uma grande nação inimiga. Malditos espíritos estão unidos para destruí-los; vocês devem ficar unidos para esmagá-los.  Os avarentos estão unidos para fazer dinheiro e acumular ouro e prata; vocês devem combinar seus esforços para adquirir tesouros eternos escondidos na Cruz. Os que procuram o prazer unem-se para se regozijar, vocês devem ficar unidos para sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A. Grandeza de Seu Título&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Vocês se auto-denominam "Amigos da Cruz".  Que título glorioso! Eu devo confessar que eu fico encantado e cativado com isso.  É mais radiante que o sol, mais alto que os céus, mais magnífico e resplandecente que todos os títulos que dão aos reis e imperadores.  É o glorioso título de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.  É o genuíno título de um Cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Mas, se eu fico cativado pelo seu esplendor, eu não fico nem um pouco assustado pela sua responsabilidade, porque é um título que abraça dificuldade e obrigações inescapáveis, somadas nas palavras do Espírito Santo, "Uma raça escolhida, um sacerdócio real, um povo separado."  Um Amigo da Cruz é alguém escolhido por Deus, dentre milhares que vivem somente de acordo com sua razão e juízo, para ser completamente divino, erguido sobre a simples razão e completamente oposto às coisas materiais, vivendo na luz da pura fé, e inspirado por um amor profundo à Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Amigo da Cruz é um rei todo poderoso, um campeão que triunfa sobre o demônio, o mundo e a carne em sua triplicada concupiscência. Ele destrói o orgulho de Satã pelo seu amor às humilhações; ele submete a ambição do mundo pelo seu amor à pobreza; ele refreia a sensualidade da carne pelo seu amor ao sofrimento.  Um Amigo da Cruz é alguém que é santo e separado das coisas que são visíveis porque seu coração está erguido sobre tudo que há de transitório e perecível, e sua terra natal está no céu, ele viaja por todo seu mundo como um visitante e um peregrino, e, distante de colocar nisso seu coração, ele observa com indiferença e deixa tudo isso debaixo de seus pés com desprezo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Amigo da Cruz é um prêmio glorioso ganho pelo crucificado Cristo no Calvário, em união com sua santa Mãe. É um Benoni ou Benjamin, um filho da aflição e da mão direita, concebido no coração sofrido de Jesus, vindo ao mundo através de seu lado trespassado, e batizado em seu sangue.  Verdadeiro pela sua origem, sua vida abraça a cruz, e morre para o mundo, a carne, e o pecado, de forma que vive cá embaixo uma vida oculta em Deus por Jesus Cristo.  Em curtas palavras, um perfeito Amigo da Cruz é uma verdadeira árvore frutífera de Cristo, ou particularmente um outro Cristo, de forma que ele possa verdadeiramente dizer, "Eu vivo agora não com minha própria vida mas com a vida de Cristo que vive em mim."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Meus queridos Amigos da Cruz, vocês vivem de acordo com o nobre título que vocês sustentam? Ou, pelo menos, vocês têm um desejo real e uma determinação sincera para fazer isso com a ajuda da graça de Deus, sob o abrigo da Cruz de Cristo e de Nossa Senhora das Aflições?  Vocês estão empregando os meios necessários para isso? Vocês estão caminhando junto com o verdadeiro modo de vida, que é o estreito e pedregoso caminho do Calvário? Ou vocês estão, talvez sem perceber, na larga estrada do mundo que conduz á perdição? Vocês estão cientes que há uma estrada que é em todos os aspectos uma estrada correta e segura, mas que realmente conduz à morte eterna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Vocês distinguem claramente a voz de Deus e sua graça daquela do mundo e da natureza humana? Vocês escutam a voz de Deus, nosso Pai do Céu, pronunciando sua maldição triplicada a todo aquele que segue os desejos do mundo: "Desgraça, desgraça, desgraça a todo povo da Terra;" o Pai que estica seus braços a vocês com apelo amoroso, "Revele-se, meu povo escolhido," queridos amigos da Cruz de meu Filho, fora do mundanismo, que foi por mim mesmo amaldiçoado, rejeitado pelo meu Filho, e condenado por meu Espírito Santo? Cuide-se de seguir seus conselhos, de sentar em sua companhia, ou mesmo de hesitar na estrada que eles tomam.  Apresse-se em sair da infame Babilônia. Escutem somente a voz de meu Filho querido e sigam somente a Ele, que eu lhes ofereci para ser seu caminho, sua verdade, sua vida, e seu modelo. (Ipsum audite.) "Escutem a Ele." Você escuta a voz de Jesus que, sobrecarregado com sua Cruz, gritou por vocês, "Vinde! Aquele que me segue não estará andando nas trevas; Coragem! Eu venci o mundo.."?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;B. As Duas Companhias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Meus queridos irmãos e irmãs, há duas categorias que aparecem diante de vocês a cada dia: os seguidores de Cristo e os seguidores do mundo.  A companhia do nosso querido Salvador está à direita, escalando uma estrada apertada, tornou tudo mais estreito por causa da imoralidade do mundo.  Nosso Mestre conduz o caminho, de pés expostos, coroado com espinhos, coberto com sangue, e onerado com uma pesada cruz.  Aqueles que o seguem, embora mais corajosos, são somente uns poucos do mundo, ou porque ao povo falta coragem para segui-lo em sua pobreza, sofrimentos, humilhações e outras cruzes que seus servos devem carregar todos os dias de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Na mão esquerda está a companhia do mundo ou do demônio.  Essa é ainda mais numerosa, mais imponente e mais conhecida, pelo menos na aparência. A maioria do povo moderno corre para se juntar a ela, todos juntos abarrotados, embora a estrada seja larga e esteja continuamente se tornando mais larga como nunca se viu pela multidão que se derrama como uma torrente.  Está espalhada com flores, margeada com todo tipo de distrações e atrações, e pavimentada com ouro e prata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. À direta, os poucos grupos que seguem a Jesus falam a respeito da aflição e penitência, rezam e têm indiferença pelas coisas mundanas.  Eles encorajam continuamente uns aos outros dizendo, "Agora é hora de sofrer e ficar de luto, viver no retiro e na pobreza, humilhar-se e mortificar-se; por que aqueles que não possuem o espírito de Cristo, que é o espírito da cruz, não pertencem a Ele. Aqueles que pertencem a Cristo crucificaram todas suas paixões e desejos de auto-satisfação.  Nós devemos ser verdadeiras imagens de Cristo ou estaremos eternamente perdidos."  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenha confiança," eles dizem uns aos outros.  Se Deus está do nosso lado, conosco e diante de nós, quem pode ficar contra nós? Aquele que está conosco é mais forte do que aquele que está no mundo.  O servo não é maior do que seu mestre.  Essa nossa leve e momentânea tribulação nos trará uma imensa e eterna glória.  O número daqueles que serão salvos não é tão grande quanto algumas pessoas imaginam.  Somente os valentes e os esforçados arrebatam o céu pela força.  Ninguém será coroado sem que haja combatido legitimamente segundo o Evangelho e não de acordo com as máximas do mundo.  Vamos lutar com toda nossa força, vamos correr com toda velocidade, que nós podemos alcançar nosso objetivo e obter a coroa.  Tais são alguns dos conselhos celestiais com os quais os Amigos da Cruz inspiram uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Aqueles que seguem o mundo, pelo contrário, encorajam-se para continuar em seus maus caminhos sem escrúpulos, chamando uns aos outros, dia após dia, "Vamos comer e beber, cantar e dançar, e nos divertir.  Deus é bom.  Não nos criou para nos destruir.  Ele não nos proíbe de nos divertir.  Nós não deveríamos ser destruídos por tão pouco. 'Não morrereis'."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Queridos irmãos e irmãs, lembrem-se que nosso amado Salvador tem seus olhos em vocês nesse momento, e Ele diz a cada um de vocês individualmente, "Veja como quase todos me abandonaram na estrada real da Cruz.  Os pagãos em sua cegueira ridicularizam minha Cruz como loucura; Judeus obstinados são repelidos por isso como um objeto de horror; heréticos destróem e quebram-na em pedaços como algo desprezível. "Até meu próprio povo – e eu digo isso com lágrimas nos olhos e sofrimento em meu coração – meus próprios filhos que eu criei e instruí em meus caminhos, meus membros que eu ressuscitei com meu próprio Espírito, voltaram as costas para mim e me abandonaram se transformando em inimigos de minha Cruz.  'Vocês também irão embora?' Vocês também me abandonarão fugindo de minha Cruz como os mundanos, que assim se tornam tantos anticristos?  Vocês também seguirão o mundo; a despeito da pobreza de minha Cruz para procurar então a riqueza; evitar os sofrimentos de minha Cruz para procurar o divertimento; evita as humilhações de minha Cruz para seguir então as honras do mundo? 'Em aparência tenho muitos amigos, que asseguram me amar, porém, no fundo de seus corações me odeiam. Eu tenho muitos amigos em minha mesa, mas muito poucos de minha Cruz.' (Imit. II, 11, 1)."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Nesse apelo apaixonado de Jesus, vamos nos elevar sobre nossa natureza humana; não vamos nos deixar seduzir pelos nossos sentimentos, tal como Eva; mas mantenhamos nossos olhos fixados em Jesus crucificado, que nos conduz a nossa fé e nos induz à perfeição (Heb 12.2). Vamos nos separar das práticas do mal do mundo; Vamos mostrar nosso amor por Jesus da melhor forma, isto é, através de todo tipo de cruzes.  Reflita bem nessas excelentes palavras de nosso Salvador, "Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Mt 16.24; Lc 9.23).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II. AS PRÁTICAS DA PERFEIÇÃO CRISTÃ&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. A santidade Cristã consiste nisso:&lt;br /&gt;1. Resolver se tornar um santo: "Se alguém quiser ser meu seguidor;"&lt;br /&gt;2. Negação de si mesmo: "Renuncie a si mesmo;"&lt;br /&gt;3. Sofrimento: "Tome sua cruz;"&lt;br /&gt;4. Agir: "Siga-me."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A. Se alguém quiser me seguir&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. "Se alguém," diz nosso Senhor, apontando o pequeno número dos escolhidos desejando conformar-se com Cristo crucificado carregando sua cruz.  Seu número é tão pequeno que nós seríamos confundidos se nós o conhecêssemos.  É tão pequeno que dificilmente há um em dez mil, como tem sido revelado por vários santos, incluindo São Simão Estelito (como é relatado pelo Abade Nilo), São Basílio, São Efraim e outros.  É tão pequeno que, para reuni-los, Deus teria que convocá-los um a um como fez através de seu profeta, "Vocês serão reunidos um a um;" um de seu país, um daquela província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15. "Se alguém quiser,"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém tiver um desejo genuíno, uma determinação, não estimulada pela natureza, hábito, amor próprio, interesse próprio, ou respeito humano, mas pela graça do Espírito Santo totalmente conquistada, que não é dada a qualquer um. "Não é dado a todos os homens conhecer seu mistério." Em verdade, somente umas poucas pessoas têm o conhecimento de como sobreviver ao mistério da Cruz na vida diária.  Para um homem subir o Monte do Calvário e permitir ser pregado à cruz com Cristo no meio de seu próprio povo, deve ser corajoso, heróico, resoluto; alguém que é íntimo de Deus, e trata com indiferença o mundo e o demônio, seu próprio corpo e seus próprios desejos; alguém que é determinado a deixar todas as coisas, a tomar para si todas as coisas, e sofrer todas as coisas por Cristo. Vocês devem compreender, meus queridos Amigos da Cruz, que se não houver alguém entre vós com tal determinação, este alguém está andando somente com um pé, voando com apenas uma asa. Ele não é digno de ser alguém de sua companhia, posto que ele não é digno de ser chamado um Amigo da Cruz, que nós devemos, como Jesus, amar "com uma mente rica e um coração desejoso." Só precisamos de um membro com meio coração para corromper o grupo todo, como um tolo repulsivo. Se um tal entrar em seu aprisco através da porta má do mundo, então, em nome de Cristo crucificado, expulse-o como você faria com um lobo do rebanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16. "Se alguém quiser ser um seguidor meu." &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém quiser me seguir que, assim se humilhe e se esvazie, e que chegue a parecer um verme e não um homem; comigo, que não vim ao mundo senão para abraçar a cruz, aqui estou; para preparar meu coração, para amar a sabedoria desde minha juventude, para suspirar por ela em todos os dias da minha vida, para levá-la alegremente, preferindo-a a todas as alegrias e deleites que o céu e a terra possam oferecer, e não se contentar plenamente até morrer em seu divino abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;B. Renuncie a si mesmo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Se alguém, portanto, quiser me seguir tão humilhado e crucificado, deve se gloriar, como eu, somente na pobreza, humilhações e sofrimentos de minha Cruz. "Renuncie a si mesmo."  Excluídos estão da companhia dos Amigos da Cruz o sábio mundano, os intelectuais e os céticos vinculados a suas próprias idéias e inflados com seus próprios talentos. Longe de vocês aqueles tagarelas sem fim que fazem um grande espetáculo, mas não produzem nada a não ser orgulho.  Longe de vocês aqueles assim chamados devotos Católicos que em seu orgulho exibem a auto-suficiência do orgulhoso Lúcifer em todo lugar que vão, dizendo, "Eu não sou como o resto dos homens;" que não podem sofrer, estando culpados sem darem desculpa, serem atacados sem responderem de volta, serem humilhados sem exaltarem a si mesmos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sejam cuidadosos para não admitirem no interior de sua sociedade aquelas pessoas delicadas e sensíveis que ficam com medo da mais leve picada de alfinete, que gritam e queixam-se à mínima dor, que não sabem nada do vestuário, da disciplina ou outros instrumentos de penitência, e que misturam-se com suas devoções modernas, uma mais refinada exigência e uma mais observada carência de mortificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;C. Tome sua cruz&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. "Tome sua cruz," aquela que é dele. Que o homem (ou mulher), de modo tão extraordinário, "muito além do preço de pérolas, "tome sua cruz alegremente, abrace-a com amor, e carregue-a corajosamente em seus ombros, sua própria cruz, e não aquela de um outro – sua própria cruz que eu, em minha sabedoria, designei para ele em todos detalhes de número, medida e peso; sua própria cruz que eu moldei com minhas próprias mãos e com grande exatidão com relação às suas quatro dimensões: comprimento, largura, espessura e profundidade; sua própria cruz, traçada por minha mão com exatidão; sua própria cruz, que é o maior presente que eu posso conceder aos meus escolhidos na terra; sua própria cruz, cuja espessura é feita à custa da perda de posses, humilhações, desprezo, sofrimentos, enfermidades e experiências espirituais, que vêm diariamente até sua morte em conformidade com minha providência; sua própria cruz, cujo comprimento consiste de um certo período de dias ou meses sofrendo calúnias, ou vivendo como um doente acamado, ou sendo forçado a pedir, ou sofrer pelas tentações, secura, desolação, e outras experiências interiores; sua própria cruz, cuja largura é moldada sobre as mais ásperas e amargas circunstâncias produzidas por parentes, amigos, servos; sua própria cruz, cuja profundidade é moldada sobre as experiências escondidas que nele deveriam ser infligidas sem capacidade de encontrar qualquer conforto em outras pessoas, porque elas também, sob minha direção, afastar-se-ão dele e se reunirão comigo para fazê-lo sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. "Tome-a," significa carregar sua cruz e não arrastá-la, ou livrar-se dela, ou diminuir seu peso, ou escondê-la.  Em vez disso, venha suspendê-la no alto e carregá-la sem impaciência ou aborrecimento, sem reclamação intencional ou resmungo, sem hesitação ou encobrimento, sem vergonha ou respeito humano. "Tome-a" e ajuste-a em sua fronte, dizendo com São Paulo, "A única coisa que eu posso ostentar a respeito é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo." Carregue-a em seus ombros como Nosso Senhor, que tomara se torne a fonte de suas vitórias e o espectro de seu poder: "O domínio é colocado sob seus ombros." Ajuste-a em seu coração, onde, tomara, como a sarça ardente de Moisés, queime dia e noite com o puro amor de Deus sem ser consumida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. "A cruz": Carregue, porque nada é tão necessário, tão benéfico, tão agradável, ou tão glorioso como sofrer algo por Jesus Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Nada é tão necessário&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Queridos Amigos da Cruz, nós somos todos pecadores; não há ninguém entre nós que não tenha merecido o inferno, e eu muito mais do que qualquer um.  Nossos pecados devem ser punidos ou nesse mundo ou no próximo. Se nós sofremos por eles agora, nós não deveríamos sofrer por eles depois da morte.  Se nós, de bom grado, aceitamos o castigo por eles, essa punição será um ato do amor de Deus; porque é a misericórdia que sustenta poder e punições nesse mundo, e não a estrita justiça.  Esse castigo será leve e temporário, acompanhado pela consolação e mérito, e seguido pelas recompensas tanto aqui quanto na eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Mas se o castigo devido por nossos pecados é adiado até o mundo vindouro, então será a justiça vingadora de Deus que oferece tudo ao fogo e à espada, que infligirá o castigo, um terrível e indescritível castigo: "Quem compreende o poder de sua cólera?" Julgamento sem misericórdia, sem reparação, sem mérito, sem limite e sem fim.  Sim, sem fim.  Esse pecado grave de um momento que você cometeu, esse mau pensamento voluntário que escapou ao seu cuidado, essa palavra que se arrastou com o vento, essa ação diminuta que violentou a lei de Deus – serão castigados pela eternidade, seja com Deus ou sem Deus, na companhia dos demônios no inferno, sem que esse Deus vingador tenha piedade de seus espantosos tormentos, em seus soluços e lágrimas, violentos o suficiente para lascar pedras.  Padecer eternamente, sem mérito algum, sem misericórdia e sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Nós não pensamos nisso, meus queridos irmãos e irmãs, quando nós havemos de sofrer alguma experiência nesse mundo? Quão sortudos somos nós para sermos capazes de mudar um castigo eterno e inútil por outro passageiro e transitório somente por tolerar nossa cruz com paciência! Quantas de nossas dívidas ainda não estão pagas! Quantos pecados nós cometemos e que, apesar de uma confissão sincera e uma contrição profunda, nós havemos de sofrer no purgatório por vários anos, simplesmente porque nesse mundo nós nos contentamos com umas poucas leves penitências!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, saldemos nossas dívidas com boa-vontade nessa vida carregando alegremente nossa cruz.  No outro, tudo deverá ser pago pelas más até o último centavo, até uma palavra ociosa.  Se lográssemos apanhar do diabo o livro da morte onde ele anotou todos nossos pecados e a punição que lhes é devida, que dívida pesada encontraríamos, e quão contentes ficaríamos por sofrer tão longos anos na terra em preferência a um único dia no mundo vindouro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Amigos da Cruz, vocês não se elogiam pelo que vocês são, ou desejam vir a ser, os amigos de Deus? Bem, então, decidam beber o cálice que vocês devem beber para que se tornem amigos de Deus: "Aqueles que beberam o cálice do Senhor se tornaram amigos de Deus." A Benjamin, o amado filho de Jacó, foi dado o cálice, enquanto seus outros irmãos não receberam nada a não ser trigo.  O discípulo amado de Cristo, tão querido pelo coração de seu Mestre, subiu até o Calvário e bebeu de seu cálice. "Você pode beber o cálice que eu estou indo beber?"  Desejar que a glória de Deus seja excelente, mas desejar e rezar por ela sem resolver sofrer por coisas tão tolas quanto extravagantes: "Não sabeis o que pedis..." "Nós devemos experimentar muitas dificuldades antes de entrarmos no reino do céu." Para entrar em seu reino vocês devem sofrer muitas cruzes e tribulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Com razão vocês gloriam ser filhos de Deus.  Vocês deveriam se gloriar, pois, também da correção que seu Pai Celestial lhes deu e lhes dará futuramente, porque ele castiga todos seus filhos.  Se vocês não estão incluídos entre seus filhos amados, vocês estão - que desgraça! - incluídos entre aqueles que estão perdidos, como aponta Santo Agostinho. Ele também nos conta que, "Aquele que não fica de luto nesse mundo como um estrangeiro e um peregrino não se regozijará no mundo vindouro como um cidadão do céu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se seu Pai Celestial não lhe enviar algumas cruzes que valham à pena de tempos em tempos, é porque Ele não mais se preocupa e está furioso contigo; Ele está te manejando como um observador, não mais pertencendo a sua família e merecendo sua proteção, ou como um filho ilegítimo, que, não tendo nada do que reivindicar por uma porção da herança, não merece nem cuidado nem correção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Amigos da Cruz, discípulos de um Deus crucificado, o mistério da Cruz é um mistério desconhecido aos Gentios, rejeitado pelos Judeus, e desprezado pelos hereges e maus católicos.  Mas é o grande mistério que vocês devem aprender a praticar na escola de Cristo, e que só pode ser aprendido por Ele.  Em vão vocês buscarão por todas as escolas dos tempos antigos um filósofo que assim ensinou; em vão apelarão à luz dos sentidos ou da razão. Somente Jesus pode ensiná-los e fazê-los gostar deste mistério por sua graça toda-poderosa. Esforce-se, então, para se tornar hábil em sua sublime ciência sob a guia de um Mestre tão excelente, e vocês entenderão toda as outras ciências, porque ela contém todas em um grau de eminência.  É nossa filosofia natural e sobrenatural, nossa teologia divina e mística, nossa pedra filosofal, que, pela paciência, transforma os metais mais grosseiros em preciosos, as dores mais amargas em prazerosas, pobrezas em riquezas, as mais profundas humilhações em glória.  Aquele de vocês que melhor saiba como carregar sua cruz, ainda que fosse um analfabeto, é o mais sábio de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande São Paulo retornou do terceiro céu, onde aprendeu os mistérios escondidos mesmo dos anjos, declarou que não sabia nem queria saber de nada a não ser Cristo crucificado.  Alegre-se, então, seu pobre Cristão, homem ou mulher, sem quaisquer habilidades escolares ou intelectuais, porque se você souber sofrer alegremente, você sabe mais do que um doutor da Universidade Sorbonne que não sabe como sofrer como você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Vocês são os membros de Cristo, uma honra maravilhosa realmente, porém haveis de sofrer. Se a Cabeça é coroada com espinhos, os membros podem esperar serem coroados com rosas? Se a Cabeça é zombada e coberta com pó na estrada do Calvário, podem os membros esperar serem borrifados com perfumes em um trono? Se a Cabeça não tem travesseiro para descansar, podem os membros esperar reclinarem-se entre plumas e edredons?  Seria algo impensável! Não, não, meus queridos Companheiros da Cruz, não enganem-se a si mesmos.  Esses Cristãos vocês vêem em todo lugar, vestidos de acordo com a moda, fastidiosos a seu modo, cheios de importância e dignidade, não são verdadeiros discípulos, verdadeiros membros do Cristo crucificado. E se pensarem de outro modo, ofereçam a essa Cabeça coroada de Espinhos a verdade do Evangelho. Quantos assim chamados Cristãos imaginam que eles sejam membros de nosso Salvador quando em realidade são seus traiçoeiros perseguidores, porque embora com a mão eles façam o sinal da cruz, em seus corações eles são seus inimigos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês são guiados pelo mesmo espírito, se vocês vivem com a mesma vida como Jesus, sua Cabeça coroada por espinhos, vocês devem esperar somente espinhos, chicotes e pregos; que significa, nada além da cruz; porque o discípulo deve ser tratado como o mestre e os membros como a cabeça.  E se lhes for oferecido, como foi a Santa Catherine de Sienna, uma coroa de espinhos e uma de rosas, vocês deveriam, como ela, escolher coroar-se de espinhos sem hesitação e espremê-la sobre suas cabeças, da mesma forma que Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. Vocês sabem que são moradas do Espírito Santo e que, como pedras vivas, estão para ser marcados pelo Deus do amor na construção da Jerusalém celestial.  E assim vocês devem esperar serem dispostos, cortados e talhados sob o martelo da cruz; de outra forma, vocês permaneceriam pedras brutas, boas para nada a não ser jogadas fora.  Sejam cautelosos para que vocês não causem recuo ao martelo quando ele lhes bater; respeite o escultor que está lhe esculpindo e a mão que está lhes pondo forma.  Pode ser que esse perito e amoroso artista precise de vocês para ter um lugar importante em seu edifício eterno, ou para ser alguns dos mais belos artífices em seu reino celestial.  Portanto, deixe-o fazer o que Lhe apraz; Ele os ama, Ele sabe o que está fazendo, Ele teve experiência. Seus golpes são hábeis e dirigidos com amor; nunca os dá em falso, exceto por sua impaciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. O Espírito Santo compara a cruz algumas vezes a um processo de filtração que separa o grão do refugo e da poeira.  Como o grão diante do leque, deixemo-nos ser sacudidos sem resistir; pois o Pai da família está lhe esmiuçando e em breve o colocará em seu celeiro.  Outras vezes, o Espírito Santo compara a cruz a um fogo que remove a ferrugem do ferro através da intensidade de seu calor.  Nosso Deus é um fogo devorador residindo em nossas almas através de sua cruz para purificá-las sem consumi-las, como ele fez anteriormente com a sarça ardente.  De novo, Ele compara a cruz à caçarola de uma fornalha em que o bom metal é refinado e o mau se dissipa na fumaça; o metal é purificado pelo fogo, enquanto as impurezas desaparecem no calor das chamas.  E é na caçarola da tribulação e tentação que os verdadeiros amigos da cruz são purificados pela sua constância em sofrimentos, enquanto seus inimigos são varridos para fora pela sua impaciência e murmurações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Meus queridos Amigos da Cruz, vejam diante de vocês uma grande nuvem de testemunhas que, sem dizer uma palavra, provam o que eu tenho dito.  Considere, por exemplo, que o justo Abel, que foi morto pelo seu irmão; e Abraão, um homem justo que foi um estrangeiro na terra; Ló, um homem justo, expulso de seu próprio país; Jacó, um homem justo perseguido pelo seu irmão; Tobit, um homem justo golpeado com a cegueira; Jó, um homem justo que ficou empobrecido, humilhado e coberto com feridas da cabeça aos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Considerem os incontáveis apóstolos e mártires que foram banhados em seu próprio sangue; as virgens e os confessores que foram reduzidos à pobreza, humilhados, perseguidos ou exilados.  Todos eles podem dizer com São Paulo, "Olhem para Jesus, o pioneiro e o mais perfeito de nossa fé," a fé que nós temos nele e em sua Cruz; foi necessário que ele sofresse e depois entrasse, em sua glória, através da Cruz.  Do lado de Jesus, vemos Maria sua Mãe, que nunca se manchou com qualquer pecado, original ou atual, apesar do coração puro e adorado trespassado de lado a lado.  Se eu tivesse um tempo para enfatizar os sofrimentos de Jesus e Maria, eu poderia mostrar que o que nós sofremos não é nada comparado aos deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Quem, então, ousaria invocar estar isento da cruz? Quais de nós não se precipitará em se colocar onde sabe que a cruz o aguarda? Quem recusaria em dizer com Santo Inácio de Antióquia, "Podem vir o fogo, a forca, bestas selvagens e todos os tormentos do inferno, que eu posso deleitar-me na possessão de Cristo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. Mas se vocês não estão desejando sofrer pacientemente e carregar sua cruz com resignação como aqueles escolhidos por Deus, então vocês terão que carregá-la se lamentando e reclamando como aqueles na estrada da danação.  Vocês estarão como os dois bois que puxavam a Arca da Aliança, mugindo; como Simão de Cirene que, totalmente sem vontade, levantou toda cruz de Cristo e não fez nada a não ser reclamar enquanto a carregava.  E, no fim, você será como o bandido impenitente, que, do alto de sua cruz, se precipitou no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, sua terra maldita em que nós vivemos não está destinada a nos tornar feliz; nessa terra de escuridão não podemos esperar ver claramente; não há nenhuma tranqüilidade perfeita nesse mar tormentoso; nós nunca podemos evitar conflitos nesse campo de experiência e batalha; nós não podemos escapar de sermos arranhados nessa terra coberta de espinhos.  Desejosa ou indesejosamente, todos devem carregar sua cruz, tanto aqueles que servem a Deus e aqueles que não servem.  Tenha em mente as palavras do hino:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escolha uma cruz das três do Calvário; Uma deve ser escolhida, então escolha corretamente; Vocês devem sofrer como um santo ou um bandido arrependido, Ou como um reprovado, em uma tristeza sem fim.  Isso significa que se vocês não estão desejando sofrer como o bandido sem arrependimento, terão que beber o cálice da amargura até as sujeiras sem a ajuda consoladora da graça, e vocês terão que sustentar o peso completo de sua cruz, desprovido do poderoso apoio de Cristo.  Vocês terão que carregar até a sobrecarga que o demônio acrescentará por meios da impaciência que lhes causará.  E depois de participar da infelicidade do bandido impenitente na terra, vocês repartirão sua miséria na eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2. Nada é tão útil e tão agradável&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. Mas se, ao contrário, vocês sofrem da forma correta, a cruz se tornará um jugo fácil e leve, visto que o próprio Cristo a carregará convosco.  Dará asas a vocês para elevá-las aos céus; se tornará o mastro do seu navio, conduzindo-os direta e facilmente ao porto da salvação.  Carregue sua cruz pacientemente, e será uma luz em sua escuridão espiritual, porque aquele que nunca sofreu provas é ignorante.  Carregue sua cruz alegremente e você ficará completo com o amor divino; porque somente sofrendo podemos residir no puro amor de Cristo.  Rosas são encontradas somente entre os espinhos.  É a cruz sozinha que alimenta nosso amor de Deus, como a madeira é o combustível que alimenta o fogo.  Lembre do belo dito na "Imitação de Cristo ", "Conforme você faça violência a si mesmo, sofrendo pacientemente, assim você progredirá " no amor divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não espere qualquer coisa daquelas pessoas sensíveis e preguiçosas que rejeitam a cruz quando ela deles se aproxima, e que são cuidadosos em não procurar por cruzes.  O que eles são senão uma terra inculta que não produzirá nada a não ser espinhos porque não foi trazida à tona, trabalhada e modificada por um lavrador experimentado? Elas são como água podre, que é inadequada tanto para lavar quanto para beber.  Carregue sua cruz alegremente e você encontrará nela uma força toda-poderosa que nenhum de nossos inimigos será capaz de resistir, e você encontrará nela um prazer além de tudo aquilo que você já conheceu. Realmente, irmãos, o verdadeiro paraíso terrestre é encontrado no sofrimento por Cristo.  Pergunte a qualquer dos santos, e eles lhe contarão que eles nunca experimentaram um banquete mais delicioso para o espírito do que o experimentar os graves tormentos. "Deixe todos os tormentos do demônio virem sobre mim," disse Santo Inácio, o Mártir. "Deixe-me sofrer ou morrer," disse Santa Teresa de Avila. "Não morrer sem sofrer," disse Santa Maria Madalena de Pazzi. "Eu posso sofrer e ser desprezada pelo seu propósito," disse o Beato João da Cruz.  E muitos outros têm falado nos mesmos termos, como nós lemos sobre suas vidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Meus queridos irmãos e irmãs, tenham fé na palavra de Deus, porque o Espírito Santo nos diz que quando nós sofremos alegremente por Deus, a cruz é a fonte de todo tipo de alegria para toda espécie de pessoas.  A alegria que vem da cruz é muito maior que a de um homem pobre que repentinamente herda uma fortuna, ou de um camponês que é levado ao trono; maior do que a alegria de um negociante que se torna milionário; do que a de um líder militar sobre as vitórias que ele obteve; do que a dos prisioneiros libertos de suas correntes.  Em resumo, imaginem maior alegria do que a que pode ser experimentada na terra, e entenda então que a felicidade de alguém que tolera seus sofrimentos no caminho da justiça contém, e até sobrepuja, todos elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3. Nada é tão glorioso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Assim, regozijem-se e fiquem felizes quando Deus lhes favorece com uma de suas seletas cruzes; pois sem se darem conta, vocês são abençoados com o maior presente do céu, o maior presente de Deus.  Se assim entendereis, se encarregareis das missas, fareis novenas nos santuários dos santos, tomareis para si longas peregrinações, como fizeram os santos, para obterem do céu o galardão divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. O mundo chama isso de loucura, degradação, estupidez, uma falta de juízo e de senso comum.  Eles estão cegos: deixe-os dizer o que gostam.  Sua cegueira, que os faz ver a cruz em um caminho humano e distorcido, é uma fonte de glória para nós.  Toda vez que eles nos fazem sofrer por sua zombaria e insultos, nos presenteiam com jóias, nos preparando um trono, e nos coroando com loureiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Mais que isso ... como diz São João Crisóstomo, "Toda a riqueza e honras, cetros e coroas ornadas com jóias de reis e imperadores não podem ser comparadas com o esplendor da cruz." É maior até que a glória de um apóstolo ou evangelista. "Se eu tivesse escolha," continua esse santo homem, iluminado pelo Espírito Santo, "Eu deixaria desejosamente o céu para sofrer pelo Deus do céu.  Eu prefereria masmorras e prisões aos tronos do mais alto céu, e as mais pesadas das cruzes à glória dos serafins.  Eu avalio a honra do sofrimento mais do que os presentes dos milagres, que por ele tenho o poder de subjugar espíritos maus, abalar os elementos do mundo, parar o sol em seu curso, ou elevar os mortos à vida.  São Pedro e São Paulo são mais gloriosos em seus grilhões do que tendo alcançado o terceiro céu ou recebido as chaves do céu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. Realmente, não é a Cruz que deu a Jesus Cristo "o nome que está sobre todos os outros nomes, de forma que todos seres nos céus, na terra e no submundo curvariam  os joelhos ao Seu Nome?" A glória de alguém que sabe como sofrer é tão grande como o céu, os anjos e os homens, e até o próprio Deus, contemplam-no com alegria como uma vista mais gloriosa.  E se os santos no céu desejassem algo, seria retornar à Terra para que suportassem algumas cruzes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. Mas se essa glória é tão grande mesmo na terra, o que será no céu? Quem poderia descrevê-la?  Quem poderia mesmo entender completamente o peso eterno de glória que um único momento despendido na alegria carregando uma cruz nos oferece? Quem poderia compreender a glória ganha no céu por um ano, e às vezes por toda uma vida, em cruzes e sofrimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Vocês podem ficar certos, meus queridos Amigos da Cruz, que algo maravilhoso os espera, visto que o Espírito Santo lhes uniu tão intimamente que todos muito cuidadosamente o evitam.  E vocês podem ficar certos, também, que Deus quer fazer tantos santos quantos Amigos da Cruz existirem, se vocês forem fiéis às suas vocações e carregarem de bom grado suas cruzes assim como Cristo o fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D. Siga-me&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Porém, não basta sofrer, o mal e o mundo também têm seus mártires.  Nós devemos sofrer e carregar nossa cruz nas pegadas de Cristo: "Siga-me," que significa que nós devemos sofrer carregando-a como Jesus.  Para lhes ajudar nisso, há regras a serem seguidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;As catorze regras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Não procurar cruzes de propósito, nem pela própria culpa ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. 1) Não procure carregar cruzes deliberadamente.  Nós não devemos fazer algo errado para produzir algo bom; nem devemos, sem uma inspiração especial de Deus, fazer coisas más de modo a atrair a zombaria a nós mesmos.  Havemos que imitar nosso Senhor, sobre Quem foi dito, "Ele fez bem todas as coisas," não por auto-estima ou vaidade, mas para agradar a Deus e triunfar sobre nossos semelhantes. E se você se dedicar a cumprir seus deveres, não lhe faltarão oposições, críticas e zombarias, que serão enviadas pela providência divina sem sua escolha ou exigência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Olhar pelo bem do próximo ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. 2) Se acontecer de você fazer algo que não é nem bom nem mau em si mesmo, e seu próximo se escandalizar nisso – embora sem razão – se abstenha de fazê-lo por caridade, para evitar o escândalo dos fracos.  Um tal ato heróico de caridade será de maior importância no olhar de Deus do que a ação que você estaria fazendo ou pretendendo fazer.  Todavia, se o que você está fazendo é necessário ou benéfico para seu próximo, e algum hipócrita ou fariseu se escandaliza sem motivo, remeta a matéria a algum conselheiro prudente para descobrir se é realmente necessário ou vantajoso para eles.  Se ele julgar que sim, então continue sem se preocupar com o que as pessoas dizem, enquanto que eles não te detenham.  E você pode dizer-lhes o que nosso Senhor disse a alguns de seus discípulos quando eles lhe contaram que os escribas e fariseus ficaram escandalizados, no que ele disse: "Deixai-os. São cegos e guias de cegos". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Admire a virtude sublime dos santos sem pretender imitá-la ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. 3) Embora certos grandes e santos homens tenham procurado e pedido por cruzes, e até pelo seu peculiar comportamento toleraram sofrimentos, desprezo e humilhações, pois bem, vamos nos contentar com a admirável e gloriosa obra do Espírito Santo em suas almas.  Humilhai à vista de tal virtude sublime sem tentar alcançar tais níveis por si mesmos. Comparados com aquelas águias ligeiras e leões fortes, nós somos carneiros de coração fraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Peça a Deus pela sabedoria da cruz ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. 4) Você poderia e deveria rezar pela sabedoria da cruz, aquele conhecimento da verdade que nós experimentamos dentro de nós mesmos e que pela luz da fé aprofunda nosso conhecimento dos mistérios mais escondidos, incluindo aqueles da cruz.  Mas isso é obtido somente através de muito trabalho, grandes humilhações e orações fervorosas.  Se necessitais esse espírito generoso que permite levar as cruzes mais pesadas corajosamente; esse espírito gracioso e consolador, que nos capacita, na parte mais elevada da alma a gostar das coisas que são amargas e repulsivas; de seu são e justo espírito que procura somente a Deus; de sua ciência da cruz que abraça todas as coisas; em resumo, desse inesgotável tesouro através do qual aqueles que fazem bom uso dele ganham a amizade de Deus – se você sustentar tal necessidade, ore pela sabedoria, peça por ela continuamente e fervorosamente sem hesitar ou temer não obtê-la, e será sua. Então você entenderá claramente em sua própria experiência como é possível desejar, procurar e encontrar alegria na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Humilhe-se pelas faltas de alguém, sem se preocupar ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. 5) Se você cometer um erro grave que traga a cruz sobre você, seja inadvertidamente ou mesmo pela sua própria culpa, incline-se sob a poderosa mão de Deus sem atraso, e na medida do possível não se preocupe com isso.  Você poderia dizer consigo mesmo, "Senhor, aqui está um exemplo de minha obra." Se há algo errado no que eu tenho feito, aceite a humilhação como um castigo; se não foi pecado, aceite-a como um meio de conter seu orgulho.  Freqüentemente, até muito freqüentemente, Deus permite a seus maiores servos, aqueles mais adiantados na santidade, cair nas mais humilhantes faltas de forma a humilhá-los diante de seus próprios olhos e dos olhos dos outros. Ele, assim, nos guarda dos pensamentos de orgulho que poderiam nos mimar por causa das graças que receberam, ou pelo bem que elas produzem de forma que “ninguém possa vangloriar-se na presença de Deus."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Deus nos humilha e purifica ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. 6) Você deve entender que através do pecado de Adão e através dos pecados que nós mesmos cometemos, tudo em nós se torna desprezado, não apenas em sentido corporal, mas também os poderes de nossa alma.  E no momento em que nossas mentes corruptas consideram algum dom de Deus em nós, com morosidade e complacência, esse dom, essa ação, essa graça se mancha e se estraga, e Deus não mais olha por ela com favor.  Se os pensamentos e reflexões da mente podem, desta forma, corromper as melhores ações do homem e os maiores dons de Deus, quão pior serão os maus efeitos da teimosia do homem, que são até mais corruptos do que aqueles da mente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois disso, não nos estranha, pois, se Deus se apraz em ocultar seus amigos na guarida de sua presença, para que não venham a ser manchados pelos olhos atentos dos homens ou pelo seu próprio conhecimento.  E mantê-los ocultos, o que esse Deus zeloso não permite e até faz!  Quão freqüentemente Ele os humilha! Quantas faltas lhes procuram!  De quais tentações permite que sejam atacados, como São Paulo! Em quais incertezas, escuridão e penumbra lhes deixa! Oh, que admirável é Deus em seus santos, e nas vias que Ele dispõe para conduzi-los à humildade e santidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Evite a armadilha do orgulho nas cruzes ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. 7) Não seja como aqueles orgulhosos e soberbos que vão às igrejas, imaginando que suas cruzes sejam pesadas, que eles estejam fortalecidos em sua fidelidade e sinais do amor excepcional de Deus por você.  Essa tentação, elevando-se do orgulho espiritual, é mais enganadora, sutil e repleta de veneno. Você deve crer (1) que seu orgulho e sensibilidade faz transformar farpas em tábuas, arranhões em feridas, colinas em montanhas, uma palavra momentânea não significando nada além de um insulto escandaloso ou um desprezo cruel; (2) que as cruzes que Deus lhe envia sejam punições amorosas para seus pecados, especialmente, sinalizando um favor especial de Deus; (3) que quais sejam as cruzes ou humilhações que ele lhe envia são excessivamente leves em comparação com o número e a grandeza de suas ofensas, porque você deveria considerar seus pecados à luz da santidade divina, que não pode tolerar nada que seja poluído, e contra a qual você se coloca; na luz de um Deus sofrendo morte enquanto abrumado de dor por causa de seus pecados; à luz de um inferno eterno que você mereceu novamente; (4) que na paciência com a qual padeceis, mesclais o humano e natural, bem mais do que crê.  Testemunhas daqueles poucos caminhos que cuidam de ti, aqueles discretos procurando por simpatia, aquelas confidências que você faz de uma maneira natural aos seus amigos, e talvez a seu diretor espiritual, aquelas especiosas desculpas que você está pronto a dar, aquelas reclamações, ou, se preferir, críticas àqueles que lhe causaram prejuízo, tão bem formuladas, tão caritativamente expostas, esse reconsiderar e se condescender delicadamente em seus males, esse convencimento luciferiano que você é algo grande etc.  Não acabaria nunca se houvesse que descrever todas as idas e voltas da natureza desses sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Aproveitar-se mais dos pequenos sofrimentos do que dos grandes ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. 8) Tomar vantagem dos pequenos sofrimentos, até mais do que dos grandes.  Deus considera não tanto o que sofremos, mas como nós sofremos.  Sofrer uma grande porção,  mas duramente, é sofrer como o condenado, sofrer muito, até bravamente, mas por uma causa má, é sofrer como um discípulo do demônio; sofrer pouco ou muito para a causa de Deus é sofrer como um santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se houvesse o caso em que pudéssemos ter uma preferência por certas cruzes, optaríamos pelas menores e discretas, frente as grandes e chamativas.  Procurar e pedir por grandes e deslumbrantes cruzes, e até escolher e ficar bem com elas, pode ser o resultado de nosso orgulho natural; mas escolher pequenas e insignificantes e suportá-las alegremente pode somente vir de uma graça especial e uma grande fidelidade a Deus.  Assim, faça o que um merceeiro faz em seu negócio: volte tudo para o lucro. Não permita que o menor pedaço da verdadeira Cruz seja perdido, ainda que seja somente uma picada de inseto ou uma picada de alfinete, uma pequena excentricidade de seu próximo ou algum desprezo não intencional, a perda de algum dinheiro, alguma pequena ansiedade, um pequeno desgaste corporal, ou uma leve dor em seus membros. Volte tudo para o lucro, como o dono de mercearia faz em sua loja, e você logo se tornará rico diante de Deus, da mesma forma que o dono da mercearia se torna rico em dinheiro juntando centavo por centavo em seu trabalho.  Ao menor grau de aborrecimento, diga: "Obrigado, Senhor.  Seja feita sua vontade." E armazene em seguida na memória de Deus, que vem a ser o seu alcance, a cruz que acabou de ganhar, e depois já não pense em mais nada a não ser repetir seus agradecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Amar a cruz, não com amor emocional, mas com amor racional e sobrenatural ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. 9) Quando a nós é contado o amor à cruz, esse amor não se refere a um amor emocional, impossível a nossa natureza humana.  Há três tipos de amor: amor emocional, amor racional, e o amor sobrenatural da fé.  Em outras palavras, o amor que reside na parte inferior do homem, em seu corpo; o amor na parte mais alta, sua razão, e o amor na parte mais elevada do homem, no pico da alma, isto é, a inteligência iluminada pela fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. Deus não pede que você ame a cruz com o desejo da carne, posto que a carne é sujeita ao pecado e à corrupção, tudo isso procede do que é corrompido e, por si, não pode estar submetido ao desejo de Deus e sua lei crucificante.  Era o desejo desse homem que nosso Senhor se referia no Jardim das Oliveiras, quando ele gritou, "Pai, que se faça a tua vontade e não a minha." Se a menor parte da natureza humana de Cristo, ainda que tão santa, não pudesse amar a cruz continuamente, então com ainda maior razão nossa natureza corrompida a rejeitará.  É verdade que nós poderíamos às vezes experimentar até uma alegria sensível em nossos sofrimentos, como muitos dos santos experimentaram; mas essa alegria não vem do corpo, muito embora seja experimentada no corpo.  Ela vem da alma, que fica tão estupefata com a alegria divina do Espírito Santo que transborda no corpo.  Desse modo, alguém que está sofrendo grandemente pode dizer com o salmista, "Meu coração e minha carne exultam de alegria ao Deus Vivo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52 Há outro amor da cruz que eu chamei de amor racional e que está na parte mais alta do homem, a mente.  Esse amor é inteiramente espiritual; ele brota do conhecimento de quão feliz nós podemos ficar no sofrimento por Deus, e assim poder ser experimentado pela alma, para a qual dá força e alegria interior.  Mas embora essa alegria racional e perceptível seja boa, na realidade, excelente, não é sempre necessária para sofrer alegremente pela causa de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. E então, há um terceiro tipo de amor, que é chamado pelos mestres da vida espiritual o amor do pico da alma, que é conhecido pelos filósofos como o amor do intelecto.  Nesse, sem qualquer sentimento de alegria nos sentidos ou satisfação na mente, nós amamos a cruz que nós estamos carregando, pela luz da pura fé, e nos deleitamos nela, muito embora a parte mais baixa de nossa natureza pudesse estar em um estado de conflito e perturbação, gemendo e se queixando, vertendo lágrimas e desejando por ajuda.  Nesse caso, nós podemos dizer com nosso Senhor, "Pai, seja feita a tua vontade e não a minha;" ou como nossa Senhora, "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo sua palavra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com um desses dois mais altos amores que nós deveríamos amar e aceitar a cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Sofrer todas os tipos de cruzes, sem exceção e sem escolha ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. 10) Meus queridos Amigos da Cruz, tomem a resolução de sofrer qualquer tipo de cruz sem excluir ou escolher qualquer pobreza, injustiça, perda, doença, humilhação, negação, injúria, secura espiritual, desolação, experiências interiores e exteriores, dizendo sempre, "Meu coração está pronto, Ó Deus, meu coração está pronto."  Fiquem preparados, portanto, para serem abandonados pelos homens e anjos, e aparentemente pelo próprio Deus; serem perseguidos, invejados, traídos, injuriados, desacreditados e abandonados por todos; sofrerem fome, sede, pobreza, nudez, exílio, detenção, forcas e todos os tipos de tortura, muito embora vocês não tenham feito nada para merecer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, imaginem que vocês tenham sido privados de suas posses e seu bom nome, e expulso de sua casa, como Jó e Santa Elizabeth da Hungria; que vocês sejam atirados na lama, como Santa Elizabeth, ou arrastados para um monte de estrume, como Jó, todo coberto com úlceras, sem um curativo para suas feridas ou um pedaço de pão para comer que algumas pessoas não recusariam dar a um cavalo ou um cachorro. Imagine que, em acréscimo a todas essas terríveis desgraças, Deus lhes abandone a todas tentações do demônio, sem aliviar sua alma com a menor consolação sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês acreditariam firmemente que esse é o ponto mais alto da glória celestial e da alegria genuína para os verdadeiros e perfeitos Amigos da Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Quatro considerações para sofrer bem ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. 11) Para ajudá-lo a sofrer bem, adquira o bom hábito de refletir nesses quatro pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;a. O olho de Deus&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, o olho de Deus, que, como um grande rei do alto de uma torre, observa com satisfação seu soldado no meio da batalha, e elogia sua coragem.  O que de Deus atrai a atenção pela Terra? Serão reis e imperadores em seus tronos? Com freqüência Ele nos olha sim com desprezo.  Serão as grandes vitórias dos exércitos, pedras preciosas, ou o que quer que seja grande aos olhos dos homens? Não, "o que é altamente pensado pelos homens é repulsivo aos olhos de Deus".  O que, então, ele olha com prazer e satisfação, e do que ele pede conta aos anjos e mesmo aos demônios? É aquele que está lutando contra o mundo, contra o demônio, e somente ele pelo amor de Deus, o único que carrega sua cruz alegremente.  Como o Senhor disse a Satã, "Não viu sobre a Terra uma maravilha imensa que todo céu contempla com admiração? Já viu meu servo Jó, que está sofrendo por minha causa?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;b. A mão de Deus&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. Em segundo lugar, considerem a mão de Deus, que permite que nos sobrevenham males de toda natureza, desde o maior até o menor.  A mesma mão que aniquilou um exército de cem mil homens é a que faz cair a folha da árvore e um cabelo de suas cabeças; a mão que espremeu tão duramente Jó, gentilmente lhes toca com uma tribulação leve.  É a mesma mão que faz o dia e a noite, o arco-íris e a escuridão, o bem e o mal. Ele permitiu as ações pecaminosas lhe machucarem; ele não é causa de suas maldades, mas Ele permite as ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se qualquer um, então, lhes trata como Shimei tratou o Rei David, lhes cobrindo de insultos e lhes atirando pedras, digam a si mesmo, "Não nos vinguemos deles.  Deixemos que Ele atue, pois o Senhor dispôs que se fizesse dessa maneira.  Reconheço que mereço todo tipo de ultrajes, e é com toda justiça que Deus me castiga. Detenham-se mãos!; Refreia-se língua!; não golpeie, não diga uma palavra.  É verdade que esse homem me ataca, essa mulher me insulta, mas eles são representantes de Deus, que da parte de sua misericórdia vêm me castigar amistosamente.  Não irritemos, pois, sua justiça, usurpando os direitos de sua vingança.  Nem menosprezemos sua misericórdia resistindo aos amorosos golpes de seus açoites, para que Ele me entregasse, em vez disso, à justiça absoluta da eternidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Deus em seu infinito poder e sabedoria o sustenta, enquanto aos outros ele aflige.  Com uma mão ele entrega à morte, com a outra ele dá a vida.  Ele o humilha até o pó e depois o eleva, e com ambas mãos ele alcança uma extremidade de sua vida à oura, com carinho e poder; com carinho, não lhe permitindo ser tentado além de suas forças, com poder, apoiando-o com sua graça na proporção à violência e duração da tentação ou aflição; com poder novamente, por vir dele mesmo, como ele nos conta através de sua Santa Igreja, "sustentá-lo na beira do precipício, guiá-lo a uma estrada incerta, ocultá-lo no calor abrasador, protegê-lo na chuva e do frio que o congela, carregá-lo em seu cansaço, ajudá-lo em suas dificuldades, fortificá-lo em caminhos escorregadios, ser seu refúgio no meio das tempestades " (Oração para uma Viagem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;c. As feridas e sofrimentos de Cristo crucificado&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57. Em terceiro lugar, reflitam nas feridas e sofrimentos de Cristo crucificado.  Ele mesmo nos contou, "Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera". Vejam com os olhos corporais e através dos olhos de sua contemplação, se sua pobreza, destituição, desgraça, aflição, desolação são como as minhas; olhem para mim que sou inocente e lamente porque vocês são culpados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Espírito Santo nos diz, através dos Apóstolos, a contemplarmos Cristo crucificado.  Ele nos manda amarmos com esse pensamento, arma mais penetrante e terrível contra todos nossos inimigos que todas as demais armas.  Quando vocês são assaltados pela pobreza, má reputação, aflição, tentação e outras cruzes, armem-se com o escudo, peitoral, capacete e espada de dois gumes, que é a lembrança de Cristo crucificado.  Vocês haverão de encontrar a solução para todo problema e os meios de conquistar todos seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;d. Acima, o céu; abaixo, o inferno&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58. Em quarto lugar, olhe pra cima e veja a bela coroa que lhe aguarda no céu se você carregar bem sua cruz. Foi essa recompensa que sustentou os patriarcas e profetas em sua fé e perseguições; que inspirou os apóstolos e mártires em seus trabalhos e tormentos.  Os patriarcas podiam dizer com Moisés, "Nós preferiríamos ser afligidos como o povo de Deus, e sermos felizes com Ele para sempre a curtir por um instante os prazeres do pecado." E os profetas poderiam dizer com David, "Nós sofremos perseguição pela recompensa."  Os apóstolos e mártires poderiam dizer com São Paulo, "Por nossos sofrimentos como sentenciados à morte, como espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens, somos como lixo e anátema do mundo, pelo imenso peso de glória que nos produz a momentânea e ligeira tribulação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhemos para o alto e vemos os anjos, que exclamam, "Cuidai para não apropriar-se da coroa que está marcada com a cruz que você recebeu, se você suportá-la bem, um outro irá carregá-la como convém e a arrebatará consigo.  Lute bravamente e sofra pacientemente, nos dizem os santos, e você receberá o reino eterno." Finalmente, escute ao Nosso Senhor, que lhe diz, "Eu darei minha recompensa somente aquele que sofre e é vitorioso pela paciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemplemos abaixo o lugar onde nós merecemos e que nos espera no inferno na companhia dos bandidos e todos aqueles que não se arrependeram, se nós sofrermos como eles sofreram, com sentimentos de ressentimentos, má vontade e vingança.  Exclamemos com Santo Agostinho, "Senhor, trate como sua vontade nesse mundo por meus pecados, contanto que os perdoem na eternidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Nunca se queixem das criaturas ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59. 12) Nunca se queixe de qualquer pessoa ou coisa que Deus possa usar para afligi-lo.  Há três tipos de queixas que nós podemos fazer em tempos de sofrimento.  A primeira é a natural e espontânea, como quando o corpo geme e reclama, verte lágrimas e lamentos.  Não há falha nisso, desde que, como eu disse, o coração esteja resignado ao desejo de Deus.  O segundo tipo de queixa é aquele da mente, como quando nós reconhecemos nossas maldades a alguém que pode nos dar algum alívio, tal como um doutor ou um superior.  Poderia haver alguma imperfeição nisso se nós estivéssemos também ávidos para contar nossos problemas, mas não há pecado nisso.  O terceiro tipo é pecaminoso: quer dizer, quando nós criticamos nosso semelhante tanto para livrar-se de um mal que nos aflige ou nos vingarmos dele; ou quando nós nos queixamos deliberadamente do que nós sofremos com impaciência e resmungos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Aceite a cruz unicamente com gratidão ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60. 13) Não importa quando você receber qualquer cruz, receba sempre com humildade e prazer.  E quando Deus lhe favorece com uma cruz de alguma importância, mostre sua gratidão de um modo especial, peça a outros que façam o mesmo.  Siga o exemplo da mulher pobre que havendo perdido tudo que ela tinha em um pleito injusto – com a única moeda que restava ofereceu para ter uma Missa em ação de graças pela boa fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;~~ Carregar algumas cruzes voluntárias ~~&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61. 14) Se você quer se tornar merecedor dos melhores tipos de cruzes, isto é, aquelas que vêm até você sem escolher, então sob a direção de um diretor prudente, tome algumas delas por seu próprio consentimento. Por exemplo, suponha que você tenha uma peça de mobiliário que você seja apreciador, mas que não é de qualquer uso pra você.  Você poderia distribuir a alguém que precisasse disso, dizendo para si, "Por que eu deveria ter coisas que não preciso quando Jesus é tão pobre?'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se você tiver um desgosto por um certo tipo de comida, uma aversão a uma prática de alguma virtude particular, ou um desgosto por algum odor desagradável, poderia pegar a comida, praticar a virtude, aceitar o odor, e assim conquistar a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou novamente, sua ternura por uma certa pessoa ou coisa talvez seja repugnante.  Por que não vê menos essa pessoa ou se mantém distante dessas coisas que lhes seduzem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você tiver uma inclinação natural nunca se perca. Vocês têm uma aversão natural a certas pessoas ou coisas?  Então as evite e as domine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;62. Se em verdade sois verdadeiros Amigos da Cruz, o amor, que é sempre engenhoso, fará vocês encontrarem milhares de pequenas cruzes para enriquecê-los.  E vocês não precisarão ter qualquer medo de vanglória, que tão freqüentemente corrompe a paciência que as pessoas exibem sobre cruzes espetaculares.  E porque vocês têm sido fiéis nas coisas pequenas, o Senhor lhes estabelecerá um fardo maior, de acordo com sua promessa.  Isso quer dizer, fardos de maiores graças que ele lhes proverá, das maiores cruzes que Ele lhes enviará, das maiores glórias que Ele lhes preparará....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111161520365401485?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111161520365401485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111161520365401485' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111161520365401485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111161520365401485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/carta-aos-amigos-da-cruz.html' title='CARTA AOS AMIGOS DA CRUZ'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111128659575462025</id><published>2005-03-19T18:24:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T02:59:40.596-08:00</updated><title type='text'>Façais aos outros o que gostaria que fizesse a ti</title><content type='html'>&lt;img src="http://holywar.org/poster447.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111128659575462025?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111128659575462025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111128659575462025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111128659575462025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111128659575462025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/faais-aos-outros-o-que-gostaria-que.html' title='Façais aos outros o que gostaria que fizesse a ti'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111126368766893659</id><published>2005-03-19T12:20:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T12:22:16.946-08:00</updated><title type='text'>Células Tronco - painel do leitor</title><content type='html'>Folha de S. Paulo, sábado, 5 de março de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Painel do leitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*** Células-tronco ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Lamentavelmente a Câmara aprovou, com total desconhecimento da matéria que estava votando, a permissão para a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que seja dito com toda a ênfase possível que até hoje não houve nem um só caso de tratamento eficaz — nem digo cura — para qualquer tipo de doença. O máximo que é dito por uma geneticista é que conseguiram diferenciar células-tronco embrionárias em células nervosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lobby preparado com a presença de vários pacientes portadores de doenças degenerativas, aos quais se acena com uma quimera à custa da vida de milhares de embriões, foi eficiente para os defensores dessa pesquisa antiética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas com células-tronco adultas têm sido eficientes no tratamento de várias patologias, inclusive no Brasil, mas com as embrionárias nada se conseguiu. O motivo real e oculto dessa pressão, que tem até financiamento do exterior, é a liberação do aborto no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como médico, professor de medicina e coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina e do Hospital Universitário A. Pedro, da Universidade Federal Fluminense, oponho-me à utilização de embriões humanos como cobaias. Hoje são os embriões, amanhã serão os idosos, os deficientes, os incapazes, seres que foram considerados “desprovidos de valor para viver” — no dizer de um dos intelectuais do nazismo. — Herbert Praxedes (Niterói, RJ)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal do Brasil, sexta-feira, 4 de março de 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cartas ao editor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Células tronco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ Ao retornar ao Brasil deparei me com um clima de euforia em relação às promessas atribuídas às células tronco embrionárias. Como uma pesquisadora que estuda o potencial de células tronco no tratamento de doenças neurodegenerativas no Brasil, acredito no potencial de células tronco maduras, tendo obtido evidências de que estas células são, de fato, as mais promissoras, as únicas atualmente empregadas em terapias já em fase clínica. As células tronco derivadas do embrião, até hoje, geraram tumores e são rejeitadas pelo organismo transplantado. O lobby, feito por um pequeno grupo, confunde claramente as pessoas leigas no assunto, isto é, a grande maioria presente durante a votação em plenário. Todas as terapias testadas no Brasil e no mundo até hoje foram feitas apenas com células maduras e só estas alcançaram resultados promissores. Certamente os conceitos se embaralham e geram slogans do tipo “Projeto salvador de vidas”; Até agora, quais vidas? — Claudia M. C. Batista, Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;■ A propósito da pesquisa com células tronco, nunca encontrei nenhum relato na imprensa em geral, nem em alguma revista especializada, de algum caso de cura efetuado através de células tronco de embriões. Ou seja, não existe nenhum relato da eficácia desse procedimento. Além disso, sabemos que facilmente são rejeitadas e ocasionam tumores. Conhecemos a eficácia dos tratamentos feitos com células tronco adultas que têm ocorrido inclusive no Rio de Janeiro. Não se trata de uma alternativa mais barata, mas de uma alternativa mais digna: em vez de produzir embriões para depois transformá los em cadáveres, é melhor usar as células tronco da própria pessoa, que não serão rejeitadas. — Ana Cecília de Campos Sampaio, Niterói&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111126368766893659?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111126368766893659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111126368766893659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111126368766893659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111126368766893659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/clulas-tronco-painel-do-leitor.html' title='Células Tronco - painel do leitor'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111125802004387758</id><published>2005-03-19T10:40:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T17:03:26.063-08:00</updated><title type='text'>Vinde Espírito Santo</title><content type='html'>Essa oração é muito cara para mim e foi fundamental para que eu pudesse abrir meu coração diante de Deus.  Por isso deixo-a aqui para todos aqueles irmãos católicos que andam claudicantes na fé diante dos problemas da vida e para que consigam definitivamente ficar na amizade filial que se consegue apenas na graça divina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;VINDE ESPÍRITO SANTO CRIADOR&lt;br /&gt;VISITAI AS ALMAS DAQUELES QUE SÃO VOSSAS&lt;br /&gt;ENCHEI COM VOSSA GRAÇA CELESTIAL OS CORAÇÕES QUE CRIASTES!&lt;br /&gt;VÓS SOIS O DIVINO CONSOLADOR,&lt;br /&gt;O DOM INEFÁVEL DO ALTÍSSIMO,&lt;br /&gt;A FONTE VIVA, O FOGO, A CARIDADE, A UNÇÃO ESPIRITUAL DAS ALMAS.&lt;br /&gt;CONCEDEI-NOS VOSSOS SANTOS DONS!&lt;br /&gt;SOIS O DEDO DE DEUS, O OBJETO REAL DA PROMESSA DO PAI.&lt;br /&gt;COLOCAI VOSSAS PALAVRAS EM NOSSOS LÁBIOS&lt;br /&gt;ACENDEI VOSSA LUZ EM NOSSAS ALMAS&lt;br /&gt;INSUFLAI VOSSO AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES&lt;br /&gt;E AMPARAI SEMPRE COM VOSSA FORÇA NOSSA CARNE DESFALECIDA.&lt;br /&gt;AFASTAI PARA LONGE DE NÓS O INIMIGO,&lt;br /&gt;APRESSAI-VOS EM DAR-NOS A PAZ,&lt;br /&gt;FAZE COM QUE, SOB VOSSA CONDUÇÃO, EVITEMOS TUDO QUE NOS SEJA PREJUDICIAL;&lt;br /&gt;FAZEI COM QUE POR VÓS, CONHEÇAMOS O PAI, ASSIM COMO O FILHO,&lt;br /&gt;E VÓS, QUE PROCEDEIS DO PAI E DO FILHO, SEDE SEMPRE O OBJETO DE NOSSA CRENÇA.&lt;br /&gt;GLÓRIA A DEUS PAI E AO FILHO QUE RESSUSCITOU DOS MORTOS, ASSIM COMO O PARÁCLITO&lt;br /&gt;POR TODOS OS SÉCULOS.&lt;br /&gt;AMÉM.&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111125802004387758?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111125802004387758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111125802004387758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125802004387758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125802004387758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/vinde-esprito-santo.html' title='Vinde Espírito Santo'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111125755942236209</id><published>2005-03-19T10:36:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T10:39:19.426-08:00</updated><title type='text'>Aborto segundo o judaísmo</title><content type='html'>"Por motivos diferentes, muitas mulheres optam por interromper a gravidez, abortando o feto que têm em seu ventre. Há certas ocasiões em que as razões que as levam a esta decisão são de carácter económico, porque o casal, ou a pessoa, considera que não tem os meios necessários para manter a criança que iria nascer, tomando em conta as exigentes necessidades que a nossa sociedade impõe aos seus membros.  Outras pessoas optam pelo aborto porque consideram que emocionalmente não podem enfrentar todas as implicações que significa trazer um ser humano a este mundo. Certas sociedades modernas estimulam o controlo da natalidade por considerarem que não podem solucionar os problemas que um aumento de população representa. Um dos métodos de controlo é o aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Toda a mulher deve poder decidir por si própria o que deseja fazer com o seu corpo. O Talmude afirma: "Úbar yérej imó", que significa que o feto faz parte do corpo da mulher e por isso carece de individualidade própria. Por exemplo, no caso da conversão de uma mulher grávida ao judaísmo, a conversão é igualmente válida para o bebé quando nasce.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Talmude considera também o facto do feto poder ameaçar a vida da mãe. Em tal eventualidade, interrompemos a gravidez para salvar a vida da mãe. Rambam [rabino Moshe ben Maimon, conhecido como Maimonides (1135-1204)] menciona que o feto pode ser considerado como rodef (perseguidor) nos casos em que ponha em perigo a vida da mãe. Segundo outras apreciações [outros comentadores e talmudistas] se conclui que não se pode qualificar o feto de rodef por este carecer de vontade própria e não ter a faculdade de poder escolher livremente a sua conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, podemos afirmar que o feto é uma criatura à parte e independente da sua mãe? Ou talvez considerar o feto, antes do seu nascimento, como uma espécie de órgão adicional da mãe. O Talmude ensina que se lhe proporciona uma alma ao embrião no momento da concepção. É claro que, segundo o Talmude, o feto possui&lt;br /&gt;individualidade e, por isso, é um ser aparte da mãe, e não pode ser considerado como um outro órgão da mesma forma. O Talmude refere-se ao embrião durante os primeiros quarenta dias de gestação como mayá beamá, que quer dizer "simplesmente água'. Podemos deduzir que até este momento não se considera o embrião como um ser humano em todo o sentido. Mas tão pouco se implica que deixemos de apreciar que estamos frente a uma vida humana em potência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O factor determinante é sem dúvida a saúde e o bem estar da mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos em que o feto tem deficiências genéticas a nossa tradição desaconselha o aborto porque não existe a certeza da falha que se aprecia não pode ser corrigida no futuro. E que diferença terá para nós o conceito de vida de um ser que tem deficiências com um que não tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teremos sempre em conta os efeitos negativos que um bebé nestas circunstâncias pode trazer para à mãe, se a mãe afirma e decide que não quer dar à luz um filho com sérias deficiências mentais ou físicas e isso será motivo para o seu desespero, aqui se pode pensar na possibilidade de fazer um aborto, pois a nossa responsabilidade primária tem a ver com a saúde e o bem estar do ser humano integro, que neste caso é a mãe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In "Reflexões Sobre o Aborto" (1991), Luz – Textos e Depoimentos (Âncora, 2001), uma recolha de escritos de Abraão Assor, rabino da comunidade judaica de Lisboa de 1941 a 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos gerais, tal como escreveu o saudoso rabino Abraão Assor neste texto que transcrevemos, a Halacha (Lei Judaica) não só permite o aborto, como em algumas circunstância exige a interrupção da gravidez. Acima de tudo, norteada pelo princípio da responsabilização individual – um princípio central do judaísmo –, a tradição judaica&lt;br /&gt;coloca a decisão na esfera familiar e, por vezes, comunitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, nos países onde a interrupção voluntária da gravidez se tem assumido como tema político de clivagem – especialmente nos EUA –, as comunidades judaicas têm manifestado uma oposição unânime à restrição do aborto por via legislativa. Os três principais ramos do judaísmo moderno (ortodoxo, conservador e reformado) defendem que a discussão do aborto pertence apenas e exclusivamente às mulheres e famílias afectadas, e não deve ser motivo de regulamentação legislativa ou demagogia política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, nos últimos anos, surgiram algumas correntes anti-aborto no seio de movimentos judaicos ultra-ortodoxos, influenciados em grande medida pela forma como o tema tem elevado a importância política de movimentos idênticos na direita cristã. A pressão de alguns partidos religiosos ultra-ortodoxos em Israel, por exemplo, fez com que as dificuldades económicas deixassem de constar da lista de razões legalmente reconhecidas para que uma mulher podesse recorrer ao sistema nacional de saúde para abortar. Ainda assim, em Israel a interrupção voluntária da gravidez continua a ser legal – gratuita ou com custos moderados –, com algumas restrições consideradas "meramente formais" (ver Abortion in Israel: Terms of Termination).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://home.pacbell.net/nguerrei/opiniao.html"&gt;http://home.pacbell.net/nguerrei/opiniao.html&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111125755942236209?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111125755942236209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111125755942236209' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125755942236209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125755942236209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/aborto-segundo-o-judasmo.html' title='Aborto segundo o judaísmo'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111125675330442372</id><published>2005-03-19T10:25:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T18:01:10.853-08:00</updated><title type='text'>Clonagem: agenda cabalística</title><content type='html'>Notícia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ratzinger: Clonagem humana é mais perigosa que armas de destruição em massa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ROMA, quarta-feira, 27 de outubro de 2004 (ZENIT.org).- A clonagem humana é mais perigosa que as armas de destruição em massa, reconhece o Cardeal Joseph Ratzinger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;«O homem é capaz de produzir em laboratório outro homem que, portanto, já não é dom de Deus ou da natureza.  Pode-se fabricar e, o mesmo que se fabrica, pode-se destruir», considera o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;b&gt;O que é o golem?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://educaterra.terra.com.br/voltaire/cultura/pimage/golem.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Certa vez, faz tempo, eu, através dos meus poderes, transformei o ar em água, e a água novamente em sangue, e, solidificando-a em carne, formei uma nova criatura humana - um menino - e produzi um resultado muito mais nobre do que o Deus Criador. Ele o criou da terra, mas eu o fiz do ar - uma tarefa bem mais difícil: depois eu o desfiz e o dissolvi novamente no ar."&lt;/i&gt; (Simão Mago, Apophisis Megale, século I)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam o relato de Paul Johnson em sua "História dos Judeus":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Havia também a magia negra, invocada pela manipulação de 'nomes profanos'.  Segundo o Zohar, as fontes de tal magia negra proibida eram as folhas da Árvore do Conhecimento no Livro de Gênesis.  Os anjos caídos Azael e Aza a ensinavam a feiticeiros que viajam para as Montanhas das Trevas para estudar.  Os cabalistas virtuosos tinham o direito de adquirir tais artes, mas somente para propósitos teóricos.  Na prática, também se lançavam encantamentos prejudiciais ao gueto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais fantástica obra de magia era a criação de &lt;b&gt;um golem, um homem artificial em que um ba'al shem, ou Senhor do Nome, podia soprar vida pronunciando um dos nomes divinos secretos, segundo uma fórmula especial.  A idéia decorre da história da criação de Adão, mas a palavra da realidade só ocorre uma vez na Bíblia, numa passagem misteriosa dos Salmos.  No entanto, acumularam-se lendas talmúdicas em torno do golem.  Dizia-se que Jeremias havia fabricado um.  Outro fora feito por Ben Sira.  Do século quinze até o século dezessete, a idéia ganhou força, o que fez com que se atribuísse a capacidade de fazer um golem a qualquer homem de eminente santidade e conhecimento cabalístico.  O golem era trazido à vida para praticar uma variedade de tarefas, inclusive defender os judeus de seus inimigos gentios.  Em teoria, um golem passava a viver quando o nome secreto de Deus, estando as letras arranjadas na ordem correta, era posto em sua boca; era desativado, invertendo-se o nome.  Mas ocasionalmente um golem fugia ao controle e ficava louco - gerando assim uma nova camada de contos de terror."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (p. 275)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;b&gt;Frankenstein de Mary Shelley&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.azstarnet.com/ss/2004/08/16/34168-1.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Robert De Niro, na pele do monstro de Frankenstein&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1816, Mary Godwin (1797-1851) e o poeta Shelley, que em breve se tornaria o seu esposo, passaram férias em Montalègre, nas margens do lago Leman (arredores de Genebra). Não muito longe do local vivia o poeta Byron, que todos os dias atravessa o lago, para se reunir à hora das refeições com o jovem casal.  Numa das noites de inverno e de muito mau tempo resolvem escrever cada um deles uma história. É numa destas noites que nascerá o Frankenstein de Mary Shelley, a obra prima do romantismo inglês. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frankenstein é o prometeu moderno, o criador do monstro -um clone na concepção do tempo!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre a criatura e o seu criador são de tal modo profundas que para a maioria das pessoas "Frankenstein" designa não o criador, mas a criatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mary Shelley era filha da feminista Mary Wollstonecraft e do célebre filósofo e novelista Willian Godwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;b&gt;Limites entre a Ciência e o Misticismo cada vez mais estreitos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mentalidade prevalecente no mundo contemporâneo tende cada vez mais a estreitar os laços entre a ciência e o misticismo.  O filósofo Boaventura Souza Santos, em seu "Discurso Sobre as Ciências" é um perfeito exemplo da idealização de uma síntese entre a ciências naturais (paradigma dominante) e o misticismo (paradigma emergente) mascarado na forma de 'ciências sociais':&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"&lt;b&gt;Não há natureza humana porque toda a natureza é humana&lt;/b&gt;"&lt;/i&gt; (p. 72)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"O desconforto que a distinção sujeito/objecto sempre tinha provocado nas ciências sociais propagava-se assim às ciências naturais.  O sujeito regressava na veste do objecto.  Aliás, os conceitos de "mente imanente", "mente mais ampla" e "mente colectiva" de Baetson e outros constituem notícias dispersas de que o outro foragido da ciência moderna, Deus, pode estar em vias de regressar.  &lt;b&gt;Regressará transfigurado, sem nada de divino senão o nosso desejo de harmonia e comunhão com tudo o que nos rodeia e que, vemos agora, é o mais íntimo de nós.  Uma nova gnose está em gestação.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parafraseando Clausewitz, &lt;b&gt;podemos afirmar hoje que o objecto é a continuação do sujeito por outros meios.&lt;/b&gt;  Por isso, todo o conhecimento científico é autoconhecimento.  &lt;b&gt;A ciência não descobre, cria, e o acto criativo protagonizado por cada cientista e pela comunidade científica no seu conjunto tem de se conhecer intimamente antes que conheça o que com ele se conhece do real.  Os pressupostos metafísicos, os sistemas de crenças, os juízos de valor não estão antes nem depois da explicação científica da natureza ou da sociedade.  São parte integrante dessa mesma explicação.  A ciência moderna não é a única explicação possível da realidade e não há sequer qualquer razão científica para a considerar melhor que as explicações alternativas da metafísica, da astrologia, da religião, da arte ou da poesia.&lt;/b&gt;"&lt;/i&gt; (p. 82-83)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#6633ff;"&gt;&lt;b&gt;Rabbi Peter Knobel: Clonagem é permitida&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cinemorgue.com/francesoconnor.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cena de Inteligência Artificial (2001), filme de Steven Spielberg&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.bethemet.org/archives/knobel/cloningpermitted.php"&gt;http://www.bethemet.org/archives/knobel/cloningpermitted.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Em dois muito intrigantes e recentes artigos, o Professor Byron Sherwin explora com profundidade o status do golem e as implicações morais da lenda golem.  Ele aponta que em muitas versões da lenda golem a palavra golem não é usada como "homem criado por meios do Sefer Yetzirah."  Ele faz uma distinção entre vida artificial e vida artificialmente criada.  Ele distingue golems do passado dos golems modernos.  Ele faz analogia do clone com um golem totalmente desenvolvido e aponta que os textos medievais usam o termo golem para embriões e ele também explora o midrashim em que Adam foi originalmente criado um golem e somente no estágio final de criação ele se tornou totalmente humano. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se a um clone não é garantido o status de ser humano, ele poderia se tornar um ser humano que é escravizado a seu criador como o Golem de Praga ou poderia potencialmente se tornar simplesmente uma fonte de partes excedentes para seus irmãos mais velhos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A clonagem pode não ser a técnica preferida para resolver os problemas da infertilidade.  Porém, posto que o peru urevu, procriação, é um tal importante mitzvah, a clonagem seria permitida.  Clonar levanta muitos dos mesmos assuntos éticos e haláquicos como as outras técnicas reprodutivas.  Posto que o embrião clonado se silenciaria para o futuro concebível a ter que ser implantado em um útero de uma mulher, a fabricação da maternidade bem como o potencial de exploração das mulheres que são pagas a serem hospedeiras para clones, requerem consideração."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111125675330442372?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111125675330442372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111125675330442372' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125675330442372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111125675330442372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/clonagem-agenda-cabalstica_111125675330442372.html' title='Clonagem: agenda cabalística'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111124784213072470</id><published>2005-03-19T07:54:00.000-08:00</published><updated>2005-03-19T07:57:22.133-08:00</updated><title type='text'>Genocídio de Policiais na democracia brasileira</title><content type='html'>&lt;i&gt;Brasil tem um PM morto a cada 17 horas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criminal - 03.08.2004)&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Entre janeiro e a primeira quinzena de julho, ao menos 281 policiais civis e militares foram mortos no País, de acordo com levantamento feito pela Folha de S.Paulo, nos 26 Estados e no Distrito Federal. Detalhe: 71% deles (197) não estavam trabalhando na função. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O número dos assassinatos é alto, comparado às estatísticas de outros países. Nos Estados Unidos, 34 policiais foram assassinados no período. Na Colômbia, que enfrenta uma guerrilha desde a década de 40 policiais morreram. Na Grã-Bretanha, apenas um policial foi morto neste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Polícia Militar apresenta o maior número de baixas. Foram 225 mortos, sendo 176 em folga. A Polícia Civil teve 56 assassinados, sendo 35 no horário de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o levantamento, o Rio de Janeiro é o Estado onde ocorreu o maior número de mortes. Foram 81 policiais assassinados: 69 PMs e 12 civis. São Paulo vem em segundo lugar, com 59 mortes - 51 na PM e 8 na Civil. A Bahia está em terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Para realizar o levantamento, a Folha coletou dados fornecidos pelas secretarias estaduais de Segurança Pública e por corporações policiais. Nos casos de São Paulo e Minas Gerais, os números foram passados por sindicatos e associações de policiais. A estatística dos Estados Unidos foi obtida no saite Office Down Memorial Page (www.odmp.org), que reúne dados sobre a polícia norte-americana, do Canadá e de países da Europa. Na Colômbia, os números foram fornecidos pela Agência Nacional de Notícias Policiais. Na Grã-Bretanha, constam no saite www.policememorial.org.uk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pesquisador Gláucio Soares, do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), disse não ser surpresa o fato de o Brasil ter mais policiais mortos do que os EUA: "embora os Estados Unidos tenham quase 100 milhões de habitantes a mais, o índice de homicídios no Brasil é três vezes maior. Os brasileiros têm três vezes mais chances de serem mortos." Para Soares, o número é alto também porque os criminosos partem do princípio de que "policial bom é policial morto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.espacovital.com.br/asmaisnovas03082004f.htm"&gt;http://www.espacovital.com.br/asmaisnovas03082004f.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111124784213072470?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111124784213072470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111124784213072470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111124784213072470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111124784213072470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/genocdio-de-policiais-na-democracia.html' title='Genocídio de Policiais na democracia brasileira'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111105498958408810</id><published>2005-03-17T02:22:00.000-08:00</published><updated>2005-03-17T02:23:09.586-08:00</updated><title type='text'>Forbes: fortuna de Fidel quintuplicou desde 2003</title><content type='html'>A revista Forbes, famosa por suas listas anuais sobre os milionários mais ricos do mundo, calcula que o líder cubano Fidel Castro tem uma fortuna pessoal de U$S 550 milhões, cinco vezes maior do que a cifra registrada há dois anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último número da revista, a Forbes atribui a fortuna de Castro aos ganhos obtidos através de uma "rede de negócios de titularidade pública". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, entre as operações mais lucrativas, a Forbes cita o Palácio de Convenções, o centro de convenções construído perto de Havana; o conglomerado de lojas a varejo CIMEX; e a Medicuba, a empresa que vende vacinas e outros artigos farmacêuticos produzidos em Cuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista lembra, além disso, que Castro, que "anda de forma exclusiva em um comboio de (automóveis) Mercedes-Benz negros", vendeu em 1993 a empresa estatal de rum Havana Club ao gigante francês de bebidas Pernod Ricard por 50 milhões de dólares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel Castro, 78 anos, é um dos nomes que aparecem na seleta lista da Forbes de reis e governantes, encabeçada pelo rei Fahd da Arábia Saudita, com uma fortuna calculada em U$S 22 bilhões. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;EFE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Efe - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência Efe S/A.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111105498958408810?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111105498958408810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111105498958408810' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111105498958408810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111105498958408810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/forbes-fortuna-de-fidel-quintuplicou.html' title='Forbes: fortuna de Fidel quintuplicou desde 2003'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111088445734172620</id><published>2005-03-15T02:46:00.000-08:00</published><updated>2005-03-15T03:05:45.470-08:00</updated><title type='text'>Governo dos EUA fascistizado</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Dentro de cinqüenta anos, o mundo será fascista ou estará fascistizado". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Benito Mussolini, 1945)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém ainda prestou atenção nos vários símbolos fascistas que decoram as salas do poder do governo norte-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces1.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;Eis um "fascio" romano na parede atrás do palanque de discurso da câmara da Casa dos Representantes, United States Capitol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces8.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;Aqui, dois "fascios" romanos de onde o Presidente Bush costuma discursar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces2.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;No Memorial Lincoln, a velha estátua, dois "fascios", um em cada mão de Abraham Lincoln.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces3.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;Mais claramente um selo comemorativo com Mussolini e Hitler e símbolos fascistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105mace3.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;Um cetro no mesmo selo acima hoje decora o Escritório do Sergeant at Arms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces5.gif"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;Dois feixes (fascios) nas garras da águia no símbolo da National Guard (Guarda Nacional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces7.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Insofismável!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105fasces11.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prestem bem atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105mace1.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cetro, de lado a lado, no mesmo padrão, para Hitler e Mussolini, para Bush igualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.prisonplanet.com/images/january2005/130105mace4.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, todos esses símbolos representam a materialização do uso da força em contraposição aos direitos, a nova ótica do governo norte-americano, a exportação de sua soberania, os atos patrióticos, a exportação da guerra ao terror, não deixam dúvidas: o governo norte-americano está se tornando ditatorial e, mais claramente, se fascistizando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111088445734172620?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111088445734172620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111088445734172620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111088445734172620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111088445734172620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/governo-dos-eua-fascistizado.html' title='Governo dos EUA fascistizado'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111084751854821565</id><published>2005-03-14T16:39:00.000-08:00</published><updated>2005-03-14T16:45:18.556-08:00</updated><title type='text'>Doutrina cristã da Inquisição</title><content type='html'>A Igreja não é múltipla, ela é una e, portanto, Católica e Apostólica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ef 4&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta Igreja forma um corpo. Cada um de nós simbolizando um órgão desse corpo, que procura articular-se com os outros órgãos pela via da solidariedade com o mesmo sangue correndo nas veias, que significa a nossa fé em comum:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Rm 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Pois, como em um só corpo temos muitos membros e cada um dos nossos membros tem diferente função,&lt;br /&gt;5 assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro.&lt;br /&gt;6 Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais claramente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;I Cor 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 Há diversidade de dons, mas um só Espírito.&lt;br /&gt;5 Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor.&lt;br /&gt;6 Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.&lt;br /&gt;7 A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum.&lt;br /&gt;8 A um é dada pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro, uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito;&lt;br /&gt;9 a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito;&lt;br /&gt;10 a outro, o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas.*&lt;br /&gt;11 Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.&lt;br /&gt;12 &lt;b&gt;Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;13 Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito.&lt;br /&gt;14 Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos.&lt;br /&gt;15 Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo?&lt;br /&gt;16 E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo?&lt;br /&gt;17 Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato?&lt;br /&gt;18 Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve.&lt;br /&gt;19 Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?&lt;br /&gt;20 Há, pois, muitos membros, mas um só corpo.&lt;br /&gt;21 O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós.&lt;br /&gt;22 Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários.&lt;br /&gt;23 E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho&lt;br /&gt;24 ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm,&lt;br /&gt;25 para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros.&lt;br /&gt;26 Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele.&lt;br /&gt;27 Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.&lt;br /&gt;28 Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas.*&lt;br /&gt;29 São todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores?&lt;br /&gt;30 Fazem todos milagres? Têm todos a graça de curar? Falam todos em diversas línguas? Interpretam todos?&lt;br /&gt;31 Aspirai aos dons superiores. E agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto se socialmente somos um corpo, ou seja, representamos uma unidade, esse corpo também age conforme o seu instinto de conservação, tal como nós. Esse corpo deve ser conservado com unhas e dentes, de tal modo que possa custar até o sacrifício de parte de nosso próprio corpo quando todos os recursos terapêuticos forem esgotados para medicá-lo. Isto porque o todo a ser conservado é mais importante que a parte a ser sacrificada. Não se preserva um tumor em um órgão se sua enfermidade pode se alastrar até o coração. Quando temos um tumor, procuramos um médico para tratá-lo. Quando não eliminamos o tumor, temos que eliminar o órgão. Portanto, muitas vezes não é possível medicá-lo pacificamente, e quando isso acontece devemos extirpá-lo de forma violenta, como é o caso de uma intervenção cirúrgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o corpo espiritual, a Igreja, ocorre o mesmo fenômeno. As heresias nada mais são do que tumores entranhados no corpo de Cristo que devem ser extirpados, e nem sempre seria possível eliminar a heresia sem eliminar o herege diante de sua pertinácia. Ora, se o nosso corpo mortal deve ser conservado, muito mais deve ser o corpo de Cristo, a Igreja, a comunidade de fiéis, pois a cabeça, que é Cristo, determinou enfaticamente isso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mt 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 Mas, se alguém fizer cair em pecado um destes pequenos que crêem em mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó de um moinho e o lançassem no fundo do mar.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escândalo é a enfermidade em matéria de fé causada por um herege, cuja conseqüência é uma epidemia maligna no interior da própria Igreja. A propagação da doença tem reflexos sobre todo corpo social e deve ser duramente combatida. Jesus determinou de que forma esses tumores deveriam ser tratados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Mt 18&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 Ai do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai do homem que os causa!&lt;br /&gt;8 Por isso, se tua mão ou teu pé te fazem cair em pecado, corta-os e lança-os longe de ti: é melhor para ti entrares na vida coxo ou manco que, tendo dois pés e duas mãos, seres lançado no fogo eterno.&lt;br /&gt;9 Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti: é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, um corpo deve ser conservado orgânica e espiritualmente puro. Livre das doenças físicas e espirituais, de modo que tudo aquilo que constitua uma ameaça à unidade e conservação desse corpo deve ser eliminado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;II Cor 6&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17 Portanto, saí do meio deles e separai-vos, diz o Senhor. Não toqueis no que é impuro, e vos receberei.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, está fundamentada a doutrina que previa até a pena de morte para os crimes de heresia, normalmente aplicada apenas quando essa representava um grave perigo para a ordem pública espiritual e temporal e quando esgotados todos os demais meios mais pacíficos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até São Paulo foi um inquisidor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Tt 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão.&lt;br /&gt;11 É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam famílias inteiras, ensinando o que não convém, e isso por vil espírito de lucro.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja: “tapar a boca” é um procedimento que requer coação e coação física, e para tapar a boca nem sempre é possível proceder sem silenciar em absoluto um obstinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inquisição, como dito, encontra respaldo doutrinário e o católico que censura a Inquisição está censurando a doutrina de Cristo. O que se pode censurar são os abusos de um tribunal, mas se fôssemos nos guiar pelos abusos nem mesmo as leis existiriam. Portanto, é faltar com a coerência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, a própria grande mídia, tradicionalmente hostil à Igreja, já não consegue mais abafar as mentiras historicamente difundidas sobre a Inquisição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111084751854821565?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111084751854821565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111084751854821565' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084751854821565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084751854821565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/doutrina-crist-da-inquisio.html' title='Doutrina cristã da Inquisição'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111084657341705680</id><published>2005-03-14T16:15:00.001-08:00</published><updated>2005-03-19T11:54:09.770-08:00</updated><title type='text'>Lenin, o ícone que cai</title><content type='html'>Os modernos grupos marxistas-leninistas tentam evitar serem associados com o sanguinolento fracasso da União Soviética argumentando que a URSS não foi um estado comunista de fato.  Eles afirmam que foi uma nobre experiência que se perdeu com a prematura morte de seu inocente herói Vladimir Ilyich Ulyanov (aliás "Richter", aliás "Lenin"), que deu a Dzhugashvili a oportunidade de substituir o comunismo pelo “stalinismo”.  Isso, é óbvio, é uma insensatez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, Ulyanov, esse deus terrestre da esquerda, não foi melhor e mais apto, e costumeiramente tido como mais ajustado que Dzhugashvili. Os fatos provam que isso não é produto de fanatismo de cérebros anti-comunistas.  Muito dos fatos, a seguir, vieram à tona só recentemente dos arquivos soviéticos em Moscou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao tempo anterior à Revolução Russa, retornando à Mãe Rússia nos dias antes de Ulyanov, um dos maiores inimigos da classe trabalhadora, antes de colocar sua careca de réptil no mundo.  Vladimir Ulyanov certamente não veio do subterrâneo da classe trabalhadora como esses modernos dias acólitos tentam simular.  Sua mãe vem de uma rica família de proprietários de terras de descendentes judeus e suecos.  Seu avô materno, Srul Moishevich Blank, mudou seu nome para "Aleksandr Dmitrievich" e trocou o judaísmo pelo cristianismo para favorecer sua carreira médica.  Isso evidentemente contribuiu para que ele alcançasse um patamar maior, tornando-se um médico de um distrito policial e conseqüentemente firmando-se como um homem da nobreza.  A esquerda tentou por anos afirmar que seu avô paterno foi um servo, mas isso era mentira.  Nikolai Vasilievich foi de fato um alfaiate da cidade, em época em que só gente rica podia viver na cidade.  Para achar um único membro da classe proletária na família de Ulyanov você teria que retornar aos rumos anteriores de seu bisavô, um servo que adquiriu uma esposa asiática.  Isso explica os traços asiáticos de Ulyanov.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os outros ancestrais de Ulyanov vieram de ricas famílias, não apenas judias, mas russas e suecas, e também alemães.  Um de seus primos alemães foi Field Marshal Model, também conhecido como o "Bombeiro do Fürher", mas por alguma estranha razão os comunistas não gostam de mencionar essa reconhecida ligação direta.  Os pais de Ulyanov foram ambos ricos, bem situados proprietários de terras.  Não obstante as centenas de acres de terras, em imensos estados, que lhes pertenciam, eles tinham seus servos – trabalhadores oprimidos e explorados por eles, segundo o slogan marxista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que um homem não pode ser responsável pelas ações de seus pais, mas suas próprias ações têm uma importância especial.  Em 1887, Vladimir Ulyanov foi expulso da Universidade de Karjan pela participação em badernas estudantis.  A família já tinha um nome ruim junto às autoridades porque seu irmão mais velho tentou assassinar o Tzar.  Esse incidente é mencionado distante de todas as proporções atuais.  Alexander Ulyanov seguiu o Tzar em numerosas ocasiões e planejava, junto a um grupo de estudantes terroristas, assassiná-lo.  Quando eles foram capturados, o velho Ulyanov foi condenado à morte.  Foi oferecida clemência se ele se arrependesse, mas Alexander não acreditava que o Tzar fosse matar um homem nobre.  Então ele se recusou a pedir desculpas e prometeu não ser um mau garoto novamente.  Logicamente, o Tzar teve que executá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vladimir foi banido para uma das propriedades de sua família sob ordens da polícia e tentou novamente ser readmitido na Universidade de Karjan.  Uma de suas cartas para as autoridades da Universidade incluía um comovente pedido para “que Vossa Excelência me permitisse entrar na Imperial Universidade de Karjan”.  O futuro “grande líder proletário”, além disso, tinha “a honra de mais humildemente pedir a Vossa Excelência que me permitisse sair do país para ingressar em uma universidade estrangeira”, assinando o mesmo como o “Nobre Ulyanov”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Administrando uma das fazendas de sua família ele criou a perigosa impressão de ter arrumado um genuíno trabalho.  Então Ulyanov confinou-se em uma casa de verão.  Lá ele escreveu seu primeiro artigo marxista, subitamente intitulado “Os Novos Movimentos Econômicos na Vida Camponesa”.  Esse artigo se aventura a criticar os males do capitalismo no campo, em particular os empréstimos de dinheiro, os arrendamentos de terra e o crescente aumento do número de Kulaks, ou ricos camponeses.  Mas o que aconteceu com a fazenda da família enquanto Ulyanov estava sofrendo suas agonias de seus espasmos de escritor?  Ele alugou-a por sete anos para um Sr. Krushvits – um kulak.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito de todas as suas humilhações, a universidade recusou readmiti-lo, mas as circunstâncias que sua afortunada família lhe ofereciam, permitiram a Ulyanov ocupar-se com os líderes revolucionários russos e o marxismo, e externamente introduzir-se em seus exames de direito.  Ele passou na prova em 1891, mas raramente exerceu a profissão na prática.  A primeira vez foi quando ele processou um vizinho camponês que, por falta de cuidado, permitiu que suas vacas entrassem em parte das propriedades de Ulyanov.  Ulyanov pode não ter tido uma perfeita compreensão do dito do anarquista J.J. Proudhon que “propriedade é um roubo”, como citado por Marx (ou será Mordecai?), mas pelo menos ele ganhou sua causa (a segunda grande vitória na carreira legal de Ulyanov veio alguns anos depois quando ele estava no exílio em Paris.  Um carro bateu em sua bicicleta, então ele processou o motorista e faturou um duro e merecido tutu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulyanov mudou para São Petesburgo em 1893 e tratou com ilegais grupos revolucionários, a aplicação do marxismo para as condições russas.  Ulyanov acreditava que trabalhadores, com o socorro dos camponeses, causariam primeiro a queda da monarquia e então do capitalismo na Rússia.   Em dezembro de 1895, ele foi sentenciado a 15 meses de prisão por ser membro de um círculo de propaganda marxista.  Ele então arrumou as malas e ficou por três anos no leste da Sibéria.  A vida lá não era, portanto, qualquer coisa parecida com o inferno sofrido pelos internos de campos de concentração que Ulyanov e seus colegas criaram mais tarde para seus opositores.  O “nobre revolucionário” foi exilado em Shushenskoye, onde ele passou o tempo em longas caminhadas pelas florestas, nadando ou simplesmente vadiando na cama.  De acordo com uma de suas cartas, ele adquiriu um belo bronzeado no verão e suas rações fizeram-no ficar mais pesado.  Em um ponto ele até comparou a “prisão” com Sopitz, uma estação de férias onde ele e sua família tinham ido anteriormente nas férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulyanov fez provavelmente a queixa mais importante da vida brutal do exílio tzarista: ele não podia obter ajuda doméstica e teve que fazer sua própria comida e lavar sua própria roupa.  Feministas esquerdistas talvez não levaram em conta se isso influenciou na sua decisão de se casar, que provavelmente tomou lugar na sua suposta prisão em julho de 1898.  Em seu pedido para consentir o casamento, ele assinou como o “Nobre Hereditário Ilyich”.  Seus vários amigos marxistas, que estavam também “aprisionados” em outras áreas, estavam em condições de comparecer ao casamento sem pedir permissão, já que cada um deles era livre para visitar cada qual não importasse a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A geralmente crível história, que a revolução que tomou lugar na Rússia em novembro de 1917 foi o resultado da opressão crescente dos russos contra os seus exploradores debaixo da liderança brilhante de Vladimir Ulyanov e Lev Bronstein (conhecido como algo como “Leon Trotskty”), é uma das maiores fraudes infligida sob a crédula espécie humana.  Quando os russos forçaram o Tzar a abdicar em março de 1917, Bronstein estava trabalhando para um jornal comunista em Nova Iorque e pegando uns bicos ocasionais em filmes pornográficos.  Ulyanov, que estava na Suíça, foi descrito desta maneira por um colega menchevique:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Não há nenhum outro homem ocupado vinte e quatro horas por dia com a revolução, que não tivesse outro pensamento que não fosse o pensamento da revolução, e até mesmo quando dorme não sonha com nada que não seja a revolução.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulyanov foi enviado da Suiça para a Rússia em um trem, junto com os cinqüenta de seus camaradas bolcheviques por um acordo especial com o alto comando alemão.  Churchill descreveu com clareza esse extraordinário episódio: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Ulyanov foi enviado para o interior da Rússia tal como você poderia enviar um frasco contendo uma cultura de cólera para ser vertida no reservatório de água de uma grande cidade...  Tão logo Lenin chegou, ele começou acenando um dedo aqui um dedo ali para pessoas obscuras dos porões secretos de Nova Iorque”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas pessoas obscuras era Bronstein, que não perdeu tempo em responder ao aceno de Ulyanov fretando um navio em Nova Iorque e arrumando suas malas com 275 “revolucionários bolcheviques” (na verdade judeus do lado leste de Nova Iorque).  Mas quando o navio S.S. Christiana atingiu Halifax, Nova Escócia, o governo canadense imediatamente prendeu-o e reteve sob sua custódia uma enorme soma de dinheiro que ele estava carregando.  O governo canadense tomou a concepção de que, como Bronstein e seus camaradas bolcheviques tinham abertamente proclamado que quando eles tomassem o controle da Rússia eles fariam uma paz em separado com a Alemanha, isso significaria usar mais tropas alemães contra o fronte oeste, onde numerosos canadenses estavam lutando.  Eles deveriam impedir Bronstein de continuar sua missão revolucionária.  Bronstein ficou retido durante cinco dias, mas depois permitiu-se prosseguir por uma determinação do governo canadense para lucrar com uma “conspiração mundial”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulyanov tinha aprendido uma importante lição com a morte de seu irmão: olhe o exemplo número 1!  Como ele escreveu para sua irmã “Nós não devemos ir nesse caminho novamente”.  Isso poderia explicar por que, meses antes da revolução, enquanto o inflamado Bronstein ia tanto nas prisões quanto nas trincheiras, Ulyanov pôs uma peruca e se escondeu com o onipresente “Zinoviev” (verdadeiros nome entre Radomyslsky ou Apfelbaum) em uma cabana de um pescador até a luta acabar.  Nessa cabana de pescador e ao longo da orla finlandesa, Ulyanov escreveu Estado e Revolução e conduziu os preparativos para a tomada de poder pelos Sovietes, os “parlamentos” locais, nos quais os bolcheviques vinham se tornando uma maioria.  Ulyanov tinha sido acusado pelo Governo Provisório de Kerensky de ser um agente alemão.  Não era uma acusação irracional tendo em vista que os alemães tinham arrumado seu transporte para a Rússia e, além disso, direcionado dinheiro para os bolcheviques.  Em relação a esta segunda afirmação, Ulyanov certamente deve ter ficado ciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós formos catalogar todas as dúvidas sobre a vida do grande “herói comunista” Ulyanov, nós preencheríamos um livro da espessura de uma lista telefônica.  Mas aqui há um outro exemplo penetrante.  Hoje em dia, as campanhas dos grupos leninistas contra a pena de morte, argumentam que estas coisas estão transformando as nações ocidentais em brutais estados policiais – algo que eles se comovem em se opor.  Todavia, de acordo com Bronstein, que permeneceu próximo a ele na Duma (Parlamento Russo), quando o Governo Provisório aboliu a pena capital, Ulyanov perguntou friamente: “Como nós manteremos o poder mandando dissidentes para a cadeia?” Ulyanov, além disso, aprovou os preparativos dos campos de concentração para opositores políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma proclamação feita por Ulyanov no final de dezembro de 1917 foi “deixem-lhes atirarem sumariamente em todo décimo homem culpado de ociosidade”.   Poucos dias mais tarde, ele declarou que “agentes inimigos, especuladores, saqueadores, brigões, agitadores contra-revolucionários e espiões alemães tinham que ser liquidados imediatamente”.  Por uns poucos meses antes, é óbvio, Ulyanov certamente estaria incluso nesta lista.  Ele perguntou ainda: “Vocês acham que nós podemos ser vitoriosos sem o mais forte terror revolucionário?” O terror não foi restrito aos opositores políticos, mas não escaparam dele as classes mais altas e a próspera família Romanov.  Em junho de 1918, a pena capital foi formalmente reintroduzida e só em julho e agosto daquele ano, houve 73 grandes revoltas contra a nova tirania bolchevique.  Ulyanov ordenou a Tcheka “imediatamente introduzir o terror na multidão” sempre que eles encontrassem a mais leve oposição.  Portanto, foi Ulyanov e não Dzhugashvili que usou o terror como política estatal e transformou a Rússia em um estado policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração da conspiração que financiou a Revolução “Russa” foram os grupos financeiros internacionais vinculados a Kuhn, Loeb &amp; Company.  Uma das principais figuras foi Jacob Schiff, cujo neto admitiu ter investido $ 20 milhões na revolução que foi de fato imposta sob os infelizes russos de fora para dentro de seu país.  Outros nomes mencionados nessa conexão são “Parvus” (nome real Helphand) e o Ashberg Bank.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um membro da direção do Kuhn, Loeb &amp; Company foi Mr. Paul Warburg que, com seu irmão Felix, deixaram a Alemanha para ir para os EUA em 1902, deixando para trás seu irmão Max para conduzir o banco da família M. N. Warburg &amp; Co. em Frankfurt.  Paul Warburg casou com a filha de Solomon Loeb e Felix Warburg casou com a filha de Jacob Schiff.  Bronstein mais tarde casou com a filha de um dos outros ricos banqueiros que apoiou a Revolução Bolchevique, Jivotovsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto milhões de tropas estavam indo despedaçar membro por membro nos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial, os financistas internacionais estavam operando em ambos os lados das linhas de batalha.  Max Warburg, por exemplo, estava brincando com uma função essencial na Alemanha, enquanto os irmãos Felix e Paul estavam fazendo coisa parecida nos EUA.  Um outro confortável arranjo naquele tempo foi a escapada de Ulyanov para a neutra Finlândia ou Suiça com sua esposa judia Krupskaya, em local tão seguro que eles podiam deixar suas portas destrancadas durante a noite enquanto alguns vermelhóides estafados dormiam em suas camas de albergues.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando a imposição dos bolcheviques sobre o povo da Rússia, e a aceitação inglesa do projeto sionista para a Palestina, os Schiffs, Warburgs e seus sócios internacionais tomaram os caminhos necessários, inclusive a entrada dos EUA no conflito, para levar a Primeira Guerra para um fim.  Estes financistas foram representados em ambos os lados na Conferência de Paz de Versalles.  O Primeiro Ministro britânico escreveu mais tarde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Os banqueiros internacionais varreram os estadistas, políticos, jornalistas e juristas todos para um lado, e emitiram suas ordens com a imperiosidade de monarcas absolutos.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Versalles, o presidente americano Woodrow Wilson mudou sua atitude em um assunto vital depois que ele recebeu um telegrama de Jacob Schiff.  Schiff e seus sócios insistiram no reconhecimento do governo bolchevique na Rússia e apoiaram o primeiro caminho em direção a criação de um Governo Mundial, a Liga das Nações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Várias fontes, incluindo um livreto de Eric D. Butler, intitulado História Censurada&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111084657341705680?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111084657341705680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111084657341705680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084657341705680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084657341705680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/lenin-o-cone-que-cai_14.html' title='Lenin, o ícone que cai'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111084528833980120</id><published>2005-03-14T16:07:00.000-08:00</published><updated>2005-03-14T16:08:08.343-08:00</updated><title type='text'>Proclamação Republicana: todos signatários foram maçons</title><content type='html'>Instalado o Governo Provisório, nas primeiras horas do dia 15 de novembro de 1889, logo após a proclamação da República, foi lançada, ao povo, a seguinte conclamação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concidadãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo, o Exercito e a Armada nacionaes, em perfeita comunhão de sentimentos com os nossos concidadãos residentes nas provincias, acabam de decretar a deposição da dinastia imperial e consequentemente a extincção do systema monarquico representativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado imediato desta revolução nacional, de character essencialmente patriótico, acaba de ser instituido um governo provisório, cuja principal missão é garantir a ordem publica, a liberdade e o direito do cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para comporem este governo, enquanto a nação soberana, pelos seus órgams competentes, não proceder á escolha do governo definitivo, foram nomeados pelos chefes do poder executivo os cidadãos abaixo assignados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concidadãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo provisório, simples agente temporario da soberania nacional, é o governo da paz, da liberdade, da fraternidade e da ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No uso das atribuições e faculdades extraordinarias de que se acha investido para a defesa da integridade da pátria e da ordem publica, o governo provisório, por todos os meios ao seu alcance, promete e garante a todos os habitantes do Brasil, nacionaes e extrangeiros, a segurança da vida e da propriedade, o respeito aos direitos individuaes e politicos, salvas, quanto a estes, as limitações exigidas pelo bem da pátria e pela legitima defesa de governo proclamado pelo povo, pelo Exército e pela Armada nacionaes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concidadãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As funcções da justiça ordinaria, bem como as funcções da administração civil e militar, continuarão a ser exercidas pelos orgams até aqui existentes, com relação aos actos na plenitude dos seus effeitos; com relação ás pessoas, respeitadas as vantagens e os direitos adquiridos por cada funccionario.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica, porém, abolida, desde já, a vitaliciedade do Senado, e bem assim abolido o Conselho de Estado. Fica dissolvida a Camara dos Deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concidadãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo provisório reconhece e acata todos os compromissos nacionaes, contraidos durante o regimen anterior, os tratados subsistentes com as potencias extrangeiras, a divida publica externa e interna, os contractos vigentes e mais obrigações legalmente estatuidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Ass.] Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, chefe do governo provisório; Aristides da Silveira Lobo, ministro do Interior; Ruy Barbosa, ministro da Fazenda e interinamente da Justiça; tenente-coronel Benjamin Constant Botelho de Magalhães, ministro da Guerra; chefe de esquadra Eduardo Wandenkolk, ministro da Marinha; Quintino Bocayuva, ministro das Relações Exteriores e interinamente da Agricultura, Commercio e Obras Publicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111084528833980120?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111084528833980120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111084528833980120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084528833980120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084528833980120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/proclamao-republicana-todos-signatrios.html' title='Proclamação Republicana: todos signatários foram maçons'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111084546748416170</id><published>2005-03-14T16:05:00.000-08:00</published><updated>2005-03-14T16:11:07.550-08:00</updated><title type='text'>O PAPA DE CORNWELL: Refutação às calúnias contra Pio XII</title><content type='html'>Texto original em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.zenit.org/english/archive/documents/gumpel-eng.html"&gt;http://www.zenit.org/english/archive/documents/gumpel-eng.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZENIT, 16 de setembro de 1999.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uma refutação ponto-a-ponto por um especialista em História da Igreja: Dr. Peter Gumpel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À luz da recente controvérsia provocada pelo lançamento do novo livro de John Cornwell: "O Papa de Hitler: A história secreta de Pio XII", a ZENIT obteve uma exclusiva refutação ponto por ponto de uma das mais respeitadas autoridades sobre Igreja Católica e Segunda Guerra Mundial, Dr. Peter Gumpel, SJ. Ele é o promotor da causa da beatificação de Pio XII e levou a cabo, por anos, uma extensa pesquisa sobre a vida e os fatos históricos ligados à pessoa e ao pontificado do Papa Pacelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa recente apresentação em Roma do livro "Os Judeus, Pio XII e a Lenda Negra", do jornalista e escritor italiano Antonio Gaspari, Dr. Gumpel chegou finalmente à seguinte conclusão: "Depois de ler cerca de 100.000 páginas de documentos para o processo de beatificação, estou cada vez mais convencido de que Pio XII foi um santo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dada a extensão do documento e a reconhecida autoridade da fonte, a ZENIT se empenhou em fazer com que o texto completo ficasse disponível ao público em geral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZENIT News Agency.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Dr. Peter Gumpel, SJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa do livro de Cornwell mostra o Arcebispo Pacelli deixando uma repartição do governo alemão, acompanhado por dois soldados. Essa visita oficial do então núncio teve lugar não mais que em 1929, isto é, quatro anos antes de Hitler chegar ao poder (30.01.33). Uma vez que Pacelli deixou a Alemanha em 1929 e lá não retornou nunca mais, o uso dessa fotografia é enganador e tendencioso. Contra esse velho truque baixo protestos foram repetidamente publicados. O fato de Cornwell ter utilizado tal foto para a capa de seu livro, há poucos meses atrás, nos EUA, revela que sua intenção era, desde o princípio, denegrir o futuro Pio XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo do livro é relacionada uma lista de arquivos os quais Cornwell teria consultado. Essa lista é extremamente modesta para um livro pretensioso desta monta. Um sem-número de documentos que poderiam e deveriam ter sido consultados foram simplesmente ignorados. Estamos falando de arquivos alemães, italianos e americanos, as atas dos julgamentos de Nuremberg, etc. Mesmo que aqueles arquivos tenham sido mencionados, certamente não foram explorados ou utilizados suficientemente. A maior parte das fontes utilizadas por Cornwell é secundária e aqui a escolha se revela bem seletiva. Afinal, Cornwell tratou da situação da Igreja Católica na Alemanha, mas em nenhum lugar menciona um trabalho magistral do Dr. Heinz Hirten, muito bem documentado, um trabalho acadêmico que cuida da situação dos católicos alemães entre 1918 e 1945. Outros trabalhos relevantes relacionados ao tema são igualmente ignorados pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira parte do livro de Cornwell é fraquíssima. Ao invés de uma sólida documentação, deparamo-nos com uma série de conjecturas, suposições e insinuações gratuitas. Cornwell trata, no fim das contas, com concordatas, ignorando totalmente a sua importância pastoral mais elementar, sugerindo e insistindo todo o tempo que o único objetivo da Santa Sé era o de fortalecer o seu poder e, em particular, assegurar o direito de escolher os seus bispos ao seu talante. Cornwell não menciona abusos como o josefinismo, popular na Áustria e, de certo modo, também na Bavária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell fala sobre modernismo sem mencionar, contudo, os seus reais perigos (Loisy, Tyrrel), concentrando seu foco especialmente numa "caça às bruxas" que de fato não chegou a acontecer. De qualquer modo, não há um só traço de evidência de que Pacelli tenha tomado parte naqueles acontecimentos. Cornwell não chega a afirmar que Pacelli tenha participado daquele episódio lamentável, mas insinua que ele viveu nessa atmosfera, nos primeiros estágios de sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CONCORDATA SÉRVIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de se notar que tal Concordata foi requerida pela Sérvia e a Santa Sé nunca rejeita negociações desse tipo. Pacelli estava, então, numa posição de subordinação. Cada etapa das negociações tinha que ser examinada pelos seus superiores, mais precisamente, o Cardeal-Secretário de Estado e o Papa Benedito XV. A sugestão de que Pacelli, na Concordata com a Sérvia, tenha contribuído para a eclosão da Primeira Guerra Mundial é evidentemente absurda e não deve ser levada a sério por um estudioso que se preze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PACELLI, NÚNCIO APOSTÓLICO NA BAVÁRIA (1917) E ALEMANHA (1920-29)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos positivos de sua atividade como núncio são encobertos e uma grande ênfase é colocada na Revolta de Munique, em 1919. No seu relatório para o Secretário de Estado, o fato de os líderes daqueles terroristas serem judeus enviados pela Rússia é histórico (da mesma forma que os líderes das revoluções em Berlim eram conduzidos por judeus enviados pela Rússia --Karl Liebknecht e Rosa de Luxemburgo-- assim como Bela Kun na Hungria). A menção de tal fato não tem absolutamente nada a ver com anti-semitismo, como erroneamente Cornwell insinua. Era necessário informar quem eram os líderes subversivos para que o superior de Pacelli pudesse entender que aquilo era parte de um esforço dos comunistas russos em estender o seu poder por vários países ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PACELLI E HITLER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma lista de trabalhos que diz ter consultado, Cornwell refere-se a um livro no qual está explicitamente declarado que Pacelli, em 1929, isto é, quatro anos antes que Hitler chegasse ao poder (30.01.33), usou termos contundentes para alertar contra Hitler e não entendia como os alemães esclarecidos não compartilhavam plenamente com ele daquela visão negativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell omite essa declaração. Ou ele não leu o livro ou conscientemente omitiu tal fato e outras declarações de Pacelli, facilmente averiguáveis, simplesmente porque não se encaixavam em seus objetivos destrutivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CONCORDATA COM A ALEMANHA NAZISTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, novamente, a solicitação da Concordata foi feita por Hitler, que durante todo o tempo tinha feito declarações positivas acerca das duas denominações cristãs presentes na Alemanha. Se Pio XII rejeitasse as negociações, Hitler poderia ter dito que tinha estendido a mão, em sinal de paz, mas que a mesma tinha sido barbaramente rejeitada. A perseguição à Igreja Católica, que já começava a existir em um nível meramente local, tornar-se-ia numa repressão oficial (nota: quando os bispos alemães protestavam contra as perseguições locais, Hitler sempre afirmava que aquilo acontecia sem o seu conhecimento ou consentimento). Cornwell não menciona isso. Ele, do mesmo modo, "ignora" ou, pelo menos, não menciona que a Concordata não foi o primeiro acordo internacional concluído por Hitler. A Concordata foi precedida pela assim chamada "Pacto dos Quatro" (Inglaterra, França, Itália e Alemanha, assinado em Milão). Pacelli sabia que não podia confiar em Hitler e mencionou isso ao diplomata inglês Kirkpatrick poucas semanas antes da concretização da Concordata (20.07.33).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É totalmente falsa a assertiva de Cornwell de que a Concordata impediu atividades políticas ou sociais dos católicos. O que ficou acertado era que padres e religiosos não se engajariam em "partidos" políticos.  Nos julgamentos de Nuremberg, o ministro de relações exteriores Joachim v. Ribbentrop, admitiu que Pacelli, como Secretário de Estado, enviou uma série de protestos contra infrações à Concordata mas que eram sempre liminarmente ignorados. Finalmente, em 1937, chegou a Carta Encíclica "Mit brennender Sorge" ("Com viva ânsia"), com "ardente" preocupação e não "com grande apreço", como Cornwell erroneamente traduz. E a essência do autor de tal inflamado protesto: Pacelli, o papa de Hitler!!! Cornwell igualmente subestima ou evidentemente omite a firme condenação do Nazismo feita por Pacelli em Lourdes, Lisieux, Paris, Budapeste, quando ele era Legado do Papa. É verdade que nem Hitler nem o Nazismo eram sempre nominalmente citados, mas todos entendiam contra quem aquelas condenações eram dirigidas. Se Cornwell tivesse realizado um esforço sério para investigar isso, uma leitura de revistas e jornais nos EUA, Inglaterra,, França, Holanda etc., poderia ter tornado isso claro para ele, sem falar nas publicações nazistas que são, no livro de Cornwell como um todo, simplesmente abandonadas e totalmente desprezadas. Vale também salientar: que todos os discursos da espécie agravaram a situação dos católicos na Alemanha (exatamente o que aconteceu, mais tarde, nos países ocupados pelos nazistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII, PAPA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell faz pouco caso dos sérios esforços de Pio XII no sentido de evitar a Segunda Guerra Mundial e faz um comentário ridículo acerca da primeira Encíclica de Pio XII (publicada no começo da Segunda Guerra Mundial). Com efeito, se tal Encíclica tinha sido tão insignificante como Cornwell quer que acreditemos, por que, então, os aliados lançaram, por avião, 88.000 cópias desse documento na Alemanha, onde ela não pôde ser publicada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell, naturalmente, não menciona esse ato dos aliados. Simples ignorância? Mas o fato era facilmente constatável na literatura que Cornwell sutilmente omitiu em suas notas e bibliografia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E OS PAÍSES OCUPADOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em repetidos discursos, Pio XII protestou contra o tratamento injusto dado aos países ocupados. de qualquer forma, especialmente os bispos poloneses --com exceção daqueles que fugiram da Polônia e viveram alhures em segurança, como o Cardeal Hlond e o Bispo Radonski-- pediram ao Papa para que ele não fizesse tais protestos porque eles não alcançavam bons resultados, ao contrário, acabavam por agravar a situação de opressão e perseguição. É lapidar e freqüentemente mencionado o caso das mensagens enviadas por Pio XII por meio de um capelão de um trem de socorro (relief train) maltês ao Arcebispo Sapieha (Cracóvia). Quando este último leu essa mensagem, ele lançou todos os aqueles documentos no fogo, dizendo que se de algum modo uma cópia caísse nas mãos da Gestapo, eles iriam assassinar todos os padres poloneses. É lapidar o fato que milhares de sacerdotes poloneses e outros de outras nacionalidades foram assassinados pelos nazistas e que o trabalho referência do Prof. Dr. Ulrich von Hehl (agora na terceira edição) "Priester unter Hitlers Terror" (Padres sob o Terror de Hitler) nunca é mencionado ou ao menos lembrado por Cornwell. Em um sentido amplo, há que se dizer que Cornwell, que nunca viveu num Estado onde a polícia tenha sido tão criminosamente organizada, desconhece totalmente a situação que prevalece em tais países e que, em conseqüência disso, uma boa parte de seus julgamentos, avaliações e sugestões são completamente irreais, utópicas e anacrônicas. De um ponto de vista histórico, deve-se entender a situação no contexto em que ela se insere e não julgá-la tendo por parâmetros a situação atual dos países livres. Proceder desse modo, irresponsavelmente, é um erro capital que está presente em todo o livro de Cornwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORNWELL E OS BISPOS ALEMÃES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento dispensado por Cornwell aos bispos alemães é extremamente injusto. Antes da nomeação de Hitler como chanceler, eles alertaram repetidamente contra os nazistas e sua ideologia pagã. Quando Hitler tornou-se legitimamente o chanceler do Reich, um novo "modus vivendi" precisava ser encontrado. Não estava claro, então, para os bispos, políticos e judeus alemães, como agiria Hitler, uma vez tendo chegado ao poder. De qualquer forma, os bispos nunca aprovaram sua ideologia e eles muito firmemente protestaram contra suas ações. O Bispo Gröber (arcebispo de Friburgo), a quem Cornwell chama de "bispo marrom", foi, num primeiro momento, favorável a que se envidasse esforços no sentido de se chegar a um acordo com Hitler, mas bem logo ele tornou-se um áspero adversário do regime. O que Cornwell não fala é o fato que em vários relatórios da Gestapo pode-se ler que enquanto a Igreja Católica tivesse alguma influência sobre o povo, a ideologia nazista não seria amplamente aceita pelo povo alemão. O clássico trabalho de Boberach, que publicou os relatórios internos da Gestapo, naturalmente nunca é mencionado, nem uma vez sequer, por Cornwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E O ESTATUTO DA IMPARCIALIDADE, TRADICIONAL CONTRA A SANTA SÉ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as partes, na Segunda Guerra Mundial, exerceram pressão sobre Pio XII, para declarar uma "cruzada": os adversários de Hitler queriam que o Papa declarasse uma cruzada contra o Nazismo; Hitler pressionou-o para que declarasse uma cruzada contra o Bolchevismo. Ambas pretensões eram absurdas, considerando que o Bolchevismo havia cometido e continuavam a cometer inúmeros crimes e perseguiam todas as formas de religião, e o mesmo poder-se-ia dizer dos nazistas (com exceção daqueles protestantes que ativamente apoiaram Hitler).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E OS JUDEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Seguinda Guerra Mundial e até cinco anos após a sua morte (09.10.58), Pio XII dfoi grandemente louvado por organizações judaicas de todos os matizes e rabinos-chefes de diversos países e especialmente dos EUA (veja meu artigo em "The Tablet" e o artigo "Em Defesa de Pio XII" no Newsweek). A controvérsia sobre se um protesto público contundente contra os crimes contra os judeus teria algum efeito muito provavelmente continuará a se estender devido à influência de escritores tendenciosos, que têm interesse em denegrir a Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, um protesto público não teria salvo a vida de um só judeu. Somente teria agravado a perseguição tanto de judeus quanto de católicos. Ademais, esse protesto teria impedido, tornado praticamente impossível a extensa e silenciosa ação de socorro aos judeus. É por demais conhecido que não houve organização que tenha salvo tantos judeus quanto a Igreja Católica e isso sob a direção formal de Pio XII. Este último bem sabia que esse "silêncio" --o qual, entretanto, não era um silêncio de modo algum para quem quisesse ouvir e entender-- poderia ser utilizado contra ele, um dia. Entretanto, ele não se preocupou com sua reputação, mas sim com o socorro aos judeus e essa foi justamente a sua única decisão, que claramente requereu sabedoria e uma forte dose de coragem. Cornwell simplesmente não entendeu isso. Ele não fez justiça a esses fatos, quando, no afã de subestimar Pinchas E. Lapide, que louvou Pio XII, atribui a ele motivos ocultos sem produzir um só traço de evidência nesse sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell também não se pergunta por que a planejada deportação de 8.000 judeus romanos foi subitamente suspensa depois que cerca de 1.000 deles haviam sido deportados em outubro de 1943. Ele deturpa totalmente a entrevista mais tarde em que o Secretário de Estado Maglione teve com o embaixador alemão Von Weizsäcker, chamado ao Vaticano atendendo a um urgente requerimento feito em nome de Pio XII. Weizsäcker fez um jogo duplo. Receoso de que um protesto formal feito pela Santa Sé poderia enfurecer Hitler, ele deu uma impressão demasiadamente branda da atitude da Santa Sé e isso ficou patente nos julgamentos de Nuremberg os quais Cornwell ignora plenamente. Mas ainda há mais... Atendendo a pedidos de Pio XII, o comandante militar alemão em Roma, Brigadeiro-general Rainer Stahel, um oficial austríaco da velha escola, foi contactado. Este homem reto enviou uma mensagem diretamente a Himmler. A razão que alegou: "Essa espécie de violência contra os judeus italianos atrapalhava meus planos militares para reforçar as divisões alemãs ainda em luta, ao sul de Roma, e também poderia criar sérios problemas aqui em Roma". Essa foi uma razão verdadeira, mas não menos importante era uma outra: sua indignação a respeito os atos criminosos da Gestapo e sua compaixão pelos judeus.  Sua intervenção teve sucesso. Himmler ordenou imediatamente que parassem de promover as deportações. Desse modo, milhares de judeus puderam ser escondidos, por ordem de Pio XII, no Vaticano e em mais de 150 instituições eclesiásticas em Roma. Tudo isso, obviamente, não foi dito por Cornwell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não disse que Pio XII não poderia fazer nada em relação à represália que se seguiu ao assassinato de 33 policiais alemães --em especial do sul do Tirol-- pelos "partisans" (a Resistência Italiana). A represália foi deflagrada 24 horas após o ataque, por ordem pessoal de Hitler. A represália foi certa mas sua natureza era desconhecida. Todos os esforços dos eclesiásticos enviados por Pio XII a várias autoridades alemãs falharam porque nenhum deles conseguiu chegar a tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais duas observações. Cornwell queixa-se que um relatório enviado por Riegner da Suíça para Roma não foi publicada nos "Atos e Documentos da Santa Sé durante a Segunda Guerra Mundial", Riegner entregou esse relatório ao núncio na Suíça, em março de 1942, logo: poucos meses após da Wansee Conference (20.01.42). esse relatório chegou ao Vaticano somente em outubro de 1942, assim como está claro, pelo despacho do núncio publicado nos "Atos e Documentos", onde o relatório de Riegner é mencionado. Todavia, uma visão para o fato --bem freqüente em tempos de guerra-- de que não foi possível checar se os fatos mencionados esse relatório eram objetivamente verdadeiros. O Departamento de Estado dos EUA manifestaram dúvidas acerca desses relatórios e perguntaram se o Vaticano se eles o confirmariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo fato concerne a uma entrevista do diplomata americano, Sr. Tittman com o Papa Pio XII. Cornwell faz alarde desse fato. Ele diz que essa entrevista aconteceu em 18.10.43, logo, poucos dias antes da deportação dos 1.000 judeus italianos. Cornwell acusa Pio XII de ter sido pouco interessado com o destino dos judeus por não tê-los sequer mencionado. O principal argumento cai por terra. De fato, o despacho de Tillerman, no qual ele diz ter tido uma entrevista com Pio XII "hoje", é datado não em 18 de outubro. De fato, até mesmo a data "19"está incorreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrevista teve lugar em "14"de outubro. Tal constatação resulta de uma muito bem precisa lista de entrevistas dadas por Pio XII a diplomatas. O fato de que aquela entrevista teve lugar em 14 de outubro é registrado em dois volumes distintos dos "Atos e Documentos", que Cornwell menciona em sua magra listas de arquivos, mas obviamente ele nunca o leu acuradamente, de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII, PAPA DE HITLER?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já apontei que Pacelli, já pelos idos de 1929, pensava e falava sobre Hitler. A isso deve-se acrescentar que ele repetidamente confessava abertamente que a vitória de Hitler na Segunda Guerra Mundial significaria o fim da Igreja Católica na Europa. Dessa forma, se ele era verdadeiramente o papa de Hitler, por que ele transmitiu ao governo inglês uma proposta de um grupo de generais alemães antinazistas, que perguntavam se a Inglaterra poderia celebrara paz com a Alemanha, se eles, o grupo de generais alemães, obtivessem sucesso em prender Hitler e derrubá-lo do governo? Casualmente, aquele que era responsável por tal proposta não era um oficial de baixa patente, Coronel Oster, mas o Coronel-Geral (quatro-estrelas) Ludwig Beck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este último tinha sido o chefe do 'staff' dos generais alemães, mas em 1938 demitiu-se desse novo posto desde que ele ficou convencido de que Hitler era um criminoso que, contra todas as promessas e tratados, iria atacar outras nações. Pacelli conheceu Beck quando ele era núncio em Berlin e apreciava grandemente sua honestidade e integridade. Se Pio XII tivesse sido o "papa de Hitler", ele nunca tomaria sobre si o encargo de assumir essa perigosa mediação. E, ainda: quando os EUA, depois de Pearl Harbor, tornou-se aliada da Rússia, muitos católicos americanos tiveram problemas de consciência se eles poderiam produzir armas que poderiam parar nas mãos da Rússia comunista. Pio XI, de fato, em sua encíclica "Divini Redemptoris", tinha proibido católicos de fazerem qualquer coisa em favor dos comunistas. Pio XII, informado dessa situação, ordenou o Delegado Apostólico em Washington, arcebispo Amleto Cicognani (que depois seria Secretário de Estado) a induzir um ou mais prestigiosos bispos americanos a publicar a seguinte instrução: "A posição da Igreja Católica em relação ao comunismo permanece como sempre foi. Entretanto, a Igreja não tem nada contra o povo russo. E é esse povo que agora tem sido atacado e, desse modo, os católicos não devem ter nenhum problema em socorrer um povo que está sendo injustamente atacado. Essa instrução foi feita em caráter público por pelo menos um bispo americano e endossada por outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, ficou compreendido de quem partiu a iniciativa de resolver esse problema. Como, então, pode Pio XII ser chamado de "papa de Hitler"? Se ele tivesse sido isso jamais teria dado a ordem acima. Ele poderia até mesmo ter proclamado uma cruzada contra a Rússia comunista, que, naturalmente e não obstante a pressão da Alemanha nazista, ele firme e corajosamente rejeitou em fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E O COMUNISMO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma evidência histórica de que Pio XII foi firmemente contrário tanto ao nacional-socialismo quanto ao comunismo. É igualmente claro que, todos os aspectos considerados, ele pensou que a longa corrida comunista era o maior perigo para os povos e para a Cristandade. Churchill teve a mesma opinião.  Ele nunca compartilhou o otimismo do Presidente Roosevelt que estava convencido de que os comunistas russos mudariam sua ideologia e sua atitude em relação às comunidades religiosas. Bom, a história demonstrou quem estava certo e quem estava errado. Com relação a essa questão, o livro de Glennon, "The Cardinal Spellman Story" é suficientemente revelador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spellman teve muitos contatos pessoais com Roosevelt e o livro de Glennon publicou quando Spellman ainda era vivo. Cornwell menciona esse livro mas se abstém de fazer uso de suas páginas mais cruciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E A ASSIM CHAMADA POLÍTICA CONCILIATÓRIA EM RELAÇÃO A HITLER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já mencionei o papel desempenhado por Pacelli ao arquitetar a encíclica "Mit brennender Sorge". Também me referi aos seus discursos como legado papal em Lourdes, Paris, Budapeste etc. De acordo com o protocolo, um recém-empossado papa informa a todos os governantes com os quais a Santa Sé mantém relações diplomáticas que a eleição aconteceu. Uma nota pessoal de Pio XII para Hitler era, desse modo, necessária. O tom é moderado. No auge da "Kulturkampf", o recém-empossado Leão XIII enviou uma mensagem similar para a Alemanha de Bismarck que relaxou as tensões. Um gesto similar teve que ser feito por Pio XII, apesar de ele não ter tido ilusões. Ele disse: "Nós devemos mostrar que queremos paz; se o outro lado não o quer, nós iremos lutar". Falando dessa conciliação, a questão deve ser tratada sobre as ações da Inglaterra e da França. Eles fizeram, por sua conta, concessões a Hitler que eles de modo persistente tinham recusado fazer com governos democráticos alemães anteriores a Hitler. A Inglaterra e a França cederam a Hitler, consistentemente (a ocupação do território desmilitarizado do lado oeste do Reno; o acordo militar entre a Inglaterra e a Alemanha; a introdução da circunscrição militar, isto é, o serviço militar obrigatório para jovens alemães). Mas, principalmente, em 1937, a Santa Sé, com a encíclica "Mit brennender Sorge", denunciou de modo nítido e afiado que Hitler não era confiável e que os acordos assinados por ele não valeriam nada. E então, em 1938, um ano mais tarde, aconteceu a malsinada Conferência de Munique (Inglaterra, França, Itália e Alemanha) e o Sr. Neville Chamberlain e o Sr. Daladier então confiavam que daí haveria, a partir de então, "paz para nossos dias e paz para sempre!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO XII E OUTRAS ATIVIDADES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell tem pouco a dizer sobre as grandes cartas encíclicas de PioXII, chamadas "Mystici Corporis" (sobre a Igreja), "Divino afflante Spiritu" (tratando de estudos escriturísticos avançados), "Mediator Dei" (a magna carta em matéria de liturgia), nem sobre outras numerosas encíclicas suas, nem sobre seus discursos os quais abrangeram a totalidade dos problemas modernos. Cornwell, um reles amador na matéria, ainda tem a imprudência de fazer comentários negativos sobre essas importantes atividades sem as quais o Concílio Vaticano II não teria sido possível. Com efeito, depois das Sagradas Escrituras, não há autor que seja tão freqüentemente citado como Pio XII. Cornwell ataca Pio XII em dois pontos: a) o documento "Human Generis", sem entender que havia, naquele tempo, algumas tendências para um certo relativismo teológico emergente que necessitava ser corrigido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os julgamentos da atualidade sobre esse problema estão muito mais justos e equilibrados do que aqueles feitos tempos atrás; b) a questão dos padres-proletários. Pio XII *não* os proibiu. Ele era, contudo, consciente do fato de que, em casos não raros, padres desempenharam importante papel em sindicatos liderados por comunistas; que eles negligenciaram suas obrigações e orações de sacerdotes; que eles fomentavam a luta de classes; que alguns tornaram-se fervorosos comunistas. Pio XII teve em alta conta a generosidade de muitos padres-proletários, mas percebeu ser necessário salvaguardar suas vidas consagradas por meio de uma redução das horas gastas como trabalhadores em ocupações de ponta. Foi João XXIII, antigo núncio em Paris, quem proibiu radicalmente o instituto dos padres-proletários que Paulo VI acabou retomando, mas insistindo numa severa seleção e uma curada formação e supervisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CORNWELL E O CARÁTER DE PIO XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell chama Pio XII de ambicioso e insinua que ele foi arrivista. Isso não é verdade. o jovem Pacelli fez rápido progresso em sua carreira porque ele era brilhante, consciencioso e muito dedicado. Não há um só traço de evidência de que houvesse alguma outra razão para seu rápido avanço, isso sem falar que ele tentou concentrar-se em sua carreira. O jovem padre Pacelli quis fazer um trabalho pastoral no exato significado dado à palavra por qualquer outro sacerdote que desejasse fazer o mesmo. Somente em obediência à uma autoridade maior é que ele entrou no serviço diplomático da Santa Sé. Quando, em 1929, sua missão como Núncio Apostólico chegou ao fim, ele desejou tornar-se um bispo diocesano e realizar por esse meio o seu trabalho pastoral. Quando ele foi eleito Papa, ele não aceitou essa escolha imediatamente, mas insistiu por um novo escrutínio. Quando ela foi inquestionavelmente favorável ao seu nome, ele aceitou a eleição como sendo um sinal da vontade de Deus, mas "in signum crucis", como uma pesada cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell fala que de um narcisismo de Pio XII. Eu francamente não consigo ver como uma opinião escandalosa dessa pode ser fundamentada. Pio XII detestava ser fotografado mas se submetia a isso que para ele era muito desagradável porque muitas pessoas queriam sua fotografia e por obra de sua bondade ele não queria desapontá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante seu reino, Pio XII recebeu muitos milhões de pessoas em audiências públicas. Essas audiências eram diferentes das que acontecem atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pio XII ia direto para o meio do povo, falava com ele, sempre ouvia confissões. Cornwell zomba de Pio XII, dizendo que ele teve suas mãos estendidas mas esqueceu de dizer que em se apertando muitas mãos, suas próprias mãos ficavam freqüentemente machucadas e arranhadas. Cornwell indubitavelmente conhecia o modo que o povo reagia nessas audiências e como eles viam em Pio XII um simples, generoso e santo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O USO DAS FONTES FEITO POR CORNWELL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com somente uma ou duas exceções, Cornwell ignora totalmente uma grande quantidade de documentos científicos, altamente recomendados, publicados pela "Kommission für Zeitgeschichte", que hoje chega a 40 volumes.  Cornwell certamente sabia sobre o livro do judeu húngaro Jenö Levai. O prólogo e epílogo desse livro foi escrito pelo Dr. Robert Kempner o promotor-chefe assistente dos EUA nos julgamentos de Nuremberg.  Kempner refuta os ataques contra Pio XII e sua opinião acerca do comportamento do Papa na Segunda Guerra Mundial e sua decisão de privar-se de emitir protestos públicos contra a perseguição dos judeus para melhor socorrê-los é totalmente positiva. Kempner sabia o que era possível, em determinadas circunstâncias e seu julgamento levou isso a sério. Cornwell omite isso por razões óbvias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell não dá a devida importância ao fato de que a Cruz Vermelha (com quartéis-generais na neutra Suíça) chegou à mesma avaliação, sobre a situação de Pio XII e igualmente evitou protestos barulhentos para não colocar em risco as ações silenciosas e secretas de socorro aos judeus. O mesmo se aplica ao então nascente Concílio Ecumênico das Igrejas Cristãs (também situado na neutra Suíça).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras vezes você encontra a seguinte remissão: "mencionado por..."  Isso significa que as fontes originais não tinham sido consultadas e que uma grande quantidade de fontes secundárias foi utilizada, um procedimento acadêmico difícil de se aceitar, isso sem falar nos padrões exigíveis em um livro pretensioso desse tamanho. O fenômeno "mencionado por..." é muito freqüentemente aplicado ao trabalho de Klaus Scholder, o qual foi severamente criticado em vários pontos. Scholder é largamente ultrapassado pelos trabalhos referenciais de Volk, sobre a Concordata da Bavaria com a Alemanha Nazista (20.07.33). Apesar de tal fato ser conhecido, Cornwell prefere Scholder a Volk, obviamente porque essa "roupagem" veste bem sua tese negativa em relação a Pacelli, núncio e, então, Secretário de Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell parece manter uma fé cega no que está publicado nas memórias do falecido Dr. Brüning. Este último foi chanceler da Alemanha entre 1930 e 1932 numa situação desesperadora (isto é, depois da "sexta-feira negra" --o colapso de Wall Street-- e o 'recall' dos empréstimos feitos à Alemanha por países estrangeiros, milhões de desempregados, falência de vários bancos alemães e empreendimentos). Brüning tentou fazer o que podia mas incorreu em vários equívocos econômicos. Em 1932, seu gabinete caiu e isso o traumatizou para o resto de sua vida. Ele culpou o Mons. Kaas como co-responsável pela sua demissão e, uma vez que Kaas trabalhou com Pacelli, sua aversão patológica a Kaas foi também estendida a Pacelli. Brüning, ainda chanceler, mas já estressado e numa condição muito tensa, também teve um encontro um tanto tempestuoso com Pacelli, como ele diz. Quando Brüning escreveu suas memórias, anos mais tarde, ele era uma personalidade amargurada e frustrada. Subjetivamente, sua honestidade não pode ser questionada, mas 'experts' muito bem qualificados têm contestado a verdade objetiva daquelas memórias. Cornwell as menciona sem nenhum senso crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell invoca que estudou todos os Atos da investigação canônica feita em relação à beatificação de Pio XII. Ele omite quase 100% dos julgamentos positivos de todas aquelas testemunhas e isso não é honesto. Ele crê cegamente que o afastamento de uma irmã de Pio XII que disse somente coisas boas de seu irmão mas muito hostil em relação à sua mãe, Pascalina. Um juízo objetivo perceberia que ela tinha inveja de Pascalina, que tinha contato diário com Pacelli, Secretário de Estado e Papa, enquanto que ela somente via seu irmão apenas raramente. Sua acusação de que Pascalina veio de Berlim para Roma sem solicitação de Pacelli ou de seus superiores é, obviamente, absurda, mas Cornwell, novamente por óbvias razões, aceita essa declaração sem reservas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que Rolf Hochhuth produziu sua peça "O Vigário", em 1963, o Cardeal Montini (depois Paulo VI) escreveu um firme carta em defesa de Pio XII, poucos dias antes de ser eleito Papa. Sua carta foi publicada em "The Tablet" poucos dias depois de sua eleição a Papa e também foi publicada em "La Civvità Cattolica" e em outros lugares. João XXIII também expressou sua grande estima por Pio XII. Em sua última viagem à África, o Papa João Paulo II chamou-o de grande Papa. Quando um jornalista o questionou sobre o (alegado) silêncio sobre o Holocausto por parte de Pio XII, João Paulo II reagiu com severidade e aconselhou ao jornalista ler uma Father Blet que ele tinha justamente publicado em clara defesa de Pio XII. No começo deste ano, o Secretário de Estado, Cardeal Sodano, reagiu muito firmemente contra as calúnias dirigidas a Pio XII e a sutil perseguição movida contra ele, que está falsamente baseada em uma deliberada falsificação da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell ou subestima essas declarações ou não avaliou em tempo o fato de que no documento "Nós lembramos" há uma longa nota de rodapé em defesa de Pio XII. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell sem dúvida conhecia o obituário publicado pelo "Sunday Times", na Inglaterra e em outros lugares. Cornwell sabia que Field Marshal Mointgomery, não exatamente uma personalidade fácil, escreveu na edição do Sunder Times de 12.10.58 sobre suas freqüentes audiências privadas com Pio XII. Montgomery, um ferrenho anglicano e filho de um bispo anglicano, teve então uma profunda amizade com Pio XII de tal modo que no quarto de Montgomery havia duas fotografias: uma de seu pai, outra de Pio XII. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell também se refere com freqüência ao Sir D'Arcy Osborne, o ministro inglês para a Santa Sé , mas ele não menciona que esse diplomata, que viveu no Vaticano durante a Segunda Guerra Mundial, considerou Pio XII a pessoa mais santa que ele teve o privilégio de conhecer em sua longa vida e que ele confidenciou em uma carta privada que se arrependia em não ter-se tornado um católico, para receber a sagrada comunhão das mãos de Pio XII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos outros testemunhos poderiam ser acrescentados, como o de Evelyn Waugh, junto a muitas outras pessoas honestas. De tudo isso, levado em conta, há que se sentir na obrigação de dizer que o livro cruel de Cornwell tenta fazer um linchamento moral e assassinar um bom-caráter. Seu Pio XII não é o "Papa de Hitler"; é um Pio XII ficto, uma desonesta caricatura de um santo homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito mais coisas que poderiam ser ditas. Por exemplo, que Cornwell é totalmente ignorante sobre a guerra psicológica feita especialmente por ingleses, por meio de divulgação de falsos relatórios sobre transmissões feitas pela Rádio Vaticano e outras, ou ele obviamente nunca escutou sobre as falsificações de Scattolini que eram largamente acreditadas. Depois da Guerra, Scattolini foi preso pela polícia italiana e admitiu que aqueles relatórios (cerca de 1.000) eram pura e simplesmente inventados por ele como forma de ganhar dinheiro. Cornwell nunca checou se e o quanto ele caiu vítima desse homem que foi condenado pelo Tribunal Italiano e enviado à prisão. Muito mais pode ser dito, mas as poucas observações acima fornecem uma idéia do que pensar sobre o livro de Cornwell, que, naturalmente, ataca João Paulo II. Tudo isso considerado, meu julgamento é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cornwell, que é um mero amador no campo da História, direito canônico, etc., produziu um livro vulgar, superficial e não confiável, que, para dizer o mínimo, é objetivamente preconceituoso, tendencioso e parcial e injusto, de tal modo que é de se pergunta a si mesmo que motivação levou este homem a escrever este livro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111084546748416170?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111084546748416170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111084546748416170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084546748416170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084546748416170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/o-papa-de-cornwell-refutao-s-calnias.html' title='O PAPA DE CORNWELL: Refutação às calúnias contra Pio XII'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111084499565790568</id><published>2005-03-14T16:01:00.001-08:00</published><updated>2005-04-10T18:39:00.166-07:00</updated><title type='text'>O racismo do espiritismo de Allan Kardec</title><content type='html'>- Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomarmos uma criança hotentote recém nascida e a educarmos nas melhores escolas, fareis dela, um dia, um Laplace ou um Newton? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 126, 127.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INSTRUÇÃO DOS ESPÍRITOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundos inferiores e mundos superiores &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal mundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva. Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto. A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer. Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 3 - Há muitas moradas na casa de meu Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundos de expiações e de provas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Que vos direi dos mundos de expiações que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Entretanto, nem todos os Espíritos que encarnam na Terra vão para aí em expiação. As raças a que chamais selvagens são formadas de Espíritos que apenas saíram da infância e que na Terra se acham, por assim dizer, em curso de educação, para se desenvolverem pelo contacto com Espíritos mais adiantados. Vêm depois as raças semicivilizadas, constituídas desses mesmos os Espíritos em via de progresso. São elas, de certo modo, raças indígenas da Terra, que aí se elevaram pouco a pouco em longos períodos seculares, algumas das quais hão podido chegar ao aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos. Os Espíritos em expiação, se nos podemos exprimir dessa forma, são exóticos, na Terra; já tiveram noutros mundos, donde foram excluídos em conseqüência da sua obstinação no mal e por se haverem constituído, em tais mundos, causa de perturbação para os bons. Tiveram de ser degradados, por algum tempo, para o meio de Espíritos mais atrasados, com a missão de fazer que estes últimos avançassem, pois que levam consigo inteligências desenvolvidas e o gérmen dos conhecimentos que adquiriram. Daí vem que os Espíritos em punição se encontram no seio das raças mais inteligentes. Por isso mesmo, para essas raças é que de mais amargor se revestem OS infortúnios da vida. E que há nelas mais sensibilidade, sendo, portanto, mais provadas pelas contrariedades e desgostos do que as raças primitivas, cujo senso moral se acha mais embotado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 3 - Há muitas moradas na casa de meu Pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. A união e a afeição que existem entre pessoas parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou, Daí vem que, falando-se de alguém cujo caráter, gostos e pendores nenhuma semelhança apresentam com os dos seus parentes mais próximos, se costuma dizer que ela não é da família. Dizendo-se isso, enuncia-se uma verdade mais profunda do que se supõe. Deus permite que, nas famílias, ocorram essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e, para outros, de meio de progresso. Assim, os maus se melhoram pouco a pouco, ao contacto dos bons e por efeito dos cuidados que se lhes dispensam. O caráter deles se abranda, seus costumes se apuram, as antipatizas se esvaem. E desse modo que se opera a fusão das diferentes categorias de Espíritos, como se dá na Terra com as raças e os povos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 4 - Nascer de Novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. - Quando a Terra se encontrou em condições climáticas apropriadas à existência da espécie humana, encarnaram nela Espíritos humanos. Donde vinham? Quer eles tenham sido criados naquele momento; quer tenham procedido, completamente formados, do espaço, de outros mundos, ou da própria Terra, a presença deles nesta, a partir de certa época, ê um fato, pois que antes deles só animais havia. Revestiram-se de corpos adequados às suas necessidades especiais, às suas aptidões, e que, fisionomicamente, tinham as características da animalidade. Sob a influência deles e por meio do exercício de suas faculdades, esses corpos se modificaram e aperfeiçoaram é o que a observação comprova. Deixemos então de lado a questão da origem, insolúvel por enquanto; consideremos o Espírito, não em seu ponto de partida, mas no momento em que, manifestando-se nele os primeiros germens do livre-arbítrio e do senso moral o vemos a desempenhar o seu papel humanitário, sem cogitarmos do meio onde haja transcorrido o período de sua infância, ou, se o preferirem, de sua incubação. Mau grado a analogia do seu envoltório com o dos animais, poderemos diferençá-lo destes últimos pelas faculdades intelectuais e morais que o caracterizam. como, debaixo das mesmas vestes grosseiras, distinguimos o rústico do homem civilizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. - Conquanto devessem ser pouco adiantados os primeiros que vieram, pela razão mesma de terem de encarnar em corpos muito imperfeitos, diferenças sensíveis haveria decerto entre seus caracteres e aptidões. Os que se assemelhavam, naturalmente se agruparam por analogia e simpatia. Achou-se a Terra, assim, povoada de Espíritos de diversas categorias, mais ou menos aptos ou rebeldes ao progresso. Recebendo os corpos a impressão do caráter do Espírito e procriando-se esses corpos na conformidade dos respectivos tipos, resultaram daí diferentes raças, quer quanto ao físico, quer quanto ao moral (nº 11). Continuando a encarnar entre os que se lhes assemelhavam, os Espíritos similares perpetuaram o caráter distintivo, físico e moral, das raças e dos povos, caráter que só com o tempo desaparece, mediante a fusão e o progresso deles. (Revue Spirite, julho de 1860, página 198: «Frenologia e fisiognomia».) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. - Podem comparar-se os Espíritos que vieram povoar a Terra a esses bandos de emigrantes de origens diversas, que vão estabelecer-se numa terra virgem, onde encontram madeira e pedra para erguerem habitações, cada um dando à sua um cunho especial, de acordo com o grau do seu saber e com o seu gênio particular. Grupam-se então por analogia de origens e de gostos, acabando os grupos por formar tribos, em seguida povos, cada qual com costumes e caracteres próprios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. - Não foi, portanto, uniforme o progresso em toda a espécie humana. Como era natural, as raças mais inteligentes adiantaram-se às outras, mesmo sem se levar em conta que muitos Espíritos recém-nascidos para a vida espiritual, vindo encarnar na Terra juntamente com os primeiros aí chegados, tornaram ainda mais sensível a diferença em matéria de progresso. Fora, com efeito, impossível atribuir-se a mesma ancianidade de criação aos selvagens, que mal se distinguem do macaco, e aos chineses, nem, ainda menos, aos europeus civilizados. Entretanto, os Espíritos dos selvagens também fazem parte da Humanidade e alcançarão um dia o nível em que se acham seus irmãos mais velhos. Mas, sem dúvida, não será em corpos da mesma raça física, impróprios a um certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento já não estiver em correspondência com o progresso que hajam alcançado, eles emigrarão daquele meio, para encarnar noutro mais elevado e assim por diante, até que tenham conquistado todas as graduações terrestres, ponto em que deixarão a Terra, para passar a mundos mais avançados. (Revue Spirite, abril de 1862, pág. 97: «Perfectibilidade da raça negra».)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Kardec, A Gênese, Cap. XI - Gênese Espiritual, 29-32. De http://www.febnet.org.br/pdf/gen_br.pdf &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros, os índios e os amarelos são retardados e não descendem de Adão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raça adâmica&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. - De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por essa razão mesma, chamada raça adâmica. Quando ela aqui chegou, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando aí chegaram os europeus. Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impele ao progresso todas as outras. A Gênese no-la mostra, desde os seus primórdios, industriosa, apta às artes e às ciências, sem haver passado aqui pela infância espiritual, o que não se dá com as raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos que já tinham progredido bastante. Tudo prova que a raça adâmica não é antiga na Terra e nada se opõe a que seja considerada como habitando este globo desde apenas alguns milhares de anos, o que não estaria em contradição nem com os fatos geológicos, nem com as observações antropológicas, antes tenderia a confirmá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. - No estado atual dos conhecimentos, não é admissível a doutrina segundo a qual todo o gênero humano procede de uma individualidade única, de há seis mil anos somente a esta parte. Tomadas à ordem física e à ordem moral, as considerações que a contradizem se resumem no seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista fisiológico, algumas raças apresentam característicos tipos particulares, que não permitem se lhes assinale uma origem comum.  Diferenças que evidentemente não são simples efeito do clima, pois que os brancos que se reproduzem nos países dos negros não se tornam negros e reciprocamente. O ardor do Sol tosta e brune a epiderme, porém nunca transformou um branco em negro, nem lhe achatou o nariz, ou mudou a forma dos traços da fisionomia, nem lhe tornou lanzudo e encarapinhado o cabelo comprido e sedoso. Sabe-se hoje que a cor do negro provém de um tecidoespecial subcutâneo, peculiar à espécie. Há-se, pois, de considerar as raças negras, mongólicas, caucásicas como tendo origem própria, como tendo nascido simultânea ou sucessivamente em diversas partes do globo. O cruzamento delas produziu as raças mistas secundárias. Os caracteres fisiológicos das raças primitivas constituem indício evidente de que elas procedem de tipos especiais. As mesmas considerações aplicam, conseguintemente, assim aos homens, quanto aos animais, no que concerne à pluralidade dos troncos. (Cap. X, nos 2 e seguintes.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. - Adão e seus descendentes são apresentados na Gênese como homens sobremaneira inteligentes, pois que, desde a segunda geração, constroem cidades, cultivam a terra, trabalham os metais. São rápidos e duradouros seus progressos nas artes e nas ciências. Não se conceberia, portanto, que esse tronco tenha tido, como ramos, numerosos povos tão atrasados, de inteligência tão rudimentar, que ainda em nossos dias rastejam a animalidade, que hajam perdido todos os traços e, até, a menor lembrança do que faziam seus pais. Tão radical diferença nas aptidões intelectuais e no desenvolvimento moral atesta, com evidência não menor, uma diferença de origem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Kardec, A Gênese, Cap. XI - Gênese Espiritual, 38-40. De http://www.febnet.org.br/pdf/gen_br.pdf &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allan Kardec, Obras Póstumas, retirado de &lt;a href="http://www.amplasistemas.com.br/sites/kardec/htmlpublico/kardec001/ppo2191.htm."&gt;http://www.amplasistemas.com.br/sites/kardec/htmlpublico/kardec001/ppo2191.htm.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.geocities.com/fusaoracial/KardecMFP.htm"&gt;http://www.geocities.com/fusaoracial/KardecMFP.htm&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10276627-111084499565790568?l=reconquest.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reconquest.blogspot.com/feeds/111084499565790568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10276627&amp;postID=111084499565790568' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084499565790568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10276627/posts/default/111084499565790568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reconquest.blogspot.com/2005/03/o-racismo-do-espiritismo-de-allan.html' title='O racismo do espiritismo de Allan Kardec'/><author><name>Zorro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16882267940361255549</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10276627.post-111080174608617482</id><published>2005-03-14T04:01:00.000-08:00</published><updated>2005-03-14T04:02:26.380-08:00</updated><title type='text'>PREDESTINAÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO</title><content type='html'>PARTE 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concílio de Trento, Sessão VI (13-1-1547)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cap. 12 - Presunção temerária de ser predestinado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;805. Ninguém, enquanto peregrina por esta vida mortal, deve querer penetrar tanto no mistério oculta da predestinação divina, que possa afirmar com segurança ser ele, sem dúvida alguma, do número de predestinados [cân. 15], como se o justo não pudesse mais pecar [cân. 23] ou, que se tiver pecado,&lt;br /&gt;poderá com certeza prometer-se a si mesmo uma nova conversão. Pois, sem uma revelação toda especial de Deus, não se pode saber quais os que Deus escolheu para si [cân. 16].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;814. Cân. 4. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, movido e excitado por Deus, em nada coopera para se preparar e se dispor a receber a graça da justificação - posto que ele consinta em que Deus o excite e o chame - e que ele não pode discordar, mesmo se quiser, mas se porta como uma&lt;br /&gt;coisa inanimada, perfeitamente inativa e meramente passiva – seja excomungado [cfr. n° 797].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;815. Cân. 5. Se alguém disser que o livre arbítrio do homem, depois do pecado de Adão, se perdeu, ou se extinguiu, ou que é coisa só de título, ou antes, titulo sem realidade, e enfim, uma ficção introduzida na Igreja por Satanás - seja excomungado [cfr. n° 793 e 797].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;816. Cân. 6. Se alguém disser que não está no poder do homem tornar os seus caminhos maus, mas que Deus faz tanto as obras más como as boas, não só enquanto Deus as permite, mas [as faz] em sentido próprio e pleno, de sorte que não é menos obra sua a própria traição de Judas do que a vocação de Paulo - seja excomungado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;817. Cân. 7. Se alguém disser que todas as obras que são feitas antes da justificação, de qualquer modo que se façam, são verdadeiramente pecados ou merecem o ódio de Deus; ou que, com quanto maior veemência alguém se esforça em se dispor para a graça, tanto mais gravemente peca - seja excomungado [cfr. n° 797].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;825. Cân. 15. Se alguém disser que o homem renascido e justificado está obrigado pela fé a crer que certamente é do número dos predestinados – seja excomungado [cfr. n° 805].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;827. Cân. 17. Se alguém disser que a graça da justificação só se dá aos predestinados para a vida, e que todos os outros que são chamados, são-no, sim, mas não recebem a graça, visto estarem pelo poder divino predestinados para o mal - seja excomungado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SANTO TOMÁS DE AQUINO&lt;br /&gt;Suma Teológica, I, q. 23, a. 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os homens são ou não são predestinados por Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objeções pelas quais parece que os homens não são predestinados por Deus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Diz o Damasceno no II livro [1]: "deve-se ter em mente que Deus tudo conhece de antemão, mas que não predetermina tudo. Pois de antemão conhece o que existe em nós e não o predetermina. Mas os méritos e deméritos humanos estão em nós enquanto, por livre arbítrio, somos donos de nossos atos.&lt;br /&gt;Portanto, o que pertence ao mérito ou demérito não está predestinado por Deus. Assim, desaparece a predestinação dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Além disso, como foi dito (q. 22 a. 1 e 2), todas as criaturas estão ordenadas a seus fins pela providência divina. Mas das outras criaturas não se diz que estão predestinadas por Deus. Logo tampouco deve-se dizê-lo dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Mais ainda. Os anjos, como os homens, são capazes de ser felizes. Mas aos anjos, aparentemente, não corresponde o serem predestinados, pois neles nunca houve miséria. E Agostinho afirmou [2] que a predestinação é o propósito de ter misericórdia. Logo os homens não são predestinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Por último. Os benefícios que Deus dá aos homens são dados a conhecer aos santos pelo Espírito Santo, como nos diz o Apóstolo em 1 Cor 2,12: Não recebemos o espírito deste mundo, mas o Espírito que vem de Deus para que saibamos aquilo que Deus nos concede. Portanto, se os homens fossem&lt;br /&gt;predestinados por Deus, como a predestinação é um dom, a predestinação seria conhecida pelos predestinados. E isto é falso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, está escrito em Rm 8,30: Aos que predestinou, a estes chamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solução. É necessário afirmar: É apropriado Deus predestinar os homens. Pois, como foi demonstrado (q. 22, a. 2), tudo está submetido à providência divina. E como também foi dito (q. 22, a. 1), corresponde à providência ordenar as coisas ao seu fim. E o fim para o qual são ordenadas as coisas por Deus é duplo. Um, que ultrapassa a capacidade e proporção da natureza criada, e este fim é a vida eterna, que consiste em ver a Deus, algo que ultrapassa a natureza de qualquer criatura, como foi provado (q. 12, a. 4). O outro fim é proporcional à natureza criada, o qual pode ser alcançado com a capacidade de sua própria natureza. E aquilo ao qual não pode chegar com a capacidade de sua própria natureza, é necessário que lhe seja outorgado por outro, como a flecha necessita do arqueiro para chegar ao alvo. Por isso, e falando com propriedade, a criatura racional, capaz de chegar à vida eterna, chega a ela como se esta lhe fosse comunicada por Deus. A razão de tal comunicação preexiste em Deus, como também nele preexiste a razão da ordem do todo ao fim, que é a providência, como já afirmamos (q. 22, a. 1). A razão de algo que se vai fazer existe na mente do que vai fazer, é uma determinada preexistência do que se vai fazer que existe nele. Por isto, a razão da mencionada transmissão à criatura racional do fim da vida eterna se chama predestinação; pois destinar é enviar. Fica claro que a  predestinação, com respeito ao seu objetivo, faz parte da providência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respostas às objeções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. À primeira deve-se dizer: O Damasceno chama predeterminação à imposição de necessidade; como sucede com as coisas naturais, que estão predeterminadas a algo fixo. Este sentido se apóia no que disse: Pois não quer a malícia e nem força a virtude. Desta forma, não nega a predestinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. À segunda deve-se dizer: As criaturas irracionais não possuem capacidade para aquele fim que ultrapassa a capacidade da natureza humana. Por isso não se diz propriamente que estão predestinadas, embora se abuse às vezes da palavra predestinação para falar de qualquer outro tipo de fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. À terceira deve-se dizer: Aos anjos corresponde serem predestinados como os homens, embora nunca tenha havido miséria entre eles. Pois o movimento não se especifica pelo ponto de partida, mas pelo de chegada. Exemplo: Não importa que algo branco, antes de ser branco, tenha sido preto, amarelo ou vermelho. De modo semelhante, para ser predestinado não importa que alguém seja predestinado à vida eterna saindo de um estado de miséria ou não. Também pode-se dizer que conceder um bem superior ao merecido é algo que pertence à misericórdia, como já afirmamos (q. 21, a. 3 ad 2; a. 4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. À quarta deve-se dizer: Mesmo que por um privilégio especial seja revelada a alguns a sua predestinação,  não é conveniente que a predestinação seja revelada a todos, porque os não predestinados se desesperariam, e a segurança de ser predestinado poderia suscitar negligência nos predestinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] De Fide Orth. c.30: MG 94,972.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2]. Cf. De diversis quaest. ad Simplic. 1.1 q.2: ML 40,115; Contra duas epist. Pelag. l.2 c.9: ML 44,586; De Praedest. Sanct. c.3: ML 44,965; c.6: ML 44,969; c.17: ML 44,985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suma Teológica, I, q. 23, a. 3:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus condena ou não condena algum homem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objeções pelas quais parece que Deus não condena nenhum homem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ninguém condena aquele que ama. Mas Deus ama todos os homens, como é afirmado em Sb 11,25: Amas tudo o que existe, e não odeias nada do que fizeste. Logo Deus não condena nenhum homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Além disso, se Deus condena algum homem é necessário que a condenação seja para os condenados o que a predestinação é para os predestinados. Mas a predestinação é causa de salvação para os predestinados. Logo a condenação será a causa da perdição dos condenados. E isto é falso, pois se diz em Os 13,9: Israel, tu mesmo te perdes; de mim vem o teu auxílio. Logo Deus não condena ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Além disso, não se pode imputar o que não pode ser evitado. Mas se Deus condena a alguém, não pode evitar que pereça, pois se diz em Ecl 7,10: Contempla as obras de Deus, porque ninguém pode corrigir o que Ele desprezou. Logo não há como imputar aos homens que pereçam. Portanto, Deus não condena ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, é dito em Mal 1,2s: Amei Jacó; odiei Esaú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solução. É necessário dizer: Deus condena alguns. Já se disse anteriormente (a. 1) que a predestinação é parte da providência, e à providência, como também foi dito (q. 22, a. 2 ad 2), pertence permitir a existência de algum defeito nas coisas que lhe estão submetidas. Por isso, como pela providência divina os homens estão ordenados à vida eterna, também pertence à providência divina permitir que alguns não alcancem este fim. E a isto se chama condenar. Portanto, assim como a predestinação é parte da providência com respeito àqueles que, divinamente, estão ordenados à salvação eterna, assim também a condenação eterna é parte da providência com respeito àqueles que não alcançam o dito fim. Daí que a condenação inclua, além da presciência, a providência segundo nosso modo de entender, como já se disse (q. 22, a. 1 ad 3). Assim como a predestinação inclui a vontade de conceder a graça e a glória, assim também a condenação inclui a vontade de permitir a alguém cair em culpa e receber a pena pela culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta às objeções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. À primeira deve-se dizer: Deus ama a todos os homens e também a todas as criaturas enquanto lhes deseja algum bem; e, contudo, não quer qualquer bem para todos. Quando não quer para alguns o bem da vida eterna, se diz que os odeia ou os condena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. À segunda deve-se dizer: enquanto causa, a condenação não é o mesmo que a predestinação. Pois a predestinação é causa do esperado na vida futura pelos predestinados, isto é, a glória; e é causa, também, do que se recebe na vida presente, isto é, a graça. Pelo contrário, a condenação não é causa do que acontece na vida presente, isto é, da culpa, na qual Deus não tem parte. Mas, mesmo assim, é causa de sua retribuição futura, isto é, a pena eterna. Mas a culpa provém do livre arbítrio pelo qual se condena e se separa da graça. Este é o sentido do que é dito pelo profeta: Israel, tu mesmo te perdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. À terceira deve-se dizer: A condenação de Deus não tira a capacidade do condenado. Por isso, quando se diz que o condenado não pode alcançar a graça, não se deve entendê-lo como uma impossibilidade absoluta, mas condicionada, do mesmo modo que é necessário que o predestinado se salve, como já dissemos (q. 19, a. 8 ad 1), com necessidade condicionada, isto é, que não anule a sua liberdade de arbítrio. Pois isso, se bem que o condenado por Deus não possa alcançar a graça, porém, o que incorre neste ou naquele pecado o faz seguindo sua liberdade de arbítrio. Por isso, com razão se lhe&lt;br /&gt;imputa a culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suma Teológica, I, q. 23, a. 4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os predestinados são ou não são eleitos por Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objeções pelas quais parecee que os predestinados não são eleitos por Deus:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Dionísio, no cap. 4 De Div. Nom. [1] diz que assim como o sol sem acepção emite sua luz sobre todos os seres corpóreos, assim também Deus o faz com sua bondade. Mas a bondade divina se comunica a alguns sobretudo pela participação da graça e da glória. Logo Deus comunica sua graça e sua glória sem eleição. Isto pertence à predestinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Além disso, a eleição se faz entre os que existem, mas a predestinação desde a eternidade se estende também aos que não existem. Logo alguns predestinados o são sem eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Mais ainda, a eleição implica certa seleção. Mas, tal como se diz em 1Tm 2,4: Deus quer salvar a todos os homens. Logo a predestinação, que predetermina os homens à salvação, se dá sem eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo contrário, está o que se diz em Ef 1,4: Nos escolheu n'Ele antes da fundação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sulução. É necessário dizer: Tal como a entendemos, a predestinação pressupõe eleição, e a eleição pressupõe amor. O porquê disto está em que a predestinação, como se disse (a. 1), é parte da providência, e a providência, como a prudência, é a razão presente no entendimento, dirigindo a ordenação das coisas a um fim, como já se afirmou (q. 22, a. 1). E nada se predetermina para um fim se não há vontade de tal fim. Por isso, a predestinação de alguns à salvação eterna pressupõe, tal como o entendemos, que Deus queira sua salvação. E a isto pertencem a eleição e o amor. O amor enquanto quer para eles o bem da salvação eterna. pois amar é querer o bem para alguém, como afirmamos (q. 20, a. 2 e 3). E a eleição, enquanto quer este bem para uns e não para outros aos quais condena, como também afirmamos (a. 3). Sem dúvida a eleição e o amor não indicam o mesmo para Deus e para nós. Em nós, a vontade de amor não causa o bem, mas somos incitados a amar pelo bem já existente, escolhendo a quem amar. Por isso em nós a eleição precede o amor. Mas em Deus acontece o contrário, pois sua vontade, pela qual amando quer o bem para alguém, causa que uns alcancem o bem e outros não. Assim, tal como o entendemos, o amor pressupõe a eleição, e a eleição, a predestinação. Por isso, todos os predestinados são eleitos e amados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta às objeções:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. À primeira deve-se dizer: Se se considera em geral a comunicação da bondade divina, tal bondade se comunica sem eleição, quer dizer, nada há que não participe algo de sua bondade, segundo foi dito (q. 6, a. 4). Mas se se considera a comunicação deste ou daquele bem, não se concede sem eleição, porque há bens que são concedidos a uns e não a outros. Nisto consiste a eleição ao conceder a graça e a glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. À segunda deve-se dizer: Quando a vontade de eleger é incitada a eleger pelo bem preexistente, então é necessário que a eleição seja do que existe. Assim sucede em nossa eleição. Mas, como já dissemos (q. 20, a. 2), em Deus não é assim. Por isso, como disse Agostinho [2]: Os que não existem são eleitos por Deus e, mesmo assim, quem elege não se equivoca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. À terceira deve-se dizer: Como já foi dito (q. 19, a. 6), Deus quer de forma antecedente que todos os homens se salvem. Esta forma de querer não consiste em querer algo absolutamente, mas de certo modo. Deus não o quer de forma conseqüente, que consiste em querer algo absolutamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] § 1: MG 3,693: S. Th. lect.1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Serm. ad Popul. n.26 c.4: ML 38,173.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARTE 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trechos retirados do livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRINCÍPIOS DA FILOSOFIA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO - AS VINTE E QUATRO TESES FUNDAMENTAIS, Pe. Édouard Hugon O. P., traduzido por D. Odilão Moura O. S. B., EDIPUCRS, Porto Alegre, 1998 (o autor foi conselheiro de várias Congregações Romanas e assessor de três papas: São Pio X, Bento XV e Pio XI - os três pontífices jamais deixavam de consultar o piedoso e prudente dominicano em questões atinentes à doutrina. Em particular, este livro foi escrito por recomendação de São Pio X).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo Oitavo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VONTADE E O LIVRE-ARBÍTRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tese XXI - "Intellectum sequitur, non praecedit voluntas, quae necessário appetit id quod sibi praesentatur tanquam bonum ex omni parte explens appetitum, sed inter bona quae judicio mutabili appetenda proponuntur, libere eligit. Sequitur proinde electio judicium practicum ultimum; at quod sit ultimum voluntas efficit." [*]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vontade segue o intelecto, não o precede. Ela se aplica necessariamente sobre o objeto que lhe é apresentado como um bem que sacia totalmente o apetite, mas entre os bens que lhe são propostos por um juízo reformável, ela escolhe livremente. A eleição, portanto, segue o último juízo prático,&lt;br /&gt;mas que este juízo seja o último é a vontade que escolhe" [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos fundamentais que vão afirmados nesta tese visam : 1° às relações da vontade com a inteligência; 2° à necessidade em que se acha a vontade de se dirigir para o bem o universal; 3° à sua independência relativamente aos bens particulares; 4° à relação entre a eleição e o último juízo prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[*] Cf. ST I., 82; 83; QQ. disp. De Verit. XIII, 5; De Malo II; II Cont. Gent. 72 ss; HUGON. Cours. Phil. Thomist. II, II; GARRIGOU LAGRANGE. Intellectualisme et Liberté. (Revue des Scienc. Philosoph. Et Théolog. - oct., 1907).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] S. T. I, 19.1; HUGON. Cours. Philosoph. Thomist. 111, III.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - A vontade e a inteligência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio que domina e rege a presente questão, é que a vontade segue a inteligência, de tal modo que todo ser inteligente, justamente porque é inteligente, é necessariamente dotado de vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda natureza tem uma tendência proporcionada que nasce da forma e sempre a acompanha. Constituido por sua forma específico, posta por ela em atividade, o ser recebe dela sua inclinação e por isso verificamos na criação tantas inclinações irredutíveis quantas as formas diversas: a forma do cristal é seguida duma tendência que mantém a unidade e faz reparar os ângulos quebrados segundo o mesmo invariável tipo; a forma da planta é seguida de uma outra inclinação que busca o bem do todo, faz tudo convergir para a perfeição da planta, para o seu desenvolvimento, sua conservação e sua propagação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como aqui não há senão a forma natural, não descobrimos senão uma tendência do mesmo gênero, e a chamamos de apetite inato. O animal que, conservando a sua própria natureza, recebe a forma intencional ou a imagem dos seres corporais, deve ter, com seu apetite inato, um apetite sensível, saído da forma e do conhecimento sensível; o homem e o anjo, que recebem uma forma intelectual destituída de sua substância, terão também um apetite intelectual distinto da sua substância, e este apetite é a vontade [2]. Deus, que está no ápice da imaterialidade e da espiritualidade, deve ter uma vontade perfeita, ato puro e idêntico à substância. Portanto é verdade que todo conhecimento é seguido dum apetite proporcionado e que o ser inteligente, precisamente porque é inteligente e assimila espiritualmente os objetos, deve ter um apetite espiritual ou vontade [3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Cf. FRANK. Dict. Philosoph., palavra vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Este conjunto constitui o que S. Tomás chama consistentiam naturalem.&lt;br /&gt;Cf. ST I. II 10,1.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora de Deus, a vontade não pode ser substância, porque, princípio de operações acidentais, ela deve reproduzir o mesmo gênero que é o seu, isto é, o de acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa prova fundamental mostra que a vontade resulta ou emana da essência da alma por intermédio do entendimento, como o apetite nasce da forma. Portanto, como à vontade procede necessariamente da inteligência, toda filosofia que coloca à vontade antes da inteligência ofende a natureza e o senso comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Como a vontade se dirige para a o bem universal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue-se daí também que a vontade, saída da inteligência, deve ser esclarecida por ela e se dirigir para o seu objeto, segundo ele lhe é apresentado pelo entendimento. Quando este propõe o bem universal, que pode saciar todos os desejos, preencher todas as suas capacidades, satisfazer todas as suas tendências, a vontade será necessariamente dominada por um objeto maior que ela mesma, e assim como o nosso espírito adere necessariamente aos primeiros princípios evidentes e às conclusões que evidentemente deles derivam, também a vontade se dirige para o último fim, que é o bem universal, o bem em toda plenitude, e para os meios necessários e evidentemente ligados a este fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um conjunto de coisas que formam um todo indissolúvel, sem o qual o nosso ser humano não poderia subsistir [4], e diante do qual a vontade não poderia ficar indiferente: é por isso que ela quer necessariamente o bem para si, a verdade para a inteligência, para as outras faculdades os seus objetos próprios, para o homem inteiro a existência e a vida. Querer a felicidade é querer viver para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] P. JANVIER, OP. La Liberté (segunda conferência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - Como a vontade se dirige para os bens particulares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos bens particulares que a inteligência mostra como não estando necessariamente ligados ao bem universal, a vontade conserva a sua independência. Sua escolha é livre, como também o julgamento do espírito é reformável. Já se vê que a prova fundamental da liberdade é a própria natureza da substância racional. "O homem é livre, porque é inteligente; o livre arbítrio é um apanágio e um privilégio do espírito. Onde quer que exista espírito haverá liberdades" [5]. Ora, esta independência provém da elevação da alma sobre a matéria. "A vontade humana é livre porque ela é uma energia capaz de apreender o bem universal e absoluto; essa dimensão imensa lhe vem da inteligência e da alma. A alma e a inteligência a possuem da sua independência da matéria, ou, se quiserdes, da sua espiritualidade. Por isso, espiritualidade da alma e liberdade constituem uma só coisa. Esses dois dogmas da razão mantêm-se entre si, em nossos espíritos, pelo fio de ouro e indestrutível da sabedoria, como eles se mantém na realidade pelo laço duma vida imortal" [6].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espírito, pela própria causa da sua amplitude, que lhe permite ver todas as faces da realidade, descobre no objeto finito uma face agradável, que pode excitar na vontade uma verdadeira complacência, e uma face desagradável, que pode provocar a repulsa; ele as apresenta à vontade ao mesmo tempo todas as duas. O objeto assim proposto não poderia dominar a vontade, porque ele é menor que ela, destinada ao infinito: ele é incapaz de satisfazer uma capacidade imensa. A vontade tem uma razão de o aceitar, devido ao primeiro aspecto ou a primeira face, e uma razão de o repelir, devido ao outro aspecto. Nenhuma alternativa se impõe. Se uma é adotada, isto provém desta independência, desta amplitude da vontade, semelhante à amplitude da inteligência e à da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Idem, ibidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6]  BOSSUET. Connaissance de Dieu e de soi même. I, n° XV; Traité du Libre Arbitre; FÉNELON, Traté de l'éxistence de Dieu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando S. Tomás diz que a vontade permanece indiferente em presença dos objetos finitos, não entende que dela dependa não aprovar nehuma alegria ou nenhum desprazer, mas somente que a aceitação final ou definitiva vem somente dela, precisamente por que ela é maior que todos os objetos. Desse modo é livre a escolha, porque o juízo é reformável - mutabili judicio proponuntur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal é a grande prova tomista, que confirmam, de outra parte, a consciência e o senso comum. Ouçamos, quanto a isso, dois pensadores franceses: "Um homem que não tem o espírito corrompido, diz Bossuet, não necessita que lhe provem o seu livre arbítrio, pois ele o sente; e ele não sente mais claramente que ele veja ou que ele viva, ou que ele raciocine, que ele não se sinta capaz de deliberar ou de escolher" [7]. "Não é verdade, acrescenta Fénelon, que esta bizarra filosofia que ousa negar o livre-arbítrio na escola, o suporá como indubitável na sua casa, e que não será menos implacável contra as pessoas que se ele tivesse sustentado toda a sua vida, o dogma da maior liberdade? É visível que esta filosofia carece de unidade e que desmente a si mesma sem pudor algum".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para terminar a demonstração, será necessário comparar a eleição com o último juízo prático, porque é a indiferença do juízo que assegura a liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - Análise da eleição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A psicologia da liberdade compreende uma série de atos coordenados, quer do lado da inteligência, quer do lado da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é a apreensão do bem no espírito, e lhe corresponde, da parte do apetite, a volição; depois, vem o juízo pelo qual a razão propõe o fim como possível e conveniente, que corresponde, na vontade, a intenção do fim. Será necessária, em seguida, uma pesquisa pormenorizada das medidas a serem tomadas, é o conselho, que comporta muitas etapas para descobrir os meios adaptados, ponderar a utilidade de cada um deles, propor os que merecem ser os escolhidos de preferência. Ao conselho do espírito corresponde na vontade o consentimento. Qual será então o que irá determinar em última instância o meio que devemos preferir aos outros? É o juízo prático ao qual, na vontade, corresponde a eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Cf. ST. I.II 11,18; GARDEIL. La crédibilité I, I; P. PÉGUES. coment. l.II. l I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, agora, de passar à execução: do espírito é necessário o mandamento, do lado da vontade, a aplicação ativa, que põe em movimento as diversas faculdades, e do lado destas assim postas em movimento, a aplicação passiva. Uma vez que a execução está feita, a vontade repousa no fim realizado ou no bem possuído: é o gozo, décimo segundo e último ato, que coroa toda a série [8].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso documento insiste sobre o juízo prático e sobre a eleição. E com razão, porque a liberdade se define: a faculdade de escolher. (vis electiva). Todo o jogo da liberdade está nesta harmonia da eleição e do juízo prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, há desacordo entre o juízo especulativo e a conduta da vida, porque o homem escolhe muitas vezes o que a sua razão fortemente condena, mas, quando o juízo prático está formulado, a eleição  segue infalivelmente. Visto que, com efeito, o espírito é de si mesmo indiferente, o juízo não é prático, e não será o último, a não ser que a vontade impulsione o espírito a sair desta indeterminação e a se pronunciar efetivamente neste sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, pelo próprio fato de que ela mesma se aplica a tal parte, ela se engaja a seguir esta parte. Haveria flagrante contradição em seguir o contrário, como também quanto ao longo tempo da demora deste juízo prático. É isto uma necessidade hipotética feita pela própria eleição, é uma lei que é obra própria da vontade, e que, por conseguinte, atesta sua plena independência e a garantia da liberdade. Enquanto este juízo prático estiver mantido, a escolha fica suspensa, mas a vontade poderá aplicar o espírito a uma outra determinação, e poderá ainda levá-lo à renovação desta determinação a assumir uma outra. Será, pois, o juízo prático efetivamente o outro? É realmente a vontade que o faz segundo os termos da nossa tese: at quod sit ultimum voluntas efficit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] BOSSUET. Traité du Livre Arbitre, XIV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta análise do ato livre é suficiente para refutar a objeção dos deterministas. Seria a eleição inexplicável, se ela se realizasse sem razão adequada, mas um motivo suficiente para provocar tal escolha não é motivo necessitante. O último motivo que necessita é o fim último, o bem universal e absoluto. Ora, não é para tal objeto que leva a eleição, mas para os bens particulares. Estes terão sempre, já o dissemos, uma face agradável, e é um motivo suficiente para serem amado. Se a vontade se fixa num deles, não age de maneira cega, pois a sua escolha se explica. Mas, como eles também possuem uma outra face, que é suficiente para afastá-los, nenhum deles se impõe, e, então, uns são rejeitados e um só aceito, e tal provém da plena independência da vontade espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis nos seus princípios essenciais, e nas suas grandes aplicações, a psicologia de S. Tomás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tese da ontologia nos levou a encontrar Deus no Ato Puro; a última da psicologia, nos conduziu à Providência: "Se tivéssemos destruído ou a liberdade pela Providência ou a Providência pela liberdade, não saberíamos por onde começar, tanto essas duas coisas são necessárias, e tanto são evidentes e indubitáveis as idéias que delas temos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo Sexto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A VONTADE DE DEUS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I - A vontade encontra-se em Deus excelentemente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta asserção é uma verdade de fé constantemente afirmada nas Escrituras e expressamente definida pela Igreja [1].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Antigo Testamento, os Salmos atribuem à vontade divina a criação: "Tudo o que ele quis, ele o fez no céu e na terra" [2]; "Ele ordenou, e tudo foi criado" [3]; "Suas obras são grandes e conforme as suas vontades" [4]. Os Profetas glorificam a eficácia absoluta desta adorável vontade: "Meu conselho é firme, e todas as minhas vontades acontecem." [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso Senhor, distinguindo tão claramente a sua vontade humana da vontade divina - "Que vossa vontade seja feita e não a minha" [6], prova a existência das duas. São Paulo assegura que a vontade de Deus tem por objeto nossa santificação [7], que ela é misteriosa, insondável, toda poderosa, irresistível [8], boa, benfazeja, perfeita [9].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Uma exposição Teológica não pode prescindir da doutrina das Escrituras e dos Santos Padres, por isso, trazemos textos de ambos, embora breves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Ps. CXXV, 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Ps. CXLVIII, 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Ps. CX, 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Is, XL, 10.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Luc., XXII, 42.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] I Tess., IV,3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] Rom IX, 18s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Rom., XII, 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O concílio Vaticano I afirma, contra os ateus, os materialistas e os panteístas, que Deus é infinito na inteligência, na vontade e em todas as perfeições [10].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse dogma está necessariamente ligado com as outras verdades fundamentais da nossa fé. Não se pode conceber a Trindade sem uma processão de vontade e de Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação é obra de uma vontade eficaz e não menos que de uma inteligência infinita. Todas as vias divinas referentes ao mundo, à salvação, à reparação do gênero humano, à graça, à glória, supõem uma vontade infinitamente boa que gratuitamente ama as criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a vontade, perfeição tão nobre que acompanha a inteligência dos anjos e a nossa, não pode faltar àquele que é chamado de inteligente e perfeito. Diz Santo Irineu: "Também Deus pensa quando ele quer, e ele quer quando pensa: ele é pensamento, vontade e fonte de todos os bens" [11].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - A vontade de Deus é soberanamente livre em relação a tudo que não é ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que Deus necessariamente quer o seu ser, sua vida, sua beatitude, em uma palavra, tudo o que é ele mesmo. Não podemos ficar indiferentes senão diante do que é limite, lacuna, imperfeição: dizer que permanece livre em relação a ele mesmo, seria reconhecer que a sua bondade é medida e a sua perfeição incompleta. Logo, Deus se conhece e se quer necessariamente; ele produz espontânea e necessariamente seu Verbo e seu Amor, mas não cegamente, porque essa dupla ação é espiritual e consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] DENZINGER, 1782, 3001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[11] S. IRINEU. Adv. Haereses, l. I, c. 12; P. G., VII, 574.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação a tudo que não é ele, a sua vontade goza de soberana independência, que é a liberdade perfeita. Verdade de fé, que muitos erros tentaram obscurescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pagãos acreditavam que Deus, ligado pelo destino como os mortais, opera inúmeras vezes por necessidade. Os monistas, os panteístas, os imanentistas, submetendo Deus à evolução, atacam sua liberdade, não menos que sua imutabilidade. Arnaldo de Brescia, Abelardo, Wiclef, Lutero, Calvino, não&lt;br /&gt;conseguem isentar Deus do seu fatalismo. Alguns filósofos nacionalistas, como Emílio Saisset, Cousin, Robinet, pretenderam que Deus não podia não criar. Guenther e Hermes parecem dizer que Deus criou o mundo quase tão necessariamente quanto ele se ama a si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escritura mostra Deus agindo com plena liberdade. No momento de criar o homem, ele busca conselho nas profundezas da sua eterna sabedoria e é na plenitude da sua independência que ele diz: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança" [12]; "O que ele produziu no céu e na terra, ele o fez porque quis" [13]; "Não foi devido a uma fatalidade, mas por ele mesmo que ele criou todas as coisas" [14]. O mesmo se deu na ordem sobrenatural: "Se ele insufla a graça nas almas, se distribui os carismas, é porque ele o quer e como o quer" [15].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Santos Padres defenderam esse dogma com energia. Diz Teófilo de Antioquia: "O poder de Deus se mostra ao criar as coisas do nada e a criá-las com toda liberdade" [16]. Macário, após ter explicado que Deus com toda liberdade criou o mundo, acrescenta que o homem é feito à imagem de Deus, porque ele é livre como o Criador [17], "Deus tem toda independência para agir, observa santo Epifânio, mas de tal modo que ele faz sempre o que convém a sua divindade" [18]. "Buscar por que Deus criou o mundo, é buscar a causa da vontade divina, conclui santo Agostinho. Ora, não há nada maior do&lt;br /&gt;que a vontade de Deus, pois não há causa que a determine" [19]. É dizer que ela é soberanamente livre e independente, porque não tem outra lei que a lei sempre sábia que o seu bem querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[12] Gen., 1, 26.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[13] Ps. CXXXV, 6.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[14] Prov. XVI, 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[15] Jo. III, 8: 1, Cor. XII, 11.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[16] S. TEÓFILO DE ANTIOQUIA. Ad Antolycum, l. II; P. G., VI, 1072.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[17] MACÁRIO. Fragm.; P. G., X, 1392, 1398.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[18] S. EPIFANIO. Haeres, 70, 7; P. G., XLII, 349.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[19] S. AGOSTINHO. De 83 quaest., q. 28; P. L., XL, 18.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numerosas são as declarações do Supremo Magistério a respeito da liberdade de Deus. O Papa Inocêncio II proclama que Deus poderia fazer de outro modo o que fez [20]. João XXII condena a proposição na qual Eckart sustenta que o Pai cria o mundo "como gera o seu Filho" [21]. O concílio de Florença crê e prega que Deus criou o mundo quando quis e por pura bondade [22]. Pio IX denuncia as teorias de Guenther, contrárias à fé Católica, referentes à liberdade de Deus, que está isenta de toda necessidade na produção das criaturas [23]. O concílio Vaticano I, no capítulo De Deo Creatore, estabelece primeiramente o princípio da liberdade divina: "Deus cria, não por necessidade ou indigência, mas por bondade, para manifestar as suas perfeições nos bens que concede às criaturas, e na plenitude do seu conhecimento e da sua liberdade, por um designo muito livre – libérrimo consilio" [24]. Depois, no canon 5°, ataca frontalmente todos os erros, sejam dos panteístas e dos racionalistas, sejam os de Guenther: "Anátema a quem disser que a vontade divina não é livre de toda necessidade, mas que Deus criou o mundo tão necessariamente quanto ele ama a si mesmo" [25].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Santo Ofício, aos 14 de dezembro de 1887, proscreveu a 18a. proposição de Rosmini: "O amor pelo qual Deus se ama nas criaturas, e que é a razão pela qual ele se determina a criar, constitui uma necessidade moral, que, no Ser perfeito, produz sempre o seu efeito" [26]. Portanto, em Deus não há nem necessidade moral, nem determinismo físico. Enfim, Leão XIII, afirma e prova de novo este dogma: "Deus é infinitamente perfeito e soberanamente inteligente e a bondade por essência; é também soberanamente livre, embora não possa querer de modo algum o mal da falta, como também não o podem, devido à contemplação do bem supremo, os bem-aventurados do céu" [27].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[20] DENZINGER, 374. 726.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[21] Idem, 503. 933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[22] Idem, 706. 1333.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[23] Idem, 1655. 2106.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[24] Idem, 1783. 3002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[25] Idem, 1805. 3065.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[26] Idem, 1908. 3218.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[27] Encycl. Libertas, 1888.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para apreciar essa doutrina e responder às objeções, é necessário lembrar as distinções que trouxemos a respeito da imutabilidade divina: "Embora o ato de Deus seja em si mesmo infinito, necessário, eterno, o termo não o é: nenhum objeto criado merece por ele mesmo e necessariamente ser o termo da vontade divina, porque não é de tal modo perfeito que Deus deva o escolher, nem de tal modo defeituoso, que Deus o deva necessariamente rejeitar. Por esse lado, portanto, a independência divina permanece perfeita; e, se tal plano é adotado, e tal efeito existe, e sem necessidade alguma da parte do&lt;br /&gt;Criador, em virtude duma escolha muito livre, liberrimo consilio, como já o disse o Vaticano I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - A vontade de Deus relativa à salvação dos homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas grandes categorias de erros inteiramente opostas quanto à vontade salvífica de Deus. Segundo os Pelagianos, Deus quer igual e indiferentemente a salvação de todos os homens, se estes a querem por eles mesmos. Eles podem chegar ao termo sem o socorro da graça, ou, se a graça é necessária como admitem os Semi-Pelagianos, eles podem pelos seus esforços naturais prepararem-se e a merecer. Em
